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Uso de animais em ensino e pesquisa

Matéria escrita por:

Clínica Veterinária

5 de set de 2015

“Além de fornecer ao aluno o conhecimento específico de sua área profissional, também faz parte do perfil da PUC Minas capacitá-lo de forma que incorpore atitudes e valores”, destacou o prof. Raul de Barros Neto, diretor do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde (ICBS) da PUC Minas “Além de fornecer ao aluno o conhecimento específico de sua área profissional, também faz parte do perfil da PUC Minas capacitá-lo de forma que incorpore atitudes e valores”, destacou o prof. Raul de Barros Neto, diretor do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde (ICBS) da PUC Minas

O 1° simpósio PUC Minas sobre o Uso de Animais em Ensino e Pesquisa – em busca de uma ética franciscana –, realizado em Belo Horizonte, MG, no campus Coração Eucarístico da PUC Minas, nos dias 7 e 8 de agosto de 2015, inaugurou o desafio de discutir a temática da visão ética frente ao uso de animais em ensino e pesquisa, em sintonia com a missão institucional da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC Minas.

Esse evento pioneiro buscou atrais toda a comunidade acadêmica, principalmente aquela envolvida com o uso de animais, seja nas salas de aula ou nos laboratórios, para refletir sobre como agir frente ao desafio cristão de preservar e respeitar a vida, não só a humana, mas de toda a criação. Há oito séculos Francisco de Assis compunha o Cântico das Criaturas e nele expressava seu amor por todos os seres vivos. Esse é o desafio. Como praticar esse preceito franciscano dentro do nosso ambiente acadêmico?

Assim, a Comissão de Ética no Uso de Animais da PUC Minas (Ceua PUC Minas) colocou em pauta, para debate e reflexão, a situação atual do uso de animais em nossa universidade e os novos rumos que podemos alcançar. Além de trazer à tona a questão ética sobre o uso de animais à luz da essência cristã e confessional da PUC Minas como educadora e produtora de conhecimento, o simpósio também procurou sensibilizar, esclarecer e orientar o corpo docente e discente sobre como se posiciona a instituição frente ao tema.

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Participantes do 1° simpósio da PUC Minas sobre o Uso de Animais em Ensino e Pesquisa – em busca de uma ética franciscana, realizado na PUC Minas­

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A PUC Minas possui uma pessoa ímpar e especial na presidência da CEUA: o prof. dr. Vitor Márcio Ribeiro, médico-veterinário de elevado pensamento crítico e que há anos compartilha o conhecimento científico de que o tratamento da leishmaniose visceral canina (LVC) é possível, exequível e de que as políticas públicas que focam o controle dessa zoonose através da eliminação de cães são ultrapassadas e não controlam o avanço da LVC. Ter um profissional dessa competência na presidência da CEUA, que valoriza e respeita a vida, facilita muito o acesso de qualquer aluno que se sinta constrangido a ter que participar de aula ou procedimento que, para os alunos, seria abusivo e desnecessário, e que necessita compartilhar esses sentimentos sem correr os riscos de passar a ser perseguido.

Algumas faculdades de medicina veterinária já adotam métodos substitutivos e alguns alunos utilizam como critério de seleção da faculdade que irão cursar o fato de adotarem ou não métodos substitutivos ao uso de animais.

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Vale destacar que os métodos substitutivos são uma etapa do treinamento profissional. Os alunos que possuem interesse, por exemplo, em cirurgia, chegarão à etapa em que treinarão com animais vivos, mas isso pode acontecer através de um programa social, onde professores e alunos operam juntos, com a finalidade do aprendizado, mas também auxiliando comunidades que carecem, por exemplo, de ações de controle populacional de cães e gatos. Os pilotos de avião são obrigados a passar pela etapa de treinamento em simuladores antes de treinarem em aviões de verdade. Se alguém não passar na simulação como pode seguir adiante? Por que colocar a situação real para  enfrentamento em vez de oferecer antes a simulação? No estudo da anestesiologia há vários simuladores que oferecem situações de risco que o anestesista enfrentaria, como, por exemplo, parada respiratória ou cardíaca. Estar bem treinado nesses simuladores fornece segurança para vivenciar a situação de risco real. Entre os simuladores para anestesia estão:

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A presença de Henrique Cristiano José Matos (o frater Henrique) contribuiu imensamente para que o pensamento humanitário e franciscano permeasse o simpósio, principalmente, por aprofundar-se no tema por meio do lançamento do seu livro Ecologia e Animais: ensaio a partir de uma indignação ética

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Animais como modelos de pesquisa para a saúde humana

            A crítica científica ao uso de animais como modelos de pesquisa para a saúde humana é muito bem discutida pelo prof. dr. Thales Tréz, do Instituto de Ciências e Tecnologia Campus Avançado de Poços de Caldas, da Universidade Federal de Alfenas (Unifal – MG), em sua obra Entendendo a experimentação animal, disponível gratuitamente na internet:

http://goo.gl/pddFb9.

 

Outra obra de referência sobre o tema é o livro Alternativas ao uso de animais vivos na educação, de Sérgio Grief, também disponível gratuitamente na internet:

http://goo.gl/rjtm4w.

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Entendendo a experimentação animal

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O futuro do ensino e da pesquisa

            Tanto o ensino quanto a pesquisa dependem do aluno, para transformarem os antigos padrões. Somente o pensamento crítico e o respeito pela vida poderão transformar e formar com conhecimento, atitudes e valores.