Introdução
A palavra censo origina-se do latim census, que significa “conjunto dos dados estatísticos dos habitantes de uma cidade, província, estado, nação” 1. O censo animal constitui um dos pilares fundamentais para o planejamento e a execução de políticas públicas em medicina veterinária. O controle de zoonoses, o planejamento de campanhas de vacinação e a implementação de programas de bem-estar animal estão diretamente vinculados ao conhecimento do tamanho, da distribuição e das características das populações animais. Sem informações populacionais confiáveis, torna-se inviável intervir efetivamente na saúde pública. Entretanto, apesar de sua importância, o Brasil ainda carece de um sistema integrado e padronizado de levantamento populacional animal 2.
Situação atual
O panorama nacional de censo animal apresenta diversas iniciativas e legislações em diferentes esferas governamentais para tratar do controle populacional. Contudo, não existe uma base de dados nacional unificada relativa a cães e gatos no Brasil 3. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelos censos nacionais, não possui uma seção específica em seus questionários amostrais sobre animais 1,4. Os dados existentes sobre a população animal são fragmentados e possuem diferentes níveis de qualidade e cobertura.
Em uma pesquisa nacional por meio de metodologia comparativa, estimou-se a população de cães domiciliados em 52 milhões de animais, com cobertura vacinal antirrábica de 80,09% 2. Apesar do número significativo, há variação na proporção de cães e gatos entre regiões, estados e municípios brasileiros.
Além disso, observa-se uma inadequação dos métodos de avaliação populacional. Estudos demonstram que uma simples extrapolação de razão homem:cão ou da média de cães por domicílio pode produzir erros de até 254% quando comparada a desenhos amostrais probabilísticos 5,6. Essa imprecisão compromete o planejamento de campanhas de vacinação, a alocação de recursos e a avaliação da cobertura vacinal. Uma campanha de vacinação dimensionada com base em uma estimativa populacional falha pode tanto desperdiçar recursos públicos, ao superestimar a população, quanto deixar populações vulneráveis ao subestimá-la 7. A falta de padronização metodológica entre municípios dificulta comparações e a construção de um histórico confiável para a realização de ações favoráveis à saúde animal e pública. Enquanto alguns municípios utilizam a amostragem probabilística estratificada, outros empregam métodos não probabilísticos ou estimativas baseadas em registros de centros de controle de zoonoses locais 8,9.
Nesse contexto de dimensionamento populacional e atendimento à saúde animal, verifica-se uma diferença na atenção a determinadas populações. Felinos domésticos, animais de áreas rurais e cães e gatos de vida livre são pouco quantificados ou negligenciados. No caso dos felinos, há uma percepção reduzida do risco que representam para a raiva, resultando em maior negligência na cobertura vacinal, o que pode representar um viés na metodologia de levantamento de dados nessas populações 10,11. Em áreas rurais, o acesso a serviços veterinários e a campanhas de vacinação é limitado 12, gerando lacunas na proteção da saúde animal, embora existam mais animais por domicílio nessas regiões do que em áreas urbanas. Ademais, cães e gatos semidomiciliados, ferais e errantes, que possuem grande importância como sentinelas para zoonoses como raiva, toxoplasmose e leishmaniose, são pouco contabilizados 13. Uma pesquisa desenvolveu e validou um método de captura e recaptura fotográfica para a contagem de animais em vida livre; no entanto, sua aplicação sistemática e frequente permanece limitada 14.
A importância do censo para a Medicina Veterinária do Coletivo
Para o controle eficaz de zoonoses em um ambiente, é necessário um conhecimento preciso da população animal. Portanto, denominadores populacionais são essenciais para calcular coberturas vacinais reais, planejar campanhas de vacinação, avaliar programas de controle da saúde animal e reforçar a vigilância e a intervenção em zoonoses quando necessárias, como nos casos de leishmaniose visceral, leptospirose, toxoplasmose e esporotricose 2,7,10,15,16.
A disponibilidade de dados censitários permite dimensionar adequadamente a infraestrutura necessária dos serviços veterinários públicos, sendo um pré-requisito técnico. Os principais serviços em um município são o Centro de Controle de Zoonoses, os serviços de castração, os serviços de vacinação e os recursos diagnósticos. Para o Centro de Controle de Zoonoses, o censo é necessário para conhecer a quantidade, a localização e a capacidade de atendimento à população animal e humana 17. Os serviços de castração (popularmente conhecidos como petmóveis) utilizam o censo para dimensionar a capacidade cirúrgica necessária para programas de controle populacional (Figura 1) 18, assim como os serviços de vacinação em massa (mutirões) para definir o número de profissionais e o volume de insumos necessários 19. O censo também é fundamental para a obtenção de recursos destinados a diagnóstico, vigilância epidemiológica e prevenção de zoonoses 20.

Além da necessidade do censo para a gestão municipal e para ações voltadas à saúde animal, esse dimensionamento também se aplica a outras comunidades fora dos centros urbanos. O censo proporciona uma base para pesquisas em saúde pública em diversos cenários, como comunidades litorâneas (Figura 2), indígenas (Figura 3) e quilombolas. Dessa forma, ao obter o quantitativo animal, é possível planejar ações e obter recursos para intervenções em saúde (vacinação, desparasitação e castração) que impactam diretamente os animais domésticos e as pessoas da comunidade ao redor, que possuem vínculo com tais animais, por meio do manejo e controle populacional para conter o desenvolvimento e o avanço de zoonoses que acometem essas comunidades.


O censo animal é um componente essencial da abordagem de Saúde Única, a qual reconhece a interconexão entre a saúde humana, animal e ambiental 21. Populações animais mal dimensionadas ou não monitoradas representam pontos cegos críticos no sistema de vigilância 15,22. Essa falha no monitoramento pode levar ao aumento do risco para a saúde pública. Para detectar precocemente patógenos com potencial zoonótico, emergente ou reemergente, é necessária uma vigilância ativa nessas populações, para a qual o conhecimento dessas populações é fundamental 23,24.
Um exemplo de programa nacional bem estruturado é o de animais de produção, o Programa Nacional de Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT), que demonstra que, quando há investimento adequado, marco legal claro e engajamento do setor produtivo, é possível obter dados epidemiológicos de qualidade com impacto mensurável para a sanidade animal, auxiliando na redução da prevalência de zoonoses 22.
Desafios
Um levantamento sobre ações de manejo e controle populacional animal em 47 municípios do Rio de Janeiro, entre 2012 e 2013, demonstrou que apenas 46,8% dos municípios relataram ações voltadas ao controle populacional. Programas de castração, educação e adoção estavam presentes em menos de 30% dos municípios 25. Essa fragmentação reflete a ausência de recursos, a falta de coordenação nacional e a baixa priorização política da questão, resultando em falta de padronização e impossibilidade de avaliação comparativa 9.
A subnotificação de doenças em animais também é um empecilho para a realização do censo populacional. A lista de doenças animais de notificação obrigatória, da Instrução Normativa 50/2013 (Sistema Nacional de Informação Zoossanitária) 26, inclui 141 doenças (Figura 4); porém, de acordo com pesquisas realizadas entre 2017 e 2019, apenas 13 foram notificadas 27. Dessa forma, com baixos dados de morbidade e mortalidade, o censo perde parte significativa de seu valor para a vigilância epidemiológica.
| Doenças erradicadas ou nunca registradas no País, que requerem notificação imediata de caso suspeito ou diagnóstico laboratorial |
Doenças que requerem notificação imediata de qualquer caso suspeito |
Doenças que requerem notificação imediata de qualquer caso confirmado |
Doenças que requerem notificação mensal de qualquer caso confirmado |
|
|
Múltiplas
espécies |
Brucelose (Brucella melitensis) | Antraz (carbúnculo hemático) | Brucelose (Brucella suis) | Actinomicose |
| Cowdriose | Doença de Aujeszky | Febre Q | Botulismo (Clostridium botulinum) | |
| Doença hemorrágica epizoótica |
Estomatite vesicular | Paratuberculose | Carbúnculo sintomático/manqueira (Clostridium chauvoei) |
|
| Encefalite japonesa | Febre aftosa | Cisticercose suína | ||
| Febre do Nilo Ocidental | Língua azul | Clostridioses (exceto C. chauvoei, C. botulinum, C. perfringens e C. tetani) | ||
| Febre do Vale do Rift | Raiva | Coccidiose | ||
| Febre hemorrágica de Crimea-Congo |
Disenteria vibriônica (Campilobacter jejuni) |
|||
| Miíase (Chrysomya bezziana) | Ectima contagioso | |||
| Peste bovina | Enterotoxemia (Clostridium perfringens) | |||
| Triquinelose | Equinococose/hidatidose | |||
| Tularemia | Fasciolose hepática | |||
| Febre catarral maligna | ||||
| Filariose | ||||
| Foot-rot/podridão dos cascos (Fusobacterium necrophorum) | ||||
| Leishmaniose | ||||
| Leptospirose | ||||
| Listeriose | ||||
| Melioidose (Burkholderia pseudomallei) | ||||
| Miíase por Cochliomyia hominivorax | ||||
| Pasteureloses (exceto P. multocida) | ||||
| Salmonelose intestinal | ||||
| Tripanosomose ( T. vivax) | ||||
| Tétano (Clostridium tetani) | ||||
| Toxoplasmose | ||||
| Surra (Trypanossoma evansi) | ||||
|
Abelhas |
Infestação das abelhas melíferas pelos ácaros Tropilaelaps | Loque americana das abelhas melíferas | Acariose/acarapisose das abelhas melíferas | |
| Infestação pelo pequeno escaravelho das colmeias (Aethina tumida) | Loque europeia das abelhas melíferas | Cria giz (Ascosphaera apis) | ||
| Nosemose | ||||
| Varrose (varroa/varroase) | ||||
|
Aves |
Hepatite viral do pato | Doença de Newcastle | Clamidiose aviária | Adenovirose |
| Influenza aviária | Laringotraqueíte infecciosa aviária | Mycoplasma (M. gallisepticum; M. melleagridis; M. synoviae) | Anemia infecciosa das galinhas | |
| Rinotraqueíte do peru | Salmonella (S. enteritidis; S. gallinarum; S. pullorum; S. typhimurium) | Bronquite infecciosa aviária | ||
| Coccidiose aviária | ||||
| Colibacilose | ||||
| Coriza aviária | ||||
| Doença de Marek | ||||
| Doença infecciosa da bursa/Doença de Gumboro | ||||
| EDS-76 (Síndrome da queda de postura) | ||||
| Encefalomielite aviária | ||||
| Epitelioma aviário/bouba/varíola aviária | ||||
| Espiroquetose aviária (Borrelia anserina) | ||||
| Leucose aviária | ||||
| Pasteurelose/cólera aviária | ||||
| Reovirose/artrite viral | ||||
| Reticuloendoteliose | ||||
| Salmoneloses (exceto S. gallinarum, S. pullorum, S. enteritidis e S. typhimurium) | ||||
| Tuberculose aviária | ||||
|
Ovinos e caprinos |
Aborto enzoótico das ovelhas (clamidiose) | Scrapie | Agalaxia contagiosa | |
| Doença de Nairobi | ||||
| Maedi-visna | ||||
| Peste dos pequenos ruminantes | ||||
| Pleuropneumonia contagiosa caprina | ||||
| Varíola ovina e varíola caprina | ||||
|
Lagomorfos |
Doença hemorrágica do coelho | Mixomatose | ||
|
Bovinos e bubalinos |
Dermatose nodular contagiosa | Encefalopatia espongiforme bovina | Brucelose (Brucella abortus) | Anaplasmose bovina |
| Pleuropneumonia contagiosa bovina | Teileriose | Babesiose bovina | ||
| Tripanosomose (transmitida por tsetsé) | Tuberculose | Campilobacteriose genital bovina (Campilobacter fetus subesp. veneralis) | ||
| Diarreia viral bovina | ||||
| Leucose enzoótica bovina | ||||
| Rinotraqueíte infecciosa bovina/vulvovaginite pustular infecciosa | ||||
| Septicemia hemorrágica (Pasteurela multocida) | ||||
| Varíola bovina | ||||
| Tricomonose | ||||
|
Equídeos |
Arterite viral equina | Anemia infecciosa equina | Adenite equina/papeira/garrotilho | |
| Durina/sífilis (Trypanossoma equiperdum) | Encefalomielite equina do leste |
Exantema genital equino | ||
| Encefalomielite equina venezuelana | Encefalomielite equina do oeste |
Gripe equina | ||
| Metrite contagiosa equina | Mormo | Linfangite ulcerativa (Corinebacterium pseudotuberculosis) |
||
| Peste equina | Piroplasmose equin | |||
| Rinopneumonia equina | ||||
| Salmonelose (S. abortusequi) | ||||
|
Suínos |
Encefalomielite por vírus Nipah | Peste suína clássica | Circovirose | |
| Doença vesicular suína | Erisipela suína | |||
| Gastroenterite transmissível | Influenza dos suínos | |||
| Peste suína africana | Parvovirose suína | |||
| Síndrome reprodutiva e respiratória suína (PRRS) | Pneumonia enzoótica (Mycoplasma hyopneumoniae) | |||
|
Camelídelos |
Rinite atrófica |
Figura 4 – Lista de doenças de notificação obrigatória ao Serviço Veterinário Oficial, Adaptado 26
Os profissionais de saúde são essenciais para o controle de zoonoses e atividades relacionadas à Uma Só Saúde; entretanto, sua representação nas equipes de atenção primária à saúde é extremamente baixa. Em 2018, dos 5.570 municípios brasileiros, apenas 48 tinham o médico-veterinário como componente das equipes do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), que atualmente correspondem às equipes e-Multi 28,29. Essa ausência compromete tanto a coleta de dados censitários quanto a execução de intervenções baseadas nesses dados.
Apesar do aumento constante das equipes e-Multi no país (de 1,5 mil em maio para 3,4 mil em julho de 2024, de acordo com o Ministério da Saúde) 30, a quantidade de profissionais veterinários ainda não é registrada de forma sistemática, inviabilizando o rastreamento correto desses profissionais nos municípios. Sendo um profissional com formação específica para atuar na interface humano-animal-ambiental, sua ausência nas equipes de saúde pública em algumas áreas representa uma grave lacuna na capacidade de resposta do sistema como um todo 31,32.
Muitos municípios brasileiros, até recentemente (início de 2025), não dispunham de sistemas informatizados de registro animal integrados com a vigilância em saúde, bem como de bancos de dados georreferenciados para análises, rastreabilidade digital e plataformas de notificação simplificadas e acessíveis 14,27,33. A defasagem tecnológica na capacidade de coleta, integração, análise e uso de dados limita a tomada de decisão em tempo oportuno.
Atualmente, existe o sistema de registro SinPatinhas, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e desenvolvido pelo Programa Nacional de Proteção e Manejo Populacional Ético de Cães e Gatos, por meio do Decreto Nº 12.439, de 17 de abril de 2025 34,35. Esse sistema tem como objetivo reunir dados essenciais para o planejamento de políticas públicas de bem-estar animal, como castração, vacinação, microchipagem e ações de enfrentamento ao abandono e aos maus-tratos. Atualmente, está ativo em 97% dos municípios do Brasil, constituindo um sistema de grande importância para o desenvolvimento e a aplicação de políticas públicas voltadas à saúde animal, humana e ambiental.
Perspectivas futuras
O futuro do censo animal nacional tem potencial de avanço por meio da adoção de tecnologias emergentes. Entre elas está a análise automatizada de imagens em captura-recaptura para identificação individual de animais e predição de distribuições populacionais 36. Também é possível integrar múltiplas fontes de dados, como big data, em clínicas veterinárias, sistemas de saúde e registros veterinários, possibilitando estimativas mais robustas e em tempo real 37,38.
A rastreabilidade confiável e imutável da movimentação animal pode ser alcançada por meio da tecnologia blockchain, que garante a integridade dos dados e atualmente é utilizada em animais de produção 39. O sensoriamento remoto para o mapeamento de grandes extensões territoriais e áreas de difícil acesso 40, especialmente em comunidades afastadas, pode facilitar o planejamento de campanhas de saúde animal.
O engajamento da sociedade civil em atividades de censo e monitoramento animal, por meio de aplicativos e plataformas digitais, pode ampliar significativamente a cobertura e a frequência de coleta de dados, além de favorecer notificações de casos suspeitos de zoonoses, complementando os levantamentos oficiais 41.
Considerações finais
O censo animal no Brasil encontra-se em estágio de desenvolvimento insuficiente para atender às demandas da medicina veterinária do coletivo na década atual. Embora existam estimativas nacionais importantes e experiências municipais bem-sucedidas, a fragmentação metodológica, institucional e operacional limita grandemente o potencial desse instrumento para a saúde pública.
A implementação das recomendações necessita de apoio político, investimento adequado e coordenação intersetorial entre saúde, agricultura, meio ambiente e institutos de pesquisa. O retorno desse investimento, entretanto, é inequívoco: melhor controle de zoonoses, uso mais eficiente de recursos públicos, fortalecimento da segurança sanitária nacional e, em última análise, proteção mais efetiva da saúde humana e animal. O censo animal é um meio essencial nesse cenário, necessário para alcançar os objetivos mais amplos da medicina veterinária do coletivo: populações animais saudáveis, cuidadas e integradas de forma sustentável à sociedade, com o objetivo de minimizar os riscos à saúde pública e maximizar os benefícios da convivência humano-animal.
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