Menu

Clinica Veterinária

Início Opinião Saúde Pública Estadiamento da leishmaniose visceral canina
Saúde Pública

Estadiamento da leishmaniose visceral canina

Matéria escrita por:

Arthur de Vasconcelos Paes Barretto

13 de jan de 2018


O estadiamento da leishmaniose visceral canina foi tema de destaque no XVIII Simpósio Internacional de Leishmaniose Visceral Canina realizado pelo Brasileish em Belo Horizonte, MG, em novembro de 2017. Paulo Tabanez e Vitor Márcio Ribeiro, membros fundadores do grupo, compartilharam a proposta para o estadiamento da enfermidade no Brasil.

Na Europa, em 2011, o grupo europeu de estudos em leishmanioses, o LeishVet, publicou o artigo “LeishVet guidelines for the practical management of canine leishmaniosis” http://doi.org/10.1186/1756-3305-4-86 –, no qual o estadiamento é proposto por alterações clínicopatológicas e sorológicas (estágios I, II, III e IV).­

­

Evolução de caso clínico de cão no estágio V

­

A proposta brasileira leva em considerações a gravidade das alterações renais estabelecidas pela International Renal Interest Society (Iris) – http://www.iris-kidney.com – e, por isso, os estágios propostos são estágio I (sem doença), estágio II (sem doença), estágio III (doença leve), estágio IV (doença moderada) e estágio V (doença grave).

A palestra que apresentou esse tema está disponível na internet no endereço http://www.brasileish.com.br. Nesse arquivo é possível conferir detalhadamente dados e fotos de cada estágio da proposta do Brasileish.

 

 

Estágio clínico Sorologia Sinal clínico Alteração laboratorial Terapia Prognóstico
I sem doença

Títulos baixos (1:40 / 1:80)

Parasitológico (-)

Sem sinais clínicos Sem alteração Imunoterapia* Bom
II sem doença

Títulos baixos / médios

Parasitológico (+)

Sem sinais clínicos Sem alteração

Alopurinol
Imunoterapia
Miltefosina

Bom
III doença leve Títulos baixos / elevados Sem sinais clínicos Qualquer alteração exceto renal

Alopurinol
Imunoterapia
Miltefosina

Bom a reservado
IV doença moderada

Títulos médios / elevados

Sinais clínicos Alterações III e IRIS I ou II

Alopurinol
Imunoterapia
Miltefosina
Manejo IRIS

Reservado a ruim
V doença severa Títulos médios / elevados Sinais clínicos Alterações III e IRIS III ou IV Alopurinol
Imunoterapia
Miltefosina
Manejo IRIS
Ruim
* Imunoterapia (Leish-Tec® em doses duplas a cada 21 dias por 3 aplicações e então reforços semestrais + Domperidona 0,5 A 1 mg/kg,VO, BID, 30 dias a cada seis meses)