MVC

Proposta de protocolo para resgate seletivo em abrigos de animais

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Heloise Zavatieri Polato

MV, CRMV-PR: 17.821

Aluna de residência

UFPR

heloise.polato@ufpr.br

 



Jéssica Pinheiro F. do Nascimento

MV, CRMV-PR: 17.756

Aluna de residência

UFPR

jessicanascimento97@hotmail.com

 



Jéssica Moreira de Paula

MV, CRMV-PR: 19.412

Aluna de residência

UFPR

jessicamoreiradepaula@gmail.com

 



Rita de Cassia Maria Garcia

MV, CRMV-PR: 12.912

Profa. dra.

UFPR

ritamaria@ufpr.br




Introdução

A dinâmica de abandono de animais envolve diversos fatores, como mudança de moradia, questão financeira, perda do interesse pelo animal, ninhadas indesejadas, conflitos pessoais com o animal, falta de espaço na residência e/ou problemas comportamentais 1. No Brasil, não há uma contagem oficial de animais errantes ou em situação de rua, mas estima-se que entre 2020 e 2021 o abandono tenha aumentado, chegando a algo ao redor de 20 a 30% 2. Fazem parte dos animais em situação de rua ou errantes os que têm um tutor (semidomiciliados), os que não têm um tutor (abandonados), os perdidos e os comunitários. Um gato errante ou em situação de rua pode ter ou não tutor, estar perdido ou ser comunitário.


Animais soltos em vias públicas podem causar acidentes de trânsito, acidentes por mordeduras, danos a propriedades tanto públicas quanto privadas e predação da fauna silvestre pelo hábito de caça 4, impactando o seu bem-estar e a saúde pública 5. Todas essas consequências do abandono podem ser controladas e prevenidas com um eficiente programa de Manejo Populacional de Cães e Gatos (MPCG), com legislação adequada, identificação e registro de animais, educação da população em guarda-responsável, cuidados básicos de saúde, controle reprodutivo, controle do comércio, participação social, vacinação e controle parasitário, bem como casas de passagem (Centros de Acolhimento e Adoção - CAA) 6.


Em municípios sem políticas públicas eficientes para o MPCG ou onde as políticas são recentes (com menos de 5 anos), os CAA (abrigos públicos, privados ou mistos) e os protetores independentes são sobrecarregados com as demandas de resgate e manutenção de animais abandonados. Essas ações fazem a diferença para cada vida salva, mas, sem políticas públicas eficientes para o MPCG, essas ações não conseguem impactar a taxa do abandono.


O resgate desenfreado aumenta a densidade de animais nos abrigos, o risco de transmissão de doenças, os custos e o tempo de permanência dos animais nesses locais. Também impacta diretamente o nível de bem-estar dos animais mantidos, podendo chegar a níveis baixos ou muito baixos, o que representaria maus-tratos.


Essa proposta de protocolo para resgate seletivo em abrigos de animais tem como objetivo principal a diminuição da admissão de animais nos abrigos.



 

Parte integrante do artigo publicado na revista Clínica Veterinária, Ano XXVII, n. 156, janeiro/fevereiro, 2022.



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