O novo coronavírus e os animais de companhia

Aprendendo sobre o SARS-CoV-2 e o Covid-19 nos animais

Covid-19

Desde dezembro de 2019, a doença altamente contagiosa chamada Covid-19 (Coronavirus disease 2019), causada pelo vírus SARS-CoV-2 (Severe acute respiratory syndrome coronavírus 2), tem ocorrido entre os seres humanos 1,2. Já em janeiro de 2020, devido à sua rápida expansão em diferentes países, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou estado de Emergência em Saúde Pública de Importância Internacional 1. Em março de 2020, a Covid-19 foi caracterizada pela OMS como pandemia 1.

O epicentro inicial da Covid-19 esteve vinculado aos mercados atacadistas de frutos do mar e de animais exóticos de Huanan, Wuhan, província de Hubei, China 1. A partir de análises de sequências genômicas completas do novo coronavírus coletadas de cinco pacientes durante o estágio inicial do surto em Wuhan, observou-se 79,6% de similaridade com outro SARS-CoV (Severe acute respiratory syndrome coronavírus) e 96% de correspondência com o genoma inteiro de um coronavírus encontrado em morcego 2. Corroborando com essas análises, outro estudo sugeriu que o SARS-CoV-2 não teve origem ou manipulação em laboratório, e que uma fonte animal pode estar envolvida com os casos iniciais de Covid-19 associados ao mercado de Huanan 3. Ainda, estudo mais recente observou que ao nível do genoma, o coronavírus encontrado em pangolin apresentou 91,02% de semelhança com o SARS-CoV-2 4.

Pessoas com Covid-19 devem evitar o contato próximo com animais de estimação, manter boas práticas de higiene e usar máscara

Segundo a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, 75% das doenças infecciosas ou parasitárias emergentes ou reemergentes do último século tiveram origem em animais, sendo consideradas zoonoses, como por exemplo os vírus HIV, Influenza Aviária e Influenza Suína 5.

Apesar de origem e ancestrais diretos ainda não identificados, o genoma do SARS-CoV-2 parece próximo ao do coronavírus que acomete uma espécie de morcego, e ao do coronavírus que acomete uma espécie de pangolin 2,3,4. Contudo, ainda pouco se sabe sobre o que acontece com animais de estimação, como cães e gatos, durante a pandemia de Covid-19 entre os seres humanos.

SARS-CoV-2

Trata-se de um vírus de RNA (ácido ribonucleico), com aparência de coroa ao microscópio eletrônico, devido às glicoproteínas presentes em seu envelope viral 6. A família Coronaviridae se divide em quatro gêneros: Alphacoronavirus, Betacoronavirus, Gammacoronavirus e Deltacoronavirus 6.

Os membros da grande família Coronaviridae tendem a ser espécie-específicos e podem causar doenças respiratórias, gastrintestinais, hepáticas, renais e neurológicas em diferentes espécies animais, como cães, gatos, bovinos, suínos, equinos, aves, inclusive em seres humanos 7 (Figura 1).

Figura 1 – Os membros da grande família Coronaviridae tendem a ser espécie-específicos e podem causar doenças respiratórias, gastrintestinais, hepáticas, renais, e neurológicas em diferentes espécies animais, como cães, gatos, bovinos, suínos, equinos, aves, incluindo os seres humanos. APN: aminopeptidase N; BoCoV: coronavírus bovino; DPP4: dipeptidil peptidase4. CCoV: coronavírus canino; CoV: coronavírus; CRCoV: coronavírus respiratório canino; FECV: coronavírus entérico felino; FIPV: virus da peritonite infecciosa felina; HCoV: coronavírus humano; HECoV: coronavírus entérico humano; IBV: vírus da bronquite infecciosa; MERS: vírus da síndrome respiratória do oriente médio; NCAM: molécula de adesão de células neurais; ND: não determinado; Neu5,9Ac2: ácido N-acetil-9-0-acetilneuranímico; PDCoV: deltacoronavírus porcino; PEDV: vírus da diarreia epidêmica porcina; PHEV: vírus da encefalomielite aglutinante porcina; Poly-LacNAc: Poli-N-acetilactosamina; PRCV: coronavírus respiratório porcino; SADS-CoV: vírus da síndrome da diarreia aguda suína; SARS: vírus da síndrome respiratória aguda severa; TCoV: coronavírus do peru; TGEV: vírus da gastrenterite transmissível

Em cães, o coronavírus entérico canino pode causar diarreia leve, enquanto que o coronavírus respiratório é parte do complexo respiratório canino 7. Em gatos, o coronavírus felino é responsável pela peritonite infecciosa felina (PIF) 7. Esses coronavírus não estão associados à atual pandemia da Covid-19 7.

O SARS-CoV-2 pertence ao gênero Betacoronavirus, subgênero Sarbecovirus 7. Devido ao seu envelope viral de natureza fosfolipídica, pode ser inativado por solventes lipídicos, incluindo o etanol, o éter, o clorofórmio e desinfetantes com cloro 7. O vírus ainda é sensível aos raios ultravioleta e ao calor 7.

SARS-CoV-2 em animais

O primeiro relato em cão ocorreu em Hong Kong, na China, conforme boletim da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) 8 (Figura 2). Um cão assintomático de raça spitz alemão de 17 anos de idade foi colocado em quarentena no dia 26 de fevereiro de 2020, após a hospitalização de seu tutor pela Covid-19 8,9. Foram coletadas amostras em swab nasal, oral, retal e amostras de fezes para possível diagnóstico molecular de SARS-
CoV-2 ,9. Dentre elas, as amostras em swab nasal e oral do cão foram positivas para SARS-
CoV-2 em RT-PCR (Transcrição Reversa
seguida de Reação em Cadeia da Polimerase) ,9. Nesse caso, apesar da detecção, não foi possível realizar o isolamento do vírus, mas o cão desenvolveu anticorpos neutralizantes ,9. Dias após o animal testar negativo para SARS-CoV-2 em RT-PCR e ter sido liberado da quarentena, ele foi a óbito por causa indeterminada 8. A causa da morte não foi considerada como tendo sido associada ao vírus.

No dia 18 de março, um cão pastor alemão assintomático de dois anos testou positivo para SARS-CoV-2 em RT-PCR em amostras orais, nasais e retais durante 3 dias 0,11. O vírus foi isolado e o cão apresentou anticorpos 1.

Até o dia 15 de abril de 2020, o Departamento de Agricultura, Pesca e Conservação de Hong Kong testou 30 cães de tutores positivos para a Covid-19 2, tendo sido positivos apenas os dois casos acima 12.

Ainda em Hong Kong, amostras em swab nasal, oral e fecal de gato clinicamente saudável testaram positivo para SARS-CoV-2 em RT-PCR 13, sendo que o proprietário havia sido hospitalizado com Covid-19 14. Até o dia 15 de abril de 2020, o Departamento de Agricultura, Pesca e Conservação de Hong Kong testou 17 gatos de tutores positivos para a Covid-19, e apenas o gato acima citado foi positivo 12.

Em meados de março de 2020, na Bélgica, foi detectado RNA viral de SARS-CoV-2 em amostras de vômito e fezes de um gato com diarreia, vômito e dispneia, por meio de RT-PCR 15. Apesar do tutor do animal estar com Covid-19, não foi possível estabelecer o nível de semelhança entre as sequências de SARS-CoV-2 presentes no gato e no ser humano 5. O animal apresentou melhora clínica após 9 dias do início dos sintomas 15.

Em 22 de abril, a OIE, o CDC e USDA relataram que 2 gatos do estado de Nova York, nos Estados Unidos, apresentando espirros e corrimento nasal, testaram positivo na RT-PCR para SARS-CoV-2 16,17. Um gato é do interior do estado (Orange County) e o proprietário é positivo para Covid-19 18. Os sinais no gato apareceram depois de o proprietário apresentar sinais 18. O outro gato da casa permaneceu assintomático 18. O segundo gato positivo é da região de Long Island (Nassau County) e tem acesso à rua 18. Ninguém na casa apresentou sinais clínicos e presume-se que o gato adquiriu a doença de alguém assintomático em casa ou em contato com alguém com o vírus na rua 18. Os últimos exames laboratoriais nos dois gatos demonstraram que eles estão eliminando a infecção e devem ter recuperação completa 18.

Não surpreende que gatos tenham ficado doentes. O SARS-CoV-2 penetra na célula ligando-se ao receptor ACE2, e o receptor ACE2 de gatos tem uma homologia muito alta com o do ser humano 19,20,21. O coronavírus que causou a epidemia de SARS (SARS-CoV) também utiliza o receptor ACE2 para entrar na célula 22.

Gatos puderam ser infectados experimentalmente pelo vírus SARS-CoV e se infectaram naturalmente durante a epidemia de SARS em 2003 22,23. Recentemente, gatos foram inoculados experimentalmente por via intranasal com doses altas de SARS-CoV-2 4. Os animais não apresentaram sinais clínicos, desenvolveram anticorpos neutralizantes e eliminaram RNA viral nas fezes. À necrópsia, vírus infectante foi encontrado nos cornetos nasais, palato mole, tonsilas, traqueia e pulmões 24. Gatos experimentalmente infectados transmitiram a doença por via aérea para gatos suscetíveis 24.

Figura 2 – Relatos de SARS-CoV-2 em animais de companhia e outras espécies atualizado em 30/04/20

Infecção experimental com SARS-CoV-2 também é possível em hamsters, em ferrets, macaco résus (Macaca mulata) e macaco-cynomolgus (Macaca fascicularis) 24-30. Em condições experimentais, hamsters e ferrets podem transmitir a infecção para outros animais suscetíveis por contato direto 24,25,29,30. Em ferrets, também foi demonstrado que a infecção pode ocorrer por via aérea 24,25,29. Até o momento, não há relato de casos naturais de infecção por SARS-CoV-2 em hamsters ou ferrets. O Departamento de Agricultura, Pesca e Conservação de Hong Kong testou dois hamsters de tutores positivos para a Covid-19, e ambos foram negativos 12.

Em 4 de abril de 2020, o United States Department of Agriculture (USDA) dos Estados Unidos da América (EUA), órgão equivalente ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) do Brasil, anunciou que amostras de uma fêmea de tigre-malaio do zoológico do Bronx, na cidade de Nova York, testaram positivas para SARS-CoV-2 em RT-PCR 31,32. As amostras em swab foram coletadas e testadas após dois tigres-malaios, dois tigres-siberianos e três leões-africanos apresentarem sinais respiratórios ao longo de uma semana 31,32. Em 17 de abril, a OIE confirmou que um dos leões africanos testou positivo para SARS-CoV-2 na RT-PCR 33. No final, todos esses animais e mais um tigre siberiano assintomático testaram positivo para SARS-CoV-2 na RT-PCR de amostras de fezes 34. Os 5 tigres positivos vivem separados no mesmo recinto 34. Os 3 leões vivem em um recinto em uma outra área do zoológico e ocasionalmente eles interagem 34. O Zoo de Bronx tem ainda 1 tigre malaio e 2 tigres siberianos que vivem em um recinto distante 35. Esses 3 tigres não apresentaram sinais 35. Os 7 animais sintomáticos melhoraram e se espera que tenham recuperação completa 35,36.

Em 26 de abril de 2020, o Ministério da Agricultura, Natureza e Qualidade dos Alimentos da Holanda comunicou à imprensa e em uma carta ao Parlamento que as infecções por SARS-CoV-2 foram confirmadas em visons (martas) em 2 fazendas 37. Infecções por SARS-CoV-2 foram documentadas em visons em uma fazenda com 13.000 visons 37. Infecções adicionais foram identificadas em uma segunda fazenda com 7.500 visons adultos 38. Informações ainda não estão disponíveis sobre os casos dessa segunda fazenda 38. Na primeira fazenda, ocorreu um aumento em problemas de saúde e de mortalidade dos visons 37. Três visons com sinais gastrintestinais e respiratórios foram submetidos à eutanasia 38. As amostras enviadas para a Wageningen Bioveterinary Research em Lelystad foram positivas para SARS-CoV-2 na RT-PCR 37. Amostras de esterco, ar e poeira retiradas do ambiente das fazendas para detectar a presença do vírus estão sendo investigadas 38. Os gatos na fazenda também serão testados 38. Duas pessoas que trabalhavam na fazenda tinham sinais compatíveis com o Covid-19, mas não há confirmação laboratorial 37. A infecção dos visons parece ser um caso de infecção humano-animal. Não é de surpreender que os visons (Neovison vison) sejam suscetíveis porque eles são da mesma familia (mustelídeos) que os ferrets (Mustela putorius furo) e ferrets podem ser infectados experimentalmente com o coronavírus SARS-CoV-2 e transmitir a doença a outros ferrets por contato direto ou indireto 25,29.

É importante enfatizar que até o momento não existe nenhum caso de transmissão de SARS-CoV-2 de animais domésticos para pessoas e que a transmissão de pessoas para animais domésticos é extremamente rara. Em estudo realizado pelo Instituto Pasteur, ainda não publicado, foram testados 21 animais domésticos, dentre eles 9 gatos e 12 cães que viviam em contato próximo com seus tutores, um total de 20 alunos de Medicina Veterinária na França 39. Dentre os alunos, dois testaram positivo para SARS-CoV-2 em RT-PCR, e 11/18 apresentaram sinais clínicos compatíveis 39. Dentre os animais, três gatos apresentaram sinais respiratórios e gastrintestinais 39. Apesar da proximidade com tutores infectados, nenhum cão ou gato testou positivo para SARS-CoV-2 por RT-PCR ou apresentou anticorpos para SARS-CoV-2 em ensaio de imunoprecipitação 39. Apesar da baixa amostragem, o estudo sugeriu que a taxa de transmissão do SARS-CoV-2 entre seres humanos e animais de estimação em condições naturais é provavelmente muito baixa, abaixo de um número de reprodução de 1 39. Até o momento, não há nenhum estudo epidemiológico com grande número de animais que permita estimar a porcentagem de cães e gatos em contato com pessoas com Covid-19 que passam a excretar o vírus ou desenvolvem anticorpos.

É sabido que gatos são mais suscetíveis à infecção experimental por SARS-CoV-2 do que cães 24. Em 2016, 21% das residências do estado de Nova York, nos EUA, tinham gatos, para um total estimado de 2.841.0000 gatos. Aproximadamente 21% das residências tinham gatos, com uma média de 1,7 gatos por residência 40. Em 26 de abril de 2020, o estado de Nova York tinha 288.045 casos confirmados de Covid-19 1. Se esses casos fossem de residências diferentes, aproximadamente 103.000 gatos teriam sido expostos a pacientes com Covid-19 e apenas 2 desses 103.000 gatos foram positivos para SARS-CoV-2. Isso sugere que a transmissão de pessoas para animais seja muito rara.

Há dois inquéritos sorológicos com gatos 2,43, um deles também inclui cães 42. Em um estudo ainda não publicado, 11 de 102 gatos tinham anticorpos neutralizantes contra o SARS-CoV-2 sugerindo que em condições naturais, gatos expostos ao SARS-CoV-2 desenvolvem anticorpos 43. Essas amostras foram obtidas depois que se iniciou o surto de Covid-19 em Wuhan, China 43. Em outro estudo sorológico também na região de Wuhan, anticorpos para SARS-CoV-2 foram procurados em 35 espécies animais 42. A amostra incluiu 15 cães com proprietário, 99 cães de rua, 66 gatos com proprietários e 21 gatos de rua 2. Contato próximo com um paciente com Covid-19 foi confirmado para pelo menos 3 cães nesse estudo 42. Nenhum dos cães e gatos possuía anticorpos contra o SARS-CoV-2 2. É provável que os animais de companhia infectados relatados até o momento estavam em contato com seres humanos eliminando alta carga viral do SARS-CoV-2, estavam em contato muito próximo, tinham comorbidades ou aumento de susceptibilidade ao vírus, ou uma combinação destes fatores. Presume-se que o risco de infecção seja maior no início da doença em pessoas porque esse é o momento em que a carga viral é maior 44.

 

Possíveis dúvidas sobre Covid-19 e animais de companhia

No epicentro original do surto em Wuhan, muitos moradores foram forçados a deixar para trás seus animais de estimação quando as autoridades retiraram as pessoas de suas casas 45. Os relatórios sugerem que os tutores deixaram comida e água suficientes para seus animais de estimação para alguns dias 6. Várias semanas depois, muitas pessos ainda não tinham voltado para casa. As organizações de bem-estar animal na China estimam que, apenas em Hubei, dezenas de milhares de gatos e cães foram deixados para trás, enfrentando fome e morte 45. O risco de abandono em outros locais também existe pelo aumento na divulgação de casos de cães e gatos positivos para o SARS-CoV-2 e pela ausência de ênfase nas informações que descartem os cães e gatos como fonte de infecção de SARS-CoV-2. Para investigar se o abandono de gatos domésticos protege as pessoas contra infecções pelo SARS-CoV-2, foi criado um programa de computador que simula uma pequena comunidade de famílias com gatos 7. Um número diferente de gatos foi libertado durante as simulações e o total de pessoas infectadas foi registrado 47. Nas simulações, os gatos liberados são escolhidos aleatoriamente, independentemente de serem positivos ou negativos para o SARS-CoV-2, para simular pessoas em pânico abandonando seus gatos 47. Após 2.000 simulações, concluiu-se que o número de pessoas infectadas varia significativamente de acordo com o número de gatos abandonados 7. Quando nenhum gato é abandonado, 51 pessoas em média são infectadas 47. Com a liberação de 1 gato, 55 seres humanos são infectados 7. Quando cinco animais são abandonados, 62 pessoas adquirem a infecção, e quando 10 gatos são abandonados, 76 das 147 pessoas da comunidade são infectadas 7. Esse modelo sugere que abandonar os gatos pode aumentar o risco de infecção entre pessoas 7. O modelo é ainda bastante superficial e algumas das suposições são questionáveis 7. A probabilidade de haver infecção de um gato para outro gato foi considerada a mesma do que de pessoas para pessoas, enquanto a transmissão entre as diferentes espécies tem aproximadamente metade dessa probabilidade 7. Esses valores provavelmente são exagerados no que tange a transmissão entre gatos e a transmissão interespécies 7. Ainda assim, esse é um bom exemplo de uma simulação que pode auxiliar na avaliação de riscos e tomada de decisões, e no efeito da mudança de alguns parâmetros na incidência de casos novos em pacientes humanos 47. A conclusão final do estudo é que a melhor estratégia para controlar a propagação do vírus é manter os gatos em quarentena em casa 47.

A educação do proprietário é um fator importante na prevenção do abandono e para minimizar o risco de pessoas e animais adquirirem Covid-19. Abaixo, selecionamos algumas perguntas e respostas sobre o SARS-CoV-2 e animais de estimação com base em informações disponíveis no Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, AVMA, ISCAID, WSAVA e trabalhos científicos 12,48-54:

• O SARS-CoV-2 pode infectar animais de companhia?

Um pequeno número de animais de estimação, incluindo cães e gatos, foram infectados com o vírus que causa o Covid-19, principalmente após contato próximo com pessoas com o Covid-19. Alguns tigres, leões e visons também foram infectados pelo SARS-CoV-2. Ferrets e hamsters podem ser infectados experimentalmente.

• Animais de companhia podem infectar seres humanos?

Pessoas pegam Covid-19 de pessoas e o vírus se propaga através de gotículas respiratórias quando estão tossindo, espirrando ou conversando. Até o momento, não há nenhuma evidência que os animais tenham um papel significativo na disseminação do vírus que causa o Covid-19. Com base nas informações disponíveis, o risco de animais espalharem Covid-19 para as pessoas é considerado baixo.

• Os animais podem carregar o virus que causa SARS-CoV-2 no pelo ou na pele?

Não há evidências de que os vírus, incluindo o que causa o Covid-19, possam se espalhar para as pessoas a partir da pele ou pêlo de animais de estimação 48. Superfícies lisas (não porosas) (por exemplo, bancadas, maçanetas) transmitem o SARS-CoV-2 e outros coronavírus melhor do que materiais porosos (por exemplo, cartolina, pêlos de animais) 1,52. Como os pelos são porosos e fibrosos, é improvável que alguém adquira o Covid-19 fazendo carinho ou brincando com animais de estimação 50. No entanto, mais dados são necessários antes que recomendações definitivas possam ser feitas, pois não há nenhum estudo investigando a contaminação do pêlo de cães e gatos e seus possíveis impactos em seres humanos 53.

• O SARS-CoV-2 pode ser transmitido de um gato para outro gato?

É sabido que em condições experimentais gatos podem infectar outros gatos 24. Nesse estudo foi utilizada uma dose infectante alta de vírus 24. Não se sabe se em condições naturais, essa dose infectante pode ser alcançada 4. Até o momento, não existe nenhum caso documentado de transmissão de um gato para outro gato 24. Nos casos naturais de SARS-CoV-2 em gatos onde havia mais de um gato na casa, a infecção só foi documentada em um dos gatos 18.

• Quais as recomendações gerais para diminuir o risco de infecção de cães e gatos?

Até que saibamos mais sobre o papel dos animais na Covid-19, o CDC recomenda o seguinte 49:

– não permitir que animais de estimação interajam com pessoas ou outros animais fora de casa;

– manter os gatos dentro de casa, sempre que possível, para impedir que eles interajam com outros animais ou pessoas;

– andar com os cães na coleira, mantendo distanciamento social de pelo menos 6 metros entre o cão e outros cães ou pessoas;

– evitar parques de cães ou locais públicos onde um grande número de pessoas e cães se reúnam.

• O ser humano positivo para SARS-CoV-2 deve evitar o contato com animais de companhia ?

O CDC recomenda que pessoas doentes com Covid-19 restrinjam o contato com seus animais de estimação e outros animais, da mesma forma que fariam com outras pessoas 9.

Quando possível, devem transferir a responsabilidade de cuidar dos seus pets para outro membro da família 9.

Devem evitar o contato com seu animal de estimação, evitando acariciá-lo, estar próximo, ser beijado ou lambido ou compartilhar comida ou roupa de cama 9.

E se a pessoa precisar cuidar do seu animal de estimação ou ficar perto de animais enquanto estiver doente, deve usar uma máscara para cobrir o rosto e lavar as mãos antes e depois de interagir com eles 9.

• Os veterinários devem vacinar cães contra o coronavírus canino devido ao risco de SARS-Cov-2 ?

Atualmente, não existem vacinas disponíveis para a síndrome respiratória por SARS-CoV-2 para cães. As vacinas disponíveis no mercado destinam-se à proteção imunológica para a infecção gastrintestinal por coronavírus em cães, que não oferece proteção contra infecções respiratórias por SARS-CoV-2. Não é recomendado que os veterinários usem essas vacinas esperando proteção cruzada para o SARS-CoV-2, pois não há evidências científicas de que ocorra 54.

Considerações finais

Em 28 de abril de 2020, o SARS-CoV-2 havia infectado mais de 3 milhões de pessoas 5. Nessa mesma data, só 3 cães (2 assintomáticos e 1 com sinais não necessariamente associados com o coronavirus), 4 gatos (1 assintomático e 3 com sinais respiratórios e/ou gastrintestinais) haviam sido diagnosticados 5. O SARS-CoV-2 é um vírus de seres humanos que pode infectar animais domésticos ou de zoológico acidentalmente e ocasionalmente. Mesmo sabendo que gatos e furões podem infectar animais em condições laboratoriais, não temos nenhuma evidência de que cães, gatos ou furões possam transmitir SARS-CoV2 a outros animais ou seres humanos fora do laboratório, seja como fonte de fômites ou eliminando o vírus.

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Referências

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