Instituto PremieRpet® inova com projeto para apoiar ONGs

Instituto PremieRpet® inova com projeto para apoiar ONGs

Iniciativa pioneira é realizada em parceria com a Universidade Federal do Paraná

Amor à primeira vista. Foi o que uniu a pequena Nicole, de 5 anos, ao gatinho batizado de Nicolas, em um evento de adoção da PremieRpet® no primeiro semestre deste ano. Os pais de Nicole, Eraldo Carvalho e Glaucia Ferrari, se emocionaram com o gesto de escolha da filha e com a família que se completava. Nicole é também adotada, o que deu ainda mais emoção e sentido à chegada de Nicolas.

 

Finais felizes como o de Nicolas e Nicole são possíveis graças ao trabalho de ONGs que resgatam e encaminham animais para adoção, e de empresas que se comprometem com a causa, como a PremieRpet®, por meio de seu braço social, o Instituto PremieRpet®. Mas, até o momento da adoção, existe um longo percurso, que vai do resgate até a oportunidade. É justamente nessa etapa que, desde 2018, atua o projeto de Medicina Veterinária do Coletivo, do Instituto PremieRpet®. A iniciativa pioneira no Brasil visa apoiar ONGs para que tenham mais sucesso em sua missão, multiplicando os finais felizes.

 

Como funciona

O projeto é desenvolvido em parceria pelo Instituto PremieRpet® e a Universidade Federal do Paraná (UFPR). A iniciativa promove o aprimoramento das atividades das ONGs por meio da aplicação dos conceitos da medicina veterinária do coletivo, que engloba conhecimentos da medicina veterinária voltada para ambientes com grandes populações de animais.

 

Segundo Madalena Spinazzola, presidente do Instituto PremieRpet® e diretora de Planejamento Estratégico e Marketing Corporativo da PremieRpet®, tudo começa com uma visita de diagnóstico às ONGs participantes, realizada pela equipe do Instituto PremieRpet® em conjunto com residentes de medicina veterinária do coletivo da UFPR e sua orientadora, profa. dra. Rita de Cássia Maria Garcia, especializada em medicina veterinária do coletivo.

 

A professora da UFPR conta que, quando os médicos-veterinários que trabalham com medicina veterinária do coletivo chegam aos abrigos, geralmente encontram alguns “problemas”, entre eles a estrutura física inadequada. “Não há área para quarentena e isolamento, nem políticas internas bem estabelecidas. Comumente, as mudanças começam pela correção do processo de limpeza, como parte dos programas preventivos de doenças infecciosas no abrigo. Também atuamos sobre pontos previamente identificados como inaceitáveis para o bem-estar dos animais e com propostas para as mudanças a serem trabalhadas conjuntamente”, explica.

 

Madalena aponta que, a partir dos principais pontos críticos encontrados nos abrigos, são tomadas medidas práticas. “Oferecemos orientações, treinamento para mudanças em procedimentos de rotina e até modificações físicas nas instalações. Também são disponibilizados materiais produzidos pelo Instituto e que servem de referência para os procedimentos nas ONGs. Há, por exemplo, orientações sobre protocolos de limpeza e sobre bem-estar, direcionadas para canis e gatis. Com as melhorias, os abrigos passam a funcionar melhor, beneficiando a qualidade de vida dos animais, otimizando o trabalho dos funcionários e aumentando as chances de adoção”, detalha.

 

Todas as ações, treinamentos, materiais e intervenções físicas do projeto são integralmente custeados pelo Instituto PremieRpet®. As atividades de todos os projetos do Instituto são financiadas com parte da renda da linha de produtos coadjuvantes PremieR Nutrição Clínica, por meio de doação da PremieRpet®. 

 

“Acreditamos que essa é uma forma de transformar de fato a realidade das ONGs e também contribuir para acabar com o estigma de que animais resgatados possuem problemas de comportamento e/ou saúde”, afirma Madalena. Ela comenta ainda que, para o Instituto PremieRpet®, trabalhar de mãos dadas por uma causa comum é sempre transformador. “Plantamos uma semente que mostra um pensamento inovador, que certamente irá germinar e se multiplicar. Que esse projeto inspire outros projetos e que possamos modificar a realidade do abandono no Brasil”, afirma.

 

Aprendizado

Ao lado do Instituto PremieRpet® e da professora Rita de Cássia, está a residente da UFPR, Letícia Christine Felician Lima. Ela faz um balanço da experiência: “é muito gratificante ver as propostas sendo aceitas e os locais desejando melhorar. A parceria com o Instituto PremieRpet® é crucial para muitas das medidas serem implementadas, afinal, toda ONG enfrenta problemas financeiros. Entre garantir o alimento dos animais ou reformar alguma ala que esteja necessitando, a prioridade sempre será a compra da ração. O Instituto auxiliou em muitos itens que de outra forma demorariam muito tempo para serem adquiridos, relata. Ela também fala sobre a oportunidade de acompanhar as mudanças. “É muito emocionante voltar no abrigo e ver que a sua orientação foi bem recebida e aplicada, que animais se beneficiaram por uma ideia que você propôs. É gostoso ver a ONG evoluir com o passar dos meses, acompanhar os animais, saber como foi o resgate de alguns, torcer para que sejam adotados, comemorar quando vão para uma família boa”, diz.

 

Histórias que inspiram

A consultoria dada pelo Projeto Medicina Veterinária do Coletivo acontece durante um ano e é totalmente personalizada para as necessidades da ONG, segundo Madalena. “É um projeto extenso, que não tem foco na escala, mas em um aprofundamento nas necessidades das ONGs e na efetividade das ações implementadas. Podem participar ONGs cadastradas no Instituto PremieRpet®, conforme disponibilidade de vagas.

 

Entre as ONGs assistidas estão a Catland, de São Paulo (SP), parceira de longa data do Instituto PremieRpet®. À frente da ONG está Perla Poltronieri. “Sabíamos o que precisava ser feito, mas tínhamos dificuldades técnicas e financeiras para realizar um bom trabalho”, conta. Segundo ela, as maiores lições que aprendeu junto ao projeto estão relacionadas à quarentena adequada para a recepção dos gatos resgatados. “Além de implementar a quarentena, mudamos protocolos de saúde e manejo. Hoje, temos uma nova logística dentro da sede, desde a chegada até a adoção dos gatos, um novo processo”, comemora.

Mais ao sul do país, no Paraná, está a ONG DNA Animal, presidida por Andréa Barth desde 2018. Ela conta que antes do projeto as condições eram muito precárias. “Havia conhecimento sobre bem-estar e as cinco liberdades, mas não de forma clara, nem de como colocá-la em prática. Não tínhamos acompanhamento técnico”, recorda.

 

Andréa explica que, por meio das visitas e orientações da equipe, conseguiram manter a rotina de limpeza e desinfecção correta (quais produtos usar e quanto), reduzindo a proliferação de parasitas, vírus, bactérias etc. “Estabelecemos protocolos mais eficientes de vacinação. Com as doações do Instituto PremieRpet®, que incluíram pallets de polietileno, resistentes e práticos para higienizar, os cães dormem mais confortáveis. Recebemos também doações de caixas de transporte do Instituto, assim conseguimos transportar os cães com segurança. E ainda um notebook já com planilhas instaladas para manter o quadro e registro dos animais”, detalha.

     

Ela torce para que um dia todas as ONGs, associações e  protetores tenham acesso a projetos como este. “Afinal estão todos trabalhando com o mesmo objetivo: mudar a realidade dos animais. O principal, que é a compaixão e a boa vontade, todos têm, mas falta o conhecimento técnico”, finaliza.

 

Além das ONGs Catland e DNA Animal, o projeto Medicina Veterinária do Coletivo, do Instituto PremieRpet®, atende outras quatro ONGs.

 

A PremieRpet®  é a Parceira do Mês de janeiro de 2020 da revista Clínica Veterinária.

Assista o vídeo a seguir…

 

Para saber mais

O Instituto PremieRpet® oferece uma publicação sobre Medicina Veterinária do Coletivo. O material pode ser acessado gratuitamente:

https://www.premierpet.com.br/instituto-premierpet/

 

admin

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