Boletim CRMV-GO – 527º Edição

CRMV-GO orienta estabelecimentos de acordo com o decreto estadual

Estamos atentos ao panorama da saúde no Estado e cientes das publicações recentes de decretos pelo Governo de Goiás para conter o avanço da transmissão do vírus causador da COVID-19.  Em 13 de março de 2020 foi publicado o Decreto nº 9633/2020, o qual foi alterado pelo Decreto nº 9637/2020que entrou em vigor dia 19 de março.

Os decretos estabelecem que para o enfrentamento inicial da emergência de saúde decorrente do coronavírus, ficam suspensos pelos próximos 15 dias: todos os eventos públicos e privados de quaisquer natureza; a visitação a presídios e a centros de detenção para menores; a visitação a pacientes internados com diagnóstico de coronavírus; todas as atividades em feiras, inclusive feiras livres; todas as atividades em shopping centers e nos estabelecimentos situados em galerias ou pólos comerciais de rua atrativos de compras; todas as atividades em cinemas, clubes, academias, bares, restaurantes, boates, teatros, casas de espetáculos e clínicas de estética; atividades de saúde bucal/odontológica, pública e privada, exceto aquelas relacionadas ao atendimento de urgências e emergências.

O CRMV-GO enquanto autarquia federal que tem como princípio a proteção da sociedade, diante da situação atual de emergência em saúde pública, ESCLARECE que:

  – Estabelecimentos veterinários (consultórios, clínicas e hospitais) têm função não só para o bem-estar dos animais, mas também para saúde humana no controle de zoonoses, consequentemente os atendimentos médico-veterinários são essenciais para saúde pública e bem-estar da população. Assim, a manutenção dos atendimentos deve ocorrer com rigor máximo no que se refere aos cuidados sanitários.

 – É prudente que esses estabelecimentos suspendam os atendimentos clínicos e cirúrgicos eletivos, restringindo-se às urgências e emergências. É muito importante que informem à população sobre a decisão.

 – Pacientes já internados devem continuar seus tratamentos até a alta médico-veterinária.

 – Os serviços como petshops, casas agropecuárias e fábricas de ração são essenciais para disponibilidade de alimentos e medicamentos aos animais, portanto, as empresas podem ficar abertas. Vale lembrar que o sistema delivery pode ser usado como alternativa de vendas, evitando os atendimentos presenciais e limitando a exposição dos funcionários. Ressaltamos que o art. 2º, inciso V, do Decreto Estadual nº 9637/2020 diz que ficam suspensas, pelos próximos 15 dias, “todas as atividades em shopping centers e nos estabelecimentos situados em galerias ou pólos comerciais de rua atrativos de compras”.

 – Os serviços de estética animal, como banho e tosa, neste momento de crise, podem ser considerados como não essenciais e sugere-se que sejam suspensos até que a situação normal se reestabeleça.

 – Os médicos veterinários, enquanto profissionais de saúde, devem informar a população sobre não haver comprovação de infecção de animais com o SARS-CoV2, porém os animais podem transportar o vírus, sendo importante manter a higiene quando há o contato direto com os animais de estimação.

 –  Os medicamentos e as vacinas utilizadas em animais não tratam e não protegem contra COVID-19. Os médicos veterinários devem zelar pela informação adequada à população.

Os médicos veterinários e zootecnistas devem auxiliar no combate de informações falsas e têm o dever de informar adequadamente a população sobre os cuidados necessários de prevenção da COVID-19.

Relembramos que diariamente a situação geral será reavaliada e a qualquer momento o posicionamento poderá ser redefinido.

 

 

Atendimento presencial é suspenso no CRMV-GO. Veja os contatos das seções

O atendimento presencial no CRMV-GO fica suspenso a partir de amanhã (18/03) até o final do mês, seguindo normativas para a prevenção do coronavírus em Goiás e no país. Segundo as orientações dos órgãos oficiais de saúde, o CRMV-GO aconselha os profissionais e a comunidade em geral a priorizar o contato com a autarquia federal via atendimento on-line e telefônico neste período de controle e prevenção do Covid-19.

Todas as solenidades de entrega de carteiras profissionais também estão suspensas temporariamente.

Informe-se sobre a necessidade de atendimento presencial!

Vejam os principais contatos do CRMV-GO:

 – Atendimento geral: (62) 3269-6500

 – Registro de pessoa física (62) 3269-6507 e  registro@crmvgo.org.br

 – Registro de pessoa jurídica (62) 3269-6514 e registropj@crmvgo.org.br

 – Fiscalização: (62) 3269-6535 e sefis@crmvgo.org.br

 – Negociação de Débitos: (62) 3269-6510/6511/6512, WhatsApp (62) 99494-9424 e e-mail: negociacao@crmvgo.org.br.

 – Gerência Técnica: (62) 3269-6527 e raquel@crmvgo.org.br

Consulte o site oficial do Ministério da Saúde sobre o assunto: saude.gov.br/novo-coronavirus e acompanhe as informações oficiais sobre como prevenir o contágio, boletins epidemiológicos, plano de contingência, entre outras informações.

Baixe o aplicativo gratuito “Coronavirus SUS” e informe-se! Tem dicas, contatos das unidades de saúde mais próxima e muita informação sobre prevenção.

 

 

Notícias falsas sobre vacina já chegam aos consultórios veterinários

Muitos médicos-veterinários têm recebido solicitações de tutores de animais querendo adquirir a vacina utilizada em cães para prevenir algumas doenças, entre elas a Coronavirose Canina.

O parvovírus canino (CPV-2) e o coronavírus canino (CCoV-II) são considerados os principais patógenos responsáveis pela gastroenterite viral aguda em cães filhotes, causando, em alguns casos a alta morbidade e mortalidade, sobretudo em função da capacidade de potencializar infecções por outros agentes.

O CRMV-GO destaca que essa vacina é APENAS para animais e não humanosE não se trata de imunização contra o Covid-19. É OUTRO vírus que causa diarreia nos animais.

Ainda não há evidência científica de que cães e gatos possam transmitir o novo coronavírus para humanos ou outros animais.

Consulte o médico-veterinário e siga os protocolos vacinais em seu pet!

ASSISTA A MATÉRIA DA TV RECORD GOIÁS SOBRE O ASSUNTO COM A VICE-PRESIDENTE DO CRMV-GO

SERES HUMANOS

Os seres humanos devem seguir os protocolos já divulgados pelo Ministério da Saúde. Consulte o site  saude.gov.br/novo-coronavirus e acompanhe as informações oficiais.

O Ministério da Saúde também lançou o aplicativo gratuito “Coronavirus SUS” com área de dicas, contatos das unidades de saúde mais próxima e muita informação. Baixe o aplicativo e confira!

É importante que a população siga também os protocolos vacinais de doenças como sarampo, febre amarela e gripe (que foi antecipada para o dia 23 de março), também divulgados pelo Ministério da Saúde, com vacinas disponíveis nas unidades de saúde de todo o país. Informe-se e não acredite em notícias falsas!

 

 

CRMV-GO alerta sobre correto armazenamento das vacinas

O CRMV-GO, em parceria com as distribuidoras de produtos veterinários, comunica a importância da conservação adequada das vacinas utilizadas na rotina profissional. A publicação da Resolução CFMV nº 1275/19 trata sobre as condições de funcionamento de estabelecimentos veterinários, e normatiza as boas práticas nesses locais. Uma das exigências é possuir equipamento adequado para o armazenamento e conservação dos imunobiológicos com aferição de temperatura e registro em planilha diária.

A vacinação tem como finalidade reduzir a morbimortalidade causada pelas doenças previníveis por meio da imunização. Para manutenção da qualidade da vacina é necessária uma cadeia de frios eficiente, que compreende o armazenamento, conservação, distribuição, transporte, e manipulação dos imunobiológicos.

Em fiscalizações realizadas pelo CRMV-GO, foram verificadas diversas irregularidades, como temperaturas elevadas ou congelamento, ausência de termômetro, alimentos na geladeira junto com as vacinas e medicamentos, ausência de planilha de controle de temperatura e até mesmo desconhecimento do profissional durante a leitura do termômetro. As autuações por essas irregularidades são de R$ 3 mil dobrados na reincidência até R$ 24 mil, além da possibilidade de abertura de processo ético-disciplinar para averiguação da atuação do Responsável Técnico (RT) do estabelecimento.

Listamos as recomendações, conforme o Manual da Rede de Frio do Ministério da Saúde:

 –    A temperatura da geladeira deve estar entre 2°C e 8º C.

 –  Equipamento deve ser de uso exclusivo para acondicionamento de vacinas e medicamentos, sendo proibida a guarda de alimentos ou outros produtos. Deve-se evitar a manutenção das vacinas na porta do equipamento.

 – O termômetro comumente utilizado é o de registro de máxima, mínima e de momento. No próprio manual há exemplos e como utilizá-los. Termômetros com visor externo são mais adequados, pois não há a necessidade de abertura da geladeira para verificação da temperatura.

 –   Instalação do refrigerador fora de fontes de calor e distante 20 cm da parede.

 – O degelo a cada 15 dias ou sempre que necessário (nesse caso considera-se a camada de gelo no interior do congelador, a qual não deve ultrapassar a 0,5 cm).

 –   A geladeira e o termômetro devem passar por verificações e calibrações frequentes.

 –   A utilização de tomada exclusiva para o refrigerador.

 –  O termômetro deve ser resetado toda vez que foi aferida a temperatura, para que se tenha noção das temperaturas máxima e mínima durante esse intervalo.

 – Recomendado que na tabela contenha: data da aferição, hora, temperatura mínima, máxima e de momento e assinatura de quem verificou, sendo feita no mínimo duas aferições ao dia.

 – Durante os finais de semana ou feriados, em que não há ninguém para a realização da conferência do termômetro, principalmente em consultório, o profissional deve adotar medidas de segurança, e o ideal, e mais confiável, é a aquisição de sistema informatizado de controle de temperatura, para que consiga obter informações em sistema eletrônico. Assim, em casos de picos de energia ou problemas na geladeira, o profissional tem ciência imediata do ocorrido e pode tomar as medidas cabíveis a tempo, evitando prejuízos decorrentes de perda de produtos. Na impossibilidade de um sistema eletrônico de controle, pode-se zerar o termômetro na última aferição do dia e, no dia de retorno, verificar as temperaturas desse intervalo. Se houver desvio das temperaturas estabelecidas, devem ser tomadas as medidas cabíveis, como descarte adequado dos produtos.

– O uso de nobreak é importante para que os produtos permaneçam na temperatura adequada, mesmo em caso de falta de energia, evitando prejuízos.

Faça a sua parte! O médico-veterinário é um dos elos mais importantes desta cadeia e deve garantir que os produtos sejam de qualidade e seguros para a prevenção de doenças nos animais, mantendo a credibilidade e confiança que conquistou com seu trabalho e excelência.

 

Boletim eletrônico do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Goiás

CRMV-GO – 527° edição

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