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Capivaras, carrapato-estrela e a febre maculosa brasileira. O elo entre amplificador, vetor e patógeno.

Ilustração por Fernando Gonsales

Clínica Veterinária, Ano XXIV, n. 138, janeiro/fevereiro, 2019

A febre maculosa brasileira (FMB), a doença mais letal transmitida por carrapatos, tem a bactéria Rickettsia rickettsii como principal agente etiológico, com casos relatados no Brasil desde 1929 1. Apesar de poucos casos notificados nos 80 anos seguintes, a zoonose reemergiu na Região Sudeste, associada ao aumento significativo da população de capivaras (Hydrochoerus hydrochaeris) e seus carrapatos (Amblyomma sculptum), no início do século XXI, especialmente no estado de São Paulo 2. A doença causada pela R. rickettsii tem como sinal clínico mais característico a ocorrência de erupções cutâneas ao quinto dia da infecção, além de quadro febril e sintomatologia inespecífica, particularmente no estado de São Paulo 3.

Na ausência dessas erupções cutâneas, a enfermidade pode ser confundida com outras de quadro febril e maior prevalência na população, como dengue, doenças eruptivas virais e leptospirose 4.
A FMB tornou-se de notificação compulsória para o Ministério da Saúde em 2001 5.

Com sua notificação imediata em 2014, os profissionais da saúde passaram a registrar casos suspeitos ou confirmados no Sistema de Informação de Agravos e Notificação (Sinan) dentro de 24 horas 6. Devido ao aumento do número de casos e à expansão das áreas de ocorrência, a FMB é atualmente considerada uma doença emergente no Brasil e endêmica em vários municípios da Região Sudeste 3,7

 

Figura 1 – Imagem de exemplares adultos macho (esquerda) e fêmea (direita) de Amblyomma sculptum, conhecido popularmente como carrapato-estrela e até 2014 identificado erroneamente como Amblyomma cajennense

O carrapato-estrela e a febre maculosa brasileira

Sendo o elo central entre a fonte de R. rickettsii e os seres humanos, os carrapatos adquirem a infecção por meio da alimentação em animais vertebrados sob bacteremia, chamados de hospedeiros amplificadores, ou ainda por transmissão transovariana 1,2.
O Amblyomma cajennense lato sensu, popularmente conhecido como carrapato-estrela, era classificado no Brasil como uma única espécie até 2014 8. Estudos moleculares, morfológicos, biológicos e ecológicos demonstraram que esse táxon correspondia, na verdade, a duas espécies no país, o A. cajennense stricto sensu e o A. sculptum (Figura 1) 8,9.

O A. cajennense s. s. é de distribuição quase limitada ao clima equatorial e dentro do bioma da Amazônia, e o A. sculptum é de distribuição praticamente restrita ao clima tropical e dentro dos biomas Pantanal, Cerrado e áreas degradadas da Mata Atlântica, sendo mais comum na Região Sudeste (Figura 2) 9.

O A. sculptum apresenta uma geração por ano, com predomínio de larvas no outono, ninfas no inverno e adultos na primavera e no verão 10, sendo associado à vegetação nas áreas do Pantanal, Cerrado e em áreas degradadas da Mata Atlântica, coincidindo assim com espaços antrópicos 11. A infestação humana é frequente e pode ocorrer com ezenas a centenas de carrapatos por episódio, especialmente ninfas durante o inverno 12. As ninfas de A. sculptum são menores que os adultos, e também possuem alta agressividade e parasitismo pouco específico, disseminando-se amplamente sob a área infestada e com competência vetorial superior à de larvas infectadas pela R. rickettsii 13.

O carrapato A. sculptum é reconhecido como o principal vetor da FMB em áreas endêmicas no interior do estado de São Paulo 13. Apesar da competência vetorial, estudos experimentais com o carrapato A. sculptum demonstraram sua baixa eficiência em manter o agente R. rickettsii através de sucessivas gerações. Menos da metade das fêmeas ingurgitadas transmitiram verticalmente riquétsias, e somente parte da prole se tornou realmente infectada 13.

Além disso, a bactéria também é patogênica para os carrapatos, redundando em menor desempenho reprodutivo 13. Os ovos de A. sculptum só podem ser infectados se a geração anterior adquirir infecção nas fases de larva ou ninfa, já que o tempo de infecção pela R. rickettsii em carrapatos é superior ao tempo de postura 15,16. Sendo assim, a manutenção da R. rickettsii no ambiente depende da transmissão horizontal de hospedeiros amplificadores, possibilitando que novos carrapatos se infectem e participem na formação de linhagens infectadas 15,16.

 

Figura 2 – Mapa do Brasil com os climas, demonstrando a distribuição geográfica dos carrapatos Amblyomma cajennense stricto sensu e Amblyomma sculptum no país. Modificado 9

Capivaras como principais hospedeiros amplificadores

As capivaras são mamíferos roedores abundantes em áreas endêmicas da FMB, especialmente no estado de São Paulo, sendo hospedeiras primárias de todos os estágios parasitários de A. sculptum 17. Consideradas os maiores roedores do mundo, de hábito semiaquático e gregário, que dependem da água para sua reprodução, regulação térmica e proteção contra predadores, encontram-se amplamente distribuídas em habitats naturais e antrópicos 18. Foram consideradas ameaçadas de extinção em 1950, mas fatores como a proibição da caça pela lei de proteção à fauna, o declínio de potenciais predadores naturais e a alta capacidade reprodutiva e capacidade de suporte do ambiente, associados ao aumento do cultivo da cana de açúcar, possibilitaram significativo aumento populacional 19. Coincidentemente, áreas antrópicas como parques urbanos e periurbanos com corpos de água, jardins de condomínios residenciais e empresas têm sido ambientes adequados tanto para capivaras quanto para seus carrapatos 20.


Em 1940, estudos com infecção experimental relataram que capivaras inoculadas com a R. rickettsii não apresentaram febre durante o período de riquetsemia, sugerindo que fossem amplificadoras do patógeno 20. A reemergência de casos de FMB no estado de São Paulo, concomitante ao aumento populacional de capivaras, fez ressurgir a suspeita de que elas fossem verdadeiros hospedeiros amplificadores 16. Em um estudo mais atual, as capivaras foram divididas em dois grupos e infectadas experimentalmente por A. sculptum e pela inoculação intraperitoneal de bactérias 16. Depois de infectadas, as capivaras mantiveram a R. rickettsii na circulação sanguínea em torno de 7 a 10 dias 16. Nesse período, foram capazes de infectar 20 a 25% e, por inoculação, 30 a 35% dos carrapatos, comprovando a sua capacidade de amplificar o patógeno 16.
Todas as capivaras têm a mesma suscetibilidade e podem ser infectadas por larvas, ninfas ou adultos do carrapato A. sculptum 16

Dessa forma, o ciclo da doença se perpetua em um grupo de capivaras à medida que novos indivíduos suscetíveis (nascimento e imigração) incrementam o grupo. Após a bacteremia, a resposta imune desenvolvida protege o animal de novas infecções 16, ou seja, a manutenção de capivaras adultas já resistentes por vasectomia ou laqueadura é mais interessante que a retirada parcial, que poderá se refletir em futuros filhotes ou jovens suscetíveis (Figura 3).

Figura 3 – A vasectomia/laqueadura de capivaras deve ser considerada tanto em áreas de risco como de transmissão, abertas ou de contato exterior, pois mantém os animais menos suscetíveis à doença por mais tempo

Classificação de áreas quanto à febre maculosa brasileira e manejo populacional de capivaras

A Secretaria do Meio Ambiente (SMA) e a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), ambas do estado de São Paulo, publicaram uma resolução conjunta em 2016 com diretrizes de manejo populacional de capivaras como uma das ferramentas para controle da FMB, associada ao seu inquérito sorológico 21. A resolução também propôs uma nova classificação das áreas de ocorrência da FMB, baseada na notificação de caso suspeito confirmado ou compatível com a doença: áreas silenciosas; áreas sem infestação; áreas infestadas – sendo este item subdividido em: áreas de risco; áreas de transmissão; áreas predispostas; e áreas de alerta (Figuras 4 e 5) 21.
Em áreas endêmicas para a FMB, cerca de 50 a 80% das capivaras são soropositivas para R. rickettsii 22. A reação de imunofluorescência indireta (Rifi) é o teste de referência para a FMB – com utilização de antígenos para R. rickettsii e Rickettsia parkeri –, realizado em laboratórios públicos ou privados credenciados junto à Sucen 21.
Em estudo recente, um modelo matemático foi utilizado para avaliar o papel das capivaras na dinâmica de transmissão da R. rickettsii. Descobriu-se que, em área não endêmica, a introdução de uma única capivara infectada com pelo menos um carrapato infectado é suficiente para estabelecer uma nova área endêmica 22. O mesmo estudo matemático considerou apenas a taxa de natalidade como fator para incremento populacional em um grupo de capivaras e observou que um declínio de 80% levou ao desaparecimento de capivaras infectadas no quarto ano 22. Já um declínio de 90% na taxa de natalidade levou ao desaparecimento de capivaras infectadas no segundo ano 22.
Nessas áreas de risco e transmissão, a principal estratégia de redução da natalidade pode ser a diminuição da capacidade de suporte do ambiente (o corte baixo da massa vegetal, o controle reprodutivo e a eutanásia) 22. O manejo reprodutivo por métodos contraceptivos é interessante em locais sem possibilidade de cercamento, enquanto a eutanásia de grupos inteiros pode ser necessária em áreas com cercamento completo e onde não haja possibilidade de reintrodução 21. Apesar de alterar o comportamento reprodutivo natural da fauna nativa, a vasectomia ou a laqueadura de capivaras não tem se mostrado prejudicial para o comportamento de indivíduos ou grupos, como defesa de território e migração 23.
As larvas e ninfas de A. sculptum também se alimentam em proporções menores de outros mamíferos e aves, porém, além da sua capacidade generalista de parasitismo, os carrapatos em vida livre residem em vegetação acima de 15 cm do solo, altura que facilita seu ataque às capivaras 24. Desse modo, as capivaras representam a única espécie amplificadora de maior porte capaz de albergar significativa população de A. sculptum em parte das áreas endêmicas de FMB 25.
Os javalis (Sus scrofa) são espécies de mamíferos de grande porte, não nativos e invasores, hospedeiros mantenedores confirmados de grandes populações de A. sculptum 28. A ampla distribuição e o expressivo aumento da densidade populacional de javalis em áreas endêmicas de FMB, localizadas principalmente nas mesmas áreas de cultivo de cana de açúcar da região Sudeste do Brasil, têm sido um alerta para o aumento da doença 28. Além disso, como as capivaras também apresentam um aumento populacional desequilibrado, com densidade populacional até 40 vezes maior em áreas endêmicas que em ambientes naturais 26, essa sobreposição de habitats entre javalis e capivaras pode ter impacto na ocorrência de carrapatos e doenças transmitidas por esses vetores, particularmente a FMB.

*n representa o tamanho da amostra.
**N representa o número de indivíduos adultos do grupo.
***Período em que as fases imaturas do carrapato Amblyomma sculptum procuram hospedeiros para alimentação. Visa representar a geração de carrapatos do ano vigente.

Figura 5 – Avaliação periódica das áreas de alerta para a febre maculosa brasileira, por meio de pesquisa sorológica 21

Considerações finais

A notificação da FMB é obrigatória e imediata (dentro de 24 horas) no Sinan desde 2014. O carrapato-estrela é na verdade o nome popular de duas espécies, o A. cajennense s. s. e o A. sculptum. As capivaras são mamíferos roedores abundantes em áreas endêmicas de FMB, especialmente no estado de São Paulo, sendo hospedeiras primárias de todos os estágios parasitários de A. sculptum.
A translocação e a vasectomia/laqueadura de capivaras podem ser consideradas no manejo populacional de áreas geográficas não infestadas/silenciosas por FMB, sejam elas fisicamente abertas ou fechadas. A vasectomia/laqueadura de capivaras deve ser considerada tanto em áreas abertas de risco como de transmissão da doença, buscando aumento proporcional de adultos resistentes e redução de filhotes e jovens suscetíveis. A eutanásia de capivaras deve ser considerada em áreas de risco e transmissão de FMB quando a área geográfica é fechada. Finalmente, a superpopulação e a sobreposição de habitats entre capivaras e javalis pode ter impacto na ocorrência de carrapatos, particularmente o A. sculptum, bem como de doenças transmitidas por carrapatos, particularmente a FMB.

A

Autores:

Louise Bach Kmetiuk. MV, CRMV-PR 14.332, MSc.,
aluna de doutorado. PBCM – UFPR
louisebachk@gmail.com

Thiago Fernandes Martins
MV, CRMV-SP 18.429, MSc, PhD. Pós-dr.
thiagodogo@hotmail.com

Aurea Maria Oliveira Canavessi
MV, CRMV-SP 7.585, MSc, PhD., pós-dra.
RT – USP/Piracicaba
acanavessi@usp.br

Alexander Welker Biondo
MV, CRMV-PR 6.203, MSc, PhD., prof.
Depto. Medicina Veterinária – UFPR
abiondo@ufpr.br

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A medicina veterinária de desastres em Mariana e Brumadinho


Entrada da cidade e as homenagens às vítimas. Créditos: Vania de Fátima Plaza Nunes
Revista Clínica Veterinária. Edição 139 – março/abril XXIV, 2019

A medicina veterinária de desastres e catástrofes carrega consigo novos e importantes desafios que exigem um envolvimento multidisciplinar do setor público e privado. Dentre as funções tradicionais de maior destaque, em protocolos consagrados em diferentes países, estão a necessidade de instaurar e manter planos de controle da salubridade alimentar e de prevenção das populações de pragas e vetores. Entretanto, é necessário que os animais das diferentes espécies e classificações sanitárias componentes da comunidade atingida sejam também resgatados, para que se realize a avaliação individual e a triagem, e possam receber tratamento ou eutanásia. Nesse caso, é necessária a implantação de medidas sanitárias e humanitárias relativas à destinação desses animais.

Por outro lado, se após a triagem não forem detectados maiores problemas, eles deverão ser alojados temporariamente em estruturas de apoio previamente montadas, que tenham profissionais e condições para garantir o seu bem-estar enquanto estiverem abrigados 1. Segundo dissertação defendida na Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Lisboa em 2016, os desastres podem acometer vários ecossistemas, provocando distúrbios na fauna e na flora, e atingem populações que, pela própria definição de desastre, não são capazes de responder de forma adequada 1.

Quando os desastres acontecem, há mobilização de equipes para procurar restabelecer condições minimamente aceitáveis de sobrevivência. No entanto, os animais não humanos acabam ficando fora desses planos e ações, deixando a cargo das Organizações Não Governamentais (ONGs) e de voluntários o ônus de suprir as lacunas deixadas. Isso ocorre pelo despreparo tanto dos serviços estatais (nos casos de desastres naturais) como das empresas responsáveis (nos casos de desastres que poderiam ter sido evitados).

O estudo português ainda revela que o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil de Lisboa não chegou a incluir os animais de companhia na sua estrutura – o que foi proposto pela dissertação defendida na Universidade de Lisboa.

Desastres naturais e não naturais.

Nos anos 1980, foram elaborados estudos considerando o tipo e a duração dos desastres, o grau de impacto na vida humana, o potencial de ocorrência e a capacidade de controle numa próxima ocorrência. Uma nova classificação tipificou os desastres a partir de: agente causal, duração, extensão, número de vítimas, tempo decorrido até início dos tratamentos primários pelas organizações de resgate, organização dos transportes e da evacuação de feridos, e gravidade das enfermidades.

Estas últimas ainda se dividiam em lesões mecânicas, de radiação, choque emocional e outras doenças 1. Os desastres não naturais se dão em consequência do aumento do número de substâncias e materiais perigosos inerentes ao desenvolvimento humano, tendo sido definido o termo “antropogênico” para o fenômeno artificial causado pelo homem – por sua ação ou falta dela, fruto de sua negligência ou erro.

A Organização das Nações Unidas (ONU) tipificou em 1997 alguns perigos que poderiam originar desastres tecnológicos, como a liberação de agentes químicos para a atmosfera por fogos e/ou explosões, o derramamento de produtos químicos, marés negras, acidentes aéreos, contaminação de origem militar e liberação de material biológico em atividade industrial, entre outros 2.

Experiência de Mariana, MG

O desastre de Mariana, MG, aconteceu no dia 5 de novembro de 2015. À época, um grupo de ONGs e voluntários dos direitos dos animais resgatou mais de 300 animais no momento seguinte à tragédia. Muitos desafios foram enfrentados naquele episódio, tanto pelos médicos-veterinários quanto pelos voluntários ligados à proteção e à defesa animal. Esses desafios perduraram tanto no período imediato após o desastre – devido à aglomeração dos animais, ao estresse enfrentado pelo acidente e ao longo período de manutenção em ambiente coletivo – como pela necessidade de se destinarem os animais não reclamados pelos antigos tutores, o que exigia novas medidas, como programas de adoção ou tutelamento monitorado de equídeos, pela empresa responsável pelo desastre da barragem até o final da vida dos animais.Entidades como o Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal (FNPDA) se mobilizaram tanto para arrecadar recursos nos instantes iniciais como para monitorar o Ministério Público no sentido de organizar melhor o atendimento crucial para a saúde dos animais, em curto, médio ou longo prazo.

Esse atendimento é fundamental para as famílias atingidas – que muitas vezes dependiam de uma vaca ou algumas galinhas para seu sustento, ou tinham com um animal de estimação um vínculo fundamental num momento de vulnerabilidade e perda de sua relação sociocultural com a área atingida –, além de visar também o restabelecimento da saúde e do bem-estar de cada animal envolvido. Além dos animais domésticos, também os animais silvestres sofreram e morreram em Mariana.

Segundo o Ibama, baseado na análise de toda a área atingida pelos rejeitos de minério da barragem, esse impacto pode ter atingido até 400 espécies na bacia do rio Doce, incluindo espécies de plantas, de 64 a 80 espécies de peixes, 28 espécies de anfíbios, 4 espécies de répteis, de 112 a 248 espécies de aves e ainda 35 espécies de mamíferos 3.O texto publicado na edição n° 120 da revista Clínica Veterinária, de janeiro/fevereiro de 2016, conclui que: “A ação que envolve o resgate e o manejo dos animais atingidos pelo desastre em Mariana possui vários pontos positivos e negativos, sendo fundamental que se faça uma reflexão profunda sobre as ações possíveis, as necessárias e o cenário ideal nesse desastre em particular.

Dessa forma, em situações futuras, a atuação do médico-veterinário e dos voluntários envolvidos no salvamento dos animais poderá se inserir no plano de ação de maneira mais explícita, inclusive nas medidas preventivas, fazendo jus ao conceito de Saúde Única” 4. O rompimento da barragem em Mariana, MG, foi o maior desastre ambiental do Brasil. Apesar de a Samarco (subsidiária da Vale) à época ter assumido a gestão dos serviços e suprimentos necessários à qualidade de vida dos animais impactados pelo acidente da barragem a partir de 10/12/2015, estes não foram incluídos no plano de emergência criado para o caso de novos desastres.

Experiência de Brumadinho, MG

O rompimento da barragem da Vale no Córrego do Feijão em Brumadinho, cidade da região metropolitana de Belo Horizonte, MG, ocorreu às 12h28, no dia 25 de janeiro de 2019. Segundo o Departamento de Redução do Risco de Desastres das Nações Unidas 5, previamente à tragédia, o perfil de perigo de Brumadinho incluía os fatores físicos e ambientais de vulnerabilidade, como a ocorrência de inundação, solapamento, deslizamento de terra e incêndio florestal. O plano de redução apresentado pela prefeitura da cidade incluía o treinamento básico de defesa civil aos agentes de saúde, assistentes sociais e voluntários relativo a: noções básicas de como agir em momentos de risco; mapeamento das áreas de risco; formação de um conselho municipal de proteção e defesa civil; implementação do plano municipal de redução de risco; e elaboração de um plano de contingência. Como em Lisboa e em Mariana, os animais ficaram de fora do plano de contingência em Brumadinho, que dependeu de voluntários e organizações de classe (Conselho Regional de Medicina Veterinária) para ajudar nas buscas e no resgate de animais atingidos pelo rompimento da barragem.

A rápida e certeira ação de profissionais de medicina veterinária de Minas Gerais que se mobilizaram juntamente com voluntários já participantes de ações no rompimento da Barragem da Samarco em Mariana e na enchente de 2018 da região do rio Casca foi fundamental para o resgate dos animais diretamente envolvidos nas áreas atingidas e no auxílio àqueles que ficaram para trás na desocupação dos habitantes das áreas atingidas ou sob risco. O CRMV MG, cuja Comissão de Bem-Estar Animal é coordenada pela dra. Ana Liz Bastos, estabeleceu uma força-tarefa denominada Bri-gada Animal, que, poucas horas após a ruptura da barragem da Vale em Brumadinho, já estava no local atuando de forma rápida e segura nos resgates – sempre sob a supervisão e autorização da Defesa Civil local e do Corpo de Bombeiros, que coordenou e liderou a ação.

Em todo o processo de resgate dos animais existiram múltiplos grupos de colaboradores, voluntários e até mesmo organizadores que se somaram, cada um fazendo alguma parte da ação, e nem todos ficaram o tempo todo nem acompanharam todas as etapas, sendo que as últimas foram (e ainda estão sendo) realizadas por equipes locais e de longo termo. Desse modo, optamos por descrever o montante de um desses grupos, sediado na fazenda disponibilizada pela própria Vale.

Os resultados da tabela descrevem apenas um período de tempo e espaço dentro deste universo de ações, mais bem coordenadas graças à acumulada (e trágica) experiência de Mariana. ”Grandes desafios se apresentaram e requereram medidas complexas para o resgate de animais de grande porte, como bovinos e equinos, e de pequeno porte, como aves, cães e gatos. Foi fundamental estabelecer um eficiente programa de análise de risco, pois, nessas situações, pessoas se comportam de forma inadequada, oferecendo riscos aos voluntários e resgatistas treinados e a outros animais em áreas do entorno. Assim sendo, foi necessário que se adotassem medidas eficientes para garantir resgates seguros. A pesquisa de enfermidades infecciosas de caráter zoonótico, doenças espécie-específicas e controle parasitário, além de um completo exame e assistência clínica e nutricional acompanhada de manejo humanitário e etológico, são fatores centrais na condução das ações que deverão ser leva-das a efeito no médio e no longo prazo.

Considerações finais

A iniciativa proposta por médicos-veterinários em Minas Gerais, que conta com o apoio do Mi-nistério Público na área ambiental do estado, tem sido fundamental no resgate e no encaminhamento dos animais afetados. O modelo de ação imediata e emergencial criado pela Brigada Animal deveria ser cada vez mais estruturado e compartilhado nacionalmente com os demais colegas médicos-veterinários e voluntá-rios incorporados nessas iniciativas – para que se possam estabelecer objetivos e diretrizes no sentido definir ações e de angariar os recursos necessários para o treinamento das equipes e o fornecimento de apoio técnico e psicológico correto indispensáveis em situações idênticas ou semelhantes que possam ocorrer no futuro.

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Autores:

Vania de Fátima Plaza Nunes. MV, CRMV-SP 4.119, Diretora técnica do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal. Coordenadora de Projetos do ITEC. vania.vet@gmail.com
Alexander Welker Biondo. MV, CRMV-PR 6.203, MSc, PhD., prof.Depto. Medicina Veterinária – UFPR. abiondo@ufpr.br

Nota de apoio à atuação dos médicos-veterinários em Brumadinho/MG

http://portal.cfmv.gov.br/noticia/index/id/5985/secao/6

O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) informa que os médicos-veterinários da Comissão de Bem-Estar Animal, do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-MG), estão acompanhando os trabalhos de resgate de animais em Brumadinho/MG, em função do rompimento da barragem do Córrego do Feijão. Sob a supervisão de equipe veterinária, na segunda-feira (28/1/19), dois animais (um equino e um bovino), que estavam atolados havia quatro dias em local de difícil acesso, tiveram de ser abatidos por meio de rifle sanitário. Os animais encontravam-se em local sem condições de segurança para serem içados, presos em área que oferecia riscos aos socorristas e sem possibilidade de acesso para intervenção de outra técnica de eutanásia. Com base na Resolução CFMV nº 1.000/2012, a decisão da equipe envolvida foi estritamente técnica, uma vez que os animais já estavam debilitados, desidratados e em sofrimento. De acordo com artigo 3º da Resolução nº 1.000, a eutanásia pode ser indicada quando “o bem-estar do animal estiver comprometido de forma irreversível, sendo um meio de eliminar a dor ou o sofrimento dos animais, os quais não podem ser controlados por meio de analgésicos, de sedativos ou de outros tratamentos”. E a norma ainda deixa claro, em seu artigo 10, que a escolha do método dependerá da espécie animal envolvida, da idade e do estado fisiológico dos animais, bem como dos meios disponíveis para a contenção. Adicionalmente, a Resolução CFMV nº 1.236/2018 (art. 5º, XXIX, parágrafo 1º) não considera maus-tratos “a eutanásia e o abate […], desde que seguidas as normas e recomendações técnicas vigentes para as referidas práticas”. O CFMV entende que o momento é delicado, requer deliberação profissional complexa, envolve preceitos técnicos e éticos, não sendo uma decisão trivial, mesmo para médicos-veterinários experientes. No entanto, reconhece e apoia o trabalho que vem sendo feito pela equipe do CRMV-MG, que segue comprometida com os protocolos e práticas de bem-estar animal. Os profissionais envolvidos possuem experiência em ocasiões de desastres ambientais e já atuaram, inclusive, no rompimento das barragens em Mariana e nas inundações do município de Rio Casca. O conselho alerta que os peritos oficiais estão coletando vestígios para apurar as causas do rompimento da barragem, e, por isso, o acesso ao local está restrito às equipes previamente autorizadas. Para não interferir nas investigações, nem prejudicar a produção de provas, as autoridades pedem calma e paciência, pois as equipes de salvamento já estão empenhadas no resgate dos animais da melhor maneira possível e garantindo a segurança de todos.

Nota técnica da Comissão Nacional de Bem-Es-tar Animal do CFMV

Por convicção, inspiração cívica e comprometimento com o bem-estar dos animais envolvidos na catástrofe de Brumadinho (MG), os médicos-veterinários brasileiros em atividade no local, voluntários ou não, estão buscando minimizar os danos à saúde física e mental dos animais presentes na área do acidente. Cabe frisar que todo médico-veterinário possui formação técnica para realizar o diagnóstico das condições de saúde dos animais e, em casos extremos, de acordo com as resoluções técnicas do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), proceder ao sacrifício humanitário ou à eutanásia. Ressalta-se que o método de escolha do sacrifício passa também pelas condições em que o animal se encontra. Zonas de guerra, de acidentes de grandes magnitudes ou de catástrofes naturais muitas vezes são áreas cujas variáveis do ambiente não estão sob o controle do médico-veterinário. Assim sendo, e não havendo condições de segurança ou de acesso ao animal para remoção ou contenção química por anestésicos, o sacrifício com o uso de rifle é aceito. Quando corretamente aplicado por profissional apto e habilitado, o projétil produz dano cerebral grave e irreversível, induzindo o animal à imediata inconsciência e insensibilidade, eventos que antecedem e garantem morte rápida e indolor. Por ser uma técnica humanitária e por permitir mitigar de maneira rápida o sofrimento dos animais em zonas de catástrofes, esse método é amplamente difundido e recomendado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), bem como pelo CFMV. A decisão de sacrificar um animal não é algo fácil para nenhum profissional. Certamente é o momento mais difícil na vida de qualquer médico-veterinário. Possivelmente, os traumas produzidos em circunstâncias de sacrifício em massa e em áreas de catástrofes sejam similares aos traumas de guerra. Sendo assim, neste momento em que cente-nas de animais precisam de socorro e em que dezenas de veterinários estão assumindo essa responsabilidade, o que se espera da sociedade brasileira é o mais sincero apoio a cada um dos profissionais presentes hoje em Brumadinho (MG).

Sistema CFMV/CRMVs se mobilizou para pres-tar apoio à comunidade de Brumadinho/MG

O Sistema Conselhos Federal e Regionais de Medicina Veterinária (CFMV/CRMVs) lamenta o rompimento da barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, ocorrido em 25/1/2019. O CRMV-MG está mobilizado para prestar apoio com força tarefa de médicos-veterinários experientes em situações de desastres ambientais.

Resgate

A área ainda está instável e há risco de rompimento de outra barragem. Por isso, a orientação do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, para o momento, é que nenhum médico-veterinário ou zootecnista voluntário vá até o local, em virtude da complexidade das operações.O CRMV-MG ressalta que sua equipe de profissionais enviada ao local aguardou a liberação para iniciar os trabalhos de socorro aos animais. Os profissionais estão preparados para atender aos animais atingidos, sobretudo os de grande porte, uma vez que a região possui propriedades que exercem atividade pecuária. O CRMV-MG dispõe de uma equipe de médicos-veterinários experientes em situações de desastre, que atuou, inclusive, no rompimento das barragens em Mariana e nas inundações do município de Rio Casca. O Conselho conta, inclusive, com o apoio da Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais de Minas Gerais (Anclivepa-MG), que esteve reunida com a equipe do CRMV-MG, na manhã de domingo (27), para avaliar ações de complementação ao trabalho desenvolvido pelos profissionais que atuam no desastre de Brumadinho, além de planejar as estratégias para o resgate dos animais atingidos pelo rompimento da barragem.

Voluntariado e doações

O CRMV-MG agradece a todos os que se solidarizam com a causa animal neste desastre. A mobilização da classe profissional foi tamanha que o CRMV-MG recebeu cerca de mil contatos de médicos-veterinários e zootecnistas de todo o país disponibilizando-se para realizar trabalho voluntário, além de doações de inúmeros insumos veterinários e outros materiais. Para esse primeiro momento, as doações são suficientes e estão temporariamente suspensas. Caso haja necessidade de mais profissionais ou de doações para os trabalhos, o CRMV-MG divulgará por meio de seu portal e de suas redes sociais.

CFMV

Presidente da Comissão de Medicina Veterinária Legal do CFMV, o médico-veterinário Sérvio Reis, perito criminal oficial, foi convocado pela Polícia Federal para compor a equipe deslocada até Brumadinho em 26/1/19, com o objetivo de promover as perícias e demais diligências necessárias para a apuração do caso. O Sistema CFMV/CRMVs se solidariza com as famílias que sofrem com a perda de amigos e parentes e está à disposição para apoiar os órgãos que trabalham na busca por sobreviventes.


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VI Congresso Estadual Anclivepa RJ – suplemento – 2017

TRABALHOS APRESENTADOS NO VI CONGRESSO ESTADUAL ANCLIVEPA RJ

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Reconhecimento dos animais sencientes como sujeitos de direito

CARTA DE BELO HORIZONTE – IV CONGRESSO BRASILEIRO E I LATINO AMERICANO DE BIOÉTICA E DIREITO DOS ANIMAIS

Os congressistas reunidos no IV Congresso Brasileiro e I Congresso Latino Americano de Bioética e Direito dos Animais, realizados na cidade de Belo Horizonte, na sede da OAB/MG, nas datas de 28 e 29 de setembro de 2017, como resultado dos debates sobre as questões morais e éticas discutidas durante o evento, aprovam o seguinte documento:

1. Os animais sencientes devem ser reconhecidos como sujeitos de direito.

2. O ensino do Direito Animal deve ser estimulado nos cursos de graduação e pós-graduação em Direito e em outras áreas do saber como disciplina autônoma.

3. O aumento gradativo do número de grupos de pesquisa cadastrados na CAPES, que buscam estudar bioética e Direito Animal, é um fato, e essa realidade deve ser incentivada nas Universidades.

4. O intercâmbio de conhecimentos e pesquisas entre universidades brasileiras e universidades estrangeiras deve ser estimulado e seus estudos divulgados, com a finalidade de fortalecer a autonomia do Direito Animal e a defesa efetiva dos animais não humanos;

5. Deve ser repudiada toda e qualquer iniciativa dos Poderes Legislativo e Executivo que vise a permitir a caça, em quaisquer de suas modalidades, por ser prática cruel e contrária à Constituição Federal, à proteção do meio ambiente e à dignidade animal, a exemplo do PL nº 6.268/2016 e do PDL nº 427/2016, ambos de autoria do Deputado Federal Valdir Colatto (SC).

6. A gravidade e as correlatas consequências jurídico-ambientais dos crimes praticados contra os animais não humanos são incompatíveis com a categorização de tais condutas como sendo de menor potencial ofensivo;

7. Conseguintemente, as penas impostas pela lei dos crimes ambientais devem ser majoradas.

8. O Poder Público deve criar, investir e aprimorar políticas públicas voltadas A assegurar os direitos dos animais não-humanos, o seu bem-estar e a sua dignidade.

9. Deve ser estimulada a participação da sociedade civil organizada, em especial das entidades representativas do movimento animalista, nas atividades do Poder Judiciário, de modo a atuar, sempre que possível, na qualidade de amicus curiae. O ativismo deve ir além das petições eletrônicas, pois somente as manifestações públicas conseguem sensibilizar a classe política.

10. É fundamental assegurar a autonomia administrativa do Direito Animal, de modo a criar espaços em todas as esferas governamentais para lidar com os assuntos de interesse dos animais não humanos, sob uma perspectiva biocêntrica/pós-humanista, a exemplo da criação de uma Secretaria Especial de Políticas Públicas para os Animais e de Conselhos de Direito Animal, que instrumentalizem a participação popular e a cooperação entre poder público e coletividade na tutela de animais não humanos.

11. Do mesmo modo, a autonomia legislativa e judiciária, com a edição de um código de direito animal e a criação de Varas e Promotorias especializadas nesse mesmo ramo.

12. O STF deve adotar a teoria dos motivos determinantes para assegurar os princípios da supremacia da constituição, da estabilidade, da coerência e da previsibilidade e estabilidade do ordenamento jurídico.

Belo Horizonte/MG, 29 de setembro de 2017.

Presidente: Edna Cardoso Dias (MG)
Vice-Presidente: Vania Rall (SP);
Presidente de Honra: Heron Gordilho
Diretor Financeiro: Marcia Sales Monteiro (MG);
Diretora Jurídica: Mery Chalfun (RJ);
Diretor de Pesquisa Acadêmica: Bianca Pazzini (RS);
Diretora de Articulação Social: Letícia Campos Baird (BA);
Diretora de Assuntos Legislativos: Marcelo Pereira da Costa (RJ);
Diretor de Assuntos Internacionais: Danielle Tetü Rodrigues (PR);
Diretor de Comunicação: Waleska Mendes Cardoso (RS);
Diretor de Eventos: Cleopas Isaias Santos (MA);
Diretor Cultural: Fernanda Guacira Araújo Campista (RJ);
Diretor de Educação: Ariene Cristina Dias Guimarães Bassoli (PE);
Diretor de Projetos: Marines Ribeiro de Sousa(BA);
Conselho Fiscal: Tagore Trajano de Almeida (BA), Fernanda Luiza Fontoura de Medeiros (RS) e Vânia Tuglio (SP);
Conselho Consultivo: Laerte Fernando Levai (BR), Maria Tereza Gimenes Candela (ESP) e Gustavo di Baggis (ARG)

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APP Biblioteca Veterinária

O APP Biblioteca Veterinária foi desenvolvido para encontrar artigos publicados na revista Clínica Veterinária e no Google Acadêmico.
Ele também conta com um leitor de QR code e outras funcionalidades.

Ele pode ser usado na plataforma Android

Para computadores e dispositivos iOs, há uma versão em HTML5 do APP Biblioteca Veterinária.

Clínica Veterinária é uma revista científica de educação continuada para clínicos veterinários de pequenos animais, que se destaca no segmento pet há mais de 21 anos.

Clínica Veterinária é a única revista brasileira do segmento pet indexada no Web of Science – Zoological Record e também indexada no CAB Abstracts e no Latindex.

Em seu conteúdo, encontra-se artigos científicos das diversas especialidades e matérias atuais do universo do médico veterinário, principalmente na promoção da guarda responsável e da sustentabilidade.

Na versão digital gratuita da revista Clínica Veterinária, com exceção dos artigos científicos, há muito conteúdo útil e de interesse. Os assinantes do acervo digital tem acesso a todo o conteúdo dos últimos 11 anos e ainda podem fazer busca de conteúdo através do aplicativo Biblioteca Veterinária ou das ferramentas de pesquisa que estão disponíveis na página principal do site da revista e também dentro da próprio ambiente do acervo digital (versão desktop).

O acesso ao acervo digital da revista Clínica Veterinária pode ser feito pelo navegador, realizando-se o log in através do site da revista Clínica Veterinária, ou por aplicativo próprio, que possui versões para Android e para iOs.

São mais de 400 artigos científicos disponíveis para consulta no acervo digital da revista Clínica Veterinária, das mais variadas especialidades. Vale destacar que desde 2012 os artigos científicos também estão disponíveis na versão em espanhol.

Tela inicial do APP Biblioteca Veternária

Exemplo de resultado obtido realizando pesquisa através da palavra NEUROLOGIA

Ao clicar em um dos resultados, o aplicativo mostra detalhes do artigo: titulo, autores, resumo e palavras-chave. Além disso, traz opções para comprar, assinar ou acessar a versão digital (para assinantes)

Clicando-se na barra de menu, visualiza-se as demais funcionalidades do aplicativo: busca utilizando o filtro das especialidades, acesso ao Google Acadêmico, à versão digital gratuita da Clínica Veterinária, um leitor de QR Code, canais de contato com a revista Clínica Veterinária e seu Facebook

Realizando busca de artigos através do menu especialidades

Acesso ao Google Acadêmico

Acesso à versão digital gratuita da revista Clínica Veterinária

Informações sobre a revista Clínica Veterinária e formas de contato

 

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Urgências e cuidados intensivos cardiovasculares na ECC Science

Kaleizu Rosa, MV, MSc, PhD

No dia 3 de abril de 2018 acontece a conferência ECC Science – Emergency and Critical Care, em Campinas, SP, durante a Feira Super Pet.

Para falar de urgências e cuidados intensivos cardiovasculares na ECC Science estará presente o médico veterinário Kaleizu Rosa. Na sua formação estão instituições de renome: graduação em medicina veterinária pela Universidade Federal de Uberlândia; mestrado em fisiopatologia experimental pela Universidade de São Paulo; doutorado em cardiologia pelo Instituto do Coração da FMUSP.

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Urgências e cuidados intensivos de cães e gatos nefropatas na ECC Science

No dia 3 de abril de 2018 acontece a conferência ECC Science – Emergency and Critical Care, em Campinas, SP, durante a Feira Super Pet.

As urgências e cuidados intensivos em cães e gatos nefropatas serão abordadas na ECC Science através de palestra de Karine Kleine Figueiredo dos Santos, MV, MSc, profissional pioneira em nefrologia no Brasil, mestre pela universidade de Franca e com pós-graduação e especialização em nefrologia e cardiologia.

Karine Kleine, MV, MSc

Karine Kleine atua em nefrologia e cardiologia desde 1999. Os estudos nestas áreas iniciaram ainda no período da faculdade, com o apoio de professores como a profa. dra. Lenir Porfírio.

É autora do Guia Prático de Nefrologia em Cães e Gatos, obra direcionada para o clínico geral e estudantes. Os profissionais da área de nefrologia também poderão ter interesse na obra, uma vez que nela está a experiência de anos de colegas de todo Brasil, das diversas universidades e que já atuam em nefrologia e urologia veterinária.

Grande parte dos colaboradores do livro, são membros do Colégio Brasileiro de Nefrologia e Urologia Veterinárias, o CBNUV. Incluindo o atual presidente, prof. dr. Júlio César Cambraia Veado, que assina o prefácio e é autor de dois capítulos.

 

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ECC Science destaca endoscopia nas emergências em pequenos animais

No dia 3 de abril de 2018 acontece a conferência ECC Science – Emergency and Critical Care, em Campinas, SP, durante a Feira Super Pet.

A endoscopia nas emergências em pequenos animais é um dos temas que compõe a programação científica da ECC Science e será apresentado por Franz Naoki Yoshitoshi.

Sobre o palestrante:
Possui graduação pela Faculdade de Medicina Veterinária – campus Araçatuba, pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP-1996) e mestrado em cirurgia, cujo tema de pesquisa foi a avaliação de afecções nasais no cão, pelo Departamento de Cirurgia, Faculdade de Medicina Veterinária pela Universidade de São Paulo (USP-2003). Realizou curso de aprimoramento técnico individual em endoscopia, pela Yamaguchi University, no Japão, durante os anos de 1998 e 1999.

Tem experiência em medicina veterinária, com ênfase em clínica cirúrgica animal, atuando principalmente nos seguintes temas: cirurgia de tecidos moles, cirurgia torácica, anestesia, emergência, endoscopia, colonoscopia, rinoscopia, traqueoscopia,vídeo-otoscopia, cistoscopia, laparoscopia e toracoscopia. É professor convidado de cursos de pós-graduação latu sensu e strictu sensu em universidades particulares e pública (FMVZ-USP).

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Reanimação cardiorespiratória com Rodrigo Rabelo no ECC Science

No dia 3 de abril de 2018 acontece a conferência ECC Science – Emergency and Critical Care, em Campinas, SP, durante a Feira Super Pet.

Rodrigo Cardoso Rabelo participa da conferência abordando a reanimação cardiorespiratória em duas palestras: uma focando no suporte básico e a outra no suporte avançado.

Rabelo possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Minas Gerais (1997), mestrado em medicina veterinária pela Universidade Federal de Minas Gerais (2003) e doutorado em ciências veterinárias pela Facultad de Veterinaria de la Universidad Complutense de Madrid (2008).

Em 1997 conclui o primeiro treinamento em medicina de urgências e cuidados intensivos pela Auburn University, e em 2001 concluiu treinamento em cirurgia de urgências e medicina do trauma pelo Western Nevada Veterinary Specialties.

Em 2005 foi habilitado como técnico em emergências médicas pelo 3 Batalhão do Corpo de Bombeiros Militares de Minas Gerais, e recebeu a habilitação médica FCCS (Fundamentals on Critical Care Support) pela Sociedade Norte Americana de Cuidados Intensivos (SCCM).

Em 2008, fundou o Depto. de Veterinária na AMIB (Associação de Medicina Intensiva do Brasil). É Sócio Fundador da Sociedade Latino Americana de Medicina de Emergências e Cuidados Intensivos (LAVECCS), da qual foi presidente por duas gestões; É Sócio Fundador da Academia Brasileira de Medicina Veterinária Intensiva (BVECCS) da qual foi presidente por 3 gestões; É Sócio Fundador e Membro honorário da Sociedade Equatoriana de Emergências e Cuidados Intensivos (ECVECCS). É membro da Sociedade Norte Americana de Emergências e Cuidados Intensivos (VECCS) desde 1997. Também atua como Instrutor dos Cursos ABC Trauma e ABC Cuidados Intensivos pela Sociedade Latino Americana de Emergências e Cuidados Intensivos (LAVECCS). Tem experiência na área de Medicina Veterinária Intensiva, atuando principalmente nos seguintes temas: sepse, hemodinâmica e medicina prognóstica.

Em 2011 recebeu a habilitação médica BLS (Basic Life Support) pela Sociedade Norte Americana de Cardiologia (AHA).

Conferencista em mais de 20 Estados brasileiros, e na Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela, Espanha, Portugal e Rússia, com mais de 500 palestras. Editou vários capítulos de livro e é editor chefe dos livros: Fundamentos de Terapia Intensiva em Pequenos Animais – Condutas no Paciente Crítico (2005); Guia de Conduta para o Médico Veterinário – Intensivet (2012) e Emergências de Pequenos Animais (2012).

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ECC Science – Emergency and Critical Care

No dia 3 de abril de 2018 acontece a conferência ECC Science – Emergency and Critical Care, em Campinas, SP, durante a Feira Super Pet.

A ECC Science visa capacitar o médico veterinário para o atendimento de emergências e de pacientes que precisam de cuidados intensivos.

Abaixo, os palestrantes e os respectivos temas que serão abordados:

 

ECC Science (Emergency and Critical Care) 03/04/2018

RODRIGO CARDOSO RABELO; FRANZ NAOKI YOSHITOSHI; KARINE KLEINE e KALEIZU ROSA