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Edição N. 77

novembro/dezembro - Ano XIII, 2008

Cirurgia

Autor(es): Maricy Apparício ; Carla Renata Figueiredo Gadelha, Giuliano Queiroz Mostachio, Aracelle Elisane Alves, Tathiana Ferguson Motheo, Wilter Ricardo Russiano Vicente


Tratamentos cirúrgicos em cães com abscessos e cistos prostáticos: revisão

A próstata é a única glândula sexual nos cães machos, e seu acometimento é comum em animais de meia idade e idosos. Os cistos e abscessos prostáticos requerem, na grande maioria dos casos, tratamento cirúrgico. Várias técnicas têm sido descritas para o tratamento dessas afecções, mas as diferenças referentes aos cuidados pós-operatórios e às possíveis complicações são evidentes. As principais técnicas empregadas para essas afecções são a marsupialização, a ressecção local, a drenagem utilizando os drenos de penrose, a prostatectomia subtotal (capsulectomia e intracapsular), a prostatectomia total e a omentalização. Este trabalho tem como objetivo revisar as técnicas empregadas para o tratamento de cistos e abscessos, bem como os cuidados que elas requerem e as complicações em potencial.

Unitermos: canino, cirurgias, cuidados pós-operatórios, complicações, próstata.


Oftalmologia

Autor(es): Fernanda Guimarães Jannuzzi ; Ana Lúcia Braga Martins, Jorge da Silva Pereira


Conjuntivite com envolvimento de Sporothrix Schenckii em felino - diagnóstico citológico: relato de caso

Um gato macho de dois anos de idade, castrado e com acesso restrito à rua, foi submetido a atendimento médico-veterinário com sinais clínicos de conjuntivite: lacrimejamento, blefaroespasmo e mucosas hiperêmicas, além de lesões eritrematosas e proeminentes em conjuntiva palpebral e bulbar do olho esquerdo. Como não respondia ao tratamento instituído pelo clínico geral, o animal foi encaminhado a um oftalmologista. Ao exame clínico oftalmológico nenhuma outra alteração ocular foi constatada, o que levou o profissional a coletar material do olho afeccionado com auxílio de swab estéril para realização de exame citológico. O laudo do exame citológico foi conclusivo para esporotricose, devido à presença em forma de levedura do agente Sporothrix schenkii. A terapia adotada com itraconazol sistêmico foi eficiente para a total cura da lesão oftálmica em questão.

Unitermos: gato, olho, conjuntiva, esporotricose.


Parasitologia

Autor(es): Simone Pontes Xavier Salles ; Rita de Cássia A. A. de Menezes


Perfil sanitário de cães domiciliados no campus da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro com ênfase na prevalência de parasitos intestinais e fatores associados

Objetivou-se conhecer o perfil sanitário de cães domiciliados no campus da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, com ênfase na prevalência de parasitos intestinais e fatores associados. Entre fevereiro e dezembro de 2003 foi realizada entrevista estruturada aos proprietários e foram coletadas fezes de 215 animais, que foram examinadas pelo método de centrífugo-flutuação em solução saturada de açúcar (d = 1,20). A prevalência de parasitos intestinais foi 56,7%. Ancilostomídeos foram mais prevalecentes (40%), seguidos por Cystoisospora spp. (17%), ascaridídeos (15,81%),Trichuris vulpis (8,37%), Dipylidium caninum (6,97%) e Giardia intestinalis (2,32%). Infecções intestinais mistas também foram encontradas. Sexo e raça não interferiram na infecção, mas animais com idade entre um e três anos apresentaram maior prevalência de ancilostomídeos. Acesso à rua esteve associado à maior prevalência de infecção parasitária. As condições sanitárias dos animais foram satisfatórias, principalmente em relação ao quesito higiene do ambiente.

Unitermos: Canis familiaris, infecção parasitária, aspectos epidemiológicos.


Anestesiologia

Autor(es): Paula Cristina Basso ; Alceu Gaspar Raiser, Adriano Bonfim Carregaro, Daniel Curvello Mendonça Müller


Analgesia transoperatória em cães e gatos

A analgesia transoperatória tem como objetivo reduzir os estímulos dolorosos durante o ato cirúrgico e diminuir a dor pós-operatória, que produz efeitos sistêmicos indesejáveis e retarda a recuperação do paciente. O manejo da dor transcirúrgica inclui manobras anteriores e posteriores à incisão. Dentre as manobras pré-incisionais destacam-se o uso de fármacos analgésicos como antiinflamatórios não esteróides, opióides, anestésicos locais, antagonistas de receptores N-metil-D aspartato (NMDA) e agonistas a2 adrenérgicos, que podem ser administrados na medicação pré-anestésica, na indução da anestesia e nos bloqueios regionais. As manobras pós-incisionais incluem infusões contínuas de opióides, anestésicos locais e antagonistas NMDA. Este artigo destaca os principais métodos de analgesia transoperatória, elucidando as vantagens que proporcionam e os fármacos indicados em cada conduta.

Unitermos: dor, analgesia preemptiva, epidural, infusão contínua.


Anestesiologia

Autor(es): Bruna de Carvalho Cabral Lopes ; Ricardo Miyasaka de Almeida


Anestesia local no controle da dor: a técnica infiltrativa por tumescência - revisão de literatura

A anestesia local é uma ferramenta eficiente para o controle da dor, pois sua aplicação resulta na perda temporária de sensibilidade em uma determinada região. A anestesia infiltrativa por tumescência é uma técnica de anestesia local que promove analgesia perioperatória, principalmente em mastectomia de cadelas. Os efeitos benéficos dessa técnica são redução do sangramento perioperatório, expansão mecânica que facilita a retirada das mamas e diminuição da toxicidade. Os efeitos deletérios advêm da toxicidade da lidocaína quando administrada acima da sua dose limite. A técnica de tumescência tem-se mostrado eficiente para o procedimento de mastectomia em cadelas, no entanto, pesquisas devem ser realizadas para investigar o seu potencial de promover analgesia pós-operatória e para padronizar doses e concentrações dos componentes da solução, com o intuito de garantir a segurança da técnica em animais.

Unitermos: analgesia, cães, lidocaína, mastectomia.


Oncologia

Autor(es): Pedro Pinczowski ; Rafael Torres Neto, Viciany E. Fabris, Renée Laufer-Amorim


Mastocitoma cutâneo canino: variação da graduação histopatológica entre patologistas

O mastocitoma é um neoplasma cutâneo comum em cães. Considerando as variações histopatológicas e sua correlação com o comportamento biológico dos mastocitomas, em 1984, Patnaik, Ehler e MacEwen criaram um sistema de graduação e propuseram sua adoção. Nesse sistema de graduação são considerados parâmetros subjetivos, como intensidade de granulação intracitoplasmática e grau de pleomorfismo celular e nuclear, o que pode originar variações de interpretação entre observadores. No presente estudo, quatro patologistas avaliaram 42 casos de mastocitomas cutâneos caninos e observaram concordância diagnóstica em 21,4% dos casos, enquanto 7,1% dos casos receberam as três graduações possíveis para esse tumor. Embora o tradicional sistema de Patnaik para a graduação do mastocitoma cutâneo canino ainda seja um importante critério para o estadiamento patológico desse neoplasma, critérios mais objetivos devem ser adotados e incluídos nessa classificação.

Unitermos: cão, histopatologia, prognóstico.


Oncologia

Autor(es): Gleidice Eunice Lavalle ; Angélica Cavalheiro Bertagnolli, Geovanni Dantas Cassali


Uso da carboplatina associada a inibidor de Cox-2 no tratamento de carcinoma da glândula mamária de cadela com metástase em linfonodo - relato de caso

Uma cadela SRD de doze anos de idade, apresentando massa tumoral nas mamas torácicas cranial e caudal do lado direito, com linfonodos axilares palpáveis, foi atendida no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Minas Gerais. A punção aspirativa dos linfonodos axilares revelou a presença de células epiteliais infiltradas, sendo caracterizada a invasão linfática. Metástases pulmonares não foram detectadas no exame radiológico. O animal foi submetido a mastectomia em bloco, retirada dos linfonodos acometidos e posterior tratamento quimioterápico com a droga carboplatina (3 ciclos), seguido do uso de piroxicam durante seis meses consecutivos. Os efeitos colaterais e a evolução da doença foram avaliados durante todo o tratamento. O animal não apresentou recorrência ou metástase durante o período de avaliação (810 dias).

Unitermos: canina, mama, oncologia, ciclooxigenases.


Animais selvagens

Autor(es): Geovanni Dantas Cassali ; Marcelo de Campos Cordeiro Malta, Maria Elvira Loyola Teixeira da Costa, Cristina Maria de Souza, Enio Ferreira, Angélica Cavalheiro Bertagnolli, Cecília Bonolo de Campos


Neoplasia mamária em onça parda (Puma concolor) e leoa (Panthera leo) - relato de casos

Os tumores de mama são as neoplasias mais freqüentes na fêmea canina doméstica. Nas demais espécies domésticas esses tumores são freqüentes apenas em felinos e as informações em animais selvagens são raras. Este artigo apresenta dois casos de neoplasias de glândula mamária diagnosticadas em uma onça parda (Puma concolor) e uma leoa (Panthera leo) do Zoológico da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte, MG. Nos dois casos optou-se pela exérese das massas neoplásicas e acompanhamento da evolução pós-operatória de cada animal. No exame microscópico do nódulo retirado da leoa observou-se crescimento intraductal, composto de múltiplas projeções papilares ramificadas, compatível com papiloma. Um mês após a cirurgia na onça parda constatou-se uma grande progressão da massa tumoral. Optou-se então pela eutanásia e necropsia do animal. Ao exame microscópico confirmou-se o diagnóstico de carcinoma papilar invasivo.

Unitermos: tumores, felinos, animais silvestres.


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