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Edição N. 68

maio/junho - Ano XII, 2007

Clínica médica

Autor(es): Carla Regina Gomes Rodrigues Santos ; Ana Maria Barros Soares, Maria Cristina Nobre e Castro


Hipertensão arterial sistêmica em felinos domésticos: revisão da literatura.

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença grave, que acarreta alterações sistêmicas e pode ser fatal. Os gatos geralmente desenvolvem a HAS secundária. Gatos com insuficiência renal crônica e hipertireoidismo representam a maior parte dos pacientes com HAS. Com a aquisição de equipamentos necessários para a realização da mensuração da pressão arterial (PA) de forma não invasiva, a HAS vem sendo diagnosticada com maior freqüência na rotina ambulatorial veterinária. O conhecimento da fisiopatologia da HAS e de suas conseqüências sobre o sistema cardiovascular é primordial para a escolha do tratamento. As classes de fármacos mais utilizadas para o tratamento e o controle da HAS são os inibidores da enzima conversora da angiotensina, os Š-bloqueadores e os bloqueadores dos canais de cálcio.

Unitermos: Gato, pressão arterial, diagnóstico, tratamento


Clínica médica

Autor(es): Cynthia Brandão da Costa ; Andréa Alves


Obesidade felina - revisão.

A obesidade ocorre quando a aquisição energética é maior que o gasto dessa energia. Dentre outras causas desse distúrbio, a mais importante é a superalimentação. O gato obeso é mais propenso a moléstias, como diabetes melito, doenças articulares, dermatoses e lipidose hepática. Vários são os métodos de diagnosticar a obesidade, como a palpação, a determinação da concentração sérica de leptina e a absormetria por dupla emissão de raios-X. O tratamento é feito principalmente por meio da restrição calórica e de aumento no gasto energético. No entanto, para evitar a lipidose hepática, a restrição calórica deve ser implementada com cautela. A prevenção da obesidade é fundamentada no cuidado da alimentação e no estímulo ao exercício.

Unitermos: Gatos, alimentação, emagrecimento


Clínica médica

Autor(es): Mauro José Lahm Cardoso ; Ademir Zacarias Júnior, Rodrigo dos Reis Oliveira, Eduardo Stefano Maciéski


Papel dos fármacos na função tireoidiana em cães.

Dentre os vários fatores que podem influenciar a função da tireóide dos cães incluem-se os fármacos: glicocorticóides, sulfonamidas e fenobarbital. Estes são alguns exemplos de drogas conhecidas que afetam o eixo hipotálamo-hipófise-tireóide de várias espécies. Muitas vezes, o desconhecimento dos efeitos dessas drogas sobre os hormônios tireoidianos leva ao diagnóstico errado de hipotireoidismo e à terapia de reposição com levotiroxina sódica. O objetivo desta revisão de literatura é fornecer, aos médicos veterinários, informações sobre as drogas que podem atuar sobre o eixo hipotálamo-hipófise-tireóide e os cuidados que devem ser tomados quando cães submetidos a testes da função tireoidiana encontram-se sob a administração desses fármacos.

Unitermos: Drogas, tireóide, canino


Neurologia

Autor(es): Raquel Rubia Rech ; Marcia Cristina da Silva, Soraia Figueiredo de Souza, Alexandre Mazzanti, Glaucia Denise Kommers, Dominguita Lühers Graça, Claudio Severo Lombardo de Barros


Meningoencefalomielite granulomatosa em cães

Meningoencefalite granulomatosa (MEG) é uma doença inflamatória esporádica e idiopática do sistema nervoso central de cães. Tem sido descrita freqüentemente em fêmeas adultas jovens de raças de pequeno porte. As lesões são classificadas como disseminada, focal e ocular. Caracterizam-se histologicamente por infiltrado mononuclear e reação granulomatosa dispostos de forma angiocêntrica, principalmente no tronco encefálico, no cerebelo e na medula espinhal. Os sinais clínicos estão relacionados com o local da lesão no sistema nervoso central (SNC). No presente estudo são descritos três casos de MEG, com os sinais clínicos correlacionados à distribuição histomorfológica das lesões no SNC. No diagnóstico diferencial são mencionadas as principais encefalites infecciosas e ligadas a raças, descritas em cães.

Unitermos: Neuropatologia, sistema nervoso central, encefalite


Animais silvestres

Autor(es): Anderson Coutinho da Silva ; Roberto Silveira Fecchio, Marcelo da Silva Gomes, Celso Braga Sobrinho, Nilton Abreu Zanco


Artrodese de joelho em cachorro-do-mato-vinagre (Speothos venaticus)

Uma fêmea de cachorro-do-mato-vinagre foi encaminhada ao hospital veterinário da Universidade Metodista de São Paulo com histórico de artrite crônica, sem melhora do quadro após tratamento com antiinflamatório não esteroidal e condroprotetores. O desvio do eixo articular e o início de anquilose pressionavam as estruturas adjacentes e promoviam dor crônica, excluindo o animal do manejo reprodutivo e diminuindo substancialmente sua qualidade de vida. Com a finalidade de realizar artrodese de joelho, excisaram-se os demais ligamentos, meniscos, cápsula articular e patela, proporcionando melhor abordagem das extremidades ósseas. Os ângulos de ostectomias das extremidades foram determinados com auxílio de goniômetro estéril em 140°. Em seguida, duas placas foram fixadas com o intuito de obter maior estabilidade. A colocação da segunda placa também proporcionou a diminuição das forças de tensão na articulação, reduzindo a probabilidade de eventuais problemas pós-cirúrgicos.

Unitermos: Cirurgia, articulação


Cirurgia

Autor(es): Alessandra Roll ; Gleide Marsicano


Adrenalectomia para tratamento de tumor ou hiperplasia adrenal em furões (Mustela putorius furo): relato de nove casos (2003-2004).

A crescente importação de furões tem mostrado a necessidade de compreender melhor as moléstias que os acometem, sobretudo a doença de adrenal, que tem sido diagnosticada com freqüência. Tal doença é observada em animais de meia-idade a mais velhos e caracteriza-se por perda de pêlo e prurido, em ambos os sexos, e edema de vulva em fêmeas. O tratamento é cirúrgico, uma vez que a terapia medicamentosa usual em cães não surte efeito em furões e o prognóstico após a intervenção é bom. Neste trabalho foram avaliados nove animais submetidos à adrenalectomia, e traçadas as incidências da doença por sexo, sinais clínicos, glândula mais afetada, análise histopatológica do tumor, recorrência e moléstias conjuntas.

Unitermos: Animais silvestres, cirurgia veterinária, doenças do córtex da supra-renal


Cirurgia

Autor(es): Diogo Benchimol de Souza ; Edmundo Jorge Abílio


Hérnia perineal em cães - revisão de literatura

A hérnia perineal é uma afecção conhecida há bastante tempo entre médicos veterinários que se dedicam ao atendimento de animais de companhia. Como não possui saco herniário constituído de peritônio parietal, é classificada como falsa hérnia. Cães machos adultos ou idosos são os animais mais freqüentemente acometidos por essa doença. Não se sabe ao certo a sua causa, embora vários fatores possam estar envolvidos, como afecções prostáticas que causem aumento de volume, afecções retais, efeitos de hormônios gonadais sobre o diafragma pélvico, atrofia neurogênica dos músculos elevador do ânus e coccígeo e atuação do hormônio relaxina sobre os músculos do diafragma pélvico. O principal sinal clínico da hérnia perineal é o aumento de volume da região, e o diagnóstico da doença pode ser feito com base nos achados clínicos e radiográficos. O tratamento cirúrgico é o mais indicado e diversas técnicas já foram relatadas.

Unitermos: Cirurgia veterinária, patologia cirúrgica, fisiopatologia


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