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Edição N. 69

julho/agosto - Ano XII, 2007

Dermatologia

Autor(es): Luciana Costa Brum ; Lissandro Gonçalves Conceição, Vitor Márcio Ribeiro, Vidal Haddad Jr.


Principais dermatoses zoonóticas de cães e gatos

Os problemas de pele são queixas comuns na prática clínica de pequenos animais. Existe atualmente um aumento do contato dos animais de estimação com seus proprietários. Dessa forma, crescente também é o número de casos com possível envolvimento dermatozoonótico, que adquire importância ainda maior em indivíduos imunocomprometidos. Essa visão dermatológica dos casos zoonóticos não interessa somente aos clínicos veterinários, mas deve também ser de domínio dos médicos humanos. Esta revisão aborda as principais zoodermatoses que acometem cães e gatos e apresenta de forma concisa as principais informações clínicas, diagnósticas e comparadas das seguintes enfermidades: a escabiose canina, a escabiose felina, a puliciose, a otoacaríase, a queiletielose, as dermatofitoses, a esporotricose, a tuberculose cutânea e as leishmanioses.

Unitermos: dermatologia, pequenos animais, zoonoses


Dermatologia

Autor(es): Marconi Rodrigues de Farias


Dermatite atópica canina: da fisiopatologia ao tratamento

A dermatite atópica é uma doença inflamatória crônica, recorrente e intensamente pruriginosa que acomete cerca de 10 a 15% da população canina. Seu desenvolvimento e severidade estão relacionados a uma complexa interação entre fatores genéticos, imunológicos, ambientais, farmacológicos, psicogênicos e da função de barreira da pele. Esta dermatatite tem sido descrita em cães de inúmeras raças, geralmente com idade inferior a três anos, não havendo predisposição sexual. Uma vez que a dermatite atópica se desenvolve, o cão tende a apresentar prurido e hiperreatividade cutânea de forma perene ou constante pelo resto da vida, o que requer contínuo acompanhamento clinico do paciente. Este artigo tem como objetivo revisar os mecanismos moleculares e imunológicos envolvidos na fisiopatologia, na perpetuação e na amplificação do ciclo inflamatório da dermatite atópica canina, bem como os seus aspectos clínicos, diagnósticos e de controle terapêutico

Unitermos: cães, prurido, hipersensibilidade, atopia, genodermatoses


Dermatologia

Autor(es): Paulo Sergio Salzo ; Juliana Ferreiro Vieira, Aline Wildmann


Alopecia X

Alopecia X é o termo utilizado para englobar uma série de dermatoses sem envolvimento sistêmico, caracterizadas por alopecia não pruriginosa e hiperpigmentação, que afeta principalmente os cães das raças pomerânio, chow chow e poodle com resposta inconsistente a diferentes formas de terapia. A patogenia não é esclarecida, mas acredita-se que inclua um componente hereditário associado a alterações de sensibilidade dos receptores hormonais dos folículos pilosos. A dermatose responsiva ao hormônio de crescimento e a dermatose responsiva à castração são algumas das enfermidades que fazem parte dessa síndrome. O diagnóstico envolve a exclusão de hipotireoidismo e hiperadrenocorticismo, exame histopatológico de amostra cutânea colhida por meio de biópsia e resposta terapêutica.

Unitermos: dermatologia canina, falacrose endócrina


Dermatologia

Autor(es): Ronaldo Lucas ; Daniela Beviani, Carla Pelegrini, Karina Cantagallo, Rafaela Jorge Mingossi


Avaliação da efetividade do uso da ciclosporina na terapia de cães atópicos

A proposta deste estudo foi observar 22 cães com atopia tratados com ciclosporina (CsA) por um período mínimo de seis meses, e avaliar a freqüência e a dose para o controle do prurido. O estudo avaliou os prontuários médicos e as informações relatadas pelos proprietários. Parâmetros laboratoriais, possíveis efeitos colaterais e satisfação dos clientes foram avaliados. A dose de CsA foi de 5mg/kg por via oral a cada 24 horas ou menos, e os animais receberam o tratamento durante seis a dezoito meses. Ao final do acompanhamento, 68,2% dos cães apresentaram melhora e controle do prurido. Não foram observadas alterações laboratoriais. Quatro animais apresentaram êmese ou diarréia transitórias e dois animais apresentaram hipertensão transitória. Dezessete (77,3%) proprietários não consideraram o tratamento caro. A ciclosporina foi considerada efetiva no tratamento de cães atópicos.

Unitermos: prurido, dermatologia, tratamento, alergia


Dermatologia

Autor(es): Ronaldo Lucas ; Carlos Eduardo Larsson


O uso da criocirurgia na dermatologia veterinária

O uso do frio pela medicina é muito antigo. Utilizado inicialmente de forma empírica, teve grandes avanços nos séculos XIX e XX, evoluindo juntamente com a Física. O surgimento de novas técnicas e equipamentos permitiu que a crioterapia se tornasse uma importante opção no tratamento de neoplasias benignas e malignas em dermatologia. O grande desenvolvimento tecnológico permitiu, além do maior número de indicações, melhores resultados, mormente com o uso de técnicas de imagem para o acompanhamento do procedimento. A técnica de sonda fechada oferece congelamento e subseqüente necrose mais superficial do que os outros métodos, sendo a técnica menos efetiva. Em todas as técnicas, o volume, o diâmetro e a profundidade são inferiores no tecido necrosado quando comparados aos seus similares no tecido congelado. Em nenhuma das técnicas, a profundidade de congelamento foi equivalente ao seu raio. A crioterapia revela-se ainda um procedimento prático, seguro e efetivo nas condições da clínica veterinária brasileira

Unitermos: crioterapia, neoplasias, canino, felino


Dermatologia

Autor(es): Vamilton Santarem


Demodiciose canina: revisão

A demodiciose é uma das principais dermatopatias caninas, ocasionada por ácaros comensais do gênero Demodex, destacando-se o D. canis, que proliferam excessivamente, em decorrência da falha na resposta celular. A doença apresenta duas formas clínicas: localizada (DL) ou generalizada (DG). A DL é mais comum em cães jovens, com remissão das lesões na maioria dos casos. A DG ocorre em animais com mais de dois anos e seu prognóstico é reservado. O tratamento requer meses e o fármaco de eleição é o amitraz. Se houver falha na terapêutica, lactonas macrocíclicas, de indicação extrabula, podem ser indicadas. A castração dos animais com DG é a base para o controle da doença.

Unitermos: cão, dermatologia, sarna demodécica


Dermatologia

Autor(es): Fernanda DevidÈ Monteiro de Castro ; Angela Velloso Braga Yazbek, Milena Su Duran, Carlos Eduardo Larsson


Avaliação da eficácia e detecção de eventuais efeitos adversos da associação imidacloprida 10% e moxidectina 2,5% na terapia da escabiose canina

Avaliou-se a eficácia e a segurança da terapia tópica realizada com a associação imidacloprida 10% e moxidectina 2,5%, em cães com acaríase sarcóptica. Quatorze cães (seis machos e oito fêmeas), com peso médio de 10 quilogramas, foram submetidos ao protocolo, com duas aplicações sucessivas a cada 30 dias, na dose de 0,1mL por quilograma de peso, na região interescapular. Os animais foram semanalmente banhados com xampu queratolítico desprovido de ação escabicida. A associação acaricida, aplicada topicamente, em intervalos mensais durante 60 dias, em 14 cães escabióticos, mostrou-se segura, plenamente eficaz, levando à negativação do exame parasitológico tegumentar decorridos 30 dias da primeira aplicação. A negativação da reação otopedal ocorreu aos 30 dias (78,5% dos acometidos) e 60 dias (100%). Não se verificou nenhum caso de recidiva no período de três a 12 semanas de seguimento pós-terapia.

Unitermos: cão, sarna sarcóptica, Sarcoptes scabiei


Dermatologia

Autor(es): Edenilze Teles Romeiro ; Maria Aparecida da Gloria Faustino, Leucio Câmara Alves, Ylka Maria Valeriana Soares, Ulysses Negromonte Vieira Matoso


Aspectos clínicos da infestação por Lynxacarus radovskyi em gatos procedentes da Região Metropolitana do Recife

O objetivo do presente estudo foi avaliar os sinais clínicos da infestação pelo ácaro Lynxacarus radovskyi em gatos da Região Metropolitana do Recife, PE. Os sinais clínicos mais freqüentes da lynxacariose felina foram pelagem fosca, defluxo, hipotricose e prurido, tendo como locais de predileção para o parasitismo as regiões dorsotorácica e caudal. Notou-se relação entre a cor da pelagem e a infestação, com maior positividade em animais bicolores e pretos. A análise da freqüência do ácaro L. radovskyi concomitante a outros ectoparasitas revelou intercorrência entre o L. radovskyi e a pediculose (Felicola subrostratus) (37,02%) e a pulicose (Ctenocephalides felis felis) (2,68%), sendo 37,43% dos animais positivos infestados apenas pelo L. radovskyi. Esses aspectos são importantes na diferenciação da linxacariose felina, especialmente em casos de ausência de hiperpigmentação, eritema e crostas (dermatite miliar).

Unitermos: felino, dermatose, sinais clínicos, ácaro


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