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Edição N. 66

janeiro/fevereiro - Ano XII, 2007

Odontologia

Autor(es): Paulo Renato dos Santos Costa ; Lissandro Gonçalves Conceição, Mauro Pires Moraes, Alexandre Couto Tsiomis, Tatiana Schmitz Duarte, Rubens Fabiano Soares Prado, Lindomar José Pena, Priscila Rochele Barrios, Darlene Aparecida Pena


Gengivite/estomatite linfocítico-plasmocitária em gatos - relato de quatro casos

A gengivite/estomatite linfocítico-plasmocitária felina (GELPF) é uma doença inflamatória severa da cavidade oral de etiologia desconhecida, de evolução crônica e de difícil tratamento. A GELPF caracteriza-se por lesões hiperêmicas, proliferativas e ulcerativas localizadas preferencialmente na região dos arcos glossopalatinos (fauces), porém pode se estender para diferentes locais da cavidade oral. O principal achado histopatológico da GELPF é o infiltrado inflamatório com predomínio de linfócitos e plasmócitos. A doença pode ser controlada pelo tratamento periodontal associado ao controle da placa bacteriana, extrações dentárias, antibioticoterapia e/ou imunossupressão. O presente trabalho descreve quatro casos dessa condição e discute a sua etiopatogenia e as medidas terapêuticas empregadas no controle da doença.

Unitermos: Felinos, estomatite crônica felina, faucite felina


Diagnóstico por imagem

Autor(es): Tilde Rodrigues Froes Paiva ; Renata Novak Bentes


Emprego da ultra-sonografia móvel na medicina veterinária: estudo retrospectivo

Nos últimos anos, o emprego da ultra-sonografia em medicina veterinária tem crescido continuadamente. Depois de se capacitarem para a especialidade - participando de estágios e cursos específicos -, muitos médicos veterinários passam a utilizar a ultra-sonografia móvel para prestar atendimento em clínicas e hospitais, com vistas à futura implantação de um serviço - ou mesmo um centro - de diagnóstico imaginológico fixo. O objetivo deste trabalho é reportar a casuística, as vantagens, as limitações e as dificuldades da ultra-sonografia móvel na cidade de São Paulo, no período de janeiro de 2004 a junho de 2005. Trata-se de um estudo retrospectivo no qual foram analisados os resultados de 737 exames, classificados quanto à freqüência, ao horário de tomada, aos dias da semana, à gravidade das lesões encontradas e ao sistema ou órgão afetados. Essa avaliação permitiu concluir que a ultra-sonografia móvel é eficaz e viável, apesar de todas as dificuldades que permeiam esse tipo de prestação de serviço.

Unitermos: Cães, gatos, ultra-som, portátil


Clínica médica

Autor(es): Mitika K. Hagiwara ; Juliana Junqueira-Jorge, Claudia Stricagnolo


Infecção pelo vírus da leucemia felina em gatos de diversas cidades do Brasil

Com o objetivo de mapear a ocorrência da infecção pelo vírus da leucemia felina (VLF), foram analisadas 1.952 amostras de esfregaços de sangue periférico de felinos por meio da técnica de IFI para a detecção de antígenos do VLF nos leucócitos e nas plaquetas circulantes. As amostras foram enviadas de diferentes partes do Brasil ao Laboratório de Imunologia do Departamento de Clínica Médica da FMVZ-USP. A freqüência de reações positivas foi de 6,04% no total, e de 6,2% entre os felinos do município de São Paulo. Houve uma ampla variação na freqüência de reações positivas - de zero a 34,9% - entre as diferentes localidades refletindo a heterogeneidade das amostras, que incluíam felinos doentes ou sadios, mantidos isoladamente ou em grupos e abrigos, oriundos da rua ou de origem conhecida. A ocorrência de reações positivas foi maior entre os felinos de três a seis anos de idade, oriundos da rua ou que tinham acesso à rua e que mantinham atividade reprodutiva.

Unitermos: Epidemiologia, fatores de risco, imunofluorescencia indireta


Oftalmologia

Autor(es): Alcina Vieira Carvalho Neta ; Tatiane Alves da Paixão, Fabiana Lessa Silva, Renato de Lima Santos


Pan-oftalmite em cão com leishmaniose visceral: relato de caso

A leishmaniose visceral canina (LVC) é uma doença crônica progressiva associada a esplenomegalia, linfadenomegalia, hepatomegalia, lesões cutâneas, emaciação progressiva e insuficiência renal. Ocasionalmente, cães com leishmaniose visceral apresentam manifestações oculares, como conjuntivite, uveíte e blefarite, que podem ou não estar associadas à manifestação sistêmica da doença. O presente relato descreve o caso de uma cadela poodle de 18 anos de idade, com pan-oftalmite linfo-histio-plasmocitária intensa, crônica, difusa e bilateral com miríade de amastigotas intracitoplasmáticas em macrófagos. O agente foi identificado como Leishmania sp. por imunohistoquímica, e como pertencente ao complexo donovani pela técnica de reação em cadeia da polimerase (PCR).

Unitermos: Olho, inflamação, uveíte, Leishmania chagasi


Oncologia

Autor(es): Letícia Mattos de Souza-Dantas ; Norma Labarthe


Sarcoma pós-vacinal felino: um alerta

A vacinação contra diversas enfermidades infecciosas tem sido rotina na clínica veterinária em todo o mundo, espelhando um avanço no controle de doenças infecciosas que se configuram em agravos à saúde animal e, em alguns casos, à saúde humana. Porém, principalmente em gatos, injeções intramusculares ou subcutâneas podem resultar em reações inflamatórias granulomatosas, que podem evoluir para sarcomas. O desenvolvimento de sarcomas tem sido freqüentemente associado às vacinas utilizadas na clínica de pequenos animais. De forma geral, os sarcomas relatados são agressivos e invasivos, e apresentam alta taxa de recorrência após procedimentos cirúrgicos. São ainda, pouco responsivos à quimioterapia e à radioterapia. Até a atualidade não há tratamento eficaz contra os sarcomas pós-vacinais e, portanto, seu prognóstico é desfavorável, tornando imperativa a prevenção e o esclarecimento aos proprietários.

Unitermos: Gatos, vacinação, efeitos adversos


Cirurgia

Autor(es): Diogo José Cardilli ; Gilson Hélio Toniollo, Giuliano Queiroz Mostachio, Tathiana Fergusom Motheo, Ingrid Grubber Ferreira Lima, Wilter Ricardo Russiano Vicente


Disgerminoma ovariano em cadela: relato de caso

O presente trabalho visa relatar o caso de uma fêmea canina de sete anos, da raça rottweiler, que apresentava sinais de estro prolongado e emagrecimento progressivo. À palpação abdominal, foi notado aumento de volume de consistência firme em região hipogástrica. O exame ultra-sonográfico mostrou uma estrutura de contornos irregulares, heterogênea, com porções sólidas e áreas cavitárias com conteúdo anecogênico. Ao exame radiográfico do tórax não foram detectados sinais de metástases. A laparotomia exploratória revelou uma massa de aproximadamente 10cm de diâmetro no ovário esquerdo. Após a ovariossalpingoisterectomia (OSH), fragmentos da massa foram enviados para exame histopatológico, que apontou disgerminoma ovariano, um tipo incomum de tumor em cadelas.

Unitermos: Oncologia, ovário, doenças dos cães


Odontologia

Autor(es): Paulo Renato dos Santos Costa ; Lissandro Gonçalves Conceição, Mauro Pires Moraes, Alexandre Couto Tsiomis, Tatiana Schmitz Duarte, Rubens Fabiano Soares Prado, Lindomar José Pena, Priscila Rochele Barrios, Darlene Aparecida Pena


Gengivite/estomatite linfocítico-plasmocitária em gatos - relato de quatro casos

A gengivite/estomatite linfocítico-plasmocitária felina (GELPF) é uma doença inflamatória severa da cavidade oral de etiologia desconhecida, de evolução crônica e de difícil tratamento. A GELPF caracteriza-se por lesões hiperêmicas, proliferativas e ulcerativas localizadas preferencialmente na região dos arcos glossopalatinos (fauces), porém pode se estender para diferentes locais da cavidade oral. O principal achado histopatológico da GELPF é o infiltrado inflamatório com predomínio de linfócitos e plasmócitos. A doença pode ser controlada pelo tratamento periodontal associado ao controle da placa bacteriana, extrações dentárias, antibioticoterapia e/ou imunossupressão. O presente trabalho descreve quatro casos dessa condição e discute a sua etiopatogenia e as medidas terapêuticas empregadas no controle da doença.

Unitermos: Felinos, estomatite crônica felina, faucite felina


Diagnóstico por imagem

Autor(es): Tilde Rodrigues Froes Paiva ; Renata Novak Bentes


Emprego da ultra-sonografia móvel na medicina veterinária: estudo retrospectivo

Nos últimos anos, o emprego da ultra-sonografia em medicina veterinária tem crescido continuadamente. Depois de se capacitarem para a especialidade - participando de estágios e cursos específicos -, muitos médicos veterinários passam a utilizar a ultra-sonografia móvel para prestar atendimento em clínicas e hospitais, com vistas à futura implantação de um serviço - ou mesmo um centro - de diagnóstico imaginológico fixo. O objetivo deste trabalho é reportar a casuística, as vantagens, as limitações e as dificuldades da ultra-sonografia móvel na cidade de São Paulo, no período de janeiro de 2004 a junho de 2005. Trata-se de um estudo retrospectivo no qual foram analisados os resultados de 737 exames, classificados quanto à freqüência, ao horário de tomada, aos dias da semana, à gravidade das lesões encontradas e ao sistema ou órgão afetados. Essa avaliação permitiu concluir que a ultra-sonografia móvel é eficaz e viável, apesar de todas as dificuldades que permeiam esse tipo de prestação de serviço.

Unitermos: Cães, gatos, ultra-som, portátil


Clínica médica

Autor(es): Mitika K. Hagiwara ; Juliana Junqueira-Jorge, Claudia Stricagnolo


Infecção pelo vírus da leucemia felina em gatos de diversas cidades do Brasil

Com o objetivo de mapear a ocorrência da infecção pelo vírus da leucemia felina (VLF), foram analisadas 1.952 amostras de esfregaços de sangue periférico de felinos por meio da técnica de IFI para a detecção de antígenos do VLF nos leucócitos e nas plaquetas circulantes. As amostras foram enviadas de diferentes partes do Brasil ao Laboratório de Imunologia do Departamento de Clínica Médica da FMVZ-USP. A freqüência de reações positivas foi de 6,04% no total, e de 6,2% entre os felinos do município de São Paulo. Houve uma ampla variação na freqüência de reações positivas - de zero a 34,9% - entre as diferentes localidades refletindo a heterogeneidade das amostras, que incluíam felinos doentes ou sadios, mantidos isoladamente ou em grupos e abrigos, oriundos da rua ou de origem conhecida. A ocorrência de reações positivas foi maior entre os felinos de três a seis anos de idade, oriundos da rua ou que tinham acesso à rua e que mantinham atividade reprodutiva.

Unitermos: Epidemiologia, fatores de risco, imunofluorescencia indireta


Oftalmologia

Autor(es): Alcina Vieira Carvalho Neta ; Tatiane Alves da Paixão, Fabiana Lessa Silva, Renato de Lima Santos


Pan-oftalmite em cão com leishmaniose visceral: relato de caso

A leishmaniose visceral canina (LVC) é uma doença crônica progressiva associada a esplenomegalia, linfadenomegalia, hepatomegalia, lesões cutâneas, emaciação progressiva e insuficiência renal. Ocasionalmente, cães com leishmaniose visceral apresentam manifestações oculares, como conjuntivite, uveíte e blefarite, que podem ou não estar associadas à manifestação sistêmica da doença. O presente relato descreve o caso de uma cadela poodle de 18 anos de idade, com pan-oftalmite linfo-histio-plasmocitária intensa, crônica, difusa e bilateral com miríade de amastigotas intracitoplasmáticas em macrófagos. O agente foi identificado como Leishmania sp. por imunohistoquímica, e como pertencente ao complexo donovani pela técnica de reação em cadeia da polimerase (PCR).

Unitermos: Olho, inflamação, uveíte, Leishmania chagasi


Oncologia

Autor(es): Letícia Mattos de Souza-Dantas ; Norma Labarthe


Sarcoma pós-vacinal felino: um alerta

A vacinação contra diversas enfermidades infecciosas tem sido rotina na clínica veterinária em todo o mundo, espelhando um avanço no controle de doenças infecciosas que se configuram em agravos à saúde animal e, em alguns casos, à saúde humana. Porém, principalmente em gatos, injeções intramusculares ou subcutâneas podem resultar em reações inflamatórias granulomatosas, que podem evoluir para sarcomas. O desenvolvimento de sarcomas tem sido freqüentemente associado às vacinas utilizadas na clínica de pequenos animais. De forma geral, os sarcomas relatados são agressivos e invasivos, e apresentam alta taxa de recorrência após procedimentos cirúrgicos. São ainda, pouco responsivos à quimioterapia e à radioterapia. Até a atualidade não há tratamento eficaz contra os sarcomas pós-vacinais e, portanto, seu prognóstico é desfavorável, tornando imperativa a prevenção e o esclarecimento aos proprietários.

Unitermos: Gatos, vacinação, efeitos adversos


Cirurgia

Autor(es): Diogo José Cardilli ; Gilson Hélio Toniollo, Giuliano Queiroz Mostachio, Tathiana Fergusom Motheo, Ingrid Grubber Ferreira Lima, Wilter Ricardo Russiano Vicente


Disgerminoma ovariano em cadela: relato de caso

O presente trabalho visa relatar o caso de uma fêmea canina de sete anos, da raça rottweiler, que apresentava sinais de estro prolongado e emagrecimento progressivo. À palpação abdominal, foi notado aumento de volume de consistência firme em região hipogástrica. O exame ultra-sonográfico mostrou uma estrutura de contornos irregulares, heterogênea, com porções sólidas e áreas cavitárias com conteúdo anecogênico. Ao exame radiográfico do tórax não foram detectados sinais de metástases. A laparotomia exploratória revelou uma massa de aproximadamente 10cm de diâmetro no ovário esquerdo. Após a ovariossalpingoisterectomia (OSH), fragmentos da massa foram enviados para exame histopatológico, que apontou disgerminoma ovariano, um tipo incomum de tumor em cadelas.

Unitermos: Oncologia, ovário, doenças dos cães


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