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Edição N. 62

maio/junho - Ano XI,2006

Saúde pública

Autor(es): Fabiana Augusta Ikeda-Garcia ; Mary Marcondes Feitosa


Métodos de diagnóstico da leishmaniose visceral canina

A leishmaniose visceral é uma enfermidade causada por protozoário do gênero Leishmania, cuja espécie mais freqüente no Brasil é a Leishmania (Leishmania) chagasi (CUNHA & CHAGAS, 1937). Essa doença acomete o homem e outras espécies animais, principalmente os cães. A transmissão entre hospedeiros vertebrados ocorre através da picada de flebotomíneo. A variedade e a inespecificidade dos sintomas dificultam o diagnóstico clínico da enfermidade. Considerando a importância dessa zoonose, a presente revisão procura abordar a etiopatogenia, os sintomas e os diferentes métodos de diagnóstico (parasitológico, imunológico e molecular) da leishmaniose.

Unitermos: cães, Leishmania chagasi


Oftalmologia

Autor(es): Ivia Carmem Talieri ; Adriana Torrecilhas Jorge Brunelli, Arianne Pontes Oriá, José Luiz Laus


Técnicas avançadas no exame oftálmico de cães e gatos

Este artigo abrange as técnicas auxiliares de diagnóstico do exame oftálmico de cães e gatos. A ultra-sonografia é um procedimento diagnóstico não invasivo que permite avaliar qualitativa e quantitativamente várias anormalidades intra-oculares e orbitárias. A eletrorretinografia é a resposta elétrica gerada por várias porções do sistema visual quando expostas à luz. Freqüentemente é utilizada para estabelecer o diagnóstico de doenças retinianas e para avaliar a função da retina antes da cirurgia de catarata. A angiografia fluoresceínica consiste na utilização de corante intravenoso para a observação do tempo de circulação sangüínea da retina. Todos esses exames devem ser realizados somente quando indicados, posteriormente ao exame oftálmico básico, permitindo ao clínico estabelecer um diagnóstico acurado.

Unitermos: oftalmologia, exame clínico, pequenos animais, diagnóstico avançado


Oncologia

Autor(es): Kleber Moreno ; Ana Paula F. R. L. Bracarense


Linfoma canino: revisão

Neoplasia de origem linfóide, o linfoma é o principal tumor hematopoiético no cão. Determinadas raças apresentam maior predisposição para o aparecimento da doença, que é espontânea, agressiva e de etiologia desconhecida. Vários critérios são utilizados para classificar o linfoma canino. Os critérios anatômicos, estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), classificam os linfomas em multicêntrico, alimentar, cutâneo, mediastínico ou extranodal. O critério histológico baseia-se na morfologia celular e nos padrões teciduais, determinados por sistemas de classificação humana e adaptados para a doença canina. A imunofenotipagem classifica o linfoma como de células B ou T. O diagnóstico é realizado por exames citológicos e/ou histopatológicos, e o tratamento baseia-se na utilização de antineoplásicos. Este artigo revisa as apresentações clínicas e mostra a importância da classificação histológica e imunológica para determinar o prognóstico e auxiliar na terapia.

Unitermos: Cães, neoplasia, sistema linfóide


Oncologia

Autor(es): Helder Esteves Thome ; Veridiana Maria B. Dignani de Moura, Denise Alves Flor, Adriana Maria Favaro Tunin, Jefferson Douglas Soares Alves, Enio Pedone Bandarra


Teratoma maligno em cadela: relato de caso

O presente relato descreve um caso de teratoma maligno em cão. O animal, uma fêmea sem raça definida com um ano e oito meses de idade, apresentava histórico de aumento de volume abdominal, emagrecimento progressivo e dificuldade respiratória. Ao exame físico, o animal apresentou distensão abdominal acentuada, caquexia, mucosas pálidas, desidratação, hipotermia e linfadenomegalia generalizada. Ao exame radiográfico, foi possível observar massa de forma arredondada ocupando toda a cavidade abdominal. Devido à profunda debilidade do animal optou-se pela eutanásia e exame necroscópico, o qual confirmou o diagnóstico de massa em cavidade abdominal, assim como metástases pulmonares, hepáticas e em epíplon. Macroscopicamente, a neoplasia apresentava aspecto de múltiplos tecidos, como gordura, cartilagem, osso e pêlo, característicos do teratoma. Ao exame histopatológico definiu-se teratoma maligno de ovário com metástases em pulmão, fígado e epíplon.

Unitermos: Cão, teratoma maligno, tumor ovariano, metástase


Clínica médica

Autor(es): Carla Fagundes Moreira ; Christine Souza Martins, Denise Salgado


Miastenia grave em cães e gatos - revisão

A miastenia grave é uma desordem neuromuscular que resulta em fraqueza dos músculos esqueléticos, do esôfago, da faringe ou da laringe. Os sinais clínicos mais freqüentes incluem intolerância a exercícios, megaesôfago, ventroflexão do pescoço, dificuldade para engolir, hipersalivação, regurgitação, incapacidade de cerrar as pálpebras e disfonia. O histórico e o exame físico proporcionam indícios importantes para se iniciar um correto diagnóstico. O teste mais específico para se confirmar a miastenia grave adquirida é a imunoprecipitação por radioimunoensaio para detecção de anticorpos circulantes contra o receptor de acetilcolina. Várias opções terapêuticas são utilizadas, mas o tratamento deve ser adaptado às necessidades específicas do paciente. O prognóstico é reservado devido à propensão para desenvolver severa pneumonia aspirativa.

Unitermos: Junção neuromuscular, receptores de acetilcolina, megaesôfago


Clínica médica

Autor(es): William Volino ; Adelaide Menezes Magalhães, Flávia Toledo, Margareth Balbi


Diagnóstico etiológico das colites crônicas em cães (Canis familiaris): revisão

Na abordagem diagnóstica das colites crônicas, a história clínica permite localizar o segmento intestinal afetado e pode indicar as possíveis causas do processo. A manipulação dietética e as tentativas terapêuticas podem auxiliar no diagnóstico presuntivo de algumas colites inflamatórias ou parasitárias. No exame físico, a palpação retal auxilia na detecção de neoformações, alterações anatômicas e corpos estranhos. A citologia retal e os exames coproparasitológicos estão entre os exames complementares de maior especificidade. Dentre os meios de diagnóstico por imagem, as avaliações radiográficas e a ultra-sonografia permitem a detecção de processos infiltrativos, sendo que a colonoscopia permite a inspeção direta do segmento afetado, assim como a colheita de material para avaliação histopatológica, o que muitas vezes resulta no diagnóstico definitivo da afecção.

Unitermos: cães, diarréia, colite crônica, diagnóstico


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