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Edição N. 63

julho/agosto - Ano XI,2006

Diagnóstico por imagem

Autor(es): Janis Regina Messias Gonzalez ; Flávio Shigueru Jojima


Avaliação da acurácia da radiografia simples no diagnóstico da intussuscepção intestinal em cães

A acurácia da radiografia simples para o diagnóstico da intussuscepção intestinal em cães foi avaliada em 20 cães com suspeita clínica desta afecção Os animais foram submetidos a exame radiográfico simples do abdômen e categorizados como: positivo, negativo ou inconclusivo para o diagnóstico de intussuscepção. A ultra-sonografia foi empregada como padrão ouro, e seus achados comparados ao diagnóstico radiográfico prévio. Dentre os 20 animais, 14 (70%) apresentavam intussuscepção intestinal. O exame radiográfico identificou corretamente o diagnóstico em 12 (85,7%) dos 14 animais positivos.Houve um resultado inconclusivo e um falso-negativo. Nenhum resultado falso-positivo foi observado. A acurácia da radiografia simples foi de 85,7%.

Unitermos: Radiologia, obstrução intestinal, cirurgia


Diagnóstico por imagem

Autor(es): Paulo Eduardo Ferian ; Renato Cesar Sacchetto Tôrres, Guilherme Gomes Chaves, Euler Fraga Silva


A traqueobroncoscopia na medicina de pequenos animais: revisao da literatura

A exemplo do que ocorre na medicina humana, a broncoscopia é um excelente método diagnóstico auxiliar das afecções do trato respiratório em medicina veterinária, e pode ser utilizada quando os exames clínico e radiográfico se mostrarem ineficientes para estabelecer o diagnóstico, ou quando a resposta à terapia for insatisfatória. Tanto o broncoscópio rígido quanto o broncoscópio flexível podem ser utilizados, mas a anestesia geral do paciente é sempre necessária. A técnica permite a visualização do lúmen da traquéia e dos brônquios, a coleta de material para avaliações laboratoriais citológicas, microbiológicas, bioquímicas, imunológicas e histológicas. Além disso, o aparelho pode ser utilizado com finalidade terapêutica, como a remoção de corpos estranhos. A seleção adequada dos pacientes e a monitoração cardiorrespiratória cuidadosa são fundamentais para segurança do procedimento.

Unitermos: broncoscopia, sistema respiratório


Ortopedia

Autor(es): Bruno Benetti Junta Torres ; Leonardo Augusto Lopes Muzzi, Ruthnéa Aparecida Lázaro Muzzi, Ana Gabriela Valério


Como proceder nas lesões meniscais em cães - revisão

Os meniscos são discos fibrocartilaginosos semilunares interpostos entre as superfícies articulares do fêmur e da tíbia, que têm como função diminuir as forças de impacto, aumentar a estabilidade e a congruência articular. O menisco medial apresenta pouca mobilidade, o que o torna mais predisposto às lesões. As lesões dos meniscos estão geralmente associadas à ruptura do ligamento cruzado cranial, sendo que as mais freqüentes incluem a lesão transversal do corpo meniscal e a lesão longitudinal em “alça de balde”. Ao exame físico, um som de clique à movimentação articular sugere lesão do menisco. O diagnóstico definitivo deve ser feito pela artroscopia ou artrotomia exploratória. A intervenção cirúrgica é o tratamento de escolha para a reparação dos meniscos lesados, sendo a meniscectomia parcial recomendada na maioria dos casos. Os implantes podem ser empregados como tratamento adjuvante, auxiliando na reparação meniscal.

Unitermos: Meniscectomia, articulação femorotibial, joelho, ortopedia, cirurgia


Clínica médica

Autor(es): Helio Autran de Morais


Influenza em cães e gatos

Cães e gatos têm sido considerados resistentes a infeções pelo vírus Influenza A, mas esse conceito começa a ser mudado. Felinos domésticos e silvestres estão morrendo em decorrência de surtos de gripe aviária H5N1. Também tem sido observada a transmissão de gato para gato, o que indica que o vírus da gripe aviária atual está razoavelmente adaptado ao gato. Desde 2004, vem ocorrendo um surto de Influenza em cães na América do Norte. O vírus responsável é o Infliuenza H3N8 eqüino, que está se alastrando rapidamente pela população canina. Em virtude do alto potencial de contágio e da inexistência de anticorpos contra a influenza em cães e gatos, é de se esperar uma disseminação global desses vírus, razão pela qual os médicos veterinários devem se preparar para lidar com os casos que venham a aparecer.

Unitermos: Gripe, Influenza H5N1, Influenza H3N8, pneumonia


Oncologia

Autor(es): Fernanda Vieira Amorim ; Valéria Maciel de Andrade, Heloisa Justen Moreira de Souza, Ana Maria Reis Ferreira


Linfoma mediastinal em gato FIV e FeLV negativo - relato de caso

Este trabalho descreve um caso de linfoma mediastínico em um gato macho de três anos de idade, sem raça definida. Inicialmente, o gato desenvolveu linfadenopatia submandibular unilateral. Os exames para a detecção dos vírus da leucemia e da imunodeficiência felina foram negativos. Posteriormente, o gato apresentou tosse e o estudo radiológico do tórax evidenciou uma massa que ocupava o mediastino cranial. O resultado do exame citológico por aspiração transtorácica permitiu o diagnóstico de linfoma mediastínico e o gato foi submetido à quimioterapia. O animal evoluiu para um quadro crônico de dispnéia decorrente de quilotórax. Apesar das sucessivas manobras de toracocentese, e ainda que o tumor tenha apresentado considerável regressão de tamanho, subitamente o gato morreu por insuficiência respiratória restritiva.

Unitermos: doenças mieloproliferativas, oncologia, felinos


Dermatologia

Autor(es): Thiago Sillas ; Marconi Rodrigues de Farias, Juliana Werner, Carolina Zaghi Cavalcante, Polyanne Cramer Schmidlin


Alopecia areata generalizada em um cao: relato de caso

A alopecia areata (AA) é um distúrbio distrófico folicular, caracterizado por alopecia decorrente de foliculite linfocítica bulbar e pela produção de auto-anticorpos contra antígenos presentes na bainha folicular interna e matriz pilosa. Apesar de bem caracterizada em humanos e roedores, a ocorrência natural da AA tem sido raramente descrita em cães, gatos, cavalos, bovinos e símios. A manifestação clinica da AA é caracterizada pela presença de mancha alopécica não inflamatória, solitária, multifocal ou generalizada em áreas hirsutas diversas. Sua etiopatogenia permanece incerta. Este artigo relata um caso de alopecia areata em um cão da raça dachshund, e compara os aspectos clínico-patológicos, epidemiológicos, fisiopatológicos e terapêuticos da doença em cães e em seres humanos.

Unitermos: Dermatologia, canina, foliculite linfocítica


Animais silvestres

Autor(es): Mary Suzan Varaschin ; Flademir Wouters, Angélica Terezinha Barth Wouters, Maria da Gloria Quintão e Silva, Andréia Aparecida Brandão, Pedro Soares Bezerra Júnior, Alan Lane de Melo


Parasitismo por Oncicola oncicola e Physaloptera terdentata em Puma concolor (sucuarana) no Municiápio de Campos Gerais, sul de Minas Gerais: relato de caso

A suçuarana ou puma (Puma concolor) é um felino de grande porte encontrado na maior parte do continente americano, que se alimenta principalmente de pequenos animais, como roedores silvestres, e também de mamíferos de grande porte, como veados (gêneros Mazama e Ozotocerus) e catetos (Tayassu tajacu). O presente trabalho descreve a ocorrência e as lesões macroscópicas e microscópicas causadas por helmintos gastrintestinais em uma suçuarana de vida livre na região sul de Minas Gerais, Brasil. A lesão mais significativa estava associada ao acantocéfalo Oncicola oncicola, caracterizava-se por uma enterite granulomatosa multifocal, mas não foi a causa-mortis. O achado de Physaloptera terdentata e Oncicola oncicola no puma necropsiado, aliado ao registro desses mesmos gêneros em outro Puma concolor no Estado de Minas Gerais sugere que tais gêneros podem ser importantes parasitos em felídeos selvagens da região.

Unitermos: Parasitos gastrintestinais, animais selvagens, Acanthocephala, Nematoda


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