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Edição N. 60

janeiro/fevereiro - Ano XI,2006

Diagnóstico por imagem

Autor(es): Lucilma Gurgel Leite ; Airton Alencar de Araújo


Diagnóstico precoce e acompanhamento gestacional em cadelas por ultrassonografia

A ultra-sonografia é um método prático e preciso para a distinção entre cadelas gestantes e não gestantes. Essa técnica permite estabelecer o diagnóstico precoce de gestação pela visualização da vesícula embrionária, acompanhar o desenvolvimento dos embriões e dos fetos, estimar o número de conceptos por episódio gestacional, além de verificar a sua viabilidade e determinar o período provável de gestação. Além disso, um grande número de defeitos congênitos e anormalidades fetais pode ser detectado com o auxílio da ultra-sonografia. Tais informações são importantes para os clínicos veterinários e também para os proprietários que, na atualidade, têm procurado cuidados preventivos para seus animais de estimação. O diagnóstico precoce pode contribuir com o manejo reprodutivo na criação de cães. Os movimentos fetais e os batimentos cardíacos são indicativos da viabilidade dos conceptos.

Unitermos: canina, prenhez, ultrassom


Clínica médica

Autor(es): Alexandre Mendes Amude ; Glei dos Anjos Carvalho, Mara Regina Sttip Balarin, Mônica Vicky Bahr Arias, Antônio Carlos Farias dos Reis, Amauri Alcindo Alfieri, Alice Fernandez Alfieri


Encefalomielite pelo vírus da cinomose canina em cães sem sinais sistêmicos da doença - estudos preliminares em três casos

A cinomose canina é uma infecção sistêmica, freqüentemente letal em cães. O vírus da cinomose canina (CDV) causa infecção persistente no sistema nervoso central (SNC), resultando em doença desmielinizante crônica multifocal. Em cães, o CDV pode determinar doença clínica com sinais gastrintestinais e/ou respiratórios, freqüentemente associados a sinais neurológicos. O diagnóstico clínico de cinomose em cães sem sinais sistêmicos precedentes ou concomitantes é difícil. A mioclonia, sinal comum da cinomose na fase nervosa, pode estar ausente, dificultando o diagnóstico clínico. No presente estudo clínico são apresentados três casos de encefalomielite pelo CDV, diagnosticados no post-mortem pela detecção do CDV no SNC pela técnica de RT-PCR e exame histológico. Durante a evolução da doença, sinais epiteliais como vômito, diarréia e/ou sinais respiratórios não foram observados. Também não foi observada mioclonia no momento da admissão hospitalar. Essas observações clínicas são importantes para alertar os médicos veterinários de que, na ausência de sinais epiteliais e mioclonia, a cinomose continua sendo um importante diagnóstico diferencial.

Unitermos: sinais neurológicos, encefalomielite, RT-PCR


Epidimiologia

Autor(es): Katiane Santin ; Alessandra Blacene Sella, André Nadvorny, Simone Wolffenbüttel, Marisa Ribeiro de Itapema Cardoso, Verônica Schmidt


Pesquisa de aglutininas antiLeptospira em cães clinicamente sadios e em cães com suspeita clínica de leptospirose

"Para verificar a presença de aglutininas antiLeptospira em cães e avaliar a utilização da soroaglutinação microscópica como instrumento de diagnóstico da leptospirose, dois grupos de cães foram avaliados. O primeiro grupo foi formado por 86 cães com suspeita clínica de leptospirose o segundo, por 89 cães clinicamente sadios. Os dois grupos apresentaram animais com altos títulos sorológicos, não diferindo entre si (OR=1,006). No primeiro grupo, 37,2% dos animais reagiram com título >=100, sendo que o maior título encontrado foi 3200, em dois animais. O sorovar prevalente foi icterohaemorragiae (59,38%). No segundo grupo, 37% dos cães reagiram com título >=100, sendo que o maior título encontrado foi 3200, em cinco animais. O sorovar prevalente foi copenhageni (30%). Os sintomas observados com maior freqüência, tanto nos cães soropositivos quanto nos negativos foram icterícia, vômitos, anorexia e prostração."

Unitermos: Leptospira, leptospirose canina, soroaglutinação microscópica


Clínica médica

Autor(es): Mônica Vicky Bahr Arias ; Suzana Evelyn Bahr Solomon, Milton Luís Ribeiro de Oliveira, Janis R. M. Gonzalez


Más-formações vertebrais múltiplas em filhotes de rottweiler

As anomalias congênitas da coluna vertebral são resultantes de modificações no desenvolvimento embrionário. Algumas dessas alterações podem causar lesões neurológicas, enquanto outras são achados incidentais. O objetivo deste trabalho é relatar a ocorrência de más-formações vertebrais múltiplas em quatro filhotes de rottweiler. A análise das radiografias permitiu constatar ausência de várias vértebras, vértebras em bloco, hemivértebras, cifose e encurtamento da coluna vertebral, entre outras deformidades, ocorrendo simultaneamente em cada animal. Em um dos animais, a deformidade afetou todos os segmentos da coluna vertebral, ocasionando um quadro conhecido como short spine. O reconhecimento precoce e a divulgação destas alterações revestem-se de grande relevância, pois auxiliam o médico veterinário na prevenção da disseminação dessa anomalia.

Unitermos: cão, coluna vertebral, sistema nervoso, má-formação


Cirurgia

Autor(es): Eduardo Alberto Tudury MV, dr. prof. adj. V - DMV/UFRPE Durval Baraúna Júnior ; Ricardo Chioratto, Sérgio R. A. M. Silva, Cláudio Roehsig, Leandro Branco Rocha, Ana C. M. de Almeida, Bernardo Kemper, Maria J. S. Maciel


Denervação dos esfíncteres uretrais, via celiotomia pré-púbica, em três gatos paraplégicos

Dentre as várias seqüelas do trauma medular inclui-se a retenção urinária, cujas opções de tratamento envolvem terapêuticas medicamentosas e procedimentos cirúrgicos. Vários métodos cirúrgicos e químicos podem ser utilizados para a denervação de esfíncteres uretrais em animais com retenção urinária de origem neurogênica, visando o esvaziamento vesical. O objetivo deste relato é descrever a denervação eletrocirúrgica dos esfíncteres uretrais externo e interno, via celiotomia mediana pré-púbica, sem necessidade de anestesia, em três gatos com lesão medular torácica grave. Os resultados obtidos permitiram o retorno parcial à micção, graças a facilidade de esvaziamento vesical por compressão manual. O procedimento cirúrgico é de simples execução, e representa uma importante contribuição para o tratamento da retenção urinária secundária à lesão medular em gatos.

Unitermos: cirurgia, continência urinária, paraplegia


Dermatologia

Autor(es): Adriane Pimenta da Costa Val


Doenças cutâneas auto-imunes e imunomediadas de maior ocorrência em cães e gatos: revisão de literatura

Embora atualmente estejam bem estudadas e documentadas, as doenças cutâneas auto-imunes e imunomediadas são afecções pouco comuns na clínica dermatológica de pequenos animais. Essa característica, associada às insólitas manifestações clínicas e à complexa fisiopatologia de tais moléstias, faz com que o diagnóstico e o tratamento dessas constituam-se em verdadeiros desafios para o médico veterinário. O objetivo desta revisão de literatura é fornecer, ao clínico de pequenos animais, informações atualizadas sobre aspectos relevantes para a abordagem diagnóstica e o tratamento das dermatoses auto-imunes e imunomediadas de maior ocorrência em cães e gatos, como o pênfigo foliáceo, o pênfigo eritematoso e o lúpus eritematoso discóide.

Unitermos: pênfigo, lúpus, dermatopatias


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