Edições Anteriores

Edição N. 59

novembro/dezembro - Ano X,2005

Anestesiologia

Autor(es): Andreza Conti ; Silvia Renata Gaido Cortopasi


Considerações anestésicas em caes e gatos idosos

Com os avanços diagnósticos e terapêuticos em medicina veterinária, tem se observado um número cada vez maior de cães e gatos idosos sendo submetidos a procedimentos clínicos e cirúrgicos. Além disso, a relação entre os animais de estimação e seus proprietários tornou-se bastante estreita, e estes últimos mostram-se dispostos a oferecer a melhor assistência veterinária aos seus animais. Com isso, torna-se freqüente a presença de animais idosos submetidos à anestesia, para a realização de inúmeros procedimentos nas clínicas veterinárias. Os animais geriátricos apresentam alterações fisiológicas que reduzem a capacidade de reserva de diversos órgãos. Assim, é muito importante que os anestésicos selecionados proporcionem rápida recuperação, além de não promover efeitos adversos. A monitoração e a terapia de suporte apropriada até a recuperação completa também são imprescindíveis para assegurar o sucesso da anestesia.

Unitermos: alterações fisiológicas, anestesia, geriatria


Cirurgia

Autor(es): Adelina Maria da Silva


Osteotomia da bula timpânica em caes - revisão

A osteotomia da bula timpânica é a cirurgia indicada no tratamento da otite média em cães. Nessa espécie, a otite média geralmente é decorrente de otite externa crônica. A osteotomia ventral da bula timpânica foi a primeira técnica cirúrgica desenvolvida. A osteotomia lateral da bula timpânica geralmente é associada à ablação total do meato acústico externo cartilaginoso. Essa cirurgia é indicada em casos de otite externa crônica, quando há lesões hiperplásicas na parte horizontal do meato acústico externo. Apesar do risco de lesão a nervos e de alterações na audição, a osteotomia da bula timpânica apresenta resultados altamente satisfatórios no tratamento cirúrgico da otite média em cães.

Unitermos: cirurgia, orelha, otite


Neurologia

Autor(es): Cibele Figueira Carvalho ; João Pedro de Andrade Neto, Regina Suplicy Viana


Disrafismo neuroespinhal: relato de um caso

As más-formações congênitas da coluna são freqüentes em várias espécies, inclusive no homem. Raramente ocorrem mielopatias em animais com más-formações vertebrais decorrentes de anomalias neurais concomitantes ao disrafismo espinhal. No entanto, a presença de várias anomalias concomitantes pode vir a ser incompatível com a vida. O presente relato descreve um cão pastor alemão de 25 dias que apresentava um complexo de más-formações congênitas denominado disrafismo neuroespinhal. O disrafismo espinhal é uma condição anormal encontrada em pessoas e em animais, caracterizada por uma variedade de anomalias funcionais e estruturais da medula espinhal, da coluna vertebral, dos músculos e da pele. O diagnóstico pode ser realizado mediante exames clínico e radiográficos.

Unitermos: mielopatia, radiografia, disgenesia sacrocaudal, mielografia


Ortopedia

Autor(es): Érika Visacre ; Sheila Canevese Rahal, Maria Jaqueline Mamprim, Khadije Hette


Fraturas do osso coxal em gatos - revisão

A maioria das fraturas pélvicas, bastante freqüentes em pequenos animais, decorre de processos traumáticos. O presente trabalho, cujo objetivo é discorrer sobre as fraturas do osso coxal em gatos, aborda a anatomia, a prevalência, a etiologia, os sinais clínicos, o diagnóstico, os métodos de tratamento e uma das principais complicações desse tipo de lesão: a estenose do canal pélvico. O tratamento de fraturas do osso coxal apresenta bom prognóstico quanto ao retorno da função, desde que os fragmentos ósseos sejam estabilizados cirurgicamente ou, quando manejados conservativamente, não envolvam áreas de transmissão de peso do membro para a pelve. O estreitamento do canal pélvico tem como conseqüência a obstipação, para a qual vários tratamentos são descritos. Entre os métodos cirúrgicos descritos para o alargamento do canal pélvico estão a ostectomia, a osteotomia corretiva ou osteotomia, e a distração da sínfise. Outra alternativa terapêutica é a remoção do cólon.

Unitermos: tratamento, cirurgia, pelve


Dermatologia

Autor(es): Fernando Malagutti Cunha ; Lucia Maria G. Silveira, Priscyla Taboada Dias da Silva, Cássio Ricardo A. Ferrigno, Fabio Futema


Displasia folicular dos pêlos negros: relato de caso

A displasia folicular dos pêlos negros é uma dermatopatia rara, observada em cães bi ou tricolores, de raça pura ou mestiços. Os animais afetados exibem alopecia seletiva nas regiões corpóreas negras. O diagnóstico baseia-se na dermatopatologia. Não existe tratamento. Um cão yorkshire fêmea com pelagem negra e marrom, de cinco meses de idade, foi atendido no Hospital Veterinário da Universidade Paulista, com história de ausência permanente de pêlos no dorso. Ao exame físico, evidenciou-se alopecia parcial nas áreas de pelagem negra e descamação discreta. As regiões recobertas por pêlos marrons apresentavam-se íntegras. Procedeu-se à análise dermato-histopatológica, que revelou atrofia epidérmica, folículos pilosos irregulares preenchidos por melanina e incontinência pigmentar. A junção das informações obtidas permitiu estabelecer o diagnóstico de displasia folicular dos pêlos negros. O cão foi submetido à terapia anti-seborréica paliativa.

Unitermos: cães, dermatopatias, melanina


Oncologia

Autor(es): Daniel Ricardo Rissi ; Rafael Almeida Fighera, Claudete Schmidt, Dominguita Lühers Graça, Claudio Severo Lombardo de Barros


Linfoma folicular em um cão

"O linfoma é uma neoplasia maligna originária dos linfócitos de órgãos linfóides. Além desses locais, o linfoma também pode ter origem em sítios extranodais como a pele, o sistema nervoso central, os ossos, o coração, a cavidade nasal e o globo ocular. É um tumor comum em cães de cinco a onze anos de idade, constituindo-se em 7 a 24% de todos os tumores da espécie. A grande maioria dos casos de linfoma em animais se apresenta na forma difusa raríssimos são os casos de forma folicular. O presente artigo relata um caso de linfoma folicular misto de baixo grau em uma cadela da raça pastor belga, de onze anos de idade, com emagrecimento progressivo e linfadenomegalia generalizada. O diagnóstico e a classificação da neoplasia foram realizados por meio dos achados clínicos, de necropsia e histopatológicos."

Unitermos: neoplasias, linfócitos, patologia


Saúde pública

Autor(es): Daniela Pontes Chiebao ; Aline A. Rezende Rodrigues, Sônia Regina Pinheiro, Solange Maria Gennari


Ocorrência de tungíase em cães no município de São Paulo

O presente estudo teve como objetivo relatar a ocorrência de Tunga penetrans em cães de duas aldeias indígenas guaranis denominadas Morro da Saudade e Krucutu, situadas no bairro de Parelheiros, no município de São Paulo (SP), Brasil. A tungíase é uma infestação cutânea causada pela fêmea grávida da pulga T. penetrans, na derme de vários tipos de hospedeiro. No local de estudo, 42 de um total de 50 cães (84%) apresentaram o parasitismo, com manifestações clínicas variadas. Em algumas comunidades pobres do Brasil a tungíase é um importante problema de saúde pública, que afeta animais e humanos e apresenta alta morbidade. As imagens contidas neste artigo foram obtidas dos animais alocados nas comunidades indígenas mencionadas.

Unitermos: infestação cutânea, parasita, pulga, Tunga penetrans


Oncologia

Autor(es): Natália de Melo Ocarino ; Alessandra Estrêla da Silva, Eliane Gonçalves de Melo, Silvia de Araújo França, Tatiane Alves da Paixão, Rogéria Serakides


Lipossarcoma ósseo em cão: relato de caso

O presente relato descreve um caso de lipossarcoma ósseo em uma cadela rottweiler de cinco anos de idade com histórico de paralisia dos membros. Ao exame neurológico, foram observados hiperestesia generalizada, paresia e ausência de propriocepção. O animal veio a óbito em decorrência de insuficiência respiratória. À necropsia, observou-se uma massa intratorácica de 20 x10cm, de coloração esbranquiçada, superfície irregular e consistência macia, que se estendia para a pleura parietal, os músculos intercostais, as costelas e o canal intervertebral, associada à fratura de vértebras e à compressão da medula espinhal. Histologicamente, foi firmado o diagnóstico de lipossarcoma ósseo do tipo mixóide.

Unitermos: oncologia, osso, neoplasia


Botão Edições anteriores