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Edição N. 55

março/abril - Ano X,2005

Animais selvagens

Autor(es): Claudia Filoni ; José Luiz Catão-Dias


Infecções por retrovírus (FeLV e FIV) em felídeos selvagens - revisão - parte 2

Na primeira parte desta revisão, foram apresentados aspectos das infecções pelo vírus da leucemia felina (FeLV) e pelo vírus da imunodeficiência felina (FIV) como histórico, epizootiologia, cadeia de transmissão, patogenia e manifestações clínicas em seus hospedeiros. Nesta segunda parte, são abordados os procedimentos diagnósticos, programas de vigilância e medidas preventivas. Conclui-se que programas de vigilância — incluindo testes periódicos para infecções por retrovírus — devem ser implantados para todas as espécies de felídeos. Ainda, considerando a possibilidade de transmissão interespecífica, esforços devem ser direcionados para evitar o contato de gatos domésticos (Felis catus) potencialmente infectados com felídeos selvagens.

Unitermos: Felídeos neotropicais, felídeos silvestres, conservação, infecções virais, diagnóstico, FIV, FeLV


Oftalmologia

Autor(es): Silvia Franco Andrade ; Ilka do Nascimento Gonçalves, Marco Antônio Magalhães Junior


Avaliação do Teste de Schirmer com o uso de papel de filtro Mellita e Whatman40 em gatos clinicamente sadios da região de Presidente Prudente (SP)

"O teste lacrimal de Schirmer é uma importante ferramenta na oftalmologia veterinária para detectar doenças associadas à produção do fluxo de lágrimas, principalmente aquelas que envolvem a córnea e a conjuntiva. O objetivo deste trabalho foi avaliar e estabelecer os valores médios da produção lacrimal normal pelo método de Schirmer, em gatos clinicamente sadios da Região de Presidente Prudente (SP), com o uso de dois tipos de filtros ou papéis absorventes, Mellita® e Whatman® 40. Foram utilizados 50 gatos clinicamente sadios e sem alterações oftalmológicas, idade entre 2 a 6 anos, peso variando de 1 a 5kg, machos e fêmeas, provenientes do gatil central da Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE) e da rotina ambulatorial do setor de pequenos animais do Hospital Veterinário (HV) daquela instituição. Constatou-se que, na Região de Presidente Prudente, os valores médios de produção lacrimal com o uso de papel Mellita® em gatos variaram entre 11 e 28mm/min, com média geral de 19,54mm/min com o papel Whatman® 40, tais valores variaram entre 5 e 19mm/min, com média geral de 11,01mm/min."

Unitermos: Teste de Schirmer, gatos, papel filtro


Diagnóstico por imagem

Autor(es): Masao Iwasaki ; Tilde Rodrigues Froes, Patrícia Ferreira de Castro, Viviane Sanchez Galeazzi, Luciana Neves Torres, Sílvia Renata Gaido Cortopassi, José Luis Guerra


Aspectos ultra-sonográficos modo B e Doppler colorido nas alterações esplênicas focais e/ou multifocais de cães com suspeita de processos neoplásicos não linfóides

Os objetivos deste trabalho foram verificar a acurácia do exame ultra-sonográfico em esclarecer a origem da massa abdominal, estudar os aspectos ultra-sonográficos das alterações esplênicas e correlacioná-las ao achado histopatológico, bem como avaliar a eficácia da ultra-sonografia bidimensional e a contribuição do mapeamento Doppler colorido na determinação de malignidade. Para tanto, foram selecionados 11 cães que atendiam aos critérios de inclusão determinados. Os achados da ultra-sonografia bidimensional possibilitaram a suspeição de lesões malignas em cinco casos (83%), confirmados histologicamente como hemangiossarcoma. Parâmetros suspeitos para malignidade também foram observados em dois casos, que se revelaram lesões benignas. Em três casos de lesões malignas analisadas pelo Doppler colorido verificou-se a presença de fluxo intratumoral. Concluiu-se que a correlação entre os achados sonográficos e clínicos do animal, embora não específica, pode auxiliar na determinação da malignidade do processo. A avaliação do Doppler na neo-angiogênese é uma análise de difícil realização em cães.

Unitermos: Ultrassonografia, neoplasia, baço, Doppler


Clínica médica

Autor(es): Patrícia da Silva Nascente ; Márcia de Oliveira Nobre, Renata Osório de Faria, Luis Filipe Damé Schuch, Mário Carlos Araújo Meireles, Luis Fernando Gaspar


Botulismo em cão — relato de caso

O artigo relata um caso de botulismo em cão, ocorrido em uma propriedade rural situada no município de Pelotas, sul do Rio Grande do Sul, onde, no mesmo período, houve um surto da enfermidade em aves domésticas (patos), diagnosticado por meio da detecção da toxina botulínica tipo C em ensaio biológico. Um cão de raça indefinida (SRD), macho, com três anos de idade, após percorrer o campo mostrou-se agitado e inquieto, deitando-se ofegante em decúbito lateral. A seguir os membros posteriores apresentaram paralisia flácida que se estendeu para os membros anteriores, resultando em quadriplegia flácida. Para a confirmação do diagnóstico no cão também foi colhido soro sangüíneo e realizado teste de inoculação intraperitoneal em camundongos. Sugere-se que as carcaças das aves mortas ou a água do açude a que o animal teria acesso foram as prováveis fontes da toxina botulínica para o cão.

Unitermos: Cão, botulismo, Clostridium botulinum


Clínica médica

Autor(es): Cláudia Mayumi Nishioka ; Mônica Vicky Bahr Arias


Uso de vitaminas no tratamento de doenças neurológicas de cães e gatos

As doenças neurológicas em cães e gatos podem ser decorrentes de várias causas, dentro das seguintes categorias: degenerativa, infecciosa, vascular, tóxica, traumática, neoplásica, auto-imune, desenvolvimento, episódica e nutricional. Muitas delas são passíveis de tratamento médico e/ou cirúrgico. O uso de vitaminas no tratamento dessas alterações pode ou não ter efeitos benéficos e algumas, utilizadas de forma inadequada, são apenas placebos. Quando em excesso, são excretadas ou podem até provocar disfunções neurológicas, como no caso da intoxicação por vitamina B6. O objetivo deste trabalho foi revisar as funções e indicações terapêuticas das vitaminas no tratamento das afecções do sistema nervoso de cães e gatos.

Unitermos: Vitaminas do complexo B, vitamina C, vitamina E, sistema nervoso


Dermatologia

Autor(es): Patrícia da Silva Nascente ; Marlete Brum Cleff, Renata Osório de Faria, Márcia de Oliveira Nobre, Melissa O. Xavier, Mário Carlos Araújo Meireles, João Roberto de Braga Mello


Malasseziose ótica canina: inoculação experimental e tratamento

A otite externa é uma inflamação do meato acústico externo que pode ser causada por numerosos agentes etiológicos, entre eles a Malassezia pachydermatis, um organismo comensal da epiderme que pode se tornar patogênico. O presente trabalho apresenta a reprodução da malasseziose ótica através da inoculação da levedura no meato acústico externo de 14 cães, divididos aleatoriamente em dois grupos. Depois de confirmada a otite externa, os animais receberam duas aplicações diárias de medicamento na orelha direita durante 21 dias — a orelha esquerda representou o controle positivo: o grupo 1 foi tratado com o medicamento C e o grupo 2 recebeu o medicamento T. Não houve diferenças entre os tratamentos, e todos os animais foram considerados curados. Os dois produtos utilizados foram considerados eficientes no tratamento da otite externa canina causada pela M. pachydermatis.

Unitermos: Malassezia pachydermatis, otite externa, cães


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