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Edição N. 56

maio/junho - Ano X,2005

Clínica médica

Autor(es): Fabiana Augusta Ikeda ; Mary Marcondes Feitosa, Paulo César Ciarlini, Gisele Fabrino Machado, Valéria Marçal Félix de Lima


Criptococose e toxoplasmose associadas à leishmaniose visceral canina - relato de casos

"O presente trabalho descreve a ocorrência de dois casos de leishmaniose visceral canina, um associado à criptococose e o outro à toxoplasmose. O primeiro cão apresentava histórico de emagrecimento progressivo, anorexia e convulsões ao exame neurológico observaram-se ataxia, quedas e postura com base ampla. No exame do líquido cefalorraquidiano e na histopatologia do cerebelo foi evidenciada a presença de Cryptococcus sp. O segundo animal apresentava hiporexia, tosse e secreção nasal, atrofia de musculatura temporal, hipotermia e linfoadenomegalia generalizada. O exame neurológico evidenciou locomoção compulsiva, postura com base ampla nos membros torácicos, inclinação da cabeça para a direita, estrabismo e nistagmo posicionais. No exame histopatológico do cerebelo foi observada a presença de um cisto e na posterior realização da sorologia o agente foi identificado como Toxoplasma gondii. Os dois cães apresentavam sorologia positiva para leishmaniose visceral e presença de formas amastigotas do parasito à punção biópsia aspirativa de linfonodo."

Unitermos: Leishmaniose visceral, toxoplasmose, criptococose, cães


Clínica médica

Autor(es): Paulo Renato S. Costa ; Lissandro G. Conceição, Gyanini R. Parzanini


Miosite mastigatória em cão: relato de caso

O presente trabalho relata um caso de miosite mastigatória em cão. Embora a literatura a descreva como uma doença comum, esse foi o primeiro caso diagnosticado no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Viçosa (UFV). A miosite mastigatória é um distúrbio de causa provavelmente imunomediada, que acomete os músculos da mastigação e pode se apresentar sob as formas aguda ou crônica. Na forma aguda o animal apresenta dificuldade para abrir a boca, dor, edema e deformidade facial. Na forma crônica predomina o quadro de atrofia dos músculos mastigatórios e incapacidade de abrir a boca. O exame histopatológico é necessário para a confirmação do diagnóstico. O tratamento consiste na administração de corticosteróides em doses imunossupressoras. O prognóstico, a longo prazo é reservado, mas quando o diagnóstico é feito na fase aguda da doença, a resposta ao tratamento parece ser melhor.

Unitermos: Doenças musculares, miopatias inflamatórias, miopatia mastigatória, cão


Cirurgia

Autor(es): Rosana Pinheiro Botelho ; Vivian Menezes Leandro, Marta Fernanda Albuquerque da Silva


Uso de fixador externo confeccionado com três barras de madeira na osteossíntese mandibular em dois cães: técnica alternativa de baixo custo

Este estudo, cujo objetivo foi avaliar a utilização de um aparelho de fixação externa alternativo confeccionado com três barras de madeira pinus (Pinnus ellioti) e parafusos totalmente rosqueados de aço inoxidável 304, porcas e arruelas de mesma liga, foi realizado em dois cães com fratura traumática completa da porção molar do ramo horizontal da mandíbula. Foram realizadas avaliações clínica e radiográfica como parâmetros qualitativos de cura óssea. Esse fixador alternativo de baixo custo manteve a estabilidade dos fragmentos ósseos no foco de fratura, permitindo a união clínica em seis semanas. A implantação dos parafusos em duas linhas, fixados com três barras de madeira, pode ser utilizada em fraturas da porção molar da mandíbula, e viabiliza o acesso a proprietários de baixa renda.

Unitermos: Fratura mandibular, fixador externo, cão


Dermatologia

Autor(es): Alessandro Spalenza Maciel ; José Antônio Viana


Dermatofitose em cães e gatos: uma revisão - primeira parte

A incidência de doenças cutâneas bacterianas e fúngicas no ser humano e nos animais é favorecida principalmente, pelo clima, nos países tropicais e subtropicais. Dentre as doenças fúngicas destacam-se as dermatofitoses que são micoses superficiais resultantes da colonização de tecidos queratinizados por fungos do gênero Microsporum, Trichophyton e Epidermophyton. Estes fungos são classificados em antropofílicos, zoofílicos e geofílicos. A maioria dos casos clínicos da doença em cães e gatos é causada por M. canis, M. gypseum e T. mentagrophytes. A infecção ocorre por transmissão direta ou indireta de conídios que germinam em um hospedeiro susceptível. Os sintomas consistem, geralmente, de lesões alopécicas e escamosas, apruríticas e de crescimento centrífugo, podendo ter variáveis configurações.

Unitermos: Dermatofitose, Microsporum, Trichophyton, cães, gatos


Diagnóstico por imagem

Autor(es): Janis Regina Messias Gonzalez ; Masao Iwasaki


Emprego da ultra-sonografia ambulatorial na abordagem diagnóstica de cães com abdômen agudo: estudo de casos

O objetivo deste trabalho foi avaliar a eficácia da ultra-sonografia ambulatorial na abordagem diagnóstica de cães com abdômen agudo. Cento e vinte e quatro cães com abdômen agudo foram estudados durante 15 meses consecutivos, e todos foram submetidos à ultra-sonografia ambulatorial do abdômen. O diagnóstico ultra-sonográfico foi comparado ao diagnóstico final (padrão ouro) de cada paciente. Em 45,2% dos casos a ultra-sonografia ambulatorial identificou corretamente o diagnóstico final, em 45,2% dos casos identificou corretamente alterações diretamente relacionadas ao diagnóstico final e em 9,6% dos casos contribuiu erroneamente para o diagnóstico final. A ultra-sonografia apresentou 90,4% de resultados positivos e 9,6% de resultados negativos. Concluímos que a ultra-sonografia ambulatorial é de grande valor no exame de pacientes com abdômen agudo e sugerimos que seja incluída na investigação de pacientes com essa síndrome.

Unitermos: Ultra-sonografia ambulatorial, abdômen agudo, cães


Clínica médica

Autor(es): Fabiana Augusta Ikeda ; Mary Marcondes Feitosa, Paulo César Ciarlini, Gisele Fabrino Machado, Valéria Marçal Félix de Lima


Criptococose e toxoplasmose associadas à leishmaniose visceral canina - relato de casos

"O presente trabalho descreve a ocorrência de dois casos de leishmaniose visceral canina, um associado à criptococose e o outro à toxoplasmose. O primeiro cão apresentava histórico de emagrecimento progressivo, anorexia e convulsões ao exame neurológico observaram-se ataxia, quedas e postura com base ampla. No exame do líquido cefalorraquidiano e na histopatologia do cerebelo foi evidenciada a presença de Cryptococcus sp. O segundo animal apresentava hiporexia, tosse e secreção nasal, atrofia de musculatura temporal, hipotermia e linfoadenomegalia generalizada. O exame neurológico evidenciou locomoção compulsiva, postura com base ampla nos membros torácicos, inclinação da cabeça para a direita, estrabismo e nistagmo posicionais. No exame histopatológico do cerebelo foi observada a presença de um cisto e na posterior realização da sorologia o agente foi identificado como Toxoplasma gondii. Os dois cães apresentavam sorologia positiva para leishmaniose visceral e presença de formas amastigotas do parasito à punção biópsia aspirativa de linfonodo."

Unitermos: Leishmaniose visceral, toxoplasmose, criptococose, cães


Clínica médica

Autor(es): Paulo Renato S. Costa ; Lissandro G. Conceição, Gyanini R. Parzanini


Miosite mastigatória em cão: relato de caso

O presente trabalho relata um caso de miosite mastigatória em cão. Embora a literatura a descreva como uma doença comum, esse foi o primeiro caso diagnosticado no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Viçosa (UFV). A miosite mastigatória é um distúrbio de causa provavelmente imunomediada, que acomete os músculos da mastigação e pode se apresentar sob as formas aguda ou crônica. Na forma aguda o animal apresenta dificuldade para abrir a boca, dor, edema e deformidade facial. Na forma crônica predomina o quadro de atrofia dos músculos mastigatórios e incapacidade de abrir a boca. O exame histopatológico é necessário para a confirmação do diagnóstico. O tratamento consiste na administração de corticosteróides em doses imunossupressoras. O prognóstico, a longo prazo é reservado, mas quando o diagnóstico é feito na fase aguda da doença, a resposta ao tratamento parece ser melhor.

Unitermos: Doenças musculares, miopatias inflamatórias, miopatia mastigatória, cão


Cirurgia

Autor(es): Rosana Pinheiro Botelho ; Vivian Menezes Leandro, Marta Fernanda Albuquerque da Silva


Uso de fixador externo confeccionado com três barras de madeira na osteossíntese mandibular em dois cães: técnica alternativa de baixo custo

Este estudo, cujo objetivo foi avaliar a utilização de um aparelho de fixação externa alternativo confeccionado com três barras de madeira pinus (Pinnus ellioti) e parafusos totalmente rosqueados de aço inoxidável 304, porcas e arruelas de mesma liga, foi realizado em dois cães com fratura traumática completa da porção molar do ramo horizontal da mandíbula. Foram realizadas avaliações clínica e radiográfica como parâmetros qualitativos de cura óssea. Esse fixador alternativo de baixo custo manteve a estabilidade dos fragmentos ósseos no foco de fratura, permitindo a união clínica em seis semanas. A implantação dos parafusos em duas linhas, fixados com três barras de madeira, pode ser utilizada em fraturas da porção molar da mandíbula, e viabiliza o acesso a proprietários de baixa renda.

Unitermos: Fratura mandibular, fixador externo, cão


Dermatologia

Autor(es): Alessandro Spalenza Maciel ; José Antônio Viana


Dermatofitose em cães e gatos: uma revisão - primeira parte

A incidência de doenças cutâneas bacterianas e fúngicas no ser humano e nos animais é favorecida principalmente, pelo clima, nos países tropicais e subtropicais. Dentre as doenças fúngicas destacam-se as dermatofitoses que são micoses superficiais resultantes da colonização de tecidos queratinizados por fungos do gênero Microsporum, Trichophyton e Epidermophyton. Estes fungos são classificados em antropofílicos, zoofílicos e geofílicos. A maioria dos casos clínicos da doença em cães e gatos é causada por M. canis, M. gypseum e T. mentagrophytes. A infecção ocorre por transmissão direta ou indireta de conídios que germinam em um hospedeiro susceptível. Os sintomas consistem, geralmente, de lesões alopécicas e escamosas, apruríticas e de crescimento centrífugo, podendo ter variáveis configurações.

Unitermos: Dermatofitose, Microsporum, Trichophyton, cães, gatos


Diagnóstico por imagem

Autor(es): Janis Regina Messias Gonzalez ; Masao Iwasaki


Emprego da ultra-sonografia ambulatorial na abordagem diagnóstica de cães com abdômen agudo: estudo de casos

O objetivo deste trabalho foi avaliar a eficácia da ultra-sonografia ambulatorial na abordagem diagnóstica de cães com abdômen agudo. Cento e vinte e quatro cães com abdômen agudo foram estudados durante 15 meses consecutivos, e todos foram submetidos à ultra-sonografia ambulatorial do abdômen. O diagnóstico ultra-sonográfico foi comparado ao diagnóstico final (padrão ouro) de cada paciente. Em 45,2% dos casos a ultra-sonografia ambulatorial identificou corretamente o diagnóstico final, em 45,2% dos casos identificou corretamente alterações diretamente relacionadas ao diagnóstico final e em 9,6% dos casos contribuiu erroneamente para o diagnóstico final. A ultra-sonografia apresentou 90,4% de resultados positivos e 9,6% de resultados negativos. Concluímos que a ultra-sonografia ambulatorial é de grande valor no exame de pacientes com abdômen agudo e sugerimos que seja incluída na investigação de pacientes com essa síndrome.

Unitermos: Ultra-sonografia ambulatorial, abdômen agudo, cães


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