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Edição N. 53

novembro/dezembro - Ano IX,2004

Clínica médica

Autor(es): Márcia Kikuyo Notomi ; Luis Aquiles Lozada Esaine, Keila Moreira Batista, Marcio Dentello Lustoza, Maria Luisa Franchini, Márcia Mery Kogika


Intoxicação por ingestão de cebola (Allium cepa L.), com formação de corpúsculos de Heinz, em um cão com insuficiência renal crônica - relato de caso

A insuficiência renal crônica (IRC) é uma afecção freqüentemente observada em cães idosos, sendo a anorexia uma das manifestações clínicas mais relatadas. Na tentativa de evitar que a anorexia persista por período prolongado, diversos procedimentos são preconizados para estimular a ingestão de alimentos, dentre os quais o uso de agentes palatabilizantes, como a cebola (Allium cepa L.). O presente relato descreve o caso de um cão com IRC que apresentou anemia, com presença de corpúsculos de Heinz e baixas concentrações eritrocitárias de glutationa reduzida (GSH), após um período prolongado de ingestão diária de grande quantidade de cebola, utilizada como palatabilizante. Com a retirada da cebola da alimentação, constataram-se aumento gradativo das concentrações eritrocitárias de GSH e melhora no quadro de anemia.

Unitermos: Corpúsculos de Heinz, insuficiência renal crônica, intoxicação por cebola, cães, glutationa.


Clínica médica

Autor(es): Silvia Franco Andrade ; Osimar Sanches, Raimundo Alberto Tostes


Relato de cinco casos de intoxicação por amitraz em cães e gatos

O amitraz é um acaricida tópico bastante popular do grupo das formamidinas, muito utilizado no tratamento de demodicidose e no controle de carrapatos em cães. Embora o fabricante não recomende seu uso em gatos devido à alta susceptibilidade de tais animais às drogas em geral, é um acaricida barato, de fácil aquisição e eficaz no tratamento da escabiose e da demodicidose felinas, o que torna factível a ocorrência de casos de intoxicação também nessa espécie. A intoxicação por amitraz é freqüente e considerada de baixa letalidade, porém diluições e vias de administração incorretas, além de problemas pré-existentes do animal — como cardiopatia ou diabetes melitus — podem complicar seriamente o quadro clínico do paciente intoxicado. O presente trabalho relata cinco casos de intoxicação por amitraz em cães e gatos decorrentes de erros grosseiros dos proprietários na administração do produto.

Unitermos: Amitraz, cão, gato, intoxicação, ioimbina, atipamezole


Clínica médica

Autor(es): Maria Aparecida da Gloria Faustino ; Júlio Brando Messias, Edenilze Teles Romeiro


Infestação por Lynxacarus radovskyi (Tenorio, 1974) em felinos - revisão

O Lynxacarus radovskyi é um ácaro pilícola parasito do gato doméstico. Informações sobre aspectos relacionados à infestação em populações felinas são raras. O sinal clínico mais evidente é a queda de pêlo seguida por intenso prurido, mas múltiplos sinais não específicos podem ser constatados quando da infestação pelo ácaro. O número e a severidade dos sinais secundários são proporcionais ao número de ácaros e à duração da infestação. Apesar de pouco diagnosticada em clínicas veterinárias, a linxacariose felina apresenta uma distribuição significativa no Brasil, e sua ocorrência só não foi ainda relatada na região Centro-Oeste. Embora não seja considerada uma sarna altamente contagiosa, os poucos estudos sobre freqüência de parasitismo realizados até o momento revelam índices consideráveis de infestação.

Unitermos: Lynxacarus radovskyi, ácaro, linxacariose, gatos


Animais silvestres

Autor(es): Carla Rosane Rodenbusch ; Cláudio Wageck Canal, Elisandro Oliveira dos Santos


Hemossiderose e hemocromatose em aves silvestres - revisão

A hemocromatose é o acúmulo patológico de Fe (ferro) em vários tecidos, enquanto a hemossiderose é o acúmulo não patológico de Fe nos tecidos. A hemocromatose pode ocorrer em vários órgãos, mas o fígado é mais freqüentemente envolvido. Tucanos, mainás, aves-do-paraíso e quetzals são mais comumente acometidos, embora outras espécies também sejam afetadas. Em tucanos, a hemocromatose freqüentemente provoca morte súbita, sem sinais. Já em mainás, sinais clínicos como dispnéia, hepatomegalia e ascite são comumente achados. O metabolismo anormal do Fe e dietas com alta concentração de Fe podem desencadear a doença. O diagnóstico definitivo é baseado em biópsias hepáticas e técnicas de coloração do Fe. O tratamento é constituído de flebotomias, em conjunto com a adoção de dietas com pouco Fe, ou quelantes combinado com dietas com pouco Fe.

Unitermos: Hemocromatose, hemossiderose, ferro, tucanos, aves silvestres


Diagnóstico por imagem

Autor(es): James de Oliveira Aquino ; Cíntia Lúcia Maniscalco, Ricardo Ferraz Britto Passos, Gustavo Garkalns de Souza Oliveira, Rodrigo Cezar Sanches


Videotoscopia: um novo método de diagnóstico e auxílio terapêutico para desordens auriculares de cães - revisão de literatura

Entre as doenças que acometem o canal auditivo dos cães, a otite externa é a que ocorre em maior número, com uma prevalência de 10 a 20%, que pode atingir 40% em países tropicais. A etiologia das desordens auriculares é vasta e envolve muitos fatores, e sua identificação pode ser a chave para o sucesso na terapia. A videotoscopia, técnica nova e bastante útil tanto para o diagnóstico como para o auxílio terapêutico nos casos de otites externas, é indicada para todos os animais com sintomas de doença auricular. A magnificação da imagem e a melhor iluminação do videotoscópio proporcionam ao médico veterinário informações mais detalhadas do canal auditivo, auxiliando assim o diagnóstico e o prognóstico. O equipamento possui um canal de trabalho que permite a colheita de amostras e a realização de limpeza do meato, com diminuição de danos iatrogênicos para as estruturas das orelhas média e interna. Além disso, a documentação fotográfica dos casos clínicos ajuda na comunicação com os colegas, na prática de ensino e também no esclarecimento ao cliente em relação à doença e à evolução do quadro.

Unitermos: videotoscopia, otite externa, cão


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