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Edição N. 51

julho/agosto - Ano IX,2004

Dermatologia

Autor(es): Lissandro Gonçalves Conceição ; Fabrícia Hallack Loures, Jana Tessarolo Clemente, Viciany Erique Fabris


Biópsia e histopatologia da pele: um valioso recurso diagnóstico na dermatologia -revisão - parte 1

O exame histopatológico da pele é um importante recurso diagnóstico na dermatologia veterinária. Para obter o máximo proveito desse recurso, é fundamental que o clínico esteja informado sobre todas as etapas que influenciam o resultado. É papel do clínico conhecer as indicações e limitações do exame, o instrumental e as técnicas adequadas, escolher adequadamente o local da biópsia, fixar adequadamente o espécime, escolher a quem enviar o material e dominar o vocabulário dermatopatológico. Ao patologista cabe processar adequadamente a amostra, estar familiarizado com a dermatopatologia e com as principais síndromes clínicas, objetivando uma boa correlação anatomoclínica. Os principais padrões histopatológicos da pele são: dermatite perivascular, intersticial, pustular/vesicular intra e subepidérmica, de interface, nodular, difusa, fibrosante, vasculite, foliculite, panículite e dermatose atrófica.

Unitermos: Biópsia de pele, dermatopatologia, histopatologia da pele, dermatologia


Clínica médica

Autor(es): Paulo Renato dos Santos Costa ; Napoleão Martins Argôlo Neto, Deborah Mara Costa Oliveira, Ricardo S. Vasconcellos, Fernanda M. Menezes


Dioctofimose e leptospirose em um cão — relato de caso

A dioctofimose, causada pelo nematódeo Dioctophyma renale, é considerada uma doença rara em cães. O parasita é grande, pode medir até 100cm de comprimento e se aloja geralmente no rim direito. O rim parasitado costuma ser totalmente destruído pelo nematódeo, que fica envolto pela cápsula renal. Cães errantes e de hábitos alimentares pouco seletivos são os mais freqüentemente acometidos. O diagnóstico pode ser obtido pelo achado dos ovos do D. renale durante o exame do sedimento urinário ou pelo achado do parasita à necropsia. O presente trabalho descreve um caso de parasitismo por D. renale e insuficiência renal decorrente de nefropatia intercorrente no rim não parasitado, possivelmente devido a leptospirose.

Unitermos: Dioctophyma renale, insuficiência renal, leptospirose, cão


Clínica médica

Autor(es): Silvia Franco Andrade ; Thiago Luiz Apel


Hipertensão arterial primária em um cão da raça pastor alemão — relato de caso

A hipertensão arterial é o aumento persistente da pressão arterial sistêmica. Em cães, a hipertensão arterial sistólica é caracterizada pela ocorrência de pressão arterial sistólica (PAS) superior a 170mmHg em pelo menos três medidas — obtidas em tempos diferentes —, ou quando a PAS estiver acima deste valor, apresentando também sinais clássicos da afecção, como hemorragia retiniana, descolamento de retina e sopro sistólico, entre outros. A hipertensão primária é pouco descrita na medicina veterinária. Já a hipertensão secundária, decorrente de insuficiência renal, diabetes melitus e hiperadrenocorticismo, tem sido mais relatada na literatura médico-veterinária. O presente trabalho relata o caso de um cão pastor alemão de um ano e meio de idade, pertencente à Polícia Militar de Presidente Prudente (SP), que apresentava midríase não responsiva e hemorragia retiniana bilateral sem outra doença de base detectada, com PAS aferida com Doppler em três medidas de 200mmHg.

Unitermos: Hipertensão, cão, pastor alemão, doppler


Diagnóstico por imagem

Autor(es): Cibele Figueira Carvalho ; Masao Iwasaki


Ultrassonografia abdominal em cães: contribuição ao estudo das técnicas de varredura de fígado, vesícula biliar, baço e rins

Os objetivos da presente investigação foram reproduzir os estudos anátomo-sonográficos do fígado, da vesícula biliar, do baço e dos rins em cães, e analisar as diferentes etapas técnicas do exame ultra-sonográfico. Para tanto, 20 cães previamente selecionados como sadios por meio de exames clínico e radiográfico foram submetidos à ultra-sonografia. As informações obtidas de cada órgão foram protocoladas de acordo com o tamanho, a forma, a posição e a ecoestrutura. Os resultados permitiram concluir que os órgãos estudados forneceram imagens reproduzíveis em todos os animais da amostra. Foi possível observar, também, que o método possui algumas limitações, o que indica que ainda há muito para ser estudado neste campo tão recente da clínica veterinária de pequenos animais.

Unitermos: Ultra-sonografia, parâmetros-normalidade, abdômen, cão


Animais silvestres

Autor(es): Aline Conceição Schmitt ; Carlos Henrique Lucena Monforte, Carolina Limonge Cavlac, Arleana Bomparto Ferreira Almeida, Kleber Vecchi, Cristina H. Alves


Microbiota bacteriana de mucosa gengival marginal de felídeos

O presente trabalho teve como objetivo isolar e identificar a microbiota bacteriana de mucosa gengival marginal de 14 felídeos selvagens mantidos em cativeiro no Zoológico da Universidade Federal de Mato Grosso, em Cuiabá (MT). Das 14 amostras analisadas foram isolados os seguintes microrganismos: Pasteurella sp, P. haemolytica, Aeromonas sp, E. coli, Salmonella sp, Proteus vulgaris, P. mirabillis, Acinetobacter sp, Plesiomonas sp, Bacillus sp, Corynebacterium sp e Actinomyces sp. Alguns animais apresentaram microbiota mista e outros um único agente microbiano. As bactérias isoladas foram semelhantes àquelas encontradas em felinos domésticos. Há que se ter atenção com os cuidados no manejo de felídeos selvagens, com vistas à saúde destes animais e do homem.

Unitermos: Microbiota, mucosa gengival, felídeos selvagens, bactéria


Ecologia

Autor(es):


Reabilitação de pingüins afetados por petróleo

Unitermos:


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