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Edição N. 45

julho/agosto - Ano VIII,2003

Clínica médica

Autor(es): Ana Paula Cáceres Pereira ; Selene Dall Acqua Coutinho


Criptococose em cães e gatos - revisão

A criptococose é uma micose sistêmica causada pelo Cryptococcus neoformans, e acomete o homem e outras espécies animais, principalmente os gatos. A porta de entrada do agente é o trato respiratório, e a infecção ocorre através da inalação dos microrganismos. A variedade e a inespecifidade dos sinais clínicos e dos sintomas, pelo comprometimento de diversos órgãos e sistemas, dificultam o diagnóstico clínico dessa enfermidade. Em virtude da gravidade da criptococose, tanto para o homem como para os animais, a presente revisão procura abordar as características do agente, os aspectos epidemiológicos e clínicos, a patogenia, o diagnóstico, o tratamento e a prevenção da doença, a fim de auxiliar o clínico veterinário no diagnóstico precoce e na instituição do tratamento mais adequado a cada paciente. Outro aspecto importante é que a criptococose tem emergido como sério problema de saúde pública, estando relacionada a pacientes com aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida).

Unitermos: Cryptococcus neoformans, micoses sistêmicas.


Dermatologia

Autor(es): Rafael Almeida Fighera ; Tatiana Mello de Souza, Claudete Schmidt, Claudio Severo Lombardo de Barros


Micose fungóide em um cão

A micose fungóide é um linfossarcoma cutâneo e epiteliotrópico que se origina de linfócitos T, e ocorre como um distúrbio de progressão lenta em humanos, caninos, felinos e bovinos. Nos cães, essa neoplasia acomete indivíduos idosos, principalmente dos 9 aos 11 anos de idade, sem predileção por sexo ou raça, e pode envolver outros órgãos, como linfonodo, fígado, baço, rim, pulmão, tonsila e, raramente, encéfalo. O presente relato descreve um caso de micose fungóide diagnosticada em um cão macho, cocker spaniel, de quatro anos de idade, com história clínica de prurido, descamação e eritema cutâneo disseminado há mais de um ano. O diagnóstico foi realizado com base na associação entre os achados clínicos, citopatológicos e histopatológicos.

Unitermos: Linfossarcoma, linfoma, doenças hematopoéticas, patologia, doenças de cães


Cirurgia

Autor(es): Silvio Henrique de Freitas ; Marco Aurélio Molina Pires, Haley Silva de Carvalho, Myrcéa Valéria Martins, Lázaro Manoel de Camargo


Redução fechada e fixador externo em fratura umeral de ema (Rhea americana) - Relato de caso

Uma ema (Rhea americana) macho, adulta, exibindo asa esquerda caída e impotência funcional desse membro, foi atendida no Hospital Veterinário da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Cuiabá-MT. Ao exame físico observou-se aumento de volume na região proximal do úmero esquerdo, sensibilidade à palpação e crepitação. O exame radiográfico revelou fratura completa do terço proximal do úmero esquerdo, com desvio significativo do eixo longitudinal. Optou-se pelo tratamento cirúrgico com redução fechada, utilizando o fixador externo uniplanar do tipo I. No 58o dia após a cirurgia, a avaliação radiológica revelou a consolidação da fratura quando foi removido o aparelho fixador. A técnica cirúrgica utilizada foi satisfatória para tratamento dessa fratura, pois houve cicatrização óssea e retorno anatômico da asa.

Unitermos: Úmero, redução fechada


Clínica médica

Autor(es): Barbara Cristina Gagliano Rezende ; Maria Lúcia Zaidan Dagli


Retinóides na quimioprevenção e tratamento coadjuvante de neoplasias em cães: revisão

O desenvolvimento da medicina veterinária na clínica de pequenos animais nos últimos vinte anos tem permitido a melhora significativa da qualidade de vida dos cães e gatos, prolongando consideravelmente a expectativa de vida desses animais. Paralelamente ao aumento da longevidade, cresce o número de casos de animais com neoplasias. Diante dessa nova situação, o clínico veterinário precisa estar apto a diagnosticar, tratar e prevenir o câncer em animais de estimação. Os retinóides estão incluídos em um grupo de substâncias químicas destinadas à quimioprevenção ou terapia de neoplasias. Alguns desses elementos já foram testados em animais de experimentação ou domésticos, apresentando resultados que apontam a possibilidade de serem utilizados no controle de neoplasias em pequenos animais. A presente revisão tem por finalidade apresentar alguns desses elementos, e discutir a sua possível utilização na quimioprevenção e na terapia do câncer em pequenos animais.

Unitermos: quimioprevenção, câncer, cães, retinóides


Clínica médica

Autor(es): Camila de Valgas e Bastos ; Adriane Pimenta da Costa Val Bicalho


Sedimentoscopia em urinas caninas com caracteristicas físico-químicas normais: qual o seu valor?

A sedimentoscopia urinária vem sendo omitida da rotina para amostras sem anormalidades físico-químicas em vários laboratórios humanos. Tal procedimento baseia-se em trabalhos científicos, que demonstram que a maior parte das amostras com características físico-químicas normais não apresenta anormalidades na sedimentoscopia. Para determinar a segurança da omissão da sedimentoscopia em amostras de urina canina, realizou-se um estudo retrospectivo dos resultados de urinálises do Laboratório de Patologia Clínica da Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A freqüência de amostras com exame físico-químico e sedimentos normais foi de 13% e o percentual de amostras com alterações apenas na sedimentoscopia foi de 87%. A análise dos dados indicou que a sedimentoscopia deve ser realizada em amostras de urina canina, independentemente do resultado da avaliação físico-química.

Unitermos: Sedimento, urinálise, cães


Clínica médica

Autor(es): Rodrigo dos Reis Oliveira ; Sílvia Cristina Chiarinelli Ribeiro, Mônica Vicky Bahr Arias


Fístula perianal: tratamento cirúrgico ou médico?

A fístula perianal, doença inflamatória progressiva crônica que acomete principalmente cães da raça pastor alemão, tem se mostrado um desafio na medicina veterinária, apresentando-se como afecção de difícil manejo. O quadro inicia-se com pequenas lesões na região perianal, que podem evoluir para ulcerações profundas que acometem toda a região perirretal. Vários tratamentos médicos e cirúrgicos apresentam resultados limitados, mas novas teorias, que apontam um defeito imunológico como causa da doença, assim como resultados favoráveis às terapias imunossupressivas, têm tornado o prognóstico desta desordem mais favorável. O presente artigo tem por objetivo revisar os sinais clínicos, o diagnóstico, os exames complementares e os tratamentos adotados em casos de fístula perianal, auxiliando o médico veterinário a escolher a melhor terapia e orientar corretamente o proprietário.

Unitermos: "Cães fístula perianal região perianal doenças do ânus"


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