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Edição N. 38

maio/junho - Ano VII,2002

Cirurgia

Autor(es): Aline de Mello Pereira ; Mônica Vicky Bahr Arias


Manejo de feridas em cães e gatos - revisão

Na rotina diária os médicos veterinários atendem os mais diversos tipos de ferimentos, devendo escolher a melhor forma de tratamento. Esta decisão não deve prejudicar o processo de cicatrização e depende da localização do ferimento, grau de lesão tecidual, tipo de secreção e de cicatrização observada. Após a estabilização do paciente e avaliação da ferida, esta deve ser lavada e debridada, optando-se então pela sutura imediata, pelo uso de bandagens para que ocorra cicatrização por 2a intenção, ou ainda aplicação de bandagens e preparo da ferida para realização de suturas, posteriormente. Este artigo tem por objetivo revisar feridas e sua cicatrização, os fatores que podem prejudicar este processo, os tipos de fechamento de uma ferida e a aplicação de bandagens, enfatizando o conceito e as vantagens do manejo de feridas na forma aberta.

Unitermos: Ferida, cicatrização, cães e gatos


Oncologia

Autor(es): Fabiano Séllos Costa ; Raimundo Alberto Tostes, Sílvia Franco Andrade, Marconi Rodrigues de Farias


Mesotelioma peritoneal em um cão - relato de caso

Mesoteliomas são neoplasias mesenquimais que revestem as superfícies serosas das cavidades corporais, e sua ocorrência em cães é rara e de etiologia ainda desconhecida. Quando presente nessa espécie, o mesotelioma acomete mais freqüentemente a pleura e, com menor incidência, o pericárdio e o peritônio. O presente trabalho relata o caso de um cão macho, de nove anos, que apresentava um tumor em cavidade abdominal - de consistência firme a flutuante e com aproximadamente dez centímetros em seu maior diâmetro -, associado a um quadro de ascite e insuficiência renal. A necropsia revelou focos neoplásicos de aspecto nodular e diâmetro variado, com componentes sólidos e císticos implantados no baço, no fígado e na musculatura diafragmática. A avaliação histopatológica foi compatível com o diagnóstico de mesotelioma, neoplasia rara em cães e ainda menos freqüente no peritônio. Outro achado de importância é que, no caso em tela, as implantações neoplásicas limitaram-se ao peritônio, não afetando a pleura e/ou o pericárdio.

Unitermos: Mesotelioma, peritôneo, cão


Cirurgia

Autor(es): Andressa Gianotti Campos ; Patrícia Ferreira de Castro, Júlia Matera


Uso da ciclosporina em fístula perianal de cão - relato de caso

A fístula perianal é uma afecção inflamatória crônica, caracterizada por múltiplos trajetos sinuosos e ulcerados em tecidos perianais. Os cães de meia idade da raça Pastor Alemão parecem ser predispostos a esta doença, cujas manifestações são: tenesmo, diarréia, hematoquesia e dor. Antibióticos e antissépticos, assim como os procedimentos cirúrgicos propostos, não levam à resolução do problema. Embora a etiopatogenia permaneça desconhecida, os aspectos histológicos das lesões, a similitude da doença com a síndrome de Crohn imunomediada humana e a resposta favorável ao uso de imunomoduladores sugerem um caráter imunomediado. O presente trabalho relata o caso de um cão da raça pastor branco, de quatro anos e 10 meses de idade que apresentava fístulas perianais. O animal foi submetido a tratamento isolado com ciclosporina, uma potente droga imunossupressora, durante dois meses, o que promoveu a completa resolução das lesões, sem efeitos colaterais importantes ou recidiva da afecção após um ano de acompanhamento.

Unitermos: Fístula perianal, ciclosporina, imunossupressor, cão


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