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Edição N. 39

julho/agosto - Ano VII,2002

Oftalmologia

Autor(es): Cristiane dos Santos Honsho ; Arianne Pontes Oriá, José Luiz Laus


Uveíte induzida pelo cristalino em cães - prevalência em estudo retrospectivo

A uveíte induzida pelo cristalino é uma resposta auto-imune às proteínas do cristalino, ocorrendo sob condições que suplantam a tolerância imune a essas proteínas. O desenvolvimento dessa afecção é comum em cães com catarata, e seus aspectos clínicos são distintos daqueles presentes em outras formas de uveíte. O objetivo do presente estudo foi correlacionar a ocorrência de catarata cursando com uveíte induzida pelo cristalino, em cães apresentados ao Serviço de Oftalmologia do Hospital Veterinário da UNESP/Jaboticabal no período de fevereiro de 1997 a abril de 2000. Foram estudados 282 olhos de 141 cães com catarata, 65,2% dos quais eram fêmeas. Dos olhos avaliados, 53,03% apresentavam sinais de uveíte induzida pelo cristalino. As raças mais acometidas pela catarata foram poodle (37,6%) e cocker spaniel inglês (21,3%). Catarata bilateral foi detectada em 87,2% dos casos. A faixa etária predominante foi aquela compreendida entre 6 e 10 anos de idade (46,59%).

Unitermos: Uveíte induzida pelo cristalino, cão, catarata


Cardiologia

Autor(es): Fernanda Fontalva Cordeiro ; Benedicto Wlademir De Martin


A ecocardiografia como método de auxílio ao diagnóstico das doenças cardíacas em pequenos animais

Há aproximadamente duas décadas o exame ecocardiográfico vem assumindo importante papel na medicina veterinária como método de auxílio ao diagnóstico de processos patológicos cardíacos de pequenos animais, uma vez que traz informações singulares, complementando os estudos clínico, radiográfico e eletrocardiográfico desses pacientes. O presente estudo evidencia os aspectos ultra-sonográficos das principais cardiopatias, descrevendo a casuística observada em centros de diagnóstico por imagem no período de janeiro de 1999 a setembro de 2001, e apresenta uma breve análise dos dados de 268 animais estudados cães e gatos estabelecendo correspondência entre os achados dos autores e as informações constantes da literatura.

Unitermos: Ecocardiografia, cães, gatos, cardiopatia


Doenças infecciosas

Autor(es): Márcio Garcia Ribeiro ; Daniel Moura de Aguiar, Antônio Carlos Paes, Jane Megid, Rogério Giuffrida, Geraldo de Nardi Júnior, Leandro d´Arc Moretti, Tatiana Evelyn Hayama Ueno


Nocardiose cutânea associada à cinomose em cães. Relato de dez casos

O presente estudo avaliou a ocorrência de nocardiose cutânea em dez cães infectados com o vírus da cinomose. Os principais sintomas da cinomose foram secreção ocular e nasal, diarréia, pústulas abdominais, mioclonias, convulsões e paresia de membros. As lesões cutâneas foram observadas principalmente nas regiões cérvico-facial e inguinal, das quais foram isoladas Nocardia asteroides em todos os animais. Exames hematológicos revelaram leucocitose ou leucopenia, linfopenia e discreta anemia. A citologia aspirativa por agulha fina das lesões cutâneas permitiu a caracterização citológica e o isolamento de N. asteroides, do material aspirado, nos dez casos. Ceftiofur (100%), gentamicina (88,9%) e amicacina (85,7%) foram os antimicrobianos mais efetivos in vitro nas cepas de N. asteroides. Dos dez animais avaliados nove vieram a óbito. Somente em um dos cães foi isolado N. asteroides do pulmão.

Unitermos: Nocardiose, Nocardia asteroides, cão, cinomose, sintomas clínicos


Anestesiologia

Autor(es): José Fernando Ibañez ; José Otávio Costa Auler Jr., Luiz Fernando Poli de Figueiredo


Comparação hemodinâmica e cardiovascular em cães anestesiados com isoflurano e sevoflurano e submetidos a choque hemorrágico

Onze animais da espécie canina, machos e fêmeas, mestiços, provenientes do biotério da Divisão de Experimentação do Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo foram aleatoriamente anestesiados com sevoflurano ou isoflurano, e submetidos a choque hemorrágico controlado. Nesse protocolo foram retirados 20ml de sangue por minuto até se atingir uma pressão arterial média de 40mmHg. Os animais foram mantidos nesse estado por trinta minutos, quando o sangue retirado foi reinfundido à velocidade de 40ml por minuto. Os resultados demonstraram que o volume sangüíneo retirado, necessário para se obter a pressão alvo de 40mmHg bem como o volume retirado durante todo o experimento no grupo anestesiado com isoflurano foi maior que no grupo anestesiado com sevoflurano, o que sugere que, em cães submetidos à hipovolemia, o isoflurano apresenta maior estabilidade hemodinâmica que o sevoflurano.

Unitermos: Sevoflurano, isoflurano, choque, anestesia, cão


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