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Edição N. 36

janeiro/fevereiro - Ano VII,2002

Clínica médica

Autor(es): Leonardo Pinto Brandão ; Maria Helena M. Akao Larsson, Eduardo Harry Birgel Jr, Mitika Kuribayashi Hagiwara, Rogéria M. Ventura, Marta Maria Geraldes Teixeira


Infecção natural pelo Trypanosoma evansi em cão - Relato de caso

"Em fevereiro de 2000 um cão da região Sul-Matogrossense da raça Boxer, macho, de dois anos de idade, foi atendido no HOVET FMVZ-USP. O animal apresentava prostração e hiporexia progressiva há seis meses. Ao exame físico foram observadas desidratação, mucosas hipocoradas, caquexia e febre. Os exames laboratoriais demonstraram anemia arregenerativa, leucopenia, trombocitopenia, hiperproteinemia por hipergamaglobulinemia e hipoalbuminemia e no esfregaço sangüíneo constatou-se a presença de tripomastigotas de Trypanosoma evansi, causador do mal de cadeiras. O animal foi tratado com aceturato de diminazene, que levou à remissão completa dos sintomas clínicos, bem como das alterações laboratoriais supracitadas. A ocorrência dessa doença é um alerta para os clínicos veterinários de pequenos animais, devendo estar dentre os diagnósticos diferenciais a serem considerados para os animais que vivem em áreas endêmicas."

Unitermos: Cães, Trypanosoma evansi, infecção


Clínica médica

Autor(es): Heloisa Justen Moreira de Souza ; Claudia Helena Reis Teixeira, Roberta Fraga da Silva Graça


Estudo epidemiológico de infecções pelo vírus da leucemia e/ou imunodeficiência felina, em gatos domésticos do município do Rio de Janeiro

O presente estudo compreendeu um levantamento da freqüência de gatos positivos para infecções pelos vírus da leucemia felina (FeLV) e/ou da imunodeficiência felina (FIV) durante os anos de 1998 e 1999, no município do Rio de Janeiro . A população estudada era composta por 126 gatos, entre doentes e sadios, provenientes de 35 bairros do município, e a avaliação foi realizada com um kit comercial do ensaio de imunoadsorção enzimática (ELISA) para detecção do antígeno do FeLV e de anticorpos para o FIV no soro, no plasma ou no sangue total. Os resultados mostraram que 17,46% (22/126) dos gatos foram positivos para o FeLV, 16,66% (21/126) foram positivos para o FIV e 1,58% (2/126) foram positivos para ambos os vírus. Conclui-se que os vírus da leucemia felina e da imunodeficiência felina estão disseminados pelo município do Rio de Janeiro.

Unitermos: Vírus, leucemia felina, imunodeficiência felina, gato, Rio de Janeiro


Oncologia

Autor(es): Richard da Rocha Filgueiras ; João Carlos Pereira da Silva, Marlene Isabel Vargas Vilória, Maria Esther Odenthal, Tatiana Schmitz Duarte, Mário Sérgio Lima Lavor


Osteopatia hipertrófica em cão - relato de caso

Osteopatia hipertrófica (OH) é uma alteração incomum descrita em várias espécies, inclusive em humanos e animais selvagens, caracterizada por exostoses nas extremidades dos membros e normalmente secundária a lesões crônicas do parênquima pulmonar, tanto de caráter inflamatório quanto neoplásico. Os autores descrevem a ocorrência de OH em uma cadela Flat-Coated Retriever, de 11 anos de idade, atendida no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Viçosa (UFV Viçosa MG). O animal mostrava-se emaciado, com as extremidades dos membros quentes, sensíveis e aumentadas de volume. As radiografias revelaram exostoses nas extremidades dos membros torácicos e pélvicos, e presença de massa radiopaca no tórax. Devido à intensa dificuldade respiratória, aos achados radiográficos e à extensão da patologia encontrada, a eutanásia foi sugerida. À necropsia, foram observadas massa de aspecto neoplásico comprometendo o lobo pulmonar caudal esquerdo em toda a sua extensão e exostoses nas extremidades dos membros.

Unitermos: Osteopatia hipertrófica, osteoartropatia hipertrófica, doenças pulmonares, cão


Ortopedia

Autor(es): Suzana Ramos Nogueira ; Eduardo Alberto Tudury


Exame clínico ortopédico de cães e gatos - parte 1

O presente trabalho consiste de uma revisão das técnicas utilizadas no exame clínico ortopédico de cães e gatos para o diagnóstico preciso das afecções que acometem o sistema osteoarticular. Esse exame contempla a identificação, a apreciação do histórico, a avaliação da claudicação e a observação e palpação dos animais para identificar sinais de doença, e inclui a aplicação de testes específicos para a localização e a determinação de lesões. Uma ficha ortopédica, elaborada a partir das informações constantes da literatura especializada demonstrou que, para se obter um exame completo e para facilitar a interpretação dos resultados, é necessário realizar sistematicamente os diferentes testes. Exames auxiliares podem ser necessários, mas sua requisição deve ser feita a partir da avaliação clínica detalhada, e seus resultados devem ser interpretados a partir dos achados do exame ortopédico.

Unitermos: Ortopedia, exame clínico, pequenos animais


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