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Edição N. 31

março/abril - Ano VI,2001

Anestesiologia

Autor(es): Sandra Mastrocinque ; Denise Tabacchi Fantoni


Modulação da resposta neuroendócrina à dor pós-operatória em cães. Estudo comparativo entre tramadol e morfina

O objetivo deste estudo foi comparar o tramadol e a morfina quanto à sua capacidade de modular a resposta neuroendócrina à dor em cães. Foram utilizadas 30 cadelas, admitidas no serviço de Obstetrícia do Hospital Veterinário da Universidade de São Paulo para tratamento cirúrgico de piometra. Os animais foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos: o Grupo I recebeu 0,2mg/kg de morfina IV, e o Grupo II recebeu 2mg/kg de tramadol IV, ambos administrados antes da incisão cutânea. Foram avaliados os níveis sangüíneos de cortisol, de glicemia e de catecolaminas antes, durante e após o ato cirúrgico. Foram observadas elevações significativas dos níveis de cortisol no período transoperatório em ambos os grupos. Não ocorreram alterações significativas nos valores de glicemia ou de catecolaminas, ou diferenças desses índices entre os grupos estudados. Diante de tais resultados, foi possível concluir que ambos os agentes contribuíram para modulação da resposta neuroendócrina à dor, após a OSH em cães.

Unitermos: Tramadol, morfina, modulação neuroendócrina, cães, ovariosalpingohisterectomia


Zoonose

Autor(es): Selene Dall Acqua Coutinho ; Vania Maria de Carvalho, Elizabeth Oliveira da Costa


Surto de dermatomicose em cobaias por Trichophyton mentagrophytes e Scopulariopsis brevicaulis

O presente trabalho teve o objetivo de relatar surto de dermatomicose por Trichophyton mentagrophytes e Scopulariopsis brevicaulis, ocorrido em 20 cobaias mantidas em biotério. As lesões caracterizavam-se por crostas espessas com pêlos aglutinados que, ao se desprenderem, evidenciavam áreas de alopecia circunscritas e eritematosas, localizadas principalmente em zona periocular e ao redor do focinho. No cultivo isolou-se, após 10 dias, colônia branca, cotonosa com superfície pulverulenta e, após 20 dias, colônia aveludada cor de avelã, pulverulenta, identificadas através de macro e micromorfologia, respectivamente, como Trichophyton mentagrophytes e Scopulariopsis brevicaulis. Observou-se para a amostra de S. brevicaulis o fenômeno de dimorfismo, associado à patogenicidade, pois embora este fungo seja considerado saprófita, já tem sido apontado como responsável por micoses cutâneas no homem e em outras espécies animais.

Unitermos: Cobaias, dermatomicose, Scopulariopsis brevicaulis, Trichophyton mentagrophytes


Zoonose

Autor(es): Lucia Helena O Dwyer ; Carlos Luiz Massard


Aspectos gerais da hepatozoonose canina

A hepatozoonose canina é uma doença transmitida por carrapatos, e é causada por protozoários do gênero Hepatozoon. Duas espécies dessa parasitose acometem os cães. A Hepatozoon canis, transmitida pelo Rhipicephalus sanguineus, ocorre na Europa, Ásia e África. Sua manifestação clínica varia desde uma forma subclínica, em cães aparentemente sadios, até uma doença debilitante severa, caracterizada por anemia e letargia. A segunda espécie, a Hepatozoon americanum, é transmitida pelo Amblyomma maculatum e foi recentemente descrita somente no sul dos Estados Unidos da América. Esse agente induz a uma doença distinta, caracterizada por miosite e lesões osteoproliferativas. No Brasil, existem alguns relatos de infecção por Hepatozoon nos cães, entretanto, pouco se sabe a respeito de sua epidemiologia, patogenicidade, vetores e caracterização genética. O presente estudo apresenta alguns aspectos da hepatozoonose canina, tendo em vista os recentes avanços no conhecimento da doença em âmbito mundial, e o pouco conhecimento dessa parasitose no Brasil.

Unitermos: Hepatozoonose, hepatozoon, cães


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