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Edição N. 32

maio/junho - Ano VI,2001

Cirurgia

Autor(es): Heloisa Justen Moreira de Souza ; Ana Karina C. Coutinho, Vanessa C. de Souza Gomes, Monica Campello Daiha, Roberta de Menezes Leivas, Cristiane Belchior, Evandro Toledo-Piza


Pólipo nasofaríngeo em gato - relato de caso

O presente trabalho descreve o diagnóstico e o tratamento de um pólipo nasofaríngeo em um gato com um ano e seis meses de idade. Os principais sintomas observados foram dificuldades de respiração e de deglutição. O felino estava magro e demonstrava sinais clínicos de doença do trato respiratório superior. Várias terapias com antibióticos haviam sido prescritas, porém não houve melhora do quadro de rinite. A inspeção da cavidade oral revelou a presença de uma massa esferoidal por trás do palato mole. O estudo radiológico do crânio demonstrou a presença de rinite branda e de uma opacificação acentuada da faringe, sem comprometimento da bula timpânica. A inspeção da região da nasofaringe evidenciou a presença de uma massa com 4,5cm x 3,5cm obliterando-a totalmente. A remoção do pólipo foi simples, e realizada mediante delicada tração de uma pinça de Allis. Transcorridos 4 meses, não houve retorno do crescimento do pólipo.

Unitermos: Pólipo, nasofaringe, gato


Oncologia

Autor(es): Mary Suzan Varaschin ; Flademir Wouters, Valéria M. O. Bernis, Tais M. P. Soares, Vilma N. Tokura, Marina P. L. Leitão Dias


Tumor venéreo transmissível canino na região de Alfenas, Minas Gerais: formas de apresentação clínico-patológicas

O tumor venéreo transmissível canino (T.V.T.C.) é uma neoplasia de células redondas e localiza-se principalmente na membrana mucosa da genitália externa de animais de ambos os sexos, embora a localização extra-genital também seja freqüente. Neste trabalho são descritos os aspectos clínicos e patológicos de trinta e seis casos de tumor venéreo transmissível diagnosticados no Setor de Patologia Veterinária da Universidade de Alfenas. Na população estudada, o T.V.T.C. foi mais freqüente em cães machos, sem raça definida, e a genitália externa foi o local mais freqüentemente envolvido. A ocorrência extra-genital do T.V.T.C. é descrita na pele, na região subcutânea, no nariz, no pavilhão auditivo, no baço, no rim, em linfonodos, no fígado, no pulmão, na tonsila e no globo ocular.

Unitermos: tumor venéreo transmissível canino, canino, patologia


Cardiologia

Autor(es): Helio Autran de Morais ; Patrícia Mendes Pereira


De onde vem este sopro?

A correta identificação da origem do sopro cardíaco é muito importante no diagnóstico etiológico das doenças cardíacas que acometem animais de companhia. O estetoscópio é a principal arma do clínico e o método que apresenta melhor relação custo-benefício na determinação da causa do sopro. Quando o tempo de ocorrência, o ponto de máxima intensidade e a irradiação do sopro são determinados, é possível restringir o número de diagnósticos possíveis a três ou menos, na maioria dos casos. Em cães e gatos adultos, o sopro mais comum é aquele decorrente de insuficiência de valva mitral: é um sopro sistólico, com ponto de máxima intensidade no foco da valva mitral e irradiação cranial, dorsal e para direita. Usualmente é secundário à endocardiose de valva mitral em cães de pequeno porte, à cardiomiopatia dilatada em cães de grande porte e à cardiomiopatia hipertrófica em gatos. Os exames complementares são utilizados para confirmar ou descartar as possibilidades diagnósticas levantadas ao final do exame clínico.

Unitermos: Cardiopatia, diagnóstico, sopro, exame físico


Oncologia

Autor(es): Debora A. Pires de Campos Zuccari ; Aureo Evangelista Santana, Noeme Sousa Rocha


Fisiopatologia da neoplasia mamária em cadelas - revisão

A elevada incidência de tumores de mama em cadelas tem levado os estudiosos a desenvolverem grande número de pesquisas sobre essa afecção. A fisiologia hormonal da glândula mamária das cadelas desempenha importante papel no desenvolvimento dessa neoplasia, já que os estímulos hormonais agem sobre as células epiteliais da mama em diferentes intensidades nas diversas fases do ciclo estral. Além disso, há cadelas que são submetidas a terapia hormonal exógena como o uso de anticoncepcionais ou que apresentam quadro de pseudociese recorrente. Esses fatores alteram a intensidade do estímulo hormonal e favorecem a desorganização celular do tecido mamário posterior ao estímulo. Além disso, essas neoplasias que apresentam diversidade morfológica surgem de uma população celular variada que, freqüentemente, está associada no mesmo tumor, o que dificulta a sua classificação e lhes confere um inesperado comportamento biológico.

Unitermos: Mama, cadelas, fisiopatologia dos tumores


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