Edições Anteriores

Edição N. 30

janeiro/fevereiro - Ano VI,2001

Parasitologia

Autor(es): Marcelo Bahia Labruna ; Marcelo de Campos Pereira


Carrapato em cães no Brasil

A ocorrência de carrapatos em cães no Brasil revela-nos dois cenários distintos, intimamente dependentes do ambiente onde o hospedeiro vive. No primeiro cenário, os cães são criados em ambientes urbanos, dentro ou fora das residências, não tendo acesso às áreas onde vivem carnívoros silvestres ou outros mamíferos. Neste caso, os carrapatos encontrados nos cães são, na sua grande maioria, pertencentes à espécie Rhipicephalus sanguineus que têm hábitos nidícolas, introduzida no Brasil, possivelmente, pelo homem. No segundo cenário, os cães são criados em áreas rurais ou suburbanas, onde vivem soltos e têm acesso livre às matas e a outros ambientes, onde várias espécies de animais silvestres e domésticos estão presentes. Nestas condições, os cães podem ser infestados por diferentes espécies de carrapatos nativos, pertencentes ao gênero Amblyomma. Este artigo descreve alguns conhecimentos atuais da biologia, da epidemiologia, do tratamento e do controle dos carrapatos comumente encontrados em cães no Brasil.

Unitermos: Carrapato, cães, Rhipicephalus sanguineus, Amblyomma, controle, Brasil


Zoonose

Autor(es): Suzana Evelyn Bahr ; Hélio Autran de Morais


Pessoas imunocomprometidas e animais de estimação

Animais de estimação são uma fonte de conforto que traz benefícios psicológicos, fisiológicos e sociais. Eles melhoram a qualidade e aumentam a expectativa de vida de pacientes imunossuprimidos. Com manejo sanitário preventivo adequado, pessoas imunossuprimidas que convivem com animais de estimação apresentam o mesmo risco de contrair zoonoses que pessoas com o mesmo grau de imunocomprometimento, que não possuem animais de estimação. Este artigo descreve a interação entre pessoas imunossuprimidas e os animais de estimação e o papel do médico veterinário em tal interação. Cabe a esse profissional orientar adequadamente os proprietários, prevenindo a ocorrência de zoonoses.

Unitermos: Imunocomprometimento, zoonoses, animais de companhia


Odontologia

Autor(es): Marcelle Calomeni de Mello ; Márcio Gonçalves Pereira de Mello, Marco Antonio León Román, Marco Antonio Gioso


Correção ortodôntica em cães pela utilização das técnicas de plano inclinado e de expansor

O estudo foi conduzido para demonstrar a possibilidade e eficiência do tratamento ortodôntico com os métodos de correção de plano inclinado e de expansor, em 10 cães. Em quatro animais (40%) utilizou-se o método de expansor, e em seis animais (60%) o método de plano inclinado. Após o tratamento com plano inclinado, os seis animais apresentaram oclusões normais. Já no tratamento com expansor, de um total de quatro animais, três (75%) concluíram o tratamento com eficácia e um (25%) teve o tratamento interrompido por desistência do proprietário. Todos os proprietários dos animais tratados pelo método de expansor procuraram o clínico para fins estéticos. Na escolha dos métodos de correção ortodôntica, leva-se em consideração a alteração da oclusão em cada animal. O método de plano inclinado foi usado para o tratamento dos animais com oclusão palatina dos caninos inferiores, não necessitando do trabalho do protético, mas apenas de um procedimento anestésico geral, uma vez que ele era elaborado na própria cavidade oral dos animais. O custo e o tempo de tratamento diminuíram consideravelmente. Já o método de expansor, pareceu ser o mais indicado para tratamento de correção ortodôntica em animais com mordida cruzada anterior e necessitou de dois episódios anestésicos.

Unitermos: odontologia, ortodontia, plano inclinado, expansor, cães, dentes


Botão Edições anteriores