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Edição N. 28

setembro/outubro - Ano V,2000

Anestesiologia

Autor(es): João Luiz Krumenerl Jr. ; Márcia P. Galego


Utilização de analgésicos em pequenos animais

A analgesia inadequada, sobretudo no paciente cirúrgico, pode desencadear importantes alterações neuroendócrinas que dificultam ou retardam o restabelecimento do paciente. O receio de administrar analgésicos em pequenos animais vem diminuindo gradativamente. Isto deve-se não apenas à maior conscientização do médico veterinário sobre os benefícios que o alívio da dor pode ocasionar, mas também ao aparecimento de novos fármacos, sobretudo de analgésicos antiinflamatórios não esteroidais mais seguros, testados e aprovados para uso em animais. Os analgésicos opióides, que praticamente não eram empregados em nosso meio, passaram também a ser largamente utilizados nas instituições de ensino na última década e, mais recentemente, pelos clínicos, principalmente com a disponibilização, no mercado nacional, de fármacos como o butorfanol. No presente artigo, realizou-se revisão dos analgésicos mais freqüentemente usados em nosso meio com o objetivo de mostrar, ao profissional, o grande número de fármacos disponíveis no mercado, seus mecanismos de ação, suas indicações e contra-indicações em pequenos animais.

Unitermos: Analgésicos, pequenos animais


Clínica médica

Autor(es): Mary Marcondes Feitosa ; Fabiana Augusta Ikeda, Maria Cecília Rui Luvizotto, Sílvia Helena Venturolli Perri


Aspectos clínicos de cães com leishmaniose visceral no município de Araçatuba - São Paulo

"A leishmaniose visceral é uma antropozoonose causada por um protozoário do complexo Leishmania donovani, que compreende a Leishmania (Leishmania) donovani, a Leishmania (Leishmania) infantum e a Leishmania (Leishmania) chagasi, sendo esta última observada no Brasil. O presente trabalho teve como objetivo realizar a descrição clínica de 215 cães naturalmente acometidos por leishmaniose visceral no município de Araçatuba (São Paulo), e demonstrar quais as alterações mais freqüentemente observadas, que podem auxiliar na identificação de casos da doença. O diagnóstico de leishmaniose visceral foi realizado por meio de exame citopatológico de punção aspirativa de linfonodo e exame sorológico. As alterações mais freqüentes foram linfoadenomegalia (81%) seguida de alterações dermatológicas (queda de pêlos, lesões ulcerativas, prurido intenso, pelame opaco e dermatite seborréica) (68%) hiporexia (58%) onicogrifose (51%) e emaciação (47%). A anemia foi um achado consistente em 30% dos animais com leishmaniose. De todos os cães estudados, 29% apresentavam sinais oculares, caracterizados principalmente por uveíte21% hipertermia 20% êmese 20% diarréia e 10% melena. Observaram-se quadros de pneumonia em 19%, e de epistaxe em 3% dos animais acompanhados. Outros achados clínicos importantes, foram o comprometimento do sistema urinário em 19%, e as alterações hepáticas em 17% dos animais. Alterações neurológicas foram menos freqüentemente observadas, perfazendo um total de 4% dos casos atendidos. Foi possível observar que a sintomatologia causada pela Leishmania (Leishmania) chagasi, apesar de bastante variada, parece ser semelhante à da Leishmania (L.) infantum, evidenciando-se divergências quanto à freqüência de aparecimento dos diversos sintomas."

Unitermos: Leishmaniose visceral, cães, aspectos clínicos


Oncologia

Autor(es): Márcia Marques Jericó ; Otávio Pedro Neto, Alexandre Rego, Rogério M. Soila, João Pedro de Andrade Neto


Tumor ovariano de células de Sertoli-Leydig: relato de caso em cadela poodle com hiperadrenocorticismo

"Relata-se o caso de um animal da espécie canina, raça poodle, fêmea, com 7 anos de idade, levado à consulta por apresentar alopecia progressiva, ciclos estrais irregulares e com intervalos curtos, além de polifagia eventual. Ao exame físico foram observadas discromia do pelame em região torácica dorsal alopecia bilateral simétrica em regiões de períneo, e caudal dos membros posteriores e flancos, acompanhada de adelgaçamento da pele, com visualização dos vasos subcutâneos abdominais. Paralelamente à realização do diagnóstico laboratorial de hiperadrenocorticismo, o nível sérico do 17-b-estradiol apresentou-se francamente elevado (30,65pg/ml), e as mensurações séricas dos andrógenos apresentaram-se discretamente elevadas, diagnosticando-se, também, hiperestrogenismo de provável origem ovariana. O exame histopatológico dos ovários após ovariosalpingohisterectomia revelou a presença de um tumor de células de Sertoli-Leydig, justificando os níveis elevados dos hormônios sexuais."

Unitermos: Tumor ovariano, hiperadrenocorticismo, cadela, poodle


Segurança no trabalho

Autor(es):


Faça fácil dardos e zarabatanas.

Unitermos: Guará


Anestesiologia

Autor(es): João Luiz Krumenerl Jr. ; Márcia P. Galego


Utilização de analgésicos em pequenos animais

A analgesia inadequada, sobretudo no paciente cirúrgico, pode desencadear importantes alterações neuroendócrinas que dificultam ou retardam o restabelecimento do paciente. O receio de administrar analgésicos em pequenos animais vem diminuindo gradativamente. Isto deve-se não apenas à maior conscientização do médico veterinário sobre os benefícios que o alívio da dor pode ocasionar, mas também ao aparecimento de novos fármacos, sobretudo de analgésicos antiinflamatórios não esteroidais mais seguros, testados e aprovados para uso em animais. Os analgésicos opióides, que praticamente não eram empregados em nosso meio, passaram também a ser largamente utilizados nas instituições de ensino na última década e, mais recentemente, pelos clínicos, principalmente com a disponibilização, no mercado nacional, de fármacos como o butorfanol. No presente artigo, realizou-se revisão dos analgésicos mais freqüentemente usados em nosso meio com o objetivo de mostrar, ao profissional, o grande número de fármacos disponíveis no mercado, seus mecanismos de ação, suas indicações e contra-indicações em pequenos animais.

Unitermos: Analgésicos, pequenos animais


Clínica médica

Autor(es): Mary Marcondes Feitosa ; Fabiana Augusta Ikeda, Maria Cecília Rui Luvizotto, Sílvia Helena Venturolli Perri


Aspectos clínicos de cães com leishmaniose visceral no município de Araçatuba - São Paulo

"A leishmaniose visceral é uma antropozoonose causada por um protozoário do complexo Leishmania donovani, que compreende a Leishmania (Leishmania) donovani, a Leishmania (Leishmania) infantum e a Leishmania (Leishmania) chagasi, sendo esta última observada no Brasil. O presente trabalho teve como objetivo realizar a descrição clínica de 215 cães naturalmente acometidos por leishmaniose visceral no município de Araçatuba (São Paulo), e demonstrar quais as alterações mais freqüentemente observadas, que podem auxiliar na identificação de casos da doença. O diagnóstico de leishmaniose visceral foi realizado por meio de exame citopatológico de punção aspirativa de linfonodo e exame sorológico. As alterações mais freqüentes foram linfoadenomegalia (81%) seguida de alterações dermatológicas (queda de pêlos, lesões ulcerativas, prurido intenso, pelame opaco e dermatite seborréica) (68%) hiporexia (58%) onicogrifose (51%) e emaciação (47%). A anemia foi um achado consistente em 30% dos animais com leishmaniose. De todos os cães estudados, 29% apresentavam sinais oculares, caracterizados principalmente por uveíte21% hipertermia 20% êmese 20% diarréia e 10% melena. Observaram-se quadros de pneumonia em 19%, e de epistaxe em 3% dos animais acompanhados. Outros achados clínicos importantes, foram o comprometimento do sistema urinário em 19%, e as alterações hepáticas em 17% dos animais. Alterações neurológicas foram menos freqüentemente observadas, perfazendo um total de 4% dos casos atendidos. Foi possível observar que a sintomatologia causada pela Leishmania (Leishmania) chagasi, apesar de bastante variada, parece ser semelhante à da Leishmania (L.) infantum, evidenciando-se divergências quanto à freqüência de aparecimento dos diversos sintomas."

Unitermos: Leishmaniose visceral, cães, aspectos clínicos


Oncologia

Autor(es): Márcia Marques Jericó ; Otávio Pedro Neto, Alexandre Rego, Rogério M. Soila, João Pedro de Andrade Neto


Tumor ovariano de células de Sertoli-Leydig: relato de caso em cadela poodle com hiperadrenocorticismo

"Relata-se o caso de um animal da espécie canina, raça poodle, fêmea, com 7 anos de idade, levado à consulta por apresentar alopecia progressiva, ciclos estrais irregulares e com intervalos curtos, além de polifagia eventual. Ao exame físico foram observadas discromia do pelame em região torácica dorsal alopecia bilateral simétrica em regiões de períneo, e caudal dos membros posteriores e flancos, acompanhada de adelgaçamento da pele, com visualização dos vasos subcutâneos abdominais. Paralelamente à realização do diagnóstico laboratorial de hiperadrenocorticismo, o nível sérico do 17-b-estradiol apresentou-se francamente elevado (30,65pg/ml), e as mensurações séricas dos andrógenos apresentaram-se discretamente elevadas, diagnosticando-se, também, hiperestrogenismo de provável origem ovariana. O exame histopatológico dos ovários após ovariosalpingohisterectomia revelou a presença de um tumor de células de Sertoli-Leydig, justificando os níveis elevados dos hormônios sexuais."

Unitermos: Tumor ovariano, hiperadrenocorticismo, cadela, poodle


Segurança no trabalho

Autor(es):


Faça fácil dardos e zarabatanas.

Unitermos: Guará


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