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Edição N. 29

novembro/dezembro - Ano V,2000

Zoonose

Autor(es): Tânia Maria Pacheco Schubach ; Armando de Oliveira Schubach


Esporotricose em gatos e cães - revisão

A esporotricose é uma micose subcutânea causada pelo fungo Sporothrix schenckii capaz de acometer diversas espécies animais, incluindo o homem. A transmissão costuma ocorrer através de inoculação traumática de solo, vegetais e matéria orgânica contaminados. A esporotricose felina é considerada rara, porém é transmissível por mordedura, arranhadura, ou pelo contato da pele ou mucosa com o exsudato de lesões. Desde 1998 o Centro de Pesquisa Hospital Evandro Chagas - Fiocruz vem recebendo um número crescente de casos humanos, felinos e caninos, sob a forma de surtos domiciliares localizados na cidade do Rio de Janeiro e arredores. Não foi encontrado, na literatura, outro relato de ocorrência da esporotricose sob a forma de zoonose em proporções semelhantes àquela que vem sendo observada na região mencionada.

Unitermos: Esporotricose, gato, cão


Cirurgia

Autor(es): Heloisa Justen Moreira de Souza ; Katia Barão Corgozinho, Juliene Marques Pires do Rosário, Andréa Gomes da Silva, Mônica Campello Daiha, Roberta de Menezes Leivas


Fístula retovaginal associada a atresia anal em gata - relato de caso

A fístula retovaginal é uma comunicação entre a porção ventral do reto terminal e a parede dorsal da vagina, e pode ter origem congênita ou adquirida. Um felino S.R.D., fêmea, com 75 dias de idade apresentava desconforto e distensão abdominais, inapetência, tenesmo, ausência de abertura anal, presença de uma protuberância na região do períneo e irritação na pele ao redor da vulva, com presença de fezes. A vaginofistulorretografia demonstrou a presença de um pequeno trato fistuloso entre a vagina e o reto. O tratamento cirúrgico consistiu de dois procedimentos: a localização e a extirpação da fístula retovaginal e a criação de uma nova abertura terminal para o trato intestinal. O caso traz como característica o prognóstico favorável.

Unitermos: Fístula retovaginal, gata, atresia anal


Cirurgia

Autor(es): Paulo Renato dos Santos Costa ; Raimundo Tostes, Julio Sequeira, Sônia Regina V. S. Franco


Torção mesentérica e insuficiência pancreática exócrina em cão pastor alemão - relato de caso

A torção mesentérica é uma condição rara em cães, geralmente fatal, que, em animais da raça pastor alemão, comumente está associada à insuficiência pancreática exócrina. Os autores relatam o caso de um cão pastor alemão, fêmea, de 3 anos de idade, que foi atendido pelo Serviço de Clínica Médica de Pequenos Animais da FMVZ/UNESP-Botucatu. O animal apresentou emagrecimento progressivo, polifagia e fezes pastosas e volumosas, com alimento não digerido. A atividade proteolítica fecal demonstrou resultados compatíveis com insuficiência pancreática exócrina. O animal foi tratado com suplementação exógena de enzimas pancreáticas, e houve regressão do quadro. Cinco meses depois o animal retornou, apresentando quadro agudo de prostração e distensão abdominal, que evoluiu para estado de choque e óbito. A necropsia caracterizou torção mesentérica, com rotação do intestino em sentido horário ao longo do eixo longitudinal do pedículo mesentérico. O pâncreas mostrava-se reduzido, nodular e firme, e a observação histológica revelou ácinos atróficos com fibrose e infiltrado inflamatório linfoplasmocitário difuso.

Unitermos: "Torção mesentérica insuficiência pancreática exócrina cão"


Homeopatia

Autor(es): Nilson R. Benites


Estudo da Força Vital estimulada por medicação homeopática através do emprego da matéria médica.

"A Homeopatia baseia-se na estimulação da força vital bem como na reação curativa vital. Foi objetivo deste estudo analisar dois casos clínicos que ilustram a presença e o estímulo da energia vital pela utilização de medicação homeopática. No primeiro caso, um cão foi sedado com xilazina tendo apresentado delírio quando do retorno da consciência utilizou-se uma dose de Opium 30 CH e esta sintomatologia desapareceu imediatamente após a medicação. No segundo caso, outro cão apresentava hérnia umbilical em processo de estrangulamento foi tratado com Nux vomica 6CH plus tendo apresentado regressão do quadro em três dias. Considerando-se a ação química característica de cada um dos medicamentos utilizados, não seria possível a ocorrência de melhora dos casos clínicos, a qual poderia ser compreendida pelo estímulo do medicamento sobre a força vital."

Unitermos:


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