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Edição N. 24

janeiro/fevereiro - Ano V,2000

Cirurgia

Autor(es): Alexandre Mazzanti ; Alceu Gaspar Raiser, Ney Luis Pippi, Liege Giorgia Andrioli, Christian Wilke Hintz


Intussuscepção do jejuno em cão

Os autores relatam a ocorrência de intussuscepção em um cão de quatro meses de idade, sem raça definida, apresentando anorexia, hipertermia, vômito e diarréia sanguinolenta há aproximadamente dois meses. O animal apresentava estado nutricional ruim, temperatura de 40,5oC, desidratação moderada em torno de 7%, mucosas visíveis pálidas e tempo de reperfusão capilar em torno de quatro segundos. Pela palpação, notou-se um aumento de volume longitudinal de consistência endurecida, arredondado e flutuante na cavidade abdominal, com formato semelhante a salsicha. O hemograma revelou leucocitose com neutrofilia, com desvio para a esquerda regenerativa, presença de neutrófilos tóxicos e anemia regenerativa normocítica normocrômica. O animal foi submetido a laparotomia exploratória, sendo observada grande quantidade de líquido peritoneal de odor fétido e deslocamento de 70,0cm de jejuno para o interior do segmento intestinal distal. O segmento intussuscepto encontrava-se totalmente desvitalizado, com alteração da irrigação, odor fétido e fortemente aderido à alça intussuscipiente. Realizou-se enterectomia para remoção das alças intestinais alteradas, seguida de anastomose término-terminal com fio poliglactina 910 3-0. Decorridas 24 horas de pós-operatório, o animal apresentou evolução clínica favorável, com restabelecimento do equilíbrio hídrico e hemodinâmico. O caso traz como característica a resposta à fluidoterapia agressiva no pré e trans-operatórios e o longo segmento de jejuno intussuscepto.

Unitermos: Intussuscepção, jejuno, cão


Cirurgia

Autor(es): Aline Magalhães Ambrósio ; Denise Tabacchi Fantoni, Elton Rodrigues Migliat


Síndrome de isquemia e reperfusão em cães

A isquemia ocasionada por escassez de oxigênio desempenha papel muito importante na fisiopatologia de várias condições clínico-cirúrgicas, como por exemplo os estados de choque, hernia diafragmática, torção gástrica, intussuscepção e obstruções intestinais. Entretanto, a reperfusão com sangue rico em oxigênio resulta em uma cascata de eventos paradoxos e multifatoriais, ocasionando síndrome de reperfusão, a qual exacerba o dano nos tecidos previamente comprometidos por isquemia, resultando em perda progressiva da viabilidade celular. A susceptibilidade tecidual à síndrome induzida pela isquemia e reperfusão não é uniforme no organismo. O cérebro e intestinos são os mais sensíveis, apresentando alterações significantes na função celular normal após sofrerem apenas 5 a 15 minutos de isquemia, diferentemente da musculatura esquelética, que se mostra bastante resistente à injúria isquêmica, não apresentando sinais de comprometimento mesmo após várias horas de insulto, com mínimo dano celular. A mucosa intestinal é especialmente susceptível a esta injúria devido a anatomia microvascular específica, levando à translocação bacteriana e possivelmente a sepsia. A isquemia e reperfusão de órgãos, leva à liberação de mediadores químicos responsáveis por provocar alterações tanto no local diretamente afetado como em orgãos distantes como pulmões, rins, coluna espinhal e vísceras abdominais, ocasionando a chamada falência de múltiplos orgãos. O conhecimento prévio da fisiopatologia desta complexa síndrome e de suas possíveis repercussões clínicas, permitirá que atuemos a tempo para prevenir ou atenuar, impedindo tais repercussões e proporcionando uma maior taxa de sobrevida aos nossos pacientes.

Unitermos: Isquemia, reperfusão, cães.


Dermatologia

Autor(es): Carlos Eduardo Larsson ; Mary Otsuka, Ricardo Coutinho Amaral, Nilceo S. Michalany, Maria Luisa Franchini


Pênfigo foliáceo

Descreve-se, pela primeira vez no Brasil e na América do Sul, caso de pênfigo foliáceo em gato, da raça siamês, fêmea, com 2.500 gramas, sem antecedentes mórbidos, soronegativo à FIV e FeLV encaminhado, como caso referido, ao Serviço de Dermatologia do Hospital Veterinário da FMVZ/USP, apresentando, há cerca de três semanas, apenas lesões dermatológicas cefálicas, perianal, podal e ungueal. Manifestava-se hiporética, claudicando com o membro torácico direito e com discreta secreção serosa nasal bilateral. Inexistiam lesões ou sintomas similares em gato contactante mantido na propriedade. Os proprietários não apresentavam quaisquer sintomas ou lesões tegumentares. A gata penfigosa não apresentava quaisquer outros sintomas sistêmicos. Havia sido, tentativa e infrutiferamente, medicada per os e por via tópica, respectivamente, com cefalexina, dexametasona e com solução de Burrow. Estabeleceu-se o diagnóstico por exame citológico e por histopatologia de pele biopsiada. Obteve-se plena involução lesional com a terapia ortodoxa, à base de prednisolona per os e com o emprego daquela adjuvante tópica.

Unitermos: Pênfigo foliáceo, felinos.


Cirurgia

Autor(es): Alexandre Mazzanti ; Alceu Gaspar Raiser, Ney Luis Pippi, Liege Giorgia Andrioli, Christian Wilke Hintz


Intussuscepção do jejuno em cão

Os autores relatam a ocorrência de intussuscepção em um cão de quatro meses de idade, sem raça definida, apresentando anorexia, hipertermia, vômito e diarréia sanguinolenta há aproximadamente dois meses. O animal apresentava estado nutricional ruim, temperatura de 40,5oC, desidratação moderada em torno de 7%, mucosas visíveis pálidas e tempo de reperfusão capilar em torno de quatro segundos. Pela palpação, notou-se um aumento de volume longitudinal de consistência endurecida, arredondado e flutuante na cavidade abdominal, com formato semelhante a salsicha. O hemograma revelou leucocitose com neutrofilia, com desvio para a esquerda regenerativa, presença de neutrófilos tóxicos e anemia regenerativa normocítica normocrômica. O animal foi submetido a laparotomia exploratória, sendo observada grande quantidade de líquido peritoneal de odor fétido e deslocamento de 70,0cm de jejuno para o interior do segmento intestinal distal. O segmento intussuscepto encontrava-se totalmente desvitalizado, com alteração da irrigação, odor fétido e fortemente aderido à alça intussuscipiente. Realizou-se enterectomia para remoção das alças intestinais alteradas, seguida de anastomose término-terminal com fio poliglactina 910 3-0. Decorridas 24 horas de pós-operatório, o animal apresentou evolução clínica favorável, com restabelecimento do equilíbrio hídrico e hemodinâmico. O caso traz como característica a resposta à fluidoterapia agressiva no pré e trans-operatórios e o longo segmento de jejuno intussuscepto.

Unitermos: Intussuscepção, jejuno, cão


Cirurgia

Autor(es): Aline Magalhães Ambrósio ; Denise Tabacchi Fantoni, Elton Rodrigues Migliat


Síndrome de isquemia e reperfusão em cães

A isquemia ocasionada por escassez de oxigênio desempenha papel muito importante na fisiopatologia de várias condições clínico-cirúrgicas, como por exemplo os estados de choque, hernia diafragmática, torção gástrica, intussuscepção e obstruções intestinais. Entretanto, a reperfusão com sangue rico em oxigênio resulta em uma cascata de eventos paradoxos e multifatoriais, ocasionando síndrome de reperfusão, a qual exacerba o dano nos tecidos previamente comprometidos por isquemia, resultando em perda progressiva da viabilidade celular. A susceptibilidade tecidual à síndrome induzida pela isquemia e reperfusão não é uniforme no organismo. O cérebro e intestinos são os mais sensíveis, apresentando alterações significantes na função celular normal após sofrerem apenas 5 a 15 minutos de isquemia, diferentemente da musculatura esquelética, que se mostra bastante resistente à injúria isquêmica, não apresentando sinais de comprometimento mesmo após várias horas de insulto, com mínimo dano celular. A mucosa intestinal é especialmente susceptível a esta injúria devido a anatomia microvascular específica, levando à translocação bacteriana e possivelmente a sepsia. A isquemia e reperfusão de órgãos, leva à liberação de mediadores químicos responsáveis por provocar alterações tanto no local diretamente afetado como em orgãos distantes como pulmões, rins, coluna espinhal e vísceras abdominais, ocasionando a chamada falência de múltiplos orgãos. O conhecimento prévio da fisiopatologia desta complexa síndrome e de suas possíveis repercussões clínicas, permitirá que atuemos a tempo para prevenir ou atenuar, impedindo tais repercussões e proporcionando uma maior taxa de sobrevida aos nossos pacientes.

Unitermos: Isquemia, reperfusão, cães.


Dermatologia

Autor(es): Carlos Eduardo Larsson ; Mary Otsuka, Ricardo Coutinho Amaral, Nilceo S. Michalany, Maria Luisa Franchini


Pênfigo foliáceo

Descreve-se, pela primeira vez no Brasil e na América do Sul, caso de pênfigo foliáceo em gato, da raça siamês, fêmea, com 2.500 gramas, sem antecedentes mórbidos, soronegativo à FIV e FeLV encaminhado, como caso referido, ao Serviço de Dermatologia do Hospital Veterinário da FMVZ/USP, apresentando, há cerca de três semanas, apenas lesões dermatológicas cefálicas, perianal, podal e ungueal. Manifestava-se hiporética, claudicando com o membro torácico direito e com discreta secreção serosa nasal bilateral. Inexistiam lesões ou sintomas similares em gato contactante mantido na propriedade. Os proprietários não apresentavam quaisquer sintomas ou lesões tegumentares. A gata penfigosa não apresentava quaisquer outros sintomas sistêmicos. Havia sido, tentativa e infrutiferamente, medicada per os e por via tópica, respectivamente, com cefalexina, dexametasona e com solução de Burrow. Estabeleceu-se o diagnóstico por exame citológico e por histopatologia de pele biopsiada. Obteve-se plena involução lesional com a terapia ortodoxa, à base de prednisolona per os e com o emprego daquela adjuvante tópica.

Unitermos: Pênfigo foliáceo, felinos.


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