Edições Anteriores

Edição N. 19

março/abril - Ano IV,1999

Anestesiologia

Autor(es): Érica Iucari Matsuda ; Denise Tabacchi Fantoni, Fábio Futema, Elton Rodrigues Migliati, Aline Ambrósio, Thaís Inglez de Almeida


Estudo comparativo entre o ketoprofeno e o flunixin meglumine no tratamento da dor pós-operatória de cães submetidos a cirurgia ortopédica.

Ketoprofeno é um antiinflamatório não esteroidal de alto poder analgésico. Avaliou-se neste estudo a qualidade da recuperação pós-operatória após o emprego deste fármaco associado a medicação pré-anestésica. Para tanto foram utilizados 20 cães submetidos a cirurgia ortopédica, distribuídos em dois grupos. O grupo I foi tratado com acepromazina associada ao flunixin meglumine e o grupo II com acepromazina e ketoprofeno. Realizou-se indução com tiopental e manutenção anestésica com halotano. O grupo tratado com ketoprofeno apresentou maior analgesia no pós-operatório imediato, sendo a recuperação anestésica isenta de fenômenos excitatórios e provida de adequada sedação e analgesia

Unitermos: analgesia, cães, dor, flunixin meglumine, ketoprofeno, pós-operatório


Doenças infecciosas

Autor(es): Maria Anete Lallo ; Eduardo Fernandes Bondan


Encefalitozoonose canina - revisão

"Microsporídios são protozoários oportunistas que acometem uma ampla variedade de animais. A encefalitozoonose é a microsporidiose mais comum em animais domésticos e deve-se considerar o E. cuniculi como um possível agente causal de encefalite e nefrite em cães. Poucos casos de microsporidiose humana tinham sido relatados até o advento da AIDS. Todavia, tal parasitose é hoje considerada cosmopolita e emergente. Como muitos destes casos humanos têm sido associados ao contato com animais, a hipótese de que se trate de uma zoonose vem sendo cada vez mais fortalecida, o que justifica uma investigação mais criteriosa desta doença nas diferentes espécies de animais domésticos. O presente artigo descreve sucintamente as principais características da encefalitozoonose em cães &endash etiologia, ciclo de vida do agente, sinais clínicos, achados patológicos, diagnóstico e tratamento."

Unitermos: Microsporídios, Encephalitozoon cuniculi, encefalitozoonose, cães


Clínica médica

Autor(es): Patrícia Iria Andereg ; Lygia Maria Friche Passos


Erliquiose canina - revisão

Os agentes etiológicos da erliquiose canina são rickettsias transmitidas por carrapatos. O cão geralmente é acometido pela Ehrlichia canis, mas infecções por outras espécies não são raras. Com base nos sinais clínicos e patológicos notam-se três fases da doença. Na fase aguda observam-se febre, apatia, anorexia, emagrecimento e trombocitopenia. Na fase subclínica os sintomas geralmente são inaparentes e o cão tem aparência saudável. Se a infecção persiste a fase crônica instala-se, com sintomas severos: pancitopenia, glomerulonefrite, hemorragias e hipoplasia da medula óssea. O sucesso do tratamento depende da precocidade do diagnóstico, realizado através de esfregaços sanguíneos, métodos sorológicos ou PCR. A tetraciclina e seus derivados são as drogas de escolha, além da uma terapia de suporte. Devido à inexistência de vacinas protetoras, é fundamental a prevenção da doença através do controle do vetor.

Unitermos: Ehrlichia canis, rickettsia-cães, diagnóstico, patogênese, epidemiologia, imunologia


Botão Edições anteriores