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Edição N. 18

janeiro/fevereiro - Ano IV,1999

Nutrição

Autor(es): Sílvia Manduca Trapp


Uso dos ácidos graxos insaturados em dermatopatias

O trabalho revisa a literatura sobre o papel dos ácidos graxos no organismo, com ênfase em sua ação sobre a pele. Os ácidos graxos insaturados linoléico (ômega-6) e linolênico (ômega-3) são utilizados na manutenção da estrutura e função normal da epiderme e pêlos e no tratamento de dermatopatias como atopia e seborréia. A suplementação com ácidos graxos insaturados controla a perda de água transepidermal e a proliferação epidermal, retém a umidade proporcionando a hidratação da epiderme e, em cães atópicos, controla o prurido através da redução da resposta inflamatória. Esses efeitos são atingidos com a associação de ácidos graxos ômega-6 e ômega-3, na proporção de 5-10:1.

Unitermos: ácidos graxos, ácido linoléico, ácido linolênico, ômega-3, ômega-6, atopia, seborréia.


Patologia clínica

Autor(es): Marcos J.P. Gomes ; David Driemeier, Hélio Corrêa Soares, Cristine Dossin Bastos, Silvia P. do Canto, Marcelo Brum, Ana Caroline Rossi, Luis Gustavo Corbellini


Brucella canis: isolamento de um cão com epididimite e orquite

Isolou-se Brucella canis de um cão, que apresentava epididimite, orquite e atrofia testicular. A identificação da B. canis foi baseada nas características morfológicas, tintoriais, sorológicas e bioquímicas. O animal foi castrado cirurgicamente, visando interromper a transmissão venérea, principal forma de transmissão da brucelose canina por B. canis e, além disso, permitir a colheita de amostras para estudos histopatológicos. As lesões degenerativas detectadas no aparelho genital do macho foram evidenciadas através da histopatologia dos testículos e epidídimos. A detecção de anticorpos contra a B. canis foi constatada pela prova de imunodifusão em gelose de ágar (IDGA), utilizando o antígeno superficial rugoso presente na B. canis ou B. ovis. Esse mesmo teste detectou três (60%) reagentes entre os cinco animais do mesmo domicílio.

Unitermos: Brucella canis, cães, orquite, epididimite, isolamento, imunodifusão.


Clínica médica

Autor(es): Paulo Renato dos Santos Costa ; José Antônio Viana, Ricardo Junqueira Del Carlo, Alfredo Maia Filho


Radicais livres no complexo dilatação/vólvulo gástrico canino

Os radicais livres, derivados do oxigênio no momento de reperfusão dos tecidos isquêmicos, causam lesões celulares irreversíveis e podem colaborar para um aumento da taxa de mortalidade em cães com o complexo dilatação-vólvulo gástrico. O presente trabalho tem por objetivo apresentar uma revisão sobre radicais livres e a sua relação com a fisiopatologia do complexo dilatação/vólvulo gástrico em cães. Estudos experimentais sugerem que a intervenção farmacológica com inibidores de radicais livres imediatamente antes da correção do vólvulo gástrico canino diminui significativamente a taxa de mortalidade e as lesões de reperfusão no fígado, pâncreas e intestino. O mesilato de deferoxamina é a droga mais indicada para prevenir as lesões de reperfusão no vólvulo gástrico canino.

Unitermos: Radicais livres, complexo dilatação/vólvulo gástrico, cães.


Segurança no trabalho

Autor(es): Silvia Franco Andrade ; Célia M. Navarro L. de Oliveira, Flávia Cotta-Luizari, Rosemeire Ramos Haddad, Leticia Ferreira Barbour, Joyce Cristina Sanches, Maria Fernanda Mendonça


Normas de segurança para o uso de vincristina

A vincristina (Oncovin®) é a quimioterapia de eleição para o tratamento de tumor venéreo transmissível (TVT) em cães. Entretanto, apesar de seu uso consagrado, poucos veterinários, clínicas veterinárias ou hospitais veterinários adotam normas de segurança para a sua utilização, sendo que é uma droga que causa mielossupressão e, quando em contato com a pele e mucosas, provoca irritação dolorosa e ulceração epitelial. O objetivo deste artigo é relatar as medidas de seguranças estabelecidas e padronizadas como rotina pelo serviço de farmácia e clínica médica de pequenos animais do Hospital Veterinário da Universidade do Oeste Paulista, Presidente Prudente, SP, Brasil, desde 1995, para o uso do antineoplásico vincristina, em cães diagnosticados com TVT. Tais medidas objetivaram uma maior segurança na manipulação e administração desta droga, com procedimentos simples de rotina, e podem servir de modelo para outras clínicas e hospitais veterinários.

Unitermos:


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