Clínica Veterinária n. 99

R$ 30,00

ANIMAIS SELVAGENS: Criação artificial de filhote de lontra neotropical (Lontra longicaudis) em cativeiro – relato de dois casos
ANIMAIS SELVAGENS: Enfermidade e impactos antrópicos em cetáceos no Brasil
CARDIOLOGIA: Valvoplastia percutânea por balão em cão com estenose valvar pulmonar – relato de caso
DIAGNÓSTICO POR IMAGEM: Ultrassonografia de pescoço – estudo retrospectivo em cães
OFTALMOLOGIA: Achados histopatológicos do glaucoma em cães e gatos
ONCOLOGIA: Inibidores de tirosina-quinase no tratamento de mastocitomas cutâneos em cães – revisão
REPRODUÇÃO: Falhas reprodutivas e se tratamento em cães – relato de casos

Descrição


Artigos científicos presentes na Clínica Veterinária n. 99, julho/agosto/2012, ano XVII:

ANIMAIS SELVAGENS: Criação artificial de filhote de lontra neotropical (Lontra longicaudis) em cativeiro – relato de dois casos

Autores: Laura Reisfeld ; Fabiana Lúcia André, Thaís Susana de Macedo Pereira, Rafael Caprioli Gutierrez, Laura I. T. G. Machado de Moura, Bruna Silvatti Freitas Silva, Claudia Carvalho do Nascimento

Resumo: A lontra neotropical é um mamífero pertencente à Ordem Carnivora e à família Mustelidae. Entre as principais ameaças a essa espécie estão às ações antrópicas, como desmatamento, contaminação de habitat, caça e atropelamentos. Consequentemente, o aparecimento de filhotes em centros de triagem e zoológicos é cada vez mais frequente. Em muitos desses casos, a criação artificial é a única alternativa para a sua sobrevivência. Os filhotes de lontras podem desenvolver problemas de saúde subitamente, portanto, qualquer alteração comportamental deve ser notada. Frequentemente se observam distúrbios digestivos em filhotes criados artificialmente, que podem estar associados a fatores como fórmulas lácteas inapropriadas, frequência das refeições, excesso de alimento e mudanças bruscas na dieta. O objetivo deste trabalho é relatar o protocolo de criação artificial de dois filhotes de lontra.
Unitermos: mustelídeos, manejo, nutrição


ANIMAIS SELVAGENS: Enfermidade e impactos antrópicos em cetáceos no Brasil

Autores: Isabela Guarnier Domiciano ; Ana Paula F. R. L. Bracarense, Camila Domit, Milton Cesar C. Marcondes

Resumo: Pouco se conhece sobre as enfermidades e a influência dos impactos antrópicos na saúde dos cetáceos que habitam a costa brasileira. Com o objetivo de avaliar o conhecimento atual sobre as enfermidades em cetáceos no Brasil, esta revisão reúne e acrescenta informações sobre doenças infecciosas e parasitárias, entre outras. Há registro de lesões semelhantes às causadas por poxvírus e papilomavírus, e foram detectados anticorpos para Morbillivirus sp. Bactérias como Aeromonas sobria, Pseudomonas aeruginosa e Pasteurella pneumotropica, o fungo Lacazia loboi, os protozoários Giardia sp e Toxoplasma gondii e diversos metazoários foram associados a lesões. Impactos antrópicos também influenciam nas taxas de mortalidade desses animais. O estado de conservação das carcaças e a ausência de patologistas capacitados nas equipes de pesquisa dificultam a avaliação do estado de saúde dos cetáceos.
Unitermos: mamíferos aquáticos, agentes patológicos, atividades humanas


CARDIOLOGIA: Valvoplastia percutânea por balão em cão com estenose valvar pulmonar – relato de caso

Autores: Paulo Sérgio Juliani ; Rodrigo Nieckel da Costa, Alessandro R. de Carvalho Martins, Maria Cristina Donadio Abduch, Renato Samy Assad

Resumo: A estenose pulmonar valvar encontra-se entre as três primeiras cardiopatias congênitas mais comuns em cães. A valvoplastia percutânea por cateter-balão é uma alternativa terapêutica interessante, podendo apresentar menor taxa de morbimortalidade do que outras técnicas. Este artigo relata o caso de um cão da raça american pit bull terrier, com sinais de insuficiência cardíaca direita desde jovem e recentes episódios de síncope. O ecocardiograma revelou estenose pulmonar valvar de grau importante (gradiente: 90mmHg), com fusão das válvulas e anel pulmonar de bom tamanho (19,1mm). O tratamento clínico foi iniciado com AAS, carvedilol, digoxina e pentoxifilina. Apesar da aparente melhora clínica, houve agravamento da arritmia, com fibrilação atrial. Foi então considerada a valvoplastia pulmonar por cateter-balão, realizada pioneiramente com sucesso no meio latino-americano e descrita em detalhes neste relato.
Unitermos: defeitos cardiovasculares congênitos, valvoplastia por balão


DIAGNÓSTICO POR IMAGEM: Ultrassonografia de pescoço – estudo retrospectivo em cães

Autores: Camila Novelli Ruivo ; Carolina Marinho Simão, Cibele Figueira Carvalho, Daniela Aparecida Ayres Garcia , Tilde Rodrigues Froes

Resumo: Foi realizado um estudo retrospectivo dos resultados de exames ultrassonográficos realizados em cães com sinais clínicos de alterações na região do pescoço, com a finalidade de descrever a distribuição de ocorrência dos principais achados. Os dados foram comparados com o diagnóstico definitivo, obtidos por meio de exames laboratoriais, biópsias e/ou intervenção cirúrgica, em um total de 59 pacientes. Em doze cães não foram observadas alterações na região todavia a exclusão de doenças também é importante para o clínico. Na presente pesquisa, confirmando o descrito na literatura, o exame ultrassonográfico auxiliou na caracterização e determinação da origem de massas, assim como na localização e extensão da lesão. As principais indicações clínicas da ultrassonografia do pescoço foram: diagnóstico diferencial dos aumentos de volumes na região, diferenciação de afecções em tireoide e auxílio nas punções ecodirigidas.
Unitermos: ultrassom diagnóstico, cabeça, glândulas salivares, tireoide


OFTALMOLOGIA: Achados histopatológicos do glaucoma em cães e gatos

Autores: Letícia Olbertz ; Eduardo Perlmann, Fabiano Montiani-Ferreira

Resumo: O glaucoma é a maior causa de remoção cirúrgica dos olhos dos cães. Histopatologicamente o glaucoma é definido como a perda das células ganglionares da retina ou a perda de seus axônios no nervo óptico, sendo diagnosticado por lesões histopatológicas específicas. Embora o diagnóstico clínico do glaucoma seja facilmente evidenciado pela mensuração da pressão intraocular (PIO), a sua causa-base muitas vezes não é clinicamente elucidada. O diagnóstico histopatológico do glaucoma pode definir a origem da doença e, por conseguinte, informar sobre o prognóstico do olho contralateral ou, em alguns casos, sobre a presença de doenças sistêmicas que não haviam sido diagnosticadas até então. Este trabalho objetiva familiarizar os médicos veterinários com as principais lesões histopatológicas decorrentes de olhos glaucomatosos.
Unitermos: histopatologia ocular, pressão intraocular, olho


ONCOLOGIA: Inibidores de tirosina-quinase no tratamento de mastocitomas cutâneos em cães – revisão

Autores: Paulo César Jark ; Luiz Henrique de Araujo Machado, Michiko Sakate, Sabryna Gouveia Calazans, Maria Luisa Buffo de Cápua, Mirela Tinucci Costa, Andrigo Barboza de Nardi

Resumo: O mastocitoma é o segundo tumor mais comum no cão, sendo caracterizado pela proliferação desordenada de mastócitos na pele. O tratamento envolve a ressecção cirúrgica, quimioterapia e radioterapia. Recentemente, novos protocolos de tratamento têm sido desenvolvidos, como a utilização de inibidores de receptores de tirosina-quinase. Com o conhecimento do genoma e a evolução de metodologias em genética molecular, os fármacos com alvo molecular específico constituem uma modalidade terapêutica promissora contra o câncer, no futuro. Além de estarem envolvidos no ciclo celular normal, alguns estudos sugerem que os receptores de tirosina-quinase têm participação fundamental nos processos neoplásicos. Dessa forma, algumas estratégias, como o desenvolvimento de anticorpos antirreceptores de tirosina-quinase e as pequenas moléculas inibidoras de receptor de tirosina-quinase, têm sido desenvolvidas na tentativa de inibir o desenvolvimento tumoral. O objetivo da presente revisão é descrever o uso dos inibidores de tirosina-quinase no tratamento de mastocitoma em cães.
Unitermos: oncologia, neoplasias cutâneas, terapia alvo molecular


REPRODUÇÃO: Falhas reprodutivas e se tratamento em cães – relato de casos

Autores: Guilherme Ribeiro Valle ; Cid Bastos Fóscolo

Resumo: A busca de assistência veterinária para solucionar casos clínicos de falhas reprodutivas caninas é cada dia mais frequente. São apresentados cinco casos clínicos com desfecho bem sucedido. Relatam-se três casos de cadelas com alterações cíclicas que impediam o estabelecimento da gestação: uma pug com cio silencioso, uma buldogue inglesa com anestro persistente e uma poodle com anestro curto. Elas se tornaram gestantes após tratamentos específicos. Relata-se também o caso de um pastor alemão macho com hipotireoidismo, apresentando baixa qualidade seminal e infertilidade, que obteve melhora após tratamento com l-tiroxina. O quinto caso é de um casal de cocker americanos cujo acasalamento não era bem sucedido devido à baixa qualidade seminal do cão senil, sendo obtida a gestação após a utilização de manejo reprodutivo adequado.
Unitermos: fertilidade, hipotireoidismo, ciclo estral, manejo reprodutivo




Informação adicional

Peso 400 g
Dimensões 28 x 21 x 0.5 cm

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