Clínica Veterinária n. 98

R$ 40,00

ANIMAIS SILVESTRES: Mycoplasma gallisepticum M. synoviae em papagaio verdadeiro (Amazona aestiva) (Psittaciformes) com doença respiratória – relato de caso
CIRURGIA: Colostomia no tratamento de fistula retocutânea em cão e gato – relato de dois casos
ONCOLOGIA: Avaliação dos protocolos quimioterápicos COP, L-VCM e Short-Madison no tratamento do linfoma multicêntrico em cães
ONCOLOGIA: Diagnóstico diferencial entre sarcoma histiocítico e tumor venéreo transmissível com disseminação extragenital – relato de caso
ONCOLOGIA: Mastocitoma em cães – estudo retrospectivo de aspectos epidemiológicos e de sobrevida
ONCOLOGIA: Quimioterapia intralesional com carboplatina no tratamento do carcinoma espinocelular em uma gata – relato de caso
ORTOPEDIA: Estenose de pelve em felino tratado com anel de matriz óssea desmineralizada (MOD) – relato de caso
ORTOPEDIA: Estudo clínico e radiográfico das fraturas distais de rádio e ulna em cães

Descrição


Artigos científicos presentes na Clínica Veterinária n. 98, maio/julho/2012, ano XVII:

ANIMAIS SILVESTRES: Mycoplasma gallisepticum M. synoviae em papagaio verdadeiro (Amazona aestiva) (Psittaciformes) com doença respiratória – relato de caso

Autores: Alexis de Matos Gomes ; Marcela Carvalho Ortiz, Anamaria Gomes Carvalhaes, Nelson Rodrigo da Silva Martins

Resumo: As infecções por Mycoplasma gallisepticum (Mg) e Mycoplasma synoviae (Ms) estão erradicadas da avicultura industrial brasileira em conformidade às recomendações da Organização Mundial de Saúde Animal. Para outras aves, Mg e Ms podem causar impacto negativo à saúde. Há escassez de estudos no Brasil e no mundo sobre micoplasmoses em papagaios. Relata-se a detecção de ambos, Mg e Ms, em um papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva) criado próximo a galinhas de avicultura familiar, com afonia, rouquidão, estertor respiratório, dispneia e inapetência. As lesões pulmonares e de sacos aéreos foram sugeridas por radiografia celomática. No hemograma foram encontradas monocitose, eosinofilia, microcitose e normocromia eritrocitárias. As reações positivas em PCR para Mg e Ms e negativas para Chlamydophila psittaci sugerem coinfecção respiratória não descrita previamente em A. aestiva. A medicação com oxitetraciclina e a terapia de suporte resultou em cura clínica e alta do paciente. Destaca-se o risco sanitário da proximidade física entre aves.
Unitermos: micoplasmose, opacidade pulmonar, dispneia, estertor respiratório


CIRURGIA: Colostomia no tratamento de fistula retocutânea em cão e gato – relato de dois casos

Autores: Samantha Cristina Bego ; Daniella Beatriz Souza Moreira, Mônica Vicky Bahr Arias

Resumo: A técnica cirúrgica de colostomia é frequentemente realizada em seres humanos com fístulas retocutâneas, com o objetivo de desviar o material fecal e reduzir a contaminação da lesão, permitindo o processo de tratamento da fístula e a cura do paciente. Essa técnica é pouco descrita na medicina veterinária e existem poucos relatos sobre o uso desse procedimento em animais. Este trabalho tem como objetivo relatar a realização da técnica cirúrgica de colostomia em um canino shitzu fêmea de 45 dias de idade, apresentando fístula anal provavelmente congênita ou traumática, e em um felino macho sem raça definida de quinze anos, com ferida infectada e fístula retocutânea em região perianal. A colostomia foi um tratamento efetivo para a cicatrização das fístulas retocutâneas contaminadas e pode ser considerada uma técnica eficiente para casos que requeiram o desvio da matéria fecal da região perineal.
Unitermos: cirurgia, estomas cirúrgicos, contaminação


ONCOLOGIA: Avaliação dos protocolos quimioterápicos COP, L-VCM e Short-Madison no tratamento do linfoma multicêntrico em cães

Autores: Lucas Campos de Sá Rodrigues ; Sílvia Regina Ricci Lucas

Resumo: O tratamento antineoplásico empregado no linfoma multicêntrico tem como objetivo o controle da doença e o aumento do tempo de vida dos animais. Neste estudo, a eficácia e toxicidade de três protocolos foram comparadas com relação ao tipo e duração da remissão, tempo de sobrevida e efeitos colaterais. A taxa de remissão completa para animais tratados com COP (n = 13) foi de 61,5%, L-VCM (n = 12) 66,7% e Short-Madison (n = 13) 76,9%. A duração da remissão foi maior para pacientes tratados com Short-Madison (204,1 dias), seguido pelo L-VCM (123 dias) e COP (90,7 dias), com diferença significante (p = 0,0038). A sobrevida foi maior naqueles tratados com Short-Madison (326,8 dias), seguida pelo L-VCM (243,6 dias) e COP (206,3 dias), sem diferença estatística (p = 0,1205). O protocolo Short-Madison apresentou melhor resultado em relação aos outros protocolos quanto à remissão e sobrevida dos pacientes, além de baixa toxicidade.
Unitermos: neoplasia, quimioterapia, remissão, sobrevida


ONCOLOGIA: Mastocitoma em cães – estudo retrospectivo de aspectos epidemiológicos e de sobrevida

Autores: Ana Paula F.R. L. Bracarense ; Edilaine Preus, Rogério Anderson Marcasso, Antônio Carlos Faria dos Reis

Resumo: O objetivo deste estudo foi avaliar retrospectivamente em 250 prontuários de cães os aspectos epidemiológicos de mastocitomas cutâneos. Cães sem raça definida, boxers e filas brasileiros foram os mais acometidos, dos quais 51,2% eram fêmeas e 48,8% machos, de idade média em torno de nove anos. O estadiamento clínico I e o grau histológico I foram os mais frequentes. Posteriormente, foram selecionados 40 dos 250 prontuários para análise do tempo de evolução da neoplasia, tempo de sobrevida e tratamento. Nesse grupo, o tempo de evolução foi de até noventa dias em 50% dos casos. Dois animais foram submetidos a quimioterapia, 17 a cirurgia e 21 a cirurgia e quimioterapia, sendo a sobrevida de 77,8, 57,7 e 54,6 semanas, respectivamente. A sobrevida dos quarenta animais também foi influenciada pela graduação histológica; os animais tratados com cirurgia e com tumores de grau I apresentaram maior sobrevida (84,9 semanas) do que os que apresentavam grau II (51,5 semanas).
Unitermos: câncer, pele, mastócitos, cirurgia, quimioterapia


ONCOLOGIA: Quimioterapia intralesional com carboplatina no tratamento do carcinoma espinocelular em uma gata – relato de caso

Autores: Rubens Antônio Carneiro ; Carolina Nunes Pimenta, Rodrigo dos Santos Horta, Gleidice Eunice Lavalle, Paulo Ricardo de Oliveira Paes

Resumo: O carcinoma de células escamosas (CCE) é uma neoplasia maligna oriunda dos queratinócitos do estrato germinativo/espinhoso da epiderme cuja patogenia encontra-se intimamente relacionada à exposição solar. Este trabalho tem como objetivo relatar a utilização da quimioterapia intralesional com carboplatina em uma gata siamesa, de dez anos de idade, que apresentava lesão ulcerada na face com exposição das fossas nasais e diagnóstico histológico de CCE. A paciente apresentava dificuldade respiratória pelo comprometimento das estruturas intranasais, sendo observada redução significativa da lesão no plano nasal e melhora da dificuldade respiratória após o término das quatro sessões. Ocorreram efeitos colaterais associados ao tratamento, como apatia e perda de apetite, o que impediu a realização da quimioterapia semanalmente. O intervalo entre as aplicações foi, portanto, de catorze dias.
Unitermos: doenças do gato, neoplasias cutâneas, protocolos antineoplásicos


ONCOLOGIA: Diagnóstico diferencial entre sarcoma histiocítico e tumor venéreo transmissível com disseminação extragenital – relato de caso

Autores: Rodrigo dos Santos Horta ; Awilson Araújo Siqueira Viana, Alessandra Teixeira de Queiroz, Gleidice Eunice Lavalle, Marina Rios de Araújo, Roberto Baracat de Araújo

Resumo: O tumor venéreo transmissível (TVT) e o sarcoma histiocítico (SH) são neoplasias malignas de células redondas e origem mesenquimal. Apesar das semelhanças, o comportamento tumoral, o prognóstico e o tratamento são muito distintos. Este trabalho tem como objetivo relatar um caso de TVT com disseminação extragenital, cujo diagnóstico histopatológico inicial havia sido sugestivo de SH. A cadela foi submetida ao tratamento quimioterápico com doxorrubicina e apresentou remissão completa das lesões após quatro sessões, o que não era esperado para o SH. A revisão das características histológicas, associadas à marcação imuno-histoquímica positiva para vimentina e negativa para E-caderina, permitiu concluir que se tratava de um TVT de apresentação extragenital. Este trabalho evidencia a importância do uso de marcadores imuno-histoquímicos nos casos em que se suspeita de TVT com disseminação extragenital, principalmente naqueles em que o diagnóstico inicial não foi conclusivo.
Unitermos: cães, neoplasias, doxorrubicina, vimentina


ORTOPEDIA: Estudo clínico e radiográfico das fraturas distais de rádio e ulna em cães

Autores: Carla Aparecida Batista Lorigados ; Elizabeth Marchezoni, Jorge Camilo Florio, Luis Artur Giuffrida

Resumo: O terço distal do rádio e da ulna dos cães é o local mais acometido por fraturas em membros torácicos, devido à proporção elevada de tecido esponjoso nessa região. Durante o período de janeiro de 2005 a setembro de 2010, 54 animais receberam diagnóstico de fratura distal de rádio e ulna, mas em somente 27 deles houve acompanhamento. Os outros 27 animais interromperam o acompanhamento em um período muito precoce, por motivos relacionados aos proprietários. Foram analisados, por meio de fichas clínicas e exames radiográficos: o tempo médio de formação do calo ósseo, as principais complicações ocorridas durante sua evolução e se houve diferença significativa no tempo de consolidação dessas fraturas em cães de diferentes portes e idades. Por meio dos resultados estatísticos, pode-se concluir que a média para a consolidação das fraturas distais de rádio e ulna foi menor em cães com até um ano, e maior nos cães de raça de pequeno porte. A complicação mais observada neste estudo foi a não união atrófica, presente em 100% das complicações por não união.
Unitermos: membro torácico, trauma, canino, não união, radiografias


ORTOPEDIA: Estenose de pelve em felino tratado com anel de matriz óssea desmineralizada (MOD) – relato de caso

Autores: Sidney Wendell Goiana da Silva ; Rodrigo Peixoto de Castro, Geysa de Almeida Viana, Felipe Rocha dos Santos, Rafaely de Sousa Moraes, Valcledes Nascimento do Oriente

Resumo: Enxertos ósseos são usados para tratamento de uniões retardadas, não uniões, osteotomias, fraturas multifragmentares e substituição de perdas ósseas. A matriz óssea desmineralizada (MOD) tem sido usada para tratamento de grandes defeitos ósseos. Foi avaliado o uso da MOD como distrator para correção de estenose pélvica em um felino. Foi atendida no Hovet-INTA uma gata SRD de catorze meses, apresentando diminuição da opacidade óssea, osteopenia, corticais finas e deformação da pelve com estreitamento do canal pélvico. A constipação era constante, e para resolução do problema foi realizada terapêutica clínica sem produzir os efeitos benéficos desejados, sendo indicada a correção da estenose pélvica cirúrgica. Um anel de MOD foi inserido e fixado na sínfise pélvica após a osteotomia. A efetividade foi evidenciada por diminuição da relação entre a linha sacroisquiática e interpúbica. O animal não demonstrou nenhuma reação inflamatória aparente, seja macroscópica ou radiográfica, não apresentando sinais clínicos de constipação.
Unitermos: bioprótese, osso, osteotomia




Informação adicional

Peso 351 g
Dimensões 28 x 21 x 0.5 cm

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