Clínica Veterinária n. 97

R$ 40,00

CARDIOLOGIA: Insuficiência cardíaca congestiva secundária a anomalia de Ebstein em um boxer de cinco meses de idade – relato de caso
CARDIOLOGIA: Uso do pimobendan no tratamento da insuficiência cardíaca – revisão de literatura
CIRURGIA: Uretrostomia pré-púbica após ruptura uretral em felino com doença do trato urinário inferior
CLÍNICA MÉDICA: Novas diretrizes vacinais para cães – uma abordagem técnica e ética
DIAGNÓSTICO POR IMAGEM: Densimetria óssea pelo método de tomografia computadorizada quantitativa em cães e gatos – revisão
DIAGNÓSTICO POR IMAGEM: Tomografia computadorizada em pequenos animais – aplicações na avaliação abdominal
ODONTOLOGIA: Retentores intrarradiculares metálicos na reconstrução coronal com restauração metálica fundida (RMF) em cães – revisão de literatura
ORTOPEDIA: Agenesia bilateral de rádio em felino (Felis catus domesticus) – relato de caso

Descrição


Artigos científicos presentes na Clínica Veterinária n. 97, março/abril/2012, ano XVII:

CARDIOLOGIA: Insuficiência cardíaca congestiva secundária a anomalia de Ebstein em um boxer de cinco meses de idade – relato de caso

Autores: Rafael Ricardo Huppes ; Claudio Galvão de Olivaes, Andrigo Barboza de Nardi, Talita Mariana Morata Raposo, Daniel Paulino Junior, Bruna Luíza Sartori Passos, José Carlos Zanella, Ana Rebeca Furini

Resumo: A anomalia de Ebstein é uma doença cardíaca congênita rara, variante da displasia valvar da tricúspide. É caracterizada pela localização mais apical dos folhetos da valva tricúspide dentro do ventrículo direito. A patogenia é pouco conhecida, sendo maior a incidência nas raças labrador, golden retrivier e boxer. Os sinais clínicos variam desde ausência de sintomas até todos aqueles relacionados a insuficiência cardíaca congestiva direita. Essa variação depende do grau de deformidade anatômica dos folhetos valvares e da consequente insuficiência valvar. O diagnóstico é realizado por meio de anamnese, exame físico e complementar, principalmente com a utilização de ecocardiograma. O tratamento consiste em suporte inotrópico, vasodilatadores, diuréticos, antiarrítmicos e oxigenioterapia. O objetivo deste relato é descrever a ocorrência da anomalia de Ebstein em um cão da raça boxer de cinco meses de idade.
Unitermos: cão, tricúspide, displasia, ventricularização valvar


CARDIOLOGIA: Uso do pimobendan no tratamento da insuficiência cardíaca – revisão de literatura

Autores: Andrei Kelliton Fabrett ; Suely Nunes Esteves Beloni

Resumo: A insuficiência cardíaca é uma afecção comum na medicina veterinária. Ocorre geralmente por endocardiose de mitral ou por cardiomiopatia dilatada, ambas doenças graves, incuráveis e progressivas, sendo importantes causas de mortalidade em cães. O pimobendan é uma opção terapêutica para as cardiopatias, cuja vantagem é agregar propriedades de inotrópico positivo e de vasodilatador periférico. Sua utilização promove melhora clínica e aumento na sobrevida dos animais, com raros efeitos adversos. Atualmente, o fármaco é de amplo uso nos países europeus, na Austrália, no Japão e nos Estados Unidos e recentemente começou a ser manipulado em farmácias no Brasil. O presente artigo reúne informações sobre o pimobendan, incluindo seu mecanismo de ação, características farmacológicas e clínicas, aplicabilidade em pequenos animais, potencial de interação com outras drogas e as indicações e contraindicações do seu uso.
Unitermos: cães, terapêutica, coração


CIRURGIA: Uretrostomia pré-púbica após ruptura uretral em felino com doença do trato urinário inferior

Autores: Leonardo Martins Leal ; Leandro Zuccolotto Crivelenti, Vera Márcia Mucsi Cipólli, Tiago Barbalho Lima, Gláucia de Oliveira Morato, Paola Castro Moraes

Resumo: As doenças do trato urinário inferior nos felinos são afecções muito comuns na clínica de pequenos animais, ocasionando em grande parte dos casos a obstrução uretral. A manobra para desobstrução tem como fator complicante, desde pequenas lesões até casos graves de ruptura uretral. Objetiva-se com este trabalho relatar o caso de um felino, sem raça definida, de quatro anos, com ruptura uretral e que foi submetido a uretrostomia pré-púbica. As possíveis complicações da técnica foram minimizadas pela dermoplastia realizada junto à uretrostomia e pela sondagem uretral pós-operatória, que evitaram, respectivamente, dermatite dos coxins adiposos abdominais e estenose uretral. Conclui-se neste caso que a uretrostomia pré-púbica associada à dermoplastia e ao cateterismo uretral foram boas alternativas, uma vez que a uretrostomia perineal não pôde ser realizada.
Unitermos: gato, sistema urinário, uretra


CLÍNICA MÉDICA: Novas diretrizes vacinais para cães – uma abordagem técnica e ética

Autores: Sylvia Melo Rosa Angélico ; César Augusto Dinóla Pereira

Resumo: Uma série de mudanças nos protocolos vacinais de animais de estimação têm sido adotadas por uma crescente parcela de veterinários nos Estados Unidos, Canadá, Europa e Oceania. As diretrizes vacinais internacionais recomendam a elaboração de protocolos de imunização customizados, levando-se em consideração fatores relacionados à patogenicidade do agente etiológico, ao risco de exposição a ele e à disponibilidade de tratamento, bem como à longevidade e à eficácia da proteção conferida pelas vacinas comercialmente disponíveis. Além disso, inúmeros estudos reportam os possíveis riscos à saúde animal associados ao uso excessivo de imunógenos, em particular as reações adversas às vacinas. Nesse contexto, a presente revisão bibliográfica propõe uma análise crítica e racional dos protocolos de vacinação atualmente empregados no Brasil.
Unitermos: imunidade, vacinação, anticorpos, titulação


DIAGNÓSTICO POR IMAGEM: Tomografia computadorizada em pequenos animais – aplicações na avaliação abdominal

Autores: Mauro Caldas Martins ; Cintia Ribeiro de Oliveira, Carla Moreira Salavessa

Resumo: A tomografia computadoriza (TC) em pequenos animais, realizada apenas em centros de pesquisa na década de 1980, já se tornou rotina nos principais centros de diagnóstico do país. Atualmente, a TC é tida como uma das mais valiosas ferramentas de diagnóstico por imagem, considerada padrão ouro em inúmeras avaliações, como na oncologia veterinária, onde a TC é especialmente indicada para o estadiamento de tumores, planejamento cirúrgico e monitorização da resposta terapêutica. Devido a isso, a TC abdominal vem sendo cada vez mais requisitada e aprimorada por meio de inúmeros estudos, com destaque para aqueles direcionados ao fígado, baço, pâncreas, glândulas adrenais e trato urinário. Este trabalho visa divulgar os princípios básicos da TC, assim como elucidar as principais indicações clínicas para o uso da TC abdominal em pequenos animais.
Unitermos: cães, gatos, abdômen, diagnóstico, TC


DIAGNÓSTICO POR IMAGEM: Densimetria óssea pelo método de tomografia computadorizada quantitativa em cães e gatos – revisão

Autores: Lorena Adão Vescovi Séllos Costa ; Daniel Capucho de Oliveira, Mauro José Lahm Cardoso, Fabiano Séllos Costa

Resumo: Existem diversas técnicas de densitometria óssea aplicáveis em cães e gatos. Essas técnicas são importantes para estimar a densidade mineral dos ossos avaliados e têm como finalidade o estabelecimento de um diagnóstico precoce de desmineralização. A tomografia computadorizada quantitativa (TCQ) se destaca, sendo considerada um exame de alta sensibilidade para a avaliação da radiodensidade óssea. Trata-se de uma técnica não invasiva, precisa e de fácil execução, constituindo-se em um eficiente método para avaliar a densidade volumétrica óssea, bem como sua geometria. Na medicina veterinária existem enfermidades que podem levar à perda parcial ou generalizada do conteúdo mineral ósseo, predispondo o esqueleto a fraturas osteoporóticas, por isso é fundamental o diagnóstico e a monitoração desses pacientes. O presente trabalho realiza uma revisão de literatura sobre o uso da tomografia computadorizada quantitativa para determinação da densidade mineral óssea de cães e gatos, visando sua aplicação clínica.
Unitermos: osso, densidade, desmineralização


ODONTOLOGIA: Retentores intrarradiculares metálicos na reconstrução coronal com restauração metálica fundida (RMF) em cães – revisão de literatura

Autores: Sérgio Luiz da Silveira Camargo ; Carlos Gil, Tomie N. Campos, Ivo Contin, Matsuyoshi Mori, Marco Antonio Gioso

Resumo: Os dentes caninos, o quarto pré-molar superior, seguidos por pré-molares, molares e incisivos, são os mais acometidos por fratura. Quando há exposição pulpar, são tratados endodonticamente e restaurados. Para os dentes com grande destruição coronária, indica-se reconstrução protética coronal com metal fundido, que recebe o nome de restauração metálica fundida (RMF) e recobre toda a superfície da coroa clínica. Tais restaurações utilizam retentores intrarradiculares com núcleo e ferulação (cintamento). O retentor intrarradicular serve para aumentar a retentividade do conjunto. A base do núcleo é a estrutura do espelho, que apoia-se no remanescente coronal, sendo protegida pela férula (ou cintamento), que promove um abraçamento cervicocoronal e aumenta a resistência a possíveis novas fraturas. A ação protetora do espelho e da férula associados neutralizará o efeito de cunha causado pelos pinos intrarradiculares.
Unitermos: pinos, núcleo metálico, abraçamento cervical, férula, espelho


ORTOPEDIA: Agenesia bilateral de rádio em felino (Felis catus domesticus) – relato de caso

Autores: Márcio Poletto Ferreira ; Marcelo Meller Alievi, Fernanda Silveira Nóbrega, Paula Cristina Gonzalez, Isis dos Santos Dal-Bó, Carlos Afonso de Castro Beck

Resumo: Disostoses são um conjunto de alterações morfológicas congênitas, caracterizadas por desenvolvimento anormal de um osso ou parte dele. Agenesia de rádio em cães e gatos é classificada como hemimelia longitudinal preaxial intercalar e embora seja um defeito congênito raro, é a hemimelia mais comum em cães e gatos, sendo mais frequente na forma unilateral, podendo também ser bilateral. Um gato, macho, sem raça definida foi atendido apresentando deformidade nos membros torácicos que, ao exame radiográfico, foi diagnosticada como agenesia bilateral de rádio com desvio varo. Ao completar dez meses, o animal foi reavaliado e apresentava boa qualidade de vida com apoio frequente dos membros torácicos, optando-se dessa forma por continuar com o tratamento conservativo. A agenesia bilateral de rádio observada no felino deste relato respondeu bem ao tratamento conservativo, com o animal apresentando boa qualidade de vida.
Unitermos: gato, membro, deformidade, disostose, hemimelia




Informação adicional

Peso 351 g
Dimensões 28 x 21 x 0.5 cm

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