Clínica Veterinária n. 92

R$ 40,00

ANIMAIS SELVAGENS: Tratamento de fratura de rádio em peixe-boi-da-amazônia (Trichechus inunguis) – relato de caso

CARDIOLOGIA: Holter em animais de companhia – indicações clínicas e avaliação da variabilidade da frequência cardíaca

CLÍNICA MÉDICA: Dirofilariose em cães e gatos – breve revisão

CLÍNICA MÉDICA: Herpes-virus canino em filhotes da raça golden retriever – relato de caso

DERMATOLOGIA: Fasceite necrotizante – relato de dois casos

ONCOLOGIA: Carboplatina e inibidor de Cox-2 no tratamento do carcinoma inflamatório de mama em cadela – relato de caso

DERMATOLOGIA: Lúpus eritematoso vesicular canino – relato de caso e revisão de literatura

DIAGNÓSTICO POR IMAGEM: Características tomográficas de neoplasias encefálicas primárias em cães

 

Descrição


Artigos científicos presentes na Clínica Veterinária n. 92, maio/junho/2011, ano XVI:

ANIMAIS SELVAGENS: Tratamento de fratura de rádio em peixe-boi-da-amazônia (Trichechus inunguis) – relato de caso

Autores: Maurício Carlos Martins de Andrade ; Antonio Carlos Cunha Lacreta Jr. Kristian Legatzki Adriana Fromm Trinta Ediléia Mesquita da Costa

Resumo: O peixe-boi-da-amazônia é um mamífero aquático ameaçado de extinção, sendo a caça indiscriminada o principal fator de declínio da população. O presente estudo relatou o acompanhamento da consolidação óssea de uma fratura completa de rádio na nadadeira peitoral esquerda em um filhote de peixe-boi-da-amazônia resgatado na ilha de Marajó, estado do Pará. O animal apresentava restrição de movimento e posicionamento anormal da nadadeira, com crepitação à palpação. No exame radiográfico, visibilizou-se fratura completa oblíqua em correspondência ao terço medioproximal da diáfise do osso rádio esquerdo, com perda de eixo ósseo. Foi realizado um tratamento conservador, com acompanhamento radiográfico do membro afetado. A melhora do quadro clínico e a total consolidação da fratura foram observadas após doze e vinte semanas do início do tratamento, respectivamente.
Unitermos: mamífero, espécie ameaçada, radiografia


CARDIOLOGIA: Holter em animais de companhia – indicações clínicas e avaliação da variabilidade da frequência cardíaca

Autores: Maira Souza de Oliveira ; Ruthnéa Aparecida Lázaro Muzzi Roberto Baracat de Araújo Rodrigo Bernardes Nogueira Leonardo Augusto Lopes Muzzi Amália Turner Giannico

Resumo:A atividade elétrica do coração é comumente avaliada por meio do eletrocardiograma convencional (ECG). Como algumas arritmias transitórias não são detectadas no momento da realização do ECG, deve-se complementar esse exame com a eletrocardiografia contínua (Holter), que se caracteriza pela monitoração cardíaca em 24 horas. Por meio do Holter é possível obter informações detalhadas, o que resulta em um diagnóstico de maior confiabilidade, avaliando o ritmo cardíaco e fornecendo informações qualitativas e quantitativas dos complexos cardíacos anormais e da variabilidade da frequência cardíaca. Esta revisão bibliográfica tem como objetivos descrever a técnica de realização e as indicações clínicas do exame de Holter e analisar a variabilidade da frequência cardíaca para avaliar o controle autonômico do coração.
Unitermos: cardiologia, insuficiência cardíaca, eletrocardiografia ambulatorial


CLÍNICA MÉDICA: Herpes-virus canino em filhotes da raça golden retriever – relato de caso

Autores: Vanessa Perlin Ferraro de Ávila ; Anamaria Telles Esmeraldino Luiz César Bello Fallavena Carina de Césaro Norma Centeno Rodrigues Alexandre Carvalho Braga Cristine Cerva

“O herpes-vírus canino é o agente responsável por causar doença hemorrágica fatal em cães com menos de quatro semanas, levando à necrose focal parenquimatosa em diversos órgãos. O vírus está disseminado na população canina e os cães são considerados os hospedeiros naturais. Animais recém-nascidos podem infectar-se pelo herpes-vírus canino por meio de secreções oronasais de animais infectados no útero, por via transplacentária ou na passagem pelo canal do parto. Dois filhotes da raça golden retriever, de dez dias de vida, uma fêmea e um macho, foram encaminhados para o Setor de Patologia Animal do Hospital Veterinário da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra-RS). Após a necropsia, foram colhidos rins, fígado, pulmão, intestino, linfonodos mesentéricos e baço para exame histopatológico e de isolamento viral em células de linhagem MDCK. Após três dias de inoculação, observou-se efeito citopático compatível com herpes-vírus canino nas células MDCK. Os achados anatomopatológicos encontrados, associados ao isolamento viral, permitiram diagnosticar a infecção por herpes-vírus canino nos filhotes.”
Unitermos: cão, clínica, diagnóstico, histopatologia, cultivo celular


CLÍNICA MÉDICA: Dirofilariose em cães e gatos – breve revisão

Autora: Fabrieli Tatiane Lusa

Resumo: A dirofilariose é uma zoonose causada pelo chamado verme do coração dos cães, Dirofilaria immitis. É comum em regiões tropicais, subtropicais, de climas temperados, prevalecendo em regiões litorâneas ou próximas de rios e lagos. A D. immitis tem como hospedeiros definitivos os canídeos, principalmente cães, embora os primatas não humanos e ocasionalmente os gatos e os seres humanos, além de outras espécies de mamíferos, também podem ser infectados. Nos cães os sinais clínicos incluem hipertensão pulmonar, tosse, dispneia, perda de peso e também ascite. Os gatos apresentam vômito, tosse, colapso ou síncope, letargia, anorexia, perda de peso e sopro cardíaco. O diagnóstico clínico tem como base os sinais de disfunção cardiovascular, contando com o apoio de detecção de microfilárias e de antígenos na circulação, além do eletrocardiograma e do hemograma. O tratamento pode ser adulticida, utilizando dicloridrato de melarsomina ou microfilaricida, com lactonas macrocíclicas. Como prevenção, deve-se usar produtos à base de lactonas macrocíclicas e evitar o acesso às áreas endêmicas.
Unitermos: coração, verme, zoonose


DERMATOLOGIA: Fasceite necrotizante – relato de dois casos

Autores: Mariana Isa Poci Palumbo ; Felipe Gazza Romão Luiz Henrique de Araújo Machado Rafael Torres Neto Viciany Erique Fabris Maria Lúcia Gomes Lourenço Maria do Carmo Fernandez Vailati

Resumo: A fasceíte necrotizante é uma dermatopatia rara associada a mortalidade e morbidade substanciais se for tardiamente tratada. O objetivo do presente trabalho é relatar a ocorrência de fasceíte necrotizante em dois casos, sendo uma cadela da raça pinscher miniatura e uma poodle, ambas atendidas na FMVZ-Unesp, campus de Botucatu. Os animais apresentavam feridas ulceradas, eritematosas, com acúmulo de secreção e pontos de necrose ao longo dos planos da fáscia muscular. Foi coletado material das feridas para cultura bacteriana, cujos resultados foram positivos para Streptococcus spp. Os animais foram tratados com enrofloxacina, limpeza das feridas com solução fisiológica, sabonete à base de triclosan e rifampicina spray. Em ambos houve remissão total das lesões em cerca de quinze dias de tratamento. Este relato de caso tem por objetivo alertar os médicos veterinários para a severidade das infecções por Streptococcus spp.
Unitermos: cães, dermatopatias, Streptococcus sp


DERMATOLOGIA: Lúpus eritematoso vesicular canino – relato de caso e revisão de literatura

Autores: Luiz André Sorbello ; Flávia Biondi Marconi Rodrigues de Farias Antonio Henrique Cereda da Silva Juliana Werner

Resumo: O lúpus eritematoso cutâneo vesicular canino (LECVC) é uma dermatopatia autoimune rara, que acomete cães adultos das raças collie e pastor de Shetland e os mestiços resultantes de seus cruzamentos. As manifestações clínicas do LECVC são predominantemente dermatológicas e se caracterizam por lesões eritematosas vesiculobolhosas e/ou ulceradas, distribuídas em áreas de rarefação pilosa como o abdômen ventral, as axilas, as virilhas e a face interna dos pavilhões auriculares. O diagnóstico é feito a partir das manifestações clínicas, da raça, dos achados histopatológicos e também por meio das técnicas de imunopatologia. O tratamento é baseado no emprego de fármacos imunossupressores e/ou imunomoduladores e o prognóstico é sempre reservado. O presente trabalho tem por objetivo relatar um caso de um cão fêmea mestiço de collie que apresentava lesões cutâneas ulcerosas e apruríticas, de recorrência sazonal, associadas à primavera e ao verão, características predominantes da doença. O LECVC deve ser considerado como diagnóstico diferencial nos casos de dermatopatias autoimunes.
Unitermos: autoimune, dermatite de interface, collie, pastor de Shetland


DIAGNÓSTICO POR IMAGEM: Características tomográficas de neoplasias encefálicas primárias em cães

Autores: Carolina Dias Jimenez ; Mariana Isa Poci Palumbo Andreia Regina Lordelo Wludarski Rogério Martins Amorim Luiz Carlos Vulcano Alexandre Secorun Borges

Resumo: A tomografia computadorizada pode ser considerada um exame importante para identificar a presença dos tumores encefálicos, levando a um diagnóstico presuntivo quando esses resultados são avaliados juntamente com os sinais clínicos. A tomografia computadorizada permite a identificação da lesão, do seu tamanho, da sua forma e localização, bem como da compressão e da invasão do tecido adjacente. Deve-se analisar a densidade, o efeito massa, o edema peritumoral, a calcificação e o realce de imagem após injeção intravenosa de meio de contraste. As neoplasias encefálicas primárias mais facilmente identificadas pela tomografia computadorizada em cães são os gliomas, meningiomas, tumores de plexo coroide e os pituitários. O presente trabalho tem o objetivo de revisar os principais tumores encefálicos primários em cães e descrever suas alterações tomográficas, auxiliando a realização de um diagnóstico presuntivo do tipo tumoral.
Unitermos: neoplasia, tomografia computadorizada, sistema nervoso central, neurologia


ONCOLOGIA: Carboplatina e inibidor de Cox-2 no tratamento do carcinoma inflamatório de mama em cadela – relato de caso

Autores: Liliane Cunha Campos ; Gleidice Eunice Lavalle Rubens Antônio Carneiro Álvaro Pimenta Dutra Awilson Araújo Siqueira Viana Geovanni Dantas Cassali

Resumo: O carcinoma inflamatório de mama (CIM) em cadelas é raro, agressivo, altamente metastático e pouco responsivo ao tratamento. Esse neoplasma é classificado baseando-se em exames clínicos e achados histológicos. Alguns testes sorológicos podem auxiliar na avaliação do desenvolvimento da neoplasia e na resposta aos tratamentos. Neste trabalho, relata-se o caso de uma cadela da raça labrador, com seis anos de idade, que apresentava CIM e foi submetida a cirurgia seguida de sessões de quimioterapia com carboplatina e administração de anti- inflamatório não esteroidal. Realizaram-se testes laboratoriais bioquímicos e dosagem do marcador tumoral CEA (antígeno carcinoembrionário), nos períodos pré-cirurgia e seis meses após. O diagnóstico baseou-se em exames histopatológico e imuno-histoquímico. A cadela apresentou um resultado satisfatório aos tratamentos, com sobrevida de catorze meses a partir do procedimento cirúrgico, até o momento.
Unitermos: canina, CEA, oncologia, marcador tumoral, ciclooxigenase




Informação adicional

Peso 363 g
Dimensões 28 x 21 x 0.5 cm

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