Clínica Veterinária n. 91

R$ 40,00

ANIMAIS SELVAGENS: Ocorrência de Malassezia pachydermatis em gambá-de-orelha-branca (Didelphis albiventris) – relato de caso
CARDIOLOGIA: Eletrocardiograma em cães – revisão
CLÍNICA MÉDICA: Doença inflamatória intestinal felina – revisão
OFTALMOLOGIA: Degeneração retiniana associada ao enrofloxacino em gato persa
ONCOLOGIA: Carcinoma bronquiloalveolar em um cão – relato de caso
ORTOPEDIA: Imobilização externa com caneleta de alumínio em fratura múltipla de rádio e ulna em um cão – relato de caso

Descrição


Artigos científicos presentes na Clínica Veterinária n. 91, março/abril/2011, ano XVI:

ANIMAIS SELVAGENS: Ocorrência de Malassezia pachydermatis em gambá-de-orelha-branca (Didelphis albiventris) – relato de caso

Autores: Ana Paula Neuschrank Albano ; Josiara Furtado Mendes Marco Antônio Afonso Coimbra Alice Teixeira Meirelles Leite Mauro P. Soares Luiz Fernando Minello Patrícia da Silva Nascente Mário Carlos Araújo Meireles

Resumo: Didelphis albiventris (gambá-de-orelha-branca) é um mamífero marsupial comumente encontrado no Brasil inteiro. Vive em diversos ecossistemas, além de se adaptar bem a áreas urbanas. Essa espécie apresenta uma variada dieta que inclui restos de alimentação humana, contribuindo com sua aproximação a áreas antrópicas. Malassezia pachydermatis é uma levedura comensal e patógeno oportunista de animais domésticos e silvestres. Este é um caso de malasseziose em D. albiventris mantido em cativeiro, cujos sinais clínicos eram obesidade, letargia, lesões de pele pruriginosas no abdômen e aumento da secreção do meato acústico. M. pachydermatis foi isolada nas lesões. No exame histopatológico post-mortem foi diagnosticada esteatose hepática. Neste caso é relatada a presença de M. pachydermatis causando dermatopatia em D. albiventris associada a um desequilíbrio nutricional grave com repercussão sistêmica, provavelmente decorrente de dieta imprópria à espécie.
Unitermos: animais selvagens, leveduras, meato acústico externo, esteatose hepática


CARDIOLOGIA: Eletrocardiograma em cães – revisão

Autores: Luciene Maria Martinello Leitão ; Felipe Gazza Romão Carla Daniela Dan De Nardo Luiz Henrique de Araújo Machado Maria Lúcia Gomes Lourenço Maria do Carmo Fernandez

Resumo: “O eletrocardiograma (ECG) é uma importante ferramenta utilizada no diagnóstico de arritmias cardíacas, já que fornece a representação gráfica dos processos de despolarização e repolarização do músculo cardíaco, um estudo que permite registrar a atividade elétrica das células miocárdicas e as diferenças de potenciais elétricos – a amplitude dessas diferenças de potencial elétrico é medida em milivoltes (mV), e sua duração, em segundos. O eletrocardiograma é indicado quando se detectam irregularidades do ritmo durante o exame físico, incluindo bradicardias, taquicardias ou arritmias que não sejam secundárias à respiração em animais com história de síncope ou fraqueza monitoração da eficácia de terapia antiarrítmica suspeita de efusão pleural ou pericárdica e doenças sistêmicas que levam a arritmia. Para uma avaliação fidedigna, o ECG deve ser avaliado em conjunto com o exame físico e os sinais clínicos de cada paciente.”
Unitermos: cardiologia, eletrocardiografia, arritmias


CLÍNICA MÉDICA: Hiperadrenocorticismo em cães – revisão

Autores: Felipe Gazza Romão ; Luciene Maria Martinello Leitão Luiz Henrique de Araújo Machado Maria Lúcia Gomes Lourenço Maria Jaqueline Mamprim Marta Cristina Thomas Heckler Danuta Pulz Doiche

Resumo: O hiperadrenocorticismo é uma endocrinopatia comum em cães, associada à produção ou à administração excessiva de cortisol. As raças mais comumente acometidas são poodle, teckel, boxer, boston terrier e beagle. Os sinais clínicos mais comumente observados são: poliúria, polidipsia, polifagia, respiração ofegante, abdômen distendido, alopecia endócrina, fraqueza muscular e letargia. Os achados laboratoriais caracterizam-se por leucograma de estresse, aumento da atividade da fosfatase alcalina e da alanina aminotransferase, hipercolesterolemia, lipemia, hiperglicemia e hipostenúria. O teste de escolha para avaliação da função da glândula adrenal é a supressão pela dexametasona em dose baixa, e os tratamentos mais utilizados são as terapias com o mitotano e o trilostano. O objetivo deste trabalho é fazer uma revisão sobre hiperadrenocorticismo em cães, por se tratar de enfermidade relativamente comum na clínica de pequenos animais e com diversas complicações a longo prazo.
Unitermos: adrenal, supressão por dexametasona, mitotano


CLÍNICA MÉDICA: Doença inflamatória intestinal felina – revisão

Autores: Juliana Blanco Bovino ; Felipe Gazza Romão Luciene Maria Martinello Leitão Karina Ferreira de Castro Ana Silvia Dagnone Carla Daniela Dan De Nardo

Resumo: A doença inflamatória intestinal é uma síndrome decorrente da resposta exacerbada e irregular do trato gastrintestinal a uma estimulação antigênica, mesmo normal. A presença de um determinado estímulo antigênico inicia uma resposta inflamatória exacerbada que se perpetua e amplifica a lesão inicial. Os gatos acometidos apresentam êmese e/ou diarreia crônica, que muitas vezes pode ser intermitente, além de hiporexia ou polifagia, perda de peso e letargia. O tratamento da doença inflamatória intestinal crônica inclui manipulação dietética, suplementação com fibras e administração de fármacos anti-inflamatórios e imunossupressores. É importante que o manejo clínico do paciente seja esquematizado individualmente, com base na correlação entre os sinais clínicos apresentados, os achados laboratoriais e histológicos e a resposta à terapia escolhida.
Unitermos: gatos, êmese, diarreia, imunossupressão


DERMATOLOGIA: Teste alérgico intradérmico e imunoterapia alérgeno-especifica no controle da dermatite atópica canina – revisão

Autores: Juliana Odaguiri ; Ronaldo Lucas

Resumo: A dermatite atópica é uma doença de pele comum em cães, acometendo aproximadamente 10% da população canina. Cerca de 80% dos cães atópicos requerem terapia a longo prazo, sendo comumente empregados os glicocorticoides que podem provocar efeitos colaterais indesejáveis. A imunoterapia torna-se, portanto, o tratamento de escolha, sendo considerada o único tratamento específico para a atopia. A resposta clínica da imunoterapia em cães parece ser alérgeno-específica e os alérgenos devem ser selecionados com base na história clínica do paciente e nos resultados do teste intradérmico ou da sorologia IgE alérgeno-específica. Objetivou-se com este artigo realizar uma revisão bibliográfica sobre os mecanismos de ação conhecidos, a eficácia e as considerações práticas da imunoterapia alérgeno-específica, além de discutir o papel do teste alérgico intradérmico no controle da dermatite atópica canina.
Unitermos: cães, alergia, hipossensibilização


OFTALMOLOGIA: Degeneração retiniana associada ao enrofloxacino em gato persa

Autores: José Luis Laus ; Alexandre Pinto Ribeiro Miguel Ladino Silva Dunia Yisela Piso André Luiz Baptista Galvão Ivan Ricardo Martinez Padua Carolina Camargo Zani

Resumo: Reconhece-se o enrofloxacino como fármaco capaz de induzir degeneração retiniana em felinos, quando utilizado em doses acima de 5mg/kg a cada 24 horas. Admite-se que a incidência de toxicidade retiniana seja de 1 entre 122.414 casos. Embora descrita na literatura internacional, ainda não se reportou no Brasil nenhuma documentação científica dessa afecção. No presente relato, descrevem-se os sinais clínicos e eletrorretinográficos de degeneração retiniana aguda em um gato persa de nove anos que vinha sendo tratado com enrofloxacino (5mg/kg a cada doze horas) por doze dias, devido a quadro prévio de cistite intersticial. O diagnóstico diferencial foi estabelecido com base no histórico, nos sinais clínicos gerais, oftálmicos e eletrorretinográficos. Há, portanto, que se ter cautela ao prescrever enrofloxacino para gatos.
Unitermos: hiperreflexia tapel, cegueira, fluoroquinolona, eletrorretinografia


ONCOLOGIA: Carcinoma bronquiloalveolar em um cão – relato de caso

Autores: Rodrigo Volpato ; Ana Carolina Berto Galdiano Filipe Matheus de Araújo Rodrigo Storti Pereira Carla Daniela Dan De Nardo

Resumo: As alterações pulmonares representam 4% da casuística em clínica de pequenos animais. Os neoplasmas primários de pulmão em cães e gatos são pouco frequentes, sendo o carcinoma bronquioloalveolar o neoplasma maligno mais comum. Os animais acometidos geralmente têm idade avançada, são de grande porte e a casuística não apresenta diferenças entre os sexos. Sinais clínicos respiratórios como tosse e dispneia são os mais frequentes, podendo aparecer isolados ou relacionados à sintomatologia sistêmica. O método de diagnóstico mais utilizado no Brasil é o radiográfico. O prognóstico é sempre reservado. O objetivo deste relato é descrever os principais aspectos do carcinoma bronquioloalveolar em um cão de sete anos de idade apresentado ao Hospital Veterinário com histórico de tosse seca e episódios de êmese.
Unitermos: neoplasia, pulmão, pequenos animais


ORTOPEDIA: Imobilização externa com caneleta de alumínio em fratura múltipla de rádio e ulna em um cão – relato de caso

Autores: Gabriele Maria Callegaro Serafini ; Daniel Curvello de M. Müller João Eduardo Schossler

O rádio e a ulna são considerados o terceiro local de fratura mais comum em cães. Seu tratamento pode ser cirúrgico ou conservador. Entre os conservadores está a imobilização externa, cuja indicação se dá quando a fratura apresenta apenas dois fragmentos ósseos (fratura simples) e a linha entre eles é transversa, o que a torna estável. O objetivo deste trabalho é relatar o sucesso do tratamento de fratura múltipla de rádio e ulna em um cão adulto de grande porte, utilizando apenas a canaleta moldável de alumínio, algodão hidrófobo e esparadrapo. A imobilização permaneceu por 32 dias, quando foi removida após evidências clínicas da consolidação óssea. Atribui-se o sucesso do tratamento conservador dessa fratura múltipla à propriedade de o implante ser moldado individualmente, garantindo sua estabilidade durante o tratamento, bem como à imobilização de articulações do membro afetado. Destacam-se aqui os principais cuidados ao longo do tratamento.
Unitermos: ortopedia, ossos longos, tratamento conservador




Informação adicional

Peso 387 g
Dimensões 28 x 21 x 0.5 cm

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