Clínica Veterinária n. 90

R$ 30,00

ANESTESIOLOGIA: O uso do estimulador de nervos periféricos na anestesia regional em medicina veterinária
CLÍNICA MÉDICA: Patogenia e terapêutica da insuficiência renal crônica em cães
CLÍNICA MÉDICA: Prevalência clínica de Staphylococcus sp de origem canina e sua resistência in vitro aos antimicrobianos
DERMATOLOGIA: Dermatose neutrofílica similar à síndrome de Sweet em um canino acometido por lúpus eritematoso discoide e neoplasia testicular
NEUROLOGIA: Lissencefalia em cães e gatos – revisão
NEUROLOGIA: Síndrome da disfunção cognitiva em cães
ONCOLOGIA: Quimiodectoma de corpo aórtico em cão

Descrição


Artigos científicos presentes na Clínica Veterinária n. 90, janeiro/fevereiro/2011, ano XVI:

ANESTESIOLOGIA: O uso do estimulador de nervos periféricos na anestesia regional em medicina veterinária

Autores: Leonardo de Freitas G. A. Credie ; Fábio Futema José Pedro Nogueira Estrella Marco Antônio R. de Campos

Resumo: Os primeiros relatos da utilização do estimulador de nervos periféricos em anestesia humana datam de 1962 e hoje sabe-se que sua utilização para a localização dos nervos aumenta significativamente o sucesso do bloqueio. Alguns relatos da utilização de estimulação de nervos periféricos para bloqueio anestésico em medicina veterinária já existem, sendo ela descrita para diversos tipos de bloqueios regionais. Com base nessas circunstâncias, vêm-se realizando estudos e pesquisas na tentativa de encontrar novos e melhores métodos para a realização de bloqueios regionais de maneira segura e efetiva. A presente revisão tem por objetivo relatar os principais usos do estimulador de nervos periféricos já descritos e conhecidos em anestesiologia, esclarecendo seu princípio de funcionamento, bem como suas vantagens em anestesiologia veterinária de pequenos animais.
Unitermos: cães, anestesiologia, bloqueio nervoso


ANIMAIS SELVAGENS: Doenças virais e parasitárias em Psittaciformes – revisão

Autores: Silvia Neri Godoy ; Zalmir Silvino Cubas

Resumo: Vírus e parasitas podem ser oportunistas ou agentes primários de doença em aves da ordem Psittaciformes. São fatores determinantes para a infecção a cepa do patógeno, a condição física do hospedeiro e as condições ambientais favoráveis. Viroses frequentemente relatadas incluem herpesvirose, poliomavirose, paramixovirose, poxvirose, circovirose e síndrome da dilatação proventricular (bornavirose). As doenças parasitárias comuns dos psitacídeos em cativeiro são capilariose, ascaridíase, cestodíase, giardíase, tricomoníase, sarcosporidiose, hemoparasitoses e ectoparasitoses. Este artigo apresenta uma revisão de literatura de doenças virais e parasitárias importantes na clínica aviária, com abordagem da patogênese, dos sinais clínicos, do diagnóstico, do tratamento e da profilaxia.
Unitermos: aves silvestres, doenças aviárias, psitacídeos, vírus, parasitas


ANIMAIS SELVAGENS: Revisão das causas de mortalidade de primatas neotropicais (Primates: Platyrrhini) no Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros (Sorocaba, SP), 1996-2006

Autores: Ralph Eric Thijl Vanstreels ; Rodrigo Hidalgo Friciello Teixeira Luis Carlos Camargo Adauto Luis Veloso Nunes Fabricio Rassy Braga Camila Nali Eliana Reiko Matushima

Resumo: Os primatas neotropicais (Primates: Platyrrhini) têm particularidades fisiológicas e clínicas que os distinguem dos primatas de outras partes do mundo e requerem, portanto, cuidados especiais na sua manutenção em cativeiro. Foram examinados os registros clínicos e necroscópicos de 1996 a 2006 da coleção de primatas brasileiros do Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros (Sorocaba, SP). O plantel de primatas brasileiros da instituição estudado neste trabalho foi predominantemente composto por espécimes de pequeno porte (massa corpórea média de 1,35 ± 2,02kg, n = 220), uma tendência comum entre os zoológicos brasileiros. As principais causas de mortalidade (n = 153) foram infecções virais/microbianas (45%), traumas (18%), caquexia (7%), abandono materno (5%) e parasitismo excessivo (4%). No artigo são discutidas estratégias de manejo e medicina preventiva que podem ajudar a reduzir essas causas de óbito.
Unitermos: platirrinos, Brasil, patologia, animais de zoológico


CLÍNICA MÉDICA: Patogenia e terapêutica da insuficiência renal crônica em cães

Autores: Jéssica Santana dos Reis ; Roueda Abou Said

Resumo: A insuficiência renal crônica (IRC) é uma afecção caracterizada pelo desenvolvimento de lesões progressivas que conduzem à falência destes órgãos, quando mais de 75% dos néfrons são acometidos. Em consequência, tornam-se alteradas as funções excretora, reguladora e endócrina exercidas pelos rins, acarretando alterações clínicas e laboratoriais nesses pacientes. Apesar do caráter irreversível da doença, é possível prolongar e melhorar a qualidade de vida dos cães mediante a instituição de terapias conservativas. O sucesso desse tratamento depende do estágio da doença renal e do monitoramento da progressão natural da doença, bem como da resposta do paciente à intervenção. Objetivou-se neste estudo abordar os mecanismos patogênicos das alterações clínicas e laboratoriais envolvidos na IRC em cães, enfatizando as medidas terapêuticas a serem adotadas nos diferentes estágios da doença.
Unitermos: canino, nefrologia, tratamento


CLÍNICA MÉDICA: Prevalência clínica de Staphylococcus sp de origem canina e sua resistência in vitro aos antimicrobianos

Autores: Bruno Penna ; Renato Guimarães Varges Luciana dos Santos Medeiros Gabriel Mendes de Souza Martins Rodrigo Ramos Martins Walter Lilenbaum

Resumo: O estudo avaliou a suscetibilidade aos antimicrobianos de estafilococos isolados de 200 cães acometidos por dermatite (39), otite externa (91) ou infecções do trato urinário (70). As amostras foram processadas por métodos bacteriológicos, identificadas por provas bioquímicas e testadas quanto à suscetibilidade a quinze antimicrobianos. A espécie mais frequente foi o Staphylococcus pseudintermedius (77 isolados) seguida de S. schleiferi schleiferi (29), S. epidermidis (26), S. aureus (26), S. simulans (24), S. schleiferi coagulans (14), S. saprophyticus (3) e S. haemolyticus (1). Todas as amostras foram resistentes a pelo menos um agente antimicrobiano e 173 (86,5%) mostrara-se multirresistentes. A oxacilina foi o agente com melhor resultado, com apenas 19,5% das amostras resistentes. O estudo reporta níveis alarmantes de resistência aos antimicrobianos entre os Staphylococcus isolados de cães em nosso meio.
Unitermos: cão, dermatologia, nefrologia, dermatite, otite, cistite


DERMATOLOGIA: Dermatose neutrofílica similar à síndrome de Sweet em um canino acometido por lúpus eritematoso discoide e neoplasia testicular

Autores: Camila Domingues de Oliveira ; Gustavo Seixas Dias Angela Yazbek Luis Lucarts Simoni Maruyama Carlos Eduardo Larsson Nílceo Michalany

Resumo: Descreve-se relato de cão, sem definição racial, macho, com onze anos de idade, com histórico prévio de acometimento por lúpus eritematoso discoide (LED) havia cinco anos e neoplasia testicular (leydigoma) havia dois anos, atendido no Serviço de Dermatologia do Hovet/USP, com presença de lesões eritematosas na região abdominal, de surgimento abrupto, de configuração circular, arciforme e irisada. O exame histopatológico das lesões revelou a presença de dermatite, perivascular e intersticial, superficial e profunda com neutrofilia, alterações estas compatíveis com as observadas nos casos de síndrome de Sweet. Até o presente momento, não há relatos em medicina veterinária de ocorrência dessa síndrome no Brasil. Diferentemente de outros casos caninos dessa síndrome descritos por autores europeus e norte-americanos, em que a administração de carprofeno – anti-inflamatório não esteroidal – foi considerada eliciadora do quadro tegumentar, neste descreve-se uma possível associação da manifestação dessa síndrome com a presença de LED e neoplasia testicular.
Unitermos: cães, câncer, doenças autoimunes, dermatites, neutrófilos


NEUROLOGIA: Lissencefalia em cães e gatos – revisão

Autores: Marta Cristina Thomas Heckler ; Michiko Sakate Renée Laufer Amorim Rogério Martins Amorim

Resumo: A lissencefalia é um defeito da migração de precursores de células nervosas no telencéfalo, caracterizado pela ausência de circunvoluções e sulcos cerebrais. Supõe-se que haja uma base genética para essa doença. Ela acomete com maior frequência cães da raça lhasa-apso, embora também seja observada em associação com hipoplasia cerebelar em cães das raças setter irlandês, fox terrier de pelo duro e samoieda. Também foi relatada tal associação em um gato. Os sinais clínicos consistem em demência, agressividade, ataques convulsivos, disfunção visual e olfativa, reações posturais lentas e menor resposta diante de ameaça. O diagnóstico definitivo requer exames como ressonância magnética, biópsia cerebral ou necropsia. Não há terapia específica para essa afecção e devem-se tratar as convulsões com anticonvulsivantes. O objetivo do presente trabalho é realizar a revisão bibliográfica da lissencefalia.
Unitermos: convulsões, encéfalo, neurônios, migração, córtex cerebral, agiria


NEUROLOGIA: Síndrome da disfunção cognitiva em cães

Autores: Marta Cristina Thomas Heckler ; Denis Svicero Rogério Martins Amorim

A síndrome da disfunção cognitiva (SDC) é uma desordem neurodegenerativa progressiva de cães idosos, caracterizada por um declínio da função cognitiva. Os principais sinais clínicos compatíveis com a SDC são: desorientação, mudanças na interação socioambiental, distúrbios do ciclo sono/vigília, alteração dos hábitos de higiene, urinar e/ou defecar em locais não habituais, diminuição da atividade física, ansiedade e distúrbios do apetite. Não há testes diagnósticos específicos para essa condição in vivo, porém podem-se observar alterações no exame neurológico, nos testes cognitivos e na ressonância magnética. O diagnóstico é confirmado por meio do exame histopatológico do tecido cerebral. Dietas ricas em antioxidantes, enriquecimento ambiental com exercícios e o uso de selegilina ou L-deprenil têm sido recomendados para o tratamento da SDC.
Unitermos: neurologia, Canis familiaris, transtorno do comportamento, cognição, imagem por ressonância magnética, doença de Alzheimer


ONCOLOGIA: Quimiodectoma de corpo aórtico em cão

Autores: Paulo César Jark ; Fabrizio Grandi Danuta Pulz Doiche Luiz Henrique de Araújo Machado Maria Lúcia Gomes Lourenço Júlio Lopes de Sequeira

Resumo: Os quimiodectomas são neoplasias originadas das células quimiorreceptoras do organismo, encontradas principalmente no corpo aórtico e no corpo carotídeo. A etiologia do quimiodectoma está relacionada a fatores genéticos e à hipóxia crônica. As raças mais predispostas são as braquicefálicas, principalmente boxer e boston terrier. Relata-se o caso de um canino, boxer, fêmea, dez anos de idade, encaminhado ao Hospital Veterinário da FMVZ, Unesp-Botucatu, com histórico de cansaço fácil, intolerância ao exercício e dispneia havia dois dias. Os sinais clínicos, associados às técnicas de imagem, sugeriam se tratar de um tumor de base de coração. Com a evolução desfavorável do caso, o proprietário optou pela eutanásia do animal. O exame macroscópico revelou uma massa em base de coração, aderida ao arco aórtico e o exame histopatológico confirmou o diagnóstico de quimiodectoma.
Unitermos: oncologia, neoplasias cardíacas, célula quimiorreceptora




Informação adicional

Peso 364 g
Dimensões 28 x 21 x 0.5 cm

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