Clínica Veterinária n. 88

R$ 40,00

ANIMAIS SELVAGENS: Estresse, estereotipias e enriquecimento ambiental em animais selvagens cativos – revisão
CLÍNICA MÉDICA: Abordagem diagnóstica e terapêutica do colapso traqueal (condromalácia traqueal) em cães
CLÍNICA MÉDICA: Hamartoma em cães – relato de dois casos
CLÍNICA MÉDICA: Histoplasmose em medicina veterinária – enfoque para cães e gatos
CLÍNICA MÉDICA: Urolitíase canina por cistina – revisão de literatura
CLÍNICA MÉDICA: Vírus da imunodeficiência felina – uma atualização
DERMATOLOGIA: Dermatite psoriasiforme liquenoide em um dogue alemão e um lhasa apso
DIAGNÓSTICO POR IMAGEM: Aferição dos valores de VHS (Vertebral Heart Size) para cães da raça teckel sem evidências clínicas de doença cardíaca
ONCOLOGIA: Linfoma tegumentar felino – relato de caso

Descrição


Artigos científicos presentes na Clínica Veterinária n. 88, setembro/outubro/2010, ano XV:

ANIMAIS SELVAGENS: Estresse, estereotipias e enriquecimento ambiental em animais selvagens cativos – revisão

Autores: Manuela Gonçalves F. G. Sgai ; Cristiane Schilbach Pizzutto, Marcelo Alcindo de B. V. Guimarães

Resumo: Proporcionar ao animal cativo uma ocupação que permita o controle do ambiente é essencial para o seu bem-estar psicológico. O enriquecimento ambiental promove um ambiente complexo e diverso que possibilita ao animal cativo demonstrar o comportamento típico da sua espécie. Um animal com mais opções comportamentais terá mais chances de se adaptar a eventos estressantes ao seu redor. Um programa de enriquecimento ambiental objetiva identificar e reduzir os sinais de estresse, como a ocorrência de comportamentos anormais, com a aplicação de técnicas de enriquecimento. O bem-estar psicológico e a intensidade do estresse são difíceis de avaliar, no entanto, medidas indiretas como a saúde física e a exibição de padrões comportamentais típicos da espécie podem auxiliar nessa avaliação. As técnicas de enriquecimento ambiental podem reduzir o estresse enquanto, simultaneamente, aumentam o bem-estar animal no cativeiro.
Unitermos: bem-estar, cativeiro, comportamentos anormais


CLÍNICA MÉDICA: Vírus da imunodeficiência felina – uma atualização

Autores: Bruno Marques Teixeira ; Archivaldo Reche Junior, Mitika Kuribayashi Hagiwara

Resumo: O vírus da imunodeficiência felina (FIV) é um lentivírus da família Retroviridae. O vírus é um patógeno dos felinos domésticos, de distribuição mundial e associado com uma variedade de condições mórbidas como gengivite, estomatite, infecções secundárias recidivantes e ou ainda linfomas de células B. O marco da infecção, provocada pelo FIV, é a deleção de linfócito-T CD4+. Desde o primeiro isolamento do vírus da imunodeficiência dos felinos (FIV), pesquisadores envidam esforços para compreender a infecção pelo FIV, a patogênese da doença e as manifestações clínicas verificadas nos animais infectados pelo vírus. O FIV é tanto um importante patógeno felino e também serve como modelo experimental para o vírus da imunodeficiência humana (HIV) – síndrome da imunodeficiência humana (AIDS). Este artigo revisa o atual conhecimento da infecção pelo FIV.
Unitermos: gato, Retroviridae, lentivírus


CLÍNICA MÉDICA: Urolitíase canina por cistina – revisão de literatura

Autores: Daniella Aparecida Godoi ; Marcelo de Souza Zanutto

Resumo: A cistinúria canina é um erro metabólico inato, caracterizado pelo aumento da excreção urinária de cistina. Os cálculos de cistina são responsáveis por irritação do trato urinário, obstrução das vias urinárias e azotemia, que podem representar desde episódios leves a manifestações clínicas mais graves durante toda a vida do paciente. O tratamento médico consiste em promover a dissolução dos urólitos de cistina e evitar sua recidiva. Assim, recomenda-se reduzir a concentração urinária de cistina e aumentar a solubilidade desse aminoácido na urina, através da redução de proteína da dieta, da alcalinização da urina e da administração de fármacos contendo tiol. O presente estudo tem como objetivo revisar os principais fatores envolvidos na etiopatogenia da urolitíase de cistina em cães, os principais métodos de diagnóstico e os diferentes tratamentos associados às formas de prevenção e controle das recidivas do urólito de cistina.
Unitermos: cães, urólitos, cistinúria


CLÍNICA MÉDICA: Histoplasmose em medicina veterinária – enfoque para cães e gatos

Autores: Camila Gomes Virginio Coelho ; Raimunda Sâmia Nogueira Brilhante, Rossana de Aguiar Cordeiro, José Júlio Costa Sidrim, Marcos Fábio Gadelha Rocha

Resumo: A histoplasmose é causada pelo fungo Histoplasma capsulatum. Este é associado a solos com excrementos de aves e de morcegos, que costumam ser a origem da infecção dos animais. Após o contato com o fungo, os animais podem desenvolver infecção assintomática ou apresentar sintomas respiratórios ou gastrintestinais, que podem evoluir para a forma disseminada da doença. O diagnóstico é realizado pela observação de sinais clínicos e exames laboratoriais. A terapêutica comumente adotada constitui os antifúngicos anfotericina B e itraconazol. O fungo é cosmopolita, sendo que, no Brasil, este microrganismo já foi descrito em diversos Estados, causando microepidemias no homem e nos animais. Considerando-se a escassez de dados sobre a histoplasmose em animais e o potencial patogênico desse microrganismo, o presente trabalho se propôs a abordar os principais aspectos da histoplasmose em medicina veterinária, enfocando a doença em cães e gatos.
Unitermos: animais domésticos, micoses, Histoplasma capsulatum


CLÍNICA MÉDICA: Abordagem diagnóstica e terapêutica do colapso traqueal (condromalácia traqueal) em cães

Autores: Paulo Eduardo Ferian ; Renato César Sacchetto Torres, Roberto Baracat de Araújo

Resumo: O colapso de traqueia é uma importante causa de tosse e obstrução dinâmica das vias aéreas em cães de pequeno porte. A doença é causada por uma alteração morfológica nos anéis de cartilagem hialina da traqueia, que perdem a rigidez e, portanto, a capacidade de manter a traqueia patente durante o ciclo respiratório. Clinicamente, os pacientes apresentam estridor respiratório, dispneia, tosse e, em casos graves, cianose e síncope, podendo chegar a óbito. O diagnóstico definitivo é realizado por meio de exame radiográfico e/ou traqueoscopia. O tratamento medicamentoso é efetivo em controlar os sinais e sintomas clínicos na grande maioria dos animais, mas em alguns casos são necessários procedimentos cirúrgicos de colocação de próteses extraluminais ou stents endoluminais.
Unitermos: anel traqueal, cartilagem, tosse, dispneia


CLÍNICA MÉDICA: Hamartoma em cães – relato de dois casos

Autores: Leandro Zuccolotto Crivelenti ; Eduardo Garrido, Daniel Kan Honsho, Andrigo Barboza de Nardi

Resumo: “Hamartomas são más-formações hereditárias ou congênitas, constituídas por anormal quantidade ou disposição dos componentes tissulares do órgão afetado. Caracteriza-se por neoformação elevada, firme, de crescimento lento, progressivo e focal. É frequentemente encontrada em animais jovens e recém-nascidos entretanto, pode ser identificada tardiamente em adultos e idosos. Na rotina veterinária, a forma mais comum é a solitária, cujo tratamento de escolha é a excisão cirúrgica. A biopsia e a histopatologia são os exames de predileção para o diagnóstico definitivo, de forma que suas características histopatológicas dependerão do tecido que se encontra, podendo ser estroma fibrótico, tecido adiposo, estratificação escamosa epitelial, com ou sem infiltrados inflamatórios ou necrose. O objetivo deste trabalho é abordar os aspectos clínicos, o tratamento e o prognóstico de dois casos de hamartomas caninos.”
Unitermos: má-formação, foliculossebáceo, folicular


DERMATOLOGIA: Dermatite psoriasiforme liquenoide em um dogue alemão e um lhasa apso

Autores: Rodrigo Friesen ; Marconi Rodrigues de Farias, Juliana Werner, Lissandro Gonçalves Conceição

Resumo: A dermatite psoriasiforme liquenoide (DPL) é uma dermatose de raríssima ocorrência, caracterizada por distúrbio da ceratinização cutânea de etiologia desconhecida, com aparência microscópica única, descrita principalmente em cães springer spaniels. O objetivo do presente trabalho é descrever a DPL em um cão dogue alemão e um lhasa apso. Os dois cães apresentavam placas eritematosas, hiperceratóticas, hiperpigmentadas e irregulares distribuídas nas faces internas dos pavilhões auriculares, sobre pontos articulares, região abdominal ventral, bolsa testicular e prepúcio. No exame histopatológico, foram observadas nos dois casos a confluência de dermatite psoriasiforme e dermatite de interface liquenoide subsidiando os diagnósticos. A interposição de terapia antibiótica sistêmica e antisseborreica tópica foi satisfatória nos dois cães.
Unitermos: cães, dermatopatologia, springer spaniel, ceratose liquenoide, psoríase


DIAGNÓSTICO POR IMAGEM: Aferição dos valores de VHS (Vertebral Heart Size) para cães da raça teckel sem evidências clínicas de doença cardíaca

Autores: Karen Maciel Zardo ; Adriane Provasi

Resumo: Foi realizado um estudo retrospectivo com objetivo de aferir o valor de referência do VHS (vertebral heart size) para cães da raça teckel e verificar se esse valor varia em função do decúbito, do peso, da idade e do gênero. Foram consideradas radiografias torácicas nas projeções lateral direita e esquerda de 79 cães sadios da raça teckel e identificou-se o valor médio do VHS = 9,4v ±0,52. Estatisticamente, não houve diferença do VHS em função do decúbito direito e esquerdo, do gênero e do peso, porém os valores menores de VHS obtidos nos filhotes denotaram possível tendência, a ser mais bem investigada em estudos com maior número de cães nessa categoria. Com base nos resultados obtidos, sugere-se como referência para o teckel adulto a faixa de valores de VHS entre 9,4v ±0,52, sendo 10,5v um valor aceitável como limite superior do VHS para essa raça. São necessários novos estudos que comparem os valores de VHS obtidos em diferentes projeções radiográficas.
Unitermos: técnicas de diagnóstico e procedimentos, radiologia, cardiologia, coração


ONCOLOGIA: Linfoma tegumentar felino – relato de caso

Autores: Fernando Malagutti Cunha ; Lucia Maria Guedes Silveira, José Guilherme Xavier, Priscyla Taboada Dias da Silva, Fabio Futema, Keiji Sato

Resumo: Linfomas tegumentares são enfermidades neoplásicas linfoides raramente observadas em felídeos. Um gato doméstico sem padrão racial definido, macho, quatro anos, foi admitido junto ao Serviço de Clínica Médica do Hospital Veterinário da Universidade Paulista, São Paulo, com queixa de afecção dermatopática generalizada em evolução havia quinze dias. No exame dermatológico, verificaram-se nódulos avermelhados difusamente distribuídos sobre a cútis. Procedeu-se a análises dermato-histopatológica e imuno-histoquímica em fragmentos das lesões retromencionadas que indicaram modificações compatíveis com linfoma tegumentar não epiteliotrópico originado de células B. O animal foi submetido à terapia antineoplásica sistêmica, exibindo remissão de manifestações clínicas por período de dez meses após o diagnóstico.
Unitermos: gato, neoplasia, linfossarcoma




Informação adicional

Peso 390 g
Dimensões 28 x 21 x 0.5 cm

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