Clínica Veterinária n. 87

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ANIMAIS SELVAGENS: Correção de fratura de rinoteca em papagaio (Amazona aestiva) – relato de caso
CLÍNICA MÉDICA: Abscessos renais por trauma acidental em ovário-histerectomia em cadela – relato de caso
DERMATOLOGIA: Onicodistrofia lupoide simétrica canina – relato de caso
DIAGNÓSTICO POR IMAGEM: Aspectos clínicos e ultrassonográficos das encefalopatias vasculares em cães
DIAGNÓSTICO POR IMAGEM: Uso da tomografia computadorizada em medicina veterinária – fundamentos e indicações clínicas
NEUROLOGIA: Trauma medular em animais de companhia
PATOLOGIA: Guia prático de necropsia cosmética em animais de companhia: descrição da técnica e considerações sobre sua aplicação

Descrição


Artigos científicos presentes na Clínica Veterinária n. 87, julho/agosto/2010, ano XV:

ANIMAIS SELVAGENS: Correção de fratura de rinoteca em papagaio (Amazona aestiva) – relato de caso

Autores: Roberto Silveira Fecchio ; Marcelo Silva Gomes, Melissa Sanzone Cruz Mauro, Daniel Delafiori, Rodrigo Filippi Prazeres

Resumo: O bico das aves é uma estrutura dinâmica em crescimento constante, constituída pelos ossos maxilares superior e inferior cobertos por bainhas epidérmicas queratinizadas. Exemplos de problemas adquiridos envolvem más-formações, necrose do bico ou traumas incluindo perfurações, lacerações, rachaduras e avulsões. Uma fratura unilateral de rinoteca foi diagnosticada em um papagaio verdadeiro (Amazona aestiva), com base no histórico, no exame clínico e nos achados radiográficos. O animal foi apresentado com histórico de trauma recente e subsequente inabilidade de preensão de alimento. Foi realizada intervenção cirúrgica para resolução do quadro. As margens da fratura foram debridadas e aproximadas por meio de sutura para guiar a cicatrização e o crescimento ósseo do bico, sendo a região coberta com resina fotopolimerizável. Após quatro semanas, a avaliação radiográfica evidenciou sensível crescimento ósseo na região afetada, e após oito meses o animal encontrava-se em bom estado, alimentava-se normalmente e também utilizava o bico para se locomover.
Unitermos: ave, psitacídeo, bico, ranfoteca


CLÍNICA MÉDICA: Abscessos renais por trauma acidental em ovário-histerectomia em cadela – relato de caso

Autores: Marcy Lancia Pereira ; Tathiana Ferguson Motheo, Wilter Ricardo Russiano Vicente

Resumo: A ocorrência de abscessos renais é rara em cães e, até o momento, não havia sido relatada como consequência de trauma acidental em procedimento de ovário-histerectomia (OH). Foi encaminhada ao Hospital Veterinário da FCAV/Unesp-Jaboticabal uma cadela rottweiller de dez anos de idade com queixa de letargia, anorexia e emese, iniciada após a OH, indicada devido à apresentação de piometra. O colega veterinário informou que houve lesão na cápsula renal no período transcirúrgico e, com base nos exames físico, laboratoriais e de imagem, indicou-se a laparotomia exploratória. O rim direito mostrou-se aumentado de volume e hiperêmico e o ureter apresentava-se dilatado. Optou-se pela realização de nefrectomia total. Ao corte sagital do rim, foi possível observar presença de abscessos corticais e espessamento de recessos pélvicos. No pós-operatório, foi prescrita fluidoterapia e antibioticoterapia, que resultaram em melhora clínica significativa da paciente.
Unitermos: rim, infecção, castração


DERMATOLOGIA: Onicodistrofia lupoide simétrica canina – relato de caso

Autores: Mariana Isa Poci Palumbo ; Luiz Henrique de Araújo Machado, Luciana Murai Soares, Rafael Torres Neto, Viciany Erique Fabris, Maria Lúcia Gomes Lourenço, Maria do Carmo Fernandez Vailati

Resumo: A onicodistrofia lupoide simétrica, ou oniquite lupoide, é uma onicopatia imunomediada de etiologia multifatorial. Nosso objetivo é relatar a ocorrência de oniquite lupoide em um canino atendido no Serviço de Dermatologia Veterinária do Hospital Veterinário da FMVZ/Unesp de Botucatu. Este apresentava claudicação e onicólise em cinco dígitos, observando-se paroníquia, onicomadese, onicomalácia e leuconíquia, além de crostas melicéricas em espaços interdigitais e leitos ungueais. Não havia qualquer alteração sistêmica não dermatológica. Os exames complementares foram negativos. Após quinze dias de tratamento, houve melhora parcial, com recorrência posterior. Realizou-se então uma onicoectomia em dois dedos, para exame histopatológico e cultivo fúngico, este último resultando negativo. Os cortes histológicos foram compatíveis com oniquite lupoide, demonstrando a importância desse exame complementar.
Unitermos: cães, dermatite imunomediada, oniquite


DIAGNÓSTICO POR IMAGEM: Uso da tomografia computadorizada em medicina veterinária – fundamentos e indicações clínicas

Autores: Lenin Arturo Villamizar Martinez ; Carolina de Oliveira Ghirelli, Thelma Regina Cintra da Silva, Gabriela Paola Ribeiro Banon, Ana Carolina B. de C. F. Pinto

Resumo: A tomografia computadorizada (TC) é uma técnica de diagnóstico por imagem que tem sido amplamente utilizada na medicina veterinária nos últimos anos, tanto em centros de ensino superior quanto por centros médicos veterinários de referência. Desde o surgimento do primeiro tomógrafo, a TC tem incorporado os avanços tecnológicos da informática e da área de diagnóstico por imagem. A TC utiliza raios-X para formar imagens em cortes de um objeto em diferentes planos, sem sobreposição das estruturas internas que o compõem. Essa modalidade de imagem tem sido utilizada na medicina veterinária especialmente na avaliação da cavidade nasal e dos seios paranasais, de neoformações musculoesqueléticas, alterações de bula timpânica, traumas e fraturas de crânio, afecções da articulação temporomandibular, degeneração ou hérnia de disco intervertebral, neoplasias pulmonares ou do mediastino e neoplasias cerebrais, entre outras. Este artigo revisa as bases da TC e sua utilização na medicina veterinária.
Unitermos: cães, gatos, diagnóstico por imagem


DIAGNÓSTICO POR IMAGEM: Aspectos clínicos e ultrassonográficos das encefalopatias vasculares em cães

Autores: Fernanda Helena Saraiva ; Cibele Figueira Carvalho, Paulo Cesar Maiorka

Resumo: O diagnóstico das encefalopatias vasculares em cães parece estar aumentando, assim como a expectativa de vida desses animais. Essas doenças são definidas como alterações ocasionadas pela deficiência de suprimento sanguíneo cerebral. Embora sejam consideradas importantes enfermidades causadoras de sinais neurológicos em cães, a literatura veterinária é escassa. Foram avaliados retrospectivamente os dados de 512 cães que apresentaram sinais compatíveis com acidentes vasculares cerebrais, submetidos ao exame ultrassom Doppler (USDTC) transcraniano durante 2007 e 2008. Foram selecionados 52 cães de raças pequenas, sem predisposição sexual, apresentando sinais clínicos agudos e não progressivos de alteração cerebral focal e diagnóstico de doença cerebrovascular, confirmados na necropsia até 2009. USDTC foram realizados como descrito na literatura, pelo mesmo operador com transdutores de 3-10MHz. Essa pesquisa teve como objetivo descrever os principais aspectos clínicos e os achados ultrassonográficos desses pacientes comparados com os achados de necropsia.
Unitermos: pequenos animais, neurologia, diagnóstico por imagem


NEUROLOGIA: Trauma medular em animais de companhia

Autores: Bruno Benetti Junta Torres ; Fátima Maria Caetano Caldeira, Karen Maciel de Oliveira, Eliane Gonçalves de Melo

Resumo: As consequências do trauma medular são graves e a abordagem imediata dos pacientes é primordial para evitar a progressão dos danos e permitir a restauração da função neurológica. A medula espinhal sofre inicialmente um trauma primário que não pode ser evitado e é caracterizado por necrose tecidual no local do impacto. Após esse evento, inicia-se uma cascata de alterações celulares e moleculares que dão origem à lesão secundária, caracterizada por morte celular programada em áreas distantes do local primeiramente acometido. O entendimento dos mecanismos da lesão secundária pode favorecer a identificação de novas estratégias terapêuticas. A identificação e a localização precisas da lesão são primordiais para que seja possível uma intervenção apropriada, antecipando e amenizando as consequências em curto, médio e longo prazo. Como ainda não existe uma terapia capaz de reverter os danos decorrentes do trauma medular, busca-se, por meio dos recursos disponíveis até o presente momento, o incremento do potencial regenerativo dos neurônios lesados e a promoção de plasticidade dos circuitos sobreviventes.
Unitermos: cães, gatos, neurologia, fisiopatologia, tratamento


PATOLOGIA: Guia prático de necropsia cosmética em animais de companhia: descrição da técnica e considerações sobre sua aplicação

Autores: Breno Souza Salgado ; Thaís Larissa Lourenço Castanheira, Gabriel Domingos Carvalho, Gisele Fabrino Machado, Daniela Bernadete Rozza, Roselene Ecco

Resumo: A necropsia é um exame post mortem criterioso que auxilia no diagnóstico clínico e que consiste na análise externa e interna das cavidades corporais e órgãos de um cadáver, no intuito de elucidar a causa da morte ou verificar a extensão e a natureza das lesões provocadas pelas doenças. Considerando o vínculo existente entre proprietários e animais de estimação, muitos médicos veterinários visualizam a necropsia como uma tarefa difícil de ser realizada. Na medicina veterinária a necropsia é geralmente negligenciada, mesmo sendo uma prática muito importante tanto para o aprendizado do profissional quanto para a obtenção de um diagnóstico fidedigno de algumas doenças. Por essas razões, este artigo objetiva descrever o método de realização da necropsia cosmética, que mantém as características externas dos animais e aumenta a aceitação dos proprietários, por não desfigurar o cadáver.
Unitermos: patologia, necropsia, vínculo homem/animal de estimação




Informação adicional

Peso 300 g
Dimensões 28 x 21 x 0.5 cm

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