Clínica Veterinária n. 86

R$ 30,00

CLÍNICA MÉDICA: Avaliação da relação proteína/creatinina urinária e hipertensão arterial sistêmica em cães com hiperadrenocorticismo hipófise dependente
CLÍNICA MÉDICA: Avaliação do volume globular antes e após a transfusão sanguínea – estudo retrospectivo
CLÍNICA MÉDICA: Cistite enfisematosa em cães – revisão de literatura
CLÍNICA MÉDICA: Doença do rim policístico em felinos – relato de caso
CLÍNICA MÉDICA: Incidência e tratamento de cães com reações transfusionais agudas
CLÍNICA MÉDICA: Infecção de filhotes e de cães adultos pelo adenovírus canino (CAV-1) – relato de casos
DIAGNÓSTICO POR IMAGEM: Estudo radiográfico e tomográfico de seis cães portadores de neoplasia mandibular
ONCOLOGIA: Linfoma cutâneo em cães – epidemiologia, morfologia, resposta terapêutica e sobrevida
ORTOPEDIA: Hastes bloqueadas ou interlocking nails – relato de caso
ZOONOSES: Contato com gatos – um fator de risco para a toxoplasmose congênita?

Descrição


Artigos científicos presentes na Clínica Veterinária n. 86, maio/julho/2010, ano XV:

CLÍNICA MÉDICA: Cistite enfisematosa em cães – revisão de literatura

Autores: Maíra Cremaski ; Ademir Zacarias Junior Francielle Gibson da Silva Zacarias Carlos Frederico G. K. T. da Silva

Resumo: A cistite enfisematosa é uma infecção incomum da vesícula urinária com formação de gás no lúmen ou na parede vesical. É comumente encontrada em cães com controle ineficaz de diabetes mellitus e o aspecto clínico é muito variado. O diagnóstico é frequentemente obtido de forma acidental, através de exames ultrassonográficos ou radiográficos. A radiografia pode revelar uma linha radiolucente ao redor da parede vesical ou pontos radiolucentes em seu lúmen, indicando a presença de gás na parede da bexiga e no lúmen, respectivamente. O tratamento consiste geralmente em drenagem urinária, antibioticoterapia e eliminação do fator predisponente. De qualquer modo, o diagnóstico e o tratamento precoces promovem o prognóstico favorável.
Unitermos: bexiga, diabetes mellitus, infecção do trato urinário


CLÍNICA MÉDICA: Doença do rim policístico em felinos – relato de caso

Autores: Patrícia Kelly de Moraes Brettas ; Katriny Pereira de Freitas Juliana de Bortoli Moacir Santos de Lacerda

Resumo: A doença renal policística (DRP) é uma doença grave, de caráter hereditário autossômico dominante e que se caracteriza por uma grave degeneração cística do parênquima renal. O diagnóstico da DRP pode ser estabelecido com uso de ultrassom abdominal, em combinação com os achados clínicos e laboratoriais. Esse diagnóstico pode ser obtido precocemente, antes de surgirem os sintomas, por ultrassonografia e pelo teste genético de DNA, o que deve ser utilizado pelos criadores para retirar os animais acometidos da reprodução. Não há tratamento específico, sendo recomendada apenas a instituição da terapia adotada para pacientes renais crônicos. Um felino macho da raça bob tail, de catorze anos de idade, foi atendido no Hospital Veterinário da Universidade de Uberaba, Minas Gerais-MG, apresentando obnubilação e anorexia progressiva havia quatro dias, aumento de volume abdominal, constipação intestinal, poliúria e polidipsia. Os exames laboratoriais demonstraram uma grave azotemia, e a ultrassonografia exploratória abdominal revelou a presença de múltiplos cistos em ambos os parênquimas renais, caracterizando a DRP.
Unitermos: gatos, insuficiência renal, cistos


CLÍNICA MÉDICA: Avaliação do volume globular antes e após a transfusão sanguínea – estudo retrospectivo

Autores: Mariana Menezes Bochio ; Marcel Ken Morikawa Vanessa Andrea Pincelli Patrícia Fernandes Nunes Silva Mara Regina Stipp Balarin Patrícia Mendes Pereira

Resumo: A transfusão sanguínea é indicada para pacientes com alterações clínicas decorrentes de hipóxia tecidual causadas por queda acentuada no volume globular (VG). Foram avaliados 51 cães, transfundidos com sangue total. O objetivo da transfusão foi aumentar o VG desses animais para valores entre 25 e 30%. Avaliou-se o resultado do cálculo de volume empregado e a importância da mensuração do VG uma e 24 horas após a transfusão. Os resultados indicaram que o método para calcular o volume a ser transfundido pode subestimar o volume total de sangue. Quanto à avaliação do VG, concluiu-se que não é necessário realizar a mensuração uma hora após a transfusão nos cães com sinais de melhora clínica.
Unitermos: cão, hemoterapia, eritrócitos


CLÍNICA MÉDICA: Infecção de filhotes e de cães adultos pelo adenovírus canino (CAV-1) – relato de casos

Autores: Mitika Kuribayashi Hagiwara ; Cláudia de Paula Ferreira Costa Vera Assunta B. Fortunato Wirthl Denise Maria Nunes Simões Khadine Kazue Kanayama Camila Santos Manoel

Resumo: “A hepatite infecciosa canina (HIC), causada por adenovírus-1 (CAV-1), é raramente incluída no rol dos diagnósticos diferenciais de moléstias infecciosas, por causa da ampla proteção dada pelas vacinas atualmente existentes. A clássica forma de “olho azul” ainda é vista esporadicamente. Entretanto, a HIC pode ser mais frequente do que se imagina. São relatados um surto de gastrenterite, icterícia e morte em uma ninhada de pastores alemães com quarenta dias de vida um caso de gastrenterite, pneumonia e “olho azul” em um cão de cerca de três meses de idade que ainda não havia sido imunizado e dois casos de cães adultos com hepatite crônica cujo histórico de vacinação não foi relatado, em que se estabeleceu o provável diagnóstico de HIC por meio da técnica de PCR, com a amplificação de bandas de 221pb tanto das amostras clínicas quanto do controle (adenovírus cepa GMV-775). Conclui-se que a infecção por CAV-1 deve ser incluída no diagnóstico diferencial dos casos de gastrenterite ou de icterícia, ao lado de outros diagnósticos como a parvovirose, coronavirose, giardíase ou leptospirose.”
Unitermos: gastrenterologia, hepatite infecciosa canina, PCR


CLÍNICA MÉDICA: Avaliação da relação proteína/creatinina urinária e hipertensão arterial sistêmica em cães com hiperadrenocorticismo hipófise dependente

Autores: Viviani De Marco ; Cínthia Ribas Martorelli Valter de Medeiros Winkel

Resumo: Glomerulopatias, proteinúria e hipertensão arterial sistêmica têm sido associadas ao hipercortisolismo crônico, característico da síndrome de Cushing. O presente trabalho teve como objetivos avaliar a frequência de hipertensão arterial sistêmica e de proteinúria renal através da relação proteína/creatinina urinária (PUr:CUr), bem como a associação desses dois parâmetros em 23 cães (dezessete fêmeas e seis machos com idade média de nove anos) com hiperadrenocorticismo hipófise dependente atendidos no Hospital Veterinário da Universidade Guarulhos, sem doença renal crônica e infecção urinária. Foram constatadas hipertensão arterial sistólica (PAS 160mmHg) e PUr:CUr superior a 0,5 em 78% e 46% dos casos, respectivamente. A associação de hipertensão arterial sistólica e proteinúria foi identificada em 35% dos casos. Recomenda-se que tais parâmetros sejam monitorados cautelosamente em cães com síndrome de Cushing.
Unitermos: cortisol, Cushing, proteinúria, pressão arterial


CLÍNICA MÉDICA: Incidência e tratamento de cães com reações transfusionais agudas

Autores: Vanessa Andrea Pincelli ; Mariana Menezes Bochio Marcel Ken Morikawa Patrícia Mendes Pereira

Resumo: O paciente que recebe transfusão sanguínea está sujeito a reações adversas, devendo, portanto, ser rigorosamente monitorado com a finalidade de se detectar e tratar essas reações precocemente. Foram avaliado 113 cães, transfundidos por sangue total, concentrado de hemácias e plasma fresco congelado, no período de abril de 2006 a julho de 2008, com o objetivo de verificar a frequência de reações transfusionais agudas e a efetividade do tratamento empregado. Obteve-se a incidência de 13,27% de reações entre os pacientes, sendo elas reações urticariformes, hemólise imunomediada aguda, sobrecarga circulatória e hipertermia. Na maioria dos casos, o tratamento precoce e adequado permitiu melhorar o estado geral dos animais e prosseguir a transfusão.

Unitermos: efeitos adversos, transfusão sanguínea, hemoterapia, canino


DIAGNÓSTICO POR IMAGEM: Estudo radiográfico e tomográfico de seis cães portadores de neoplasia mandibular

Autores: Carolina de Oliveira Ghirelli ; Lenin Arturo Villamizar Ana Carolina B. C. Fonseca Pinto

Resumo: As neoplasias orais representam a quarta neoplasia mais comum em cães. A radiografia e a tomografia computadorizada são importantes métodos complementares para o diagnóstico das neoplasias orais. Este estudo visou avaliar as neoplasias mandibulares por meio do exame radiográfico e tomográfico, comparando os achados destes métodos em seis cães com diagnóstico histopatológico de neoplasia mandibular. Os exames radiográfico e tomográfico do crânio verificaram comprometimento ósseo em 66,7% e 83,3% dos casos, respectivamente. A despeito do comprometimento ósseo, apenas a tomografia computadorizada identificou invasão das estruturas adjacentes (66,8% dos casos). Conclui-se que a tomografia computadorizada foi mais detalhada na detecção de comprometimento ósseo, além de ter observado invasão de outras estruturas adjacentes, demonstrando sua importância na determinação do prognóstico e da viabilidade do tratamento.
Unitermos: tumores, tomografia, cavidade oral


ONCOLOGIA: Linfoma cutâneo em cães – epidemiologia, morfologia, resposta terapêutica e sobrevida

Autores: Kleber Moreno ; Claudia Cristina Boselli Elisangela Olegario da Silva Ana Paula F R Loureiro Bracarense

Resumo: “A forma cutânea é uma das manifestações do linfoma canino. Neste estudo investigamos os aspectos epidemiológicos, morfológicos e terapêuticos do linfoma cutâneo em 49 cães. Destes cães, 35 eram fêmeas e 14 machos, com idade variando de dois a catorze anos. Trinta e sete animais apresentavam raça definida. O tumor mostrou-se mais frequente em animais de pequeno porte (47%). Em 21 cães foi realizada a classificação morfológica estabeleceu-se o diagnóstico de linfoma não epiteliotrópico em doze animais e da forma epiteliotrópica em nove. As lesões ocorreram predominantemente no abdômen, no dorso (caudal) e no tronco. Na maioria dos cães tratados com múltiplos fármacos, a remissão clínica foi completa ou parcial. Ao utilizar protocolos monoterápicos, a doença permaneceu estável ou progrediu, com exceção de pacientes tratados com lomustina. A sobrevida foi maior em pacientes tratados com protocolos com múltiplos antineoplásicos.”
Unitermos: câncer, pele, linfoide, classificação, tratamento


ORTOPEDIA: Hastes bloqueadas ou interlocking nails – relato de caso

Autor: José Fernando Ibañez

Resumo: A preocupação no tratamento das fraturas nas últimas décadas tem se voltado cada vez mais à preservação do microambiente da fratura e do calo ósseo, em detrimento da reconstrução anatômica. Os conhecimentos adquiridos em relação aos fatores que desencadeiam e sustentam a evolução do calo ósseo levam cada vez mais a optar por essa alternativa. Diversos implantes e técnicas têm sido desenvolvidos ou adaptados para esse tipo de abordagem conservadora da fratura. Com as propriedades de resistência de um pino intramedular associadas a maior resistência às forças de rotação resultantes do bloqueio, as hastes bloqueadas podem ser uma opção tentadora no tratamento minimamente invasivo de fraturas. O presente trabalho relata o uso de haste bloqueada no tratamento minimamente invasivo de uma fratura de fêmur em gato, com bons resultados na evolução e bloqueio da haste sem acidentes ou intercorrências.
Unitermos: osso, fratura do fêmur, fixação de fratura


ZOONOSES: Contato com gatos – um fator de risco para a toxoplasmose congênita?

Autores: Patrícia Yukiko Montaño ; Marúcia de Andrade Cruz Leila Sabrina Ullmann Helio Langoni Alexander Welker Biondo

“A toxoplasmose é uma importante zoonose e uma das infecções parasitárias mais comuns em todo o mundo, que pode causar, entre outros problemas, diversas alterações patológicas fetais. A toxoplasmose congênita é resultante da transmissão transplacentária do Toxoplasma gondii, devido à primoinfecção da mãe durante a gestação. Vários estudos determinaram que o principal fator de risco para a infecção de gestantes é o consumo de carne mal cozida, que contribuiu com 30% a 63% dos casos outros 6% a 17% das infecções foram relacionados ao solo contaminado. O convívio entre gestantes e seus gatos constitui nada mais do que uma experiência saudável quando se tem conhecimento dos principais mecanismos de transmissão e dos fatores de risco correlacionados com a doença.”
Unitermos: zoonose, gestação, Toxoplasma gondii




Informação adicional

Peso 341 g
Dimensões 28 x 21 x 0.5 cm

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