Clínica Veterinária n. 85

R$ 40,00

ANESTESIOLOGIA: Fluidoterapia e sua influência sobre a resposta inflamatória
ANIMAIS SELVAGENS: Enriquecimento ambiental e condicionamento operante com reforço positivo no retorno da ciclicidade ovariana de uma fêmea de chimpanzé (Pan troglodytes) – relato de caso
CLÍNICA MÉDICA: Diagnóstico ultrassonográfico de infecção intensa por Dioctophyme renale em rim esquerdo de cão – relato de caso
OFTALMOLOGIA: Membrana amniótica bovina, preservada em glicerina, no tratamento de úlcera de córnea em um cão e de sequestro corneal em dois felinos – relato de casos
ONCOLOGIA: Vacina de DNA: uma nova alternativa para o tratamento do melanoma canino – revisão de literatura
ZOONOSES: Tuberculose em mamíferos silvestres

Descrição


Artigos científicos presentes na Clínica Veterinária n. 85, março/abril/2010, ano XV:

ANESTESIOLOGIA: Fluidoterapia e sua influência sobre a resposta inflamatória

Autores: Márcia Kahvegian ; Denise Tabacchi Fantoni

Resumo: A estratégia de reposição volêmica e os diferentes fluidos podem apresentar impacto divergente na resposta imune, na ativação neutrofílica e na lesão tecidual. Os neutrófilos ativados parecem ser os principais mediadores do dano tecidual e da microcirculação. A ativação acentuada do sistema inflamatório desempenha papel fundamental na complicação do quadro e no óbito do paciente gravemente enfermo. Estudos prévios demonstraram que os coloides artificiais podem apresentar efeito pró-inflamatório e anti-inflamatório, além da expansão plasmática. A literatura recente indica que a ressuscitação volêmica com cristaloides e coloides aumenta a ativação neutrofílica, enquanto a solução hipertônica parece não influenciar a função dos neutrófilos. Nesse sentido, o objetivo desta revisão de literatura é esclarecer a influência da fluidoterapia na resposta inflamatória.
Unitermos: reposição volêmica, resposta inflamatória, citocinas


ANIMAIS SELVAGENS: Enriquecimento ambiental e condicionamento operante com reforço positivo no retorno da ciclicidade ovariana de uma fêmea de chimpanzé (Pan troglodytes) – relato de caso

Autores: Cristiane Schilbach Pizzutto ; Manuela G. F. Geronymo Sgai, Sandra Helena Ramiro Corrêa, Ana Maria Beresca, Priscila Viau Furtado, Cláudio Alvarenga de Oliveira, Marcílio Nichi, Marcelo A. Barros Vaz Guimarães

Resumo: Técnicas de enriquecimento foram aplicadas em um exemplar adulto de chimpanzé (Pan troglodytes) fêmea, que passou a apresentar sinais externos de supressão da atividade ovariana a partir da morte do companheiro. Na primeira etapa foram coletadas amostras fecais para a análise das concentrações de metabólitos de cortisol e estradiol. Na segunda etapa, o animal foi submetido a enriquecimento ambiental e sessões de condicionamento, sendo colhidas amostras fecais e registrados os diferentes graus de intumescimento perineal. Os resultados mostraram retorno da ciclicidade ovariana. Os metabólitos de cortisol apresentaram aumento imediato, seguido de marcada redução a níveis inferiores aos da primeira fase. Os resultados sugerem que as técnicas utilizadas promoveram o retorno da ciclicidade ovariana, bem como reduziram a intensidade do estresse.
Unitermos: técnica operatória, hemostasia, síntese


CLÍNICA MÉDICA: Diagnóstico ultrassonográfico de infecção intensa por Dioctophyme renale em rim esquerdo de cão – relato de caso

Autores: Daniela Pedrassani ; Célso Pilati, Simone Ballão Taques Wendt, Rosangela Zacarias Machado, Adjair Antonio do Nascimento

Resumo: ” Dioctophyme renale (GOEZE, 1782) ou verme gigante dos rins é um nematódeo parasita dos rins de carnívoros, particularmente dos mustelídeos e canídeos. Um cão da raça boxer de aproximadamente seis anos de idade foi atendido no Hospital Veterinário da Universidade do Contestado (UnC), localizada em Canoinhas, Santa Catarina, apresentando sinais de uremia. O exame ultrassonográfico sugeriu o parasitismo por D. renale pela movimentação observada no interior do rim esquerdo entretanto, o exame urinário para pesquisa de ovos foi negativo. O animal foi a óbito durante o período de internamento e na necropsia foram encontrados oito exemplares do parasita no interior da cápsula renal esquerda, além de intensa hemorragia. O exame ultrassonográfico é um método não invasivo e rápido, que pode ser rotineiramente utilizado para auxiliar no diagnóstico de parasitismo renal em cães.”
Unitermos: nematódeo, diagnóstico por imagem, dioctofimatose, doença renal


OFTALMOLOGIA: Membrana amniótica bovina, preservada em glicerina, no tratamento de úlcera de córnea em um cão e de sequestro corneal em dois felinos – relato de casos

Autores: Kelly Cristine de Sousa Pontes ; Tatiana Schmitz Duarte, Daniel Portela Dias Machado, Rodrigo Viana Sepúlveda, Denise Regina Ramos, Andrea Pacheco Batista Borges

Resumo: A membrana amniótica, por apresentar propriedades favoráveis à reparação de lesões na córnea, foi empregada como enxerto após ceratectomia em dois casos de sequestro corneal felino e em um caso de úlcera não responsiva ao tratamento clínico em um cão. A membrana utilizada era da espécie bovina, preservada em glicerina a 99% a temperatura ambiente. Um caso de sequestro corneal felino apresentou recidiva e necessitou de novo procedimento com aplicação de múltiplas camadas da membrana. Os resultados foram satisfatórios e as córneas, aos sessenta dias de pós-operatório, recuperaram aproximadamente 90% da transparência. Sugere-se este tratamento como mais uma opção terapêutica nos casos de sequestro corneal felino e nas úlceras não responsivas à terapia clínica, pois a membrana amniótica bovina é de fácil aquisição e manipulação, e a glicerina a 99% a temperatura ambiente é eficiente como meio de preservação, além de apresentar baixo custo.
Unitermos: oftalmologia, cirurgia, membranas biológicas


ONCOLOGIA: Vacina de DNA: uma nova alternativa para o tratamento do melanoma canino – revisão de literatura

Autores: Cristiana de Melo Trinconi ; Flávia de Rezende Eugênio, Ênio José Bassi

Resumo: O melanoma é considerado um dos tumores cutâneos de maior importância em cães devido ao seu caráter agressivo, à capacidade de produzir metástases em estágios precoces e à baixa resposta aos tratamentos não cirúrgicos. Recentemente, as vacinas de DNA apresentam-se promissoras na terapêutica do melanoma canino. O objetivo deste trabalho é apresentar uma revisão bibliográfica sobre o assunto. As vacinas de DNA são baseadas em plasmídeos que contêm o gene codificante para o antígeno alvo, expressando-o na célula do hospedeiro e apresentando, assim, vantagens em relação às vacinas tradicionais, como: facilidade de produção, estabilidade térmica, baixo custo e estimulação da resposta imune celular (linfócitos T CD8+). Devido ao sucesso limitado das terapias padrões, o estabelecimento de uma vacina de DNA efetiva aumenta a possibilidade de uma terapia promissora para o melanoma canino, podendo trazer novas expectativas aos animais portadores dessa neoplasia.
Unitermos: imunoterapia, biologia molecular, neoplasias cutâneas, cães


ZOONOSES: Tuberculose em mamíferos silvestres

Autores: Patrícia Sayuri Murakami ; Renata Benício Neves Fuverki, Ivan Roque de Barros Filho, Alexander Welker Biondo

Resumo: Casos de tuberculose têm sido relatados em animais silvestres de várias partes do mundo. Muitos mamíferos silvestres são suscetíveis a essa infecção e apesar da grande diversidade dessas espécies no Brasil, as informações sobre a doença nessas populações ainda são escassas e incompletas. A manutenção do patógeno em populações silvestres de vida livre representa risco de transmissão do microrganismo para animais de produção. Em cativeiro – como zoológicos -, a presença do Mycobacterium também representa risco para outros animais e seres humanos, como tratadores e visitantes. A ocorrência da infecção foi registrada no Brasil em antas de zoológico e em quatis no Centro de Triagem de Animais Silvestres. A dificuldade do diagnóstico e a falta de vacinas eficazes comprometem os programas de controle e a erradicação da doença nos animais silvestres. A crescente interação entre seres humanos, animais domésticos e silvestres aumenta a necessidade de se compreender como atua a tuberculose em mamíferos silvestres, em virtude dos riscos que essa doença oferece à saúde pública.
Unitermos: zoonose, Mycobacterium, diagnóstico




Informação adicional

Peso 342 g
Dimensões 28 x 21 x 0.5 cm

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