Clínica Veterinária n. 84

R$ 30,00

ANIMAIS SELVAGENS: Uso de extrapolação metabólica em terapêutica antiparasitária em felídeos selvagens mantidos em cativeiro – relato de caso
CLÍNICA MÉDICA: Hemofilia A em cão – relato de caso
CLÍNICA MÉDICA: Meningite supurativa secundária a otite média e interna em um gato – relato de caso
DERMATOLOGIA: Ceratoma dos coxins em um cão – relato de caso
DERMATOLOGIA: Histiocitose reativa cutânea canina – relato de caso
NUTRIÇÃO: A importância dos aminoácidos na nutrição dos gatos domésticos
ODONTOLOGIA: Complexo gengivite-estomatite-faringite dos felinos

Descrição


Artigos científicos presentes na Clínica Veterinária n. 84, janeiro/fevereiro/2010, ano XV:

ANIMAIS SELVAGENS: Uso de extrapolação metabólica em terapêutica antiparasitária em felídeos selvagens mantidos em cativeiro – relato de caso

Autora: Sady Alexis Chavauty Valdes

Resumo: Na terapêutica de animais selvagens, variações em massa corporal entre espécies podem levar a cálculos inadequados de doses com base nesse parâmetro. Para reduzir os erros, o cálculo pode considerar o metabolismo basal do paciente. O presente relato mostra um caso de sucesso na extrapolação metabólica e faz considerações sobre os sistemas existentes de extrapolação de doses. Após o diagnóstico de parasitismo por Toxascaris leonina, Toxocara sp e Ancylostoma sp em grandes felinos mantidos em cativeiro, empregou-se a extrapolação metabólica para o cálculo de doses do fármaco utilizado no tratamento. Se fossem calculadas pela massa corpórea, as doses por animal seriam até 2,7 vezes maiores. Em conjunto com medidas sanitárias, a extrapolação metabólica se mostrou eficiente em todos os tratamentos. Ressalta-se a importância de conhecer as formas existentes de extrapolação de doses ao planejar o tratamento de animais selvagens.
Unitermos: animais selvagens, animais de zoológico, doenças parasitárias, cálculos da dosagem de medicamento


CLÍNICA MÉDICA: Meningite supurativa secundária a otite média e interna em um gato – relato de caso

Autores: Liliane Celita da Conceição ; Mariana Isa Poci Palumbo Antunes, Luiz Henrique de Araújo Machado, Arita de Cássia Marella Cremasco, Maria do Carmo Fernandez Vailati, Maria Lúcia Gomes Lourenço, Júlio Lopes de Sequeira

Resumo: Meningites supurativas são raramente reportadas em cães e gatos. O presente trabalho tem por objetivo relatar a ocorrência de meningite supurativa secundária à otite média e interna num gato da raça persa, fêmea, com cinco anos de idade, atendido pela FMVZ da Unesp-Botucatu, com alterações neurológicas multifocais de evolução aguda e progressiva. A análise do líquor mostrou predomínio de neutrófilos (90%) e presença de bactérias. Foi iniciada antibioticoterapia, porém o animal veio a óbito e foram isolados Staphylococcus beta-hemolítico, Streptococcus beta-hemolítico e Proteus mirabilis de fragmentos enviados para cultura. O presente caso nos mostra a necessidade de realização de exames mais específicos, como a análise do líquor nos casos de otite média e interna, de forma a diagnosticar e tratar precocemente as infecções do sistema nervoso central, que são afecções agudas, com um prognóstico de reservado a mau.
Unitermos: felinos, meningite bacteriana, neurologia


CLÍNICA MÉDICA: Hemofilia A em cão – relato de caso

Autores: Paulo César Jark ; Regina Kiomi Takahira, Luiz Henrique de Araújo Machado, Cláudio Roberto Scabelo Mattoso

Resumo: A hemofilia A caracteriza-se por uma deficiência no fator VIII da via intrínseca da cascata de coagulação e está relacionada à herança genética ligada ao cromossomo X sendo, portanto, transmitida pelas fêmeas aos seus descendentes. Como se trata de um distúrbio hemostático secundário, os principais sinais clínicos são hematomas, hemorragia profunda em cavidades, músculos e articulações. Um cão macho, boxer, de quatro meses de idade, foi atendido no Hospital Veterinário da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho em Botucatu, apresentando sangramento excessivo havia três dias devido a incisão realizada por outro médico veterinário para drenagem de um hematoma. Os exames laboratoriais demonstraram contagem de plaquetas dentro da normalidade, tempo de coagulação prolongado e tempo de tromboplastina parcial ativada prolongado. A dosagem do fator VIII foi de 0,96%, caracterizando hemofilia A grave.
Unitermos: defeito congênito, hemostasia, fatores de coagulação sanguínea.


DERMATOLOGIA: Ceratoma dos coxins em um cão – relato de caso

Autores: Rodrigo Friesen ; Marconi Rodrigues de Farias, Juliana Werner, Ubirajara Iobe Tasqueti, Luiz Guilherme Achcar Capriglione

Resumo: O ceratoma é um tumor do estrato córneo epidérmico que acomete superfícies palmares ou plantares de coxins digitais e se origina por fricção ou pressão crônicas. Esse tumor acomete cães de meia-idade, mormente cães de corrida, como os galgos. As lesões apresentam-se como placas e nódulos circulares firmes e bem definidos de hiperceratose compacta que se projeta sobre a superfície tegumentar. Relata-se o caso de um cão, mastim napolitano, macho, de seis anos de idade, que apresentava sobrepeso e lesões em placa irregulares, de aspecto verrucoso e ulceradas em coxins digitais e interdígitos plantares. Os achados radiográficos revelaram doença articular degenerativa nos dígitos acometidos. O exame dermato-histopatológico foi conclusivo para o diagnóstico de ceratoma de coxim. Esse paciente foi submetido a uma dieta específica para redução de peso e a exérese cirúrgica. Houve recidiva clínica.
Unitermos: calos, estrato córneo, galgos, tumores epiteliais.


DERMATOLOGIA: Histiocitose reativa cutânea canina – relato de caso

Autores: Elisângela Olegário da Silva ; Kleber Moreno, Eliane Cristina Palaoro Pereira, Ana Paula F. R. L. Bracarense

Resumo: A histiocitose reativa cutânea canina é de ocorrência incomum, sem predileção por raça e idade. Relata-se o caso de um Labrador macho, de cinco anos de idade, que apresentou quadro clínico de lesão crostosa, ulcerativa, indolor, não pruriginosa e secreção purulenta discreta em narina esquerda, com evolução lenta. Colheu-se material para cultura bacteriana e fúngica, cujos resultados foram negativos. O diagnóstico de histiocitose reativa cutânea foi estabelecido com base nas características histológicas e imunoistoquímicas. Iniciou-se tratamento com corticoide com bons resultados inicialmente, mas após algumas semanas a lesão progrediu. Optou-se por tratar somente com vitamina E, e após dois meses de uso, houve redução parcial e a evolução da lesão foi controlada.
Unitermos: cães, histiócitos, células dendríticas


NUTRIÇÃO: A importância dos aminoácidos na nutrição dos gatos domésticos

Autores: Aline Santana da Hora ; Mitika Kuribayashi Hagiwara

Resumo: Os gatos domésticos são carnívoros estritos e, portanto, apresentam uma alta necessidade de proteína na dieta. O metabolismo proteico peculiar da espécie torna extremamente importante o aporte de aminoácidos essenciais como a arginina, a metionina e a taurina. A deficiência desses aminoácidos na dieta resulta em graves distúrbios metabólicos, como a hiperamonemia, por deficiência de arginina, ou o surgimento de síndromes clínicas como retinopatias, cardiomiopatias e distúrbios da reprodução, decorrentes da deficiência de taurina. Para suprir as necessidades dos felinos e oferecer-lhes um alimento equilibrado e completo, as rações comerciais devem ser formuladas com adequados níveis de proteína e de aminoácidos essenciais, com certa margem de segurança, especialmente em relação à taurina.
Unitermos: felinos, metabolismo proteico, taurina.


ODONTOLOGIA: Complexo gengivite-estomatite-faringite dos felinos

Autores: Fernanda Hofmann-Appollo ; Vanessa Graciela Gomes Carvalho, Marco Antonio Gioso

Resumo: O complexo gengivite-estomatite-faringite (CGEF) é uma doença frequente da cavidade oral dos felinos, caracterizada por intensa inflamação gengival e não gengival, ulcerada ou ulceroproliferativa, muito mais severa do que a reação que normalmente se esperaria perante o progresso da doença periodontal. A idade média dos animais afetados é de oito anos, variando entre três a quinze. O CGEF frequentemente é refratário aos tratamentos clínicos, sem que nenhum protocolo tenha se mostrado totalmente eficaz. A extração de todos os dentes pré-molares e molares tem demonstrado os melhores resultados, com cerca de 80% dos animais clinicamente curados ou apresentando melhora significativa. Vários agentes infecciosos são suspeitos de estarem envolvidos no desenvolvimento da doença.
Unitermos: gato, imunodeficiência, gengivite necrosante, gengivoestomatite




Informação adicional

Peso 241 g
Dimensões 28 x 21 x 0.5 cm

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