Clínica Veterinária n. 83

R$ 30,00

CIRURGIA: Apresentação de um dispositivo artesanal para treinamento de aplicação de nós cirúrgicos
CIRURGIA: Enxertos cutâneos no reparo tecidual de lesão do membro pélvico em um cão
CIRURGIA: Hérnia inguinoescrotal em basset hound sem histórico de traumatismo – relato de caso
CLÍNICA MÉDICA: Apresentações clínicas do hipoadrenocorticismo em cães (Canis familiaris Linnaeus, 1758)
CLÍNICA MÉDICA: Hiperestrogenismo secundário a mestástase de sertolinoma – relato de caso
DIAGNÓSTICO POR IMAGEM: Comparação entre radiografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética nas afecções do ouvido em caninos e felinos – revisão de literatura
OFTALMOLOGIA: Manometria ocular para estudo experimental da medição de pressão intraocular em cães e gatos: como realizá-la de maneira precisa e barata
ONCOLOGIA: Adenocarcinoma metastático da glândula da terceira pálpebra em um cão

Descrição


Artigos científicos presentes na Clínica Veterinária n. 83, novembro/dezembro/2009, ano XIV:

CIRURGIA: Enxertos cutâneos no reparo tecidual de lesão do membro pélvico em um cão

Autores: Larissa Berté ; Fabiano Zanini Salbego, Alceu Gaspar Raiser, Alexandre Mazzanti

Resumo: O enxerto cutâneo é caracterizado por um segmento de epiderme e derme removido completamente de uma região do corpo e transferido para outra. A sobrevida do enxerto no leito receptor depende de uma série de fatores, tais como absorção de líquidos teciduais, controle de infecção e desenvolvimento de neovascularização. Os enxertos em malha são segmentos de espessura completa da pele, enquanto os enxertos por pinçamento têm espessura parcial – e tanto um quanto outro são aplicados em um leito receptor com tecido de granulação viável. As bandagens são importantes na imobilização de enxertos cutâneos e devem ser aplicadas adequadamente, a fim de evitar necrose. O presente trabalho descreve a associação de técnicas de enxertia cutânea no membro pélvico esquerdo de um cão com ferimento de amplas proporções decorrente de acidente automobilístico, dando ênfase à recuperação funcional e estética do paciente.
Unitermos: ferida, avulsão, enxerto em malha, enxerto por pinçamento.


CIRURGIA: Hérnia inguinoescrotal em basset hound sem histórico de traumatismo – relato de caso

Autores: José Fernando Ibañez ; Paula Cava Rodrigues, Fernando Leandro dos Santos, Carmen Lúcia Scortecci Hilst, Luciana Giannini

Resumo: As hérnias inguinais são protrusões de órgãos ou tecidos contidos na cavidade abdominal pelo canal inguinal, consideradas raras nos cães machos. Quando ocorrem adjacentes ao cordão espermático, podem ser chamadas também de hérnias escrotais. Relata-se o caso de um cão macho, da raça basset hound, com três anos de idade, atendido devido à presença de aumento de volume intermitente da bolsa escrotal havia quinze dias. O diagnóstico de hérnia inguinoescrotal baseou-se nos achados clínicos pela redução do conteúdo e da palpação do anel hernial. O cão foi prontamente submetido à herniorrafia, não apresentando intercorrências durante ou após o tratamento. O prognóstico dessa afecção é favorável quando a cirurgia é realizada sem a presença de encarceramento de vísceras, como no caso descrito.
Unitermos: cão, cirurgia, abdome, inguinal.


CIRURGIA: Apresentação de um dispositivo artesanal para treinamento de aplicação de nós cirúrgicos

Autor: James Newton B. Meira de Andrade

Resumo: A correta aplicação de nós cirúrgicos é um importante requisito na técnica operatória, e o treinamento adequado auxilia na precisão de sua realização, evitando o prolongamento dos procedimentos cirúrgicos e as intercorrências pós-operatórias, como a deiscência dos pontos. O objetivo do autor, mediante o presente artigo, foi apresentar um dispositivo artesanal utilizado para o treinamento da aplicação de nós cirúrgicos, simulando algumas situações reais, como a tensão nos bordos de feridas cirúrgicas e a profundidade de planos. O dispositivo é de fácil confecção e mostrou-se eficaz no treinamento da aplicação de diversos tipos de nós cirúrgicos, permitindo assim o treinamento dos cirurgiões. Sugere-se sua utilização como instrumento auxiliar no ensino da disciplina de Técnica Operatória.
Unitermos: técnica operatória, hemostasia, síntese.


CLÍNICA MÉDICA: Hiperestrogenismo secundário a mestástase de sertolinoma – relato de caso

Autores: Tatiane Moreno Ferrarias ; Márcia Marques Jericó, Me Rodrigo Gonzalez, Milena Piacitelli Sanchez, Marília Takada, Adriane Provasi, Karina Lourenço Cantagallo

Resumo: Um cão macho sem raça definida, treze anos de idade e apresentando aumento de volume em região inguinal com evolução de dois anos e crescimento progressivo, foi atendido no Hospital Veterinário da Universidade Anhembi Morumbi. Por exame ultrassonográfico abdominal e análise histopatológica pós-orquiectomia, constatou-se criptorquidismo e sertolinoma. Mesmo após a retirada dos testículos, a produção hormonal não cessou – sugerindo processo metastático em linfonodos sublombares e ilíacos – e o quadro de síndrome de feminização evoluiu, além de anemia secundária ao hiperestrogenismo. É importante ressaltar que, apesar de raros, deve-se atentar para tumores testiculares metastáticos mesmo em cães castrados com sinais de feminização ou pancitopenia.
Unitermos: cão, endocrinologia, criptorquidismo, pancitopenia, feminização.


CLÍNICA MÉDICA: Apresentações clínicas do hipoadrenocorticismo em cães (Canis familiaris Linnaeus, 1758)

Autores: Luciana Peralta S. Gonçalves ; Gustavo Almeida Gonçalves, Flavya Mendes-de-Almeida

Resumo: O hipoadrenocorticismo ou doença de Addison é a síndrome resultante da destruição bilateral das glândulas adrenais. A insuficiência adrenocortical pode ser classificada como primária ou clássica e secundária ou atípica. O diagnóstico do hipoadrenocorticismo é realizado com base no histórico, nos sinais clínicos e nos exames laboratoriais. O teste de estimulação pelo ACTH (hormônio adrenocorticotrófico) é considerado teste de eleição para a confirmação do diagnóstico. O tratamento de escolha irá variar de acordo com o estado clínico do animal e a natureza da insuficiência. Este trabalho tem como objetivo revisar os principais aspectos diagnósticos e terapêuticos do hipoadrenocorticismo e suas principais alterações laboratoriais, alertando os médicos veterinários para a importância do reconhecimento das diferentes apresentações clínicas do distúrbio e, a necessidade de sua inclusão no diagnóstico diferencial das emergências na clínica médica de pequenos animais.
Unitermos: “doença de Addison insuficiência adrenocortical clássica insuficiência adrenocortical atípic


DIAGNÓSTICO POR IMAGEM: Comparação entre radiografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética nas afecções do ouvido em caninos e felinos – revisão de literatura

Autores: Anelise Carvalho Nepomuceno ; Carlos Artur Lopes Leite, Tatiana Silveira, Rosana Zanatta, Marcus Antônio Rossi Feliciano, Júlio Carlos Canola

Resumo: O ouvido, orelha ou sistema vestibulococlear compreende um conjunto de estruturas cuja função está relacionada com a audição e o equilíbrio. Ele pode ser dividido nas porções externa, média e interna. A otite média caracteriza-se pela afecção do sistema vestibulococlear no segmento compreendido entre os ouvidos externo e interno, abrangendo as estruturas da bula timpânica e da cadeia ossicular, além da face interna das membranas timpânica e das janelas coclear e vestibular. É importante estabelecer o diagnóstico de otite média para evitar cronicidade e danos irreversíveis à audição. Técnicas de diagnóstico por imagem como radiografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética são essenciais no diagnóstico e na avaliação de pacientes com suspeita de afecções no ouvido. Este trabalho tem por objetivo descrever as aplicações dessas principais técnicas de obtenção de imagem relacionadas ao sistema vestibulococlear em medicina veterinária, apontando qualidades e dificuldades.
Unitermos: cão, gato, diagnóstico por imagem, otite.


OFTALMOLOGIA: Manometria ocular para estudo experimental da medição de pressão intraocular em cães e gatos: como realizá-la de maneira precisa e barata

Autores: Sílvia Franco Andrade ; Caroline Ferreira Lonchiati, Cristiane Aparecida Miranda Zachi, Tatiana Cremonezi, Keila Priscilla Sakamoto, Juliana Dalorossa Amatuzzi

Resumo: A manometria ocular é uma técnica utilizada experimentalmente para a medição invasiva da pressão intraocular (PIO) por meio de canulação da câmara anterior com uma agulha fina e medição com aparelhos de detecção de pressão. Este trabalho teve o objetivo de avaliar materiais baratos e de fácil aquisição para a realização de manometria ocular, verificando a acurácia da medição da PIO com os manômetros aneroide e de coluna de mercúrio. Quanto à acurácia, ambos obtiveram o mesmo desempenho. O manômetro aneroide apresentou maior facilidade de ser posicionado, e o de mercúrio, melhor visibilidade para a leitura da PIO. Conclui-se que ambos os manômetros são viáveis e precisos na realização da manometria ocular.
Unitermos: manômetro aneroide, manômetro de coluna de mercúrio.


ONCOLOGIA: Adenocarcinoma metastático da glândula da terceira pálpebra em um cão

Autores: Thomas Normanton Guim ; Melissa Borba Spader, Tainã Normanton Guim, Adriana Neves, Fernanda da Silva Xavier, Cristina Gevehr Fernandes

Resumo: O adenocarcinoma da glândula da terceira pálpebra (AGTP) é um neoplasma raro em animais domésticos, com escassos relatos de metástases confirmadas histologicamente. O neoplasma foi diagnosticado em um cão que apresentava um tumor ulcerado comprometendo a órbita e linfonodos submandibulares. O exame radiográfico revelou imagem compatível com metástase pulmonar. Um procedimento cirúrgico paliativo foi realizado e os tumores foram enviados para avaliação histopatológica. O animal foi submetido à eutanásia dois meses após o procedimento cirúrgico, por apresentar recidiva neoplásica e dispneia. Na necropsia foi observada invasão de tecido neoplásico para musculatura periorbital e acometimento neoplásico dos linfonodos submandibulares, subescapulares e pulmões. A caracterização das lesões histopatológicas permitiu o diagnóstico de AGTP e confirmaram-se as suspeitas de metástase.
Unitermos: oncologia, neoplasmas palpebrais, membrana nictitante.




Informação adicional

Peso 285 g
Dimensões 28 x 21 x 0.5 cm

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