Clínica Veterinária n. 81

R$ 30,00

ANIMAIS SILVESTRES: Infecção aguda fatal por Toxoplasma gondii em macaco-barrigudo (Lagothrix lagotricha) – relato de caso
ANIMAIS SILVESTRES: Principais doenças bacterianas e fúngicas em psitacídeos
DERMATOLOGIA: Dermatomiosite canina familiar – relato de caso
NEUROLOGIA: Aspectos clínico-patológicos em casos de meningoencefalite necrosante canina
NEUROLOGIA: Dicas essenciais para o controle da epilepsia em cães e gatos
NEUROLOGIA: Paraplegia aguda com perda da percepção de dor profunda em cães – revisão de literatura
NUTRIÇÃO: Estudo sobre os hábitos alimentares e atividades físicas de cães obesos da cidade de São Paulo e seus reflexos no balanço metabólico

Descrição

Artigos científicos presentes na Clínica Veterinária n. 81, julho/agosto/2009, ano XIV:

ANIMAIS SILVESTRES: Infecção aguda fatal por Toxoplasma gondii em macaco-barrigudo (Lagothrix lagotricha) – relato de caso

Autores: Ana Carolina Holanda Maluenda ; Renata Assis Casagrande, Viviane Cristhiane Nemer, Cristina Takami Kanamura, Danilo Kluyber, Rodrigo H. F. Teixeira, Eliana Reiko Matushima

Resumo: A infecção por Toxoplasma gondii é um problema para a manutenção de primatas não humanos em cativeiro, sendo as espécies do Novo Mundo altamente suscetíveis à doença. O objetivo deste trabalho é relatar um caso de toxoplasmose aguda em um macaco-barrigudo (Lagothrix lagotricha) adulto, proveniente de vida livre, que morreu e foi encaminhado para necropsia. Os principais achados anatomopatológicos estavam no pulmão, baço, fígado e linfonodos, com a visualização de estruturas compatíveis com T. gondii no exame citológico, histopatológico e na imunomarcação positiva com anticorpo policlonal anti-T. gondii – achados esses que condizem com os casos encontrados na literatura. Como os primatas neotropicais normalmente desenvolvem infecção aguda e fatal, ressalta-se a importância do manejo preventivo e suas possíveis vias de transmissão em cativeiro.
Unitermos: animais silvestres, primatas, patologia, protozoários, toxoplasmose


ANIMAIS SILVESTRES: Principais doenças bacterianas e fúngicas em psitacídeos

Autores: Silvia Neri Godoy ; Zalmir Silvino Cubas

Resumo: O Brasil é considerado o país mais rico do mundo em representantes da ordem Psittaciformes, cujas espécies são popularmente conhecidas como psitacídeos. Muitas espécies estão ameaçadas de extinção devido à contínua destruição de hábitats e à captura de exemplares na natureza. Portanto, a manutenção legalizada desses animais em cativeiro é extremamente importante para a conservação de diversas espécies. Os psitacídeos são sensíveis a diversas doenças causadas por diferentes vírus, bactérias, fungos e parasitas, porém ainda são necessários muitos estudos tanto das aves mantidas em cativeiro como nas de vida livre. Tanto fungos como bacterias podem apresentar-se como agentes primários ou oportunistas em animais com imunodepressão ou desnutridos. Este trabalho apresenta uma revisão das principais doenças bacterianas e fúngicas que acometem os psitacídeos mantidos em cativeiro, visando subsidiar clínicos no diagnóstico e na conduta terapêutica dessas infecções.
Unitermos: animais selvagens, aves silvestres, zoonoses, clínica de aves, psitaciformes


DERMATOLOGIA: Dermatomiosite canina familiar – relato de caso

Autores: Luiz Henrique de Araújo Machado ; Mauro José Lahm Cardoso, Viciany Erique Fabris, Mariana Isa Poci Palumbo

Resumo: A dermatomiosite canina familiar é uma dermatose incomum, de caráter hereditário, inflamatório e idiopático de pele, músculos e algumas vezes dos vasos sanguíneos, mais frequente em collies e pastores de Shetland. As lesões cutâneas se desenvolvem entre sete semanas e seis meses de idade, apresentando maior comprometimento muscular nos collies. As lesões dérmicas são mais comuns em locais de maior traumatismo mecânico, como regiões perioculares, facial e labial, pina, ponta da cauda e proeminências ósseas, caracterizando-se por eritema, descamação, alopecia, crostas e distúrbios de pigmentação. A miosite caracteriza-se por atrofia dos músculos mastigatórios e dos membros. O diagnóstico se dá pela história clínica, pela raça e pela idade do animal, com o auxílio dos exames dermatológico e osteomuscular, e coadjuvado pelas alterações histológicas da pele e dos músculos reveladas em biopsias respectivas, imunofluorescência da pele e eletromiografia. Este artigo visa relatar um caso de dermatomiosite canina familiar em collies, bem como revisar seus diversos aspectos descritos na literatura.
Unitermos: cães, collies, dermatoses


NEUROLOGIA: Paraplegia aguda com perda da percepção de dor profunda em cães – revisão de literatura

Autores: Bruno Martins Araújo ; Mônica Vicky Bahr Arias, Eduardo Alberto Tudury

Resumo: A paraplegia aguda com perda da percepção de dor profunda indica lesão medular grave, capaz de lesionar fibras bastante resistentes à lesão e localizadas profundamente na medula espinhal. Várias enfermidades são consideradas no diagnóstico diferencial de cães com essa alteração, em que na maioria dos casos, a lesão ocorre por extrusão de disco intervertebral, fraturas/luxações vertebrais e embolismo fibrocartilaginoso. O diagnóstico baseia-se na resenha clínica, na anamnese, na evolução aguda dos sinais clínicos e nos resultados do exame neurológico e de exames complementares, como imagens da coluna vertebral e da medula espinhal. O tratamento deve ser direcionado na prevenção da destruição neuronal bioquímica, na descompressão da medula espinhal e/ou na estabilização da coluna vertebral. O prognóstico varia de reservado a desfavorável, dependendo da etiologia da lesão e das opções de tratamento disponíveis.
Unitermos: sistema nervoso, afecções da medula espinhal, analgesia


NEUROLOGIA: Dicas essenciais para o controle da epilepsia em cães e gatos

Autora: Mônica Vicky Bahr Arias

Resumo: A epilepsia é uma das alterações neurológicas mais frequentes na clínica de pequenos animais. As causas de convulsão no cão e no gato são variadas e o êxito do tratamento das desordens convulsivas se baseia no diagnóstico correto da síndrome neurológica quanto à sua origem idiopática, sintomática ou criptogênica. Aproximadamente 80% dos pacientes epilépticos tratados com anticonvulsivantes ficam livres das crises de forma permanente ou apresentam quadros de menor intensidade e frequência. As causas de falha terapêutica incluem doença progressiva, orientação inadequada do proprietário, seleção indevida de um anticonvulsivante, intolerância aos efeitos do medicamento e epilepsia resistente ao tratamento. Este artigo aborda a avaliação correta do paciente e os princípios da terapia farmacológica, com ênfase na monoterapia, para reduzir as interações e os efeitos colaterais.
Unitermos: sistema nervoso, terapêutica, convulsões


NUTRIÇÃO: Estudo sobre os hábitos alimentares e atividades físicas de cães obesos da cidade de São Paulo e seus reflexos no balanço metabólico

Autores: Márcia Marques Jericó ; Jane Mary Albinati, Fernanda Bueno Fusco

Resumo: A obesidade, doença metabólica de origem multifatorial, acarreta prejuízos à saúde e à longevidade do indivíduo. Objetivou-se avaliar o comportamento de cães obesos na cidade de São Paulo em relação à ingestão alimentar e à prática de atividades motoras e suas consequências no balanço metabólico desses animais. Foram pesquisados 50 animais obesos de faixas etárias variadas e diferentes raças. Verificou-se que 22% dos animais pesquisados não realizam nenhuma atividade física, 46% deles são considerados moderadamente preguiçosos e 56% têm um comportamento alimentar voraz ou guloso. Também 78% desses cães consomem o mesmo tipo de alimento que seu proprietário e todos apresentam um balanço metabólico positivo. Concluiu-se que os cães obesos estudados apresentam comportamento alimentar e de atividade motora que resultam num balanço metabólico positivo, com consequente perpetuação e progressão da condição de obesidade.
Unitermos: obesidade, atividade motora, comportamento alimentar


NEUROLOGIA: Aspectos clínico-patológicos em casos de meningoencefalite necrosante canina

Autores: Fernando Yutaka Moniwa Hosomi ; Adriano Tony Ramos, Eduardo Kenji Masuda, Maria Elisa Trost, Dominguita Lühers Graça, Paulo César Maiorka

Resumo: A meningoencefalite necrosante canina (MNC) é uma doença inflamatória idiopática que afeta principalmente os hemisférios cerebrais de cães de raças pequenas. A sintomatologia apresentada pelos animais é progressiva, sendo as crises convulsivas o principal sinal clínico. A etiologia da MNC ainda é pouco conhecida, sendo possivelmente multifatorial e influenciada por fatores genéticos e ambientais. Até o momento, os tratamentos têm sido paliativos, com uso de anti-inflamatórios corticoides em dosagens imunossupressoras e anticonvulsivos. Nesta revisão são descritos seis casos recentes de MNC no Brasil, ocorridos nas raças pug (dois casos), Yorkshire (dois casos) e maltês (dois casos). Deste total, três casos foram provenientes da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia – Universidade de São Paulo – SP e três do Laboratório de Patologia Veterinária – Universidade Federal de Santa Maria – RS.
Unitermos: cães, encefalopatias, neurologia




Informação adicional

Peso 375 g
Dimensões 28 x 21 x 0.5 cm

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