Clínica Veterinária n. 79

R$ 40,00

CLÍNICA MÉDICA: Displasia renal canina – relato de três casos
EMERGÊNCIA E CUIDADOS INTENSIVOS: Cetoacídose diabética: fisiopatogenia, diagnóstico e tratamento
ODONTOLOGIA: Como melhorar a analgesia no transoperatório em tratamentos odontológicos de cães e gatos
ONCOLOGIA: Neoplasmas mamários em gatas – revisão de literatura
ONCOLOGIA: Osteocondromatose em um dachshund: relato de caso
ONCOLOGIA: Sarcoma histiocítico disseminado em um cão
ORTOPEDIA: Neuropatia isquiática em consequência de fratura pélvica em cães – relato de dois casos

Descrição


Artigos científicos presentes na Clínica Veterinária n. 79, março/abril/2009, ano XIV:

CLÍNICA MÉDICA: Displasia renal canina – relato de três casos

Autores: Roselene Ecco ; Silvia Diniz Janot Pacheco Papini, Tatiane Alves da Paixão, Natália de Melo Ocarino, Fabiana Lessa Silva, Rogéria Serakides

Resumo: Três casos de displasia renal são descritos em cães jovens das raças lhasa apso, labrador e maltês. Clinicamente apresentavam: mucosas hipocoradas, estomatite, hálito urêmico, desidratação, vômitos frequentes, poliúria e melena. O labrador tinha a face aumentada de volume, firme e com desorganização dentária. Na necropsia, todos os três cães apresentavam os rins difusamente branco-amarelados, de tamanho intensamente diminuídos, firmes e com a superfície cortical externa irregular. O limite córtico-medular era irregular e indistinto e a cortical interna apresentava espessura diminuída. A mandíbula e a maxila do labrador tinham alterações características de osteodistrofia fibrosa. Na histologia, o córtex apresentava vários glomérulos e túbulos imaturos, além de túbulos adenomatosos intercalados por intensa fibrose e mineralização distrófica. Não foram encontrados relatos de displasia renal em cães das raças labrador e maltês.
Unitermos: Cães jovens, nefropatia, congênita, histopatologia.


EMERGÊNCIA E CUIDADOS INTENSIVOS: Cetoacídose diabética: fisiopatogenia, diagnóstico e tratamento

Autores: Alessandra Martins Vargas ; André Luís S. Santos

Resumo: A cetoacidose diabética (CAD) constitui a emergência endócrina mais frequente na rotina clínica de pequenos animais. É uma desordem complexa e potencialmente fatal, apresentando mortalidade de aproximadamente 30%. O desenvolvimento da CAD decorre da insuficiência relativa ou absoluta de insulina em associação com o aumento da liberação dos hormônios de estresse e consequente hiperglicemia, cetonemia e desidratação. O conhecimento da fisiopatogenia da doença associado às manifestações clínicas é fundamental para o diagnóstico e a instituição de um protocolo terapêutico adequado. O paciente em CAD necessita de cuidados intensivos, uma vez que o tratamento envolve fluidoterapia, insulinoterapia e suplementação de eletrólitos, além da identificação dos fatores predisponentes.
Unitermos: Diabetes mellitus, hiperglicemia, cetonemia, cetonúria.


ODONTOLOGIA: Como melhorar a analgesia no transoperatório em tratamentos odontológicos de cães e gatos

Autores: Vanessa Graciela Gomes Carvalho ; Marco Antônio Gioso, Daniel Giberne Ferro, Lenin Arturo Villamizar Martinez

Resumo: A dor e suas consequências fisiológicas vêm sendo amplamente discutidas e estudadas nos últimos anos e essa preocupação também faz parte da rotina odontológica. A anestesia geral possibilita o trabalho na cavidade oral sem riscos para o médico veterinário, além de bloquear os estímulos dolorosos, dependendo da qualidade anestésica. Com a associação da anestesia local, aumenta-se a eficiência analgésica durante o procedimento cirúrgico e no pós-operatório, reduz-se o consumo do anestésico geral e há mais segurança para o paciente, além de favorecer uma rápida recuperação da consciência. Esses benefícios favorecem um rápido restabelecimento, por manter o consumo hídrico e alimentar. As técnicas são facilmente realizadas e praticamente não oferecem riscos, quando bem utilizadas. Este artigo revisa as técnicas de anestesia local mais utilizadas na odontologia veterinária, como as terminais (tópica e infiltrativa) e os bloqueios regionais, assim como os anestésicos que podem ser utilizados nesses procedimentos.
Unitermos: Anestesia local, odontologia, bloqueio regional.


ONCOLOGIA: Neoplasmas mamários em gatas – revisão de literatura

Autores: Marcos Magalhães ; Fabrício Singaretti de Oliveira, Alessandre Hataka, Fernanda Vieira Amorim da Costa

Resumo: Com exceção dos tumores da pele e do tecido linfo-hematopoiético, os neoplasmas mamários são os mais comuns em felinos domésticos. Esse tipo de tumor corresponde a 17% de todos os tumores que acometem a gata, sendo que a porcentagem de tumores malignos pode variar de 80% a 97%. Os carcinomas mamários ocorrem em gatas mais velhas e estão associados ao uso regular de progestógenos sintéticos. As opções de tratamento incluem a cirurgia radical isoladamente ou em associação com quimioterapia adjuvante. Dentre os principais fatores que influenciam o prognóstico estão o tamanho tumoral e a presença de metástases. Os neoplasmas mamários em gatas são considerados uma doença grave e de rápida evolução, portanto, uma abordagem precoce e agressiva deve ser instituída para que haja um aumento significativo do tempo e da qualidade de vida dos pacientes.
Unitermos: Tumor mamário felino, quimioterapia, imunoterapia, oncologia veterinária.


ONCOLOGIA: Osteocondromatose em um dachshund: relato de caso

Autores: Ana Luiza Sarkis Vieira ; Mariana Noyma Xavier, Érica Azevedo Costa, Gleidice Eunice Lavalle, Renato de Lima Santos

Resumo: A osteocondromatose é uma doença caracterizada pelo desenvolvimento de nódulos solitários ou múltiplos, com encapsulamento ósseo por cartilagem, contendo uma cavidade medular contínua com o osso adjacente. Radiologicamente, esses nódulos apresentam córtex fundido com o do osso hospedeiro e porção medular em comunicação direta com a cavidade medular do osso adjacente. No âmbito da medicina humana, a presença de múltiplos nódulos é denominada síndrome da exostose múltipla hereditária e é consequência de mutações nos genes supressores de tumor EXT1 e EXT2. Sabe-se que a osteocondromatose tem padrão autossômico dominante em homens e em cães. Neste trabalho, relata-se um caso de osteocondromatose em um cão da raça dachshund de cinco anos de idade, com múltiplas exostoses localizadas no fêmur esquerdo, no dígito e em algumas costelas e vértebras cervicais e lombares. O diagnóstico de osteocondromatose foi baseado em exames radiológicos, macroscópicos e histopatológic.
Unitermos: Cão, osteocondroma, exostose.


ONCOLOGIA: Sarcoma histiocítico disseminado em um cão

Autores: Eduardo Kenji Masuda ; Bruno Leite dos Anjos, Maria Elisa Trost, José Carlos de Oliveira Filho, Adriane L. Gabriel, Luiz Francisco Irigoyen, Rafael Almeida Fighera

Resumo: Uma cadela rottweiler de dez anos de idade, com histórico de tumores mamários e acentuada dispnéia, foi encaminhada ao Laboratório de Patologia Veterinária – UFSM para necropsia. No exame macroscópico, massas esbranquiçadas estavam distribuídas principalmente no baço, fígado e pulmão. Havia também espessamento concêntrico das artérias pulmonares. Células neoplásicas redondas e multinucleadas exercendo leucofagia e eritrofagocitose foram observadas no exame histopatológico. O exame macro e microscópico, além da imunoistoquímica positiva para vimentina e lisozima, foram determinantes no diagnóstico de sarcoma histiocítico disseminado, um neoplasma mesenquimal maligno que afeta principalmente cães de meia-idade e de grande porte. A determinação da origem celular correta pela imunoistoquímica se faz necessária. Os possíveis diagnósticos diferenciais macro e microscópicos são discutidos no presente relato.
Unitermos: Patologia, doenças de cães, neoplasia, imunoistoquímica, histiócitos.


ORTOPEDIA: Neuropatia isquiática em consequência de fratura pélvica em cães – relato de dois casos

Autores: Bernardo Kemper ; Bruno Martins Araújo, Victor José Vieira Rossetto, Eduardo Alberto Tudury

Resumo: As fraturas de pelve são comuns em cães e, junto com a lesão óssea, estão frequentemente presentes lesões de tecidos moles que incluem vísceras pélvicas e nervos do plexo lombossacro. A neuropatia do nervo isquiático está frequentemente associada a fraturas pélvicas devido à íntima relação que esse nervo mantém com as estruturas ósseas durante o seu trajeto em direção à extremidade distal do membro. Nesses casos, o nervo isquiático é lesionado diretamente no momento do traumatismo, por pinçamento posterior provocado pelos fragmentos da fratura ou pode ser comprimido progressivamente em virtude da proliferação de tecido fibroso durante a cicatrização óssea. O presente trabalho relata dois casos de neuropatia isquiática decorrentes de fratura pélvica e descreve a etiologia, a conduta e a evolução do quadro clínico desse agravo, além das complicações inerentes a cada caso.
Unitermos: Nervo, traumatismo, pelve.




Informação adicional

Peso 239 g
Dimensões 28 x 21 x 0.5 cm

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