Clínica Veterinária n. 74

R$ 40,00

ANIMAIS SELVAGENS: Eletrocardiografia em quatis (Nasua nasua – Linnaeus, 1766) mantidos em cativeiro e contidos quimicamente com quetamina e xilazina
CIRURGIA: Glossectomia parcial em um cão
CLÍNICA MÉDICA: Aelurostrongylus abstrusus – relato de caso em felino
CLÍNICA MÉDICA: Vasculite necrosante e focos hemorrágicos no encéfalo de gato acometido pela peritonite infecciosa dos felinos – relato de caso
NEUROLOGIA: Patogenia das lesões do sistema nervoso central (SNC) na cinomose canina
ONCOLOGIA: Tumor maligno de bainha nervosa em papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva) – relato de caso
ORTOPEDIA: Fixação percutânea externa complementar na osteossíntese de fratura pélvica cominutiva bilateral – relato de caso em um cão
SAÚDE PÚBLICA: Leishmaniose tegumentar americana em gato doméstico no município do Rio de Janeiro, Brasil – relato de caso

Descrição


Artigos científicos presentes na Clínica Veterinária n. 74, maio/julho/2008, ano XIII:

ANIMAIS SELVAGENS: Eletrocardiografia em quatis (Nasua nasua – Linnaeus, 1766) mantidos em cativeiro e contidos quimicamente com quetamina e xilazina

Autores: Rinaldo Cavalcante Ferri ; Fabrício Bezerra de Sá, Cyro Rego Cabral Jr, Simona Teobaldo Sanchez, Taciana Pontes Spinelli

Resumo: “Este trabalho teve por objetivo avaliar o perfil eletrocardiográfico de 21 quatis (Nasua nasua – Linnaeus, 1766) mantidos em cativeiro. Para tanto, os animais foram submetidos à contenção química com quetamina e xilazina. As variáveis analisadas foram: freqüência cardíaca (FC), ritmo, eixo elétrico médio (EEM), onda P, complexo QRS, intervalos PR e QT, segmento ST e onda T. Os resultados encontrados foram: FC (157,62±28,22 bpm) onda P (0,058±0,021 mV e 0,03±0,0056 seg) QRS (0,551±0,20 mV e 0,0335±0,0055 seg) PR (0,07±0,0097 seg) e QT (0,165±0,017 seg). O ritmo dominante foi o sinusal (90,48%). O EEM variou de -30? a +90? sendo que, em 90,48% dos animais, estava dentro do intervalo +60? a +90?. Os valores observados para os quatis foram similares aos de gatos (mensurações e configurações do complexo P-QRS-T) e cães domésticos (EEM).”
Unitermos: procyonidae, eletrofisiologia, coração, anestesia


CIRURGIA: Glossectomia parcial em um cão

Autores: Graziela Kopinits de Oliveira ; Alceu Gaspar Raiser, Eduardo de Bastos Santos Júnior, Maicon Pinheiro, Liandra Vogel Portella

Resumo: Ressecções de grandes porções da língua não têm sido realizadas com freqüência em cães, devido à preocupação com a ocorrência de seqüelas pós-operatórias desfavoráveis. Neste relato é apresentado o caso de um cão levado ao Hospital Veterinário da Universidade de Santa Maria apresentando traumatismo lingual com subseqüente necrose (decorrente da passagem de um projétil de arma de fogo), e submetido à glossectomia parcial de 2/3 da língua como tratamento. Cinco meses após a intervenção cirúrgica, o animal se encontrava bem adaptado à nova situação e não apresentava dificuldade de ingestão de sólidos ou líquidos. A glossectomia parcial pode proporcionar sobrevida digna para os animais, dada à capacidade que eles têm de se adaptar a esse tipo de intervenção.
Unitermos: cirurgia, língua, traumatismo lingual


CLÍNICA MÉDICA: Vasculite necrosante e focos hemorrágicos no encéfalo de gato acometido pela peritonite infecciosa dos felinos – relato de caso

Autores: Alexandre Gonçalves Teixeira Daniel ; Archivaldo Reche Junior, Paulo César Maiorka, Audrey Cristina Rosatti de Souza

Resumo: A peritonite infecciosa dos felinos é uma doença comum e fatal, que pode ocorrer sistemicamente ou em órgãos isolados, sendo a afecção neurológica uma manifestação habitual. Uma fêmea felina, de um ano de idade, foi atendido com quadro de disorexia, paralisia de membros posteriores e hematúria. Os exames laboratoriais e radiográficos do animal não mostraram alterações. Após 20 dias de tratamento suporte, o animal apresentou panuveíte e foi submetido à eutanásia. O exame necroscópico mostrou diversas áreas de vasculite necrótica, malácia e hemorragia em tecido nervoso, com presença de polimorfonucleares, neutrófilos e aneurismas, secundários a severa vasculite necrótica, além de congestão, edema e degeneração neuronal. Embora o quadro histopatológico seja condizente com a peritonite infecciosa dos felinos, a manifestação exacerbada do sistema imune gerando vasculite necrótica e formação de aneurismas mostrou-se incomum.
Unitermos: neurologia, coronavírus, patologia


CLÍNICA MÉDICA: Aelurostrongylus abstrusus – relato de caso em felino

Autores: Mariana Caetano Teixeira ; Tahisa Faria Velloso, Cristina Germani Fialho, Sandra Tietz Marques, Karla Escopelli, Flávio Antônio P. de Araújo

Resumo: Relata-se um caso clínico de parasitismo por Aelurostrongylus abstrusus em fêmea felina castrada, sem raça definida, de dois anos de idade, apresentando dispnéia, episódios de tosse seca e engasgos. O diagnóstico parasitológico, realizado pelas técnicas de Baermann, esfregaço direto e Willis-Mollay, detectou grande quantidade de larvas de A. abstrusus. A radiografia de tórax apresentou infiltrados peribrônquicos e padrão intersticial difuso, compatível com pneumonia. O tratamento à base de fenbendazol promoveu redução de 70% e 100% das larvas, redução esta observada nos exames parasitológicos, realizados, respectivamente, três e sete dias após o tratamento. Antibioticoterapia com amoxicilina e ácido clavulânico tratou a pneumonia bacteriana secundária, com diminuição considerável do desconforto respiratório.
Unitermos: diagnóstico por imagem, coproparasitológico


NEUROLOGIA: Patogenia das lesões do sistema nervoso central (SNC) na cinomose canina

Autores: Heloísa Orsini ; Eduardo Fernandes Bondan

Resumo: A cinomose é uma doença importante e freqüente na clínica de cães, conhecida por sua alta morbimortalidade e pelos sinais e sintomas clínicos característicos que gera nos animais acometidos. Apesar de ser reconhecida como a principal enfermidade infecciosa dos cães, e de técnicas para o seu tratamento e profilaxia serem utilizadas rotineiramente pelo médico veterinário, informações acerca dos mecanismos envolvidos na patogenia da doença – especialmente no que se refere ao acometimento do sistema nervoso central (SNC) – são ainda pouco difundidas. Tendo em vista a importância do conhecimento dos mecanismos e processos celulares envolvidos na cinomose para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas mais eficientes no tratamento de tal doença, esta revisão traz um resumo dos principais aspectos patológicos da enfermidade e aborda de forma mais aprofundada a patogenia da afecção do SNC, enfocando os tipos celulares possivelmente envolvidos no desenvolvimento das alterações neurológicas.
Unitermos: canídeos, paramixovírus, encefalite, glia, desmielinização


ONCOLOGIA: Tumor maligno de bainha nervosa em papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva) – relato de caso

Autores: Renato Moraes Sarmento ; Adrien Wilhelm Dilger Sanches, José Ricardo Pachaly

Resumo: O tumor maligno de bainha nervosa é um neoplasma raro, com poucos relatos em medicina veterinária, especialmente em aves. Este artigo apresenta um caso de tumor maligno de bainha nervosa em papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva). Realizou-se exérese da massa neoplásica sob anestesia geral dissociativa e acompanhamento da evolução pós-operatória durante 60 dias. O exame histopatológico revelou anisocitose, anisocariose, células gigantes multinucleadas e mitoses aberrantes. As células mesenquimais estavam entremeadas por substância intercelular abundante, conferindo ao tecido aspecto mixóide em algumas áreas (tecido Antoni B). Em outras áreas as células apresentavam-se em feixes sólidos, por vezes em forma curva ou nodular (tecido Antoni A). Os achados microscópicos possibilitaram o diagnóstico definitivo, como primeira ocorrência desse raro neoplasma em uma ave da Família Psittacidae, Ordem Psittaciformes.
Unitermos: ave, Psittacidae, neoplasma, neurofibrossarcoma, schwannoma maligno


ORTOPEDIA: Fixação percutânea externa complementar na osteossíntese de fratura pélvica cominutiva bilateral – relato de caso em um cão

Autores: Bernardo Kemper ; Maira Santos Severo, Marcela Luiz de Figueiredo, Alex Alves da Silva, Ricardo Chioratto, Neuza Marques, Eduardo Alberto Tudury

Resumo: Fraturas da pelve são relativamente comuns, sendo a maioria do tipo múltipla. Os métodos de fixação para as fraturas pélvicas incluem o uso de pinos e fios de Kirschner, placas ortopédicas, parafusos ortopédicos, cerclagem interfragmentar, e parafusos ortopédicos e polimetilmetacrilato. O objetivo deste trabalho é relatar a bem sucedida osteossíntese de uma fratura pélvica bilateral cominutiva pela combinação de duas técnicas ortopédicas de estabilização do coxal: utilizando parafusos e polimetilmetacrilato (PMMC) para a estabilização das fraturas acetabulares, e pinos de Schantz inseridos no ílio e ísquio, conectados externamente com PMMC. As vantagens dessa combinação, como simplicidade e versatilidade da técnica, recuperação funcional precoce, satisfação do proprietário com a evolução clinica do animal, cicatrização óssea apropriada e posterior remoção do fixador, diminuindo o número de implantes, justifica a sua utilização em fraturas pélvicas cominutivas bilaterais em cães.
Unitermos: pelve, reparo de fratura


SAÚDE PÚBLICA: Leishmaniose tegumentar americana em gato doméstico no município do Rio de Janeiro, Brasil – relato de caso

Autores: Fabiano Borges Figueiredo ; Sandro Antonio Pereira, Isabella Dib Ferreira Gremião, Lílian Dias Nascimento, Maria de Fátima Madeira, Tânia Maria Pacheco Schubach

Resumo: As leishmanioses são zoonoses que acometem os seres humanos e outras espécies de mamíferos. São causadas por protozoários do gênero Leishmania e transmitidas através da picada de insetos vetores do gênero Phlebotomus. A primeira descrição de leishmaniose felina no mundo data de 1927. Desde então a doença tem sido esporadicamente notificada, tanto na forma cutânea quanto na forma visceral, em diversos países. O presente artigo relata um caso de leishmaniose tegumentar em gato doméstico no município do Rio de Janeiro, com ênfase nos achados parasitológicos, sorológicos, hematológicos, bioquímicos e histopatológicos.
Unitermos: Leishmania, gato, diagnóstico




Informação adicional

Peso 272 g
Dimensões 28 x 21 x 0.5 cm

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