Clínica Veterinária n. 71

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SAÚDE PÚBLICA: Aspectos clínicos de cães naturalmente infectados por Leishmania (Leishmania) chegasi na região metropolitana do Recife
SAÚDE PÚBLICA: Aspectos epidemiológicos da leishmaniose visceral urbana no Brasil
SAÚDE PÚBLICA: Caracterização histopatológica e imunoistoquímica da netropatia da leishmaniose visceral experimental em hamster
SAÚDE PÚBLICA: Imunopatologia da leishmaniose visceral canina
SAÚDE PÚBLICA: Leishmaniose tegumentar americana: uma visão da epidemiologia da doença na Região Sul
SAÚDE PÚBLICA: Leishmaniose visceral canina: aspectos de saúde pública e controle
SAÚDE PÚBLICA: Leishmaniose visceral canina: aspectos de tratamento e controle
SAÚDE PÚBLICA: Métodos de diagnóstico da leishmaniose visceral canina

Descrição


Artigos científicos presentes na Clínica Veterinária n. 71, novembro/dezembro/2007, ano XII:

EDIÇÃO ESPECIAL DE SAÚDE PÚBLICA – LEISHMANIOSE

SAÚDE PÚBLICA: Métodos de diagnóstico da leishmaniose visceral canina

Autores: Fabiana Augusta Ikeda-Garcia ; Mary Marcondes

Resumo: Protozoários do gênero Leishmania são os agentes causais da leishmaniose visceral. Leishmania (Leishmania) chagasi (CUNHA & CHAGAS, 1937) é a espécie encontrada no Brasil. A doença acomete o homem e outras espécies animais, principalmente os cães. A transmissão entre hospedeiros vertebrados ocorre por meio da picada de flebotomíneo. O diagnóstico clínico da leishmaniose visceral canina é difícil de ser realizado devido à variedade de sintomas da doença. Os achados clínicos não são patognomônicos, à semelhança do que ocorre em outras enfermidades infecciosas. A confirmação do diagnóstico da leishmaniose visceral deve se basear em métodos parasitológicos, sorológicos ou moleculares, desde que conhecidas as limitações de cada método diagnóstico utilizado. A presente revisão procura abordar a etiopatogenia, os sintomas e os diferentes métodos de diagnóstico da doença.
Unitermos: Cães, Leishmania chagasi, zoonose


SAÚDE PÚBLICA: Caracterização histopatológica e imunoistoquímica da netropatia da leishmaniose visceral experimental em hamster

Autores: Aline de A. Carvalho ; Érika L. de Macêdo, Bárbara Laurice A. Verçosa, Silvana M. M. da Silva, Sônia M. de Carvalho, Francisco Assis L. Costa

Resumo: O hamster é um excelente modelo para o estudo da leishmaniose visceral, pois desenvolve a doença em sua forma plena. A avaliação das alterações renais em hâmsteres com leishmaniose visceral permite acompanhar a evolução das lesões em consonância com a progressão da enfermidade. Hâmsteres foram infectados e sacrificados 7, 15 e 90 dias pós-infecção (P.I.). Fragmentos de rim foram corados com HE, PAS, Masson, PAMS, Vermelho Congo e Imunoperoxidase. A carga parasitária foi maior no grupo de 90 dias do que nos grupos de 7 e 15 dias P.I. A quantificação de células glomerulares foi maior no grupo de 15 dias do que no grupo de 90 dias P.I. Nos glomérulos e nos túbulos proximais, constatou-se depósito de amilóide. Não foram encontradas amastigotas no parênquima renal, mas antígeno de Leishmania sp estava presente. A lesão renal progrediu com o tempo de infecção, estando associada à carga parasitária e à presença de antígeno de Leishmania sp nos rins.
Unitermos: Técnicas imunoenzimáticas, rim, leishmânia, Mesocricetus, glomerulonefrite, diagnóstico


SAÚDE PÚBLICA: Aspectos epidemiológicos da leishmaniose visceral urbana no Brasil

Autores: Cláudia Souza e Silva Boraschi ; Caris Maroni Nunes

Resumo: A leishmaniose visceral encontra-se em expansão no Brasil, especialmente no meio urbano. Como a urbanização da doença é um fenômeno recente, são escassas as informações sobre a epidemiologia e as relações entre os componentes da cadeia de transmissão nesse novo cenário. O presente estudo procurou revisar os principais aspectos epidemiológicos relacionados à infecção dos animais domésticos e do homem, bem como os que favorecem a manutenção da população do vetor da leishmaniose visceral. Como resultado desta revisão, foi observado que medidas voltadas ao meio ambiente e ao peridomicílio com o objetivo de diminuir a densidade populacional de vetores, retirar possíveis fontes de alimento ou de criadouros destes, bem como controlar a invasão das áreas urbanas por animais silvestres em busca de alimentos, podem ser adotadas pela comunidade, diminuindo o elo existente entre os ciclos urbanos e silvestres.
Unitermos: Epidemiologia, Leishmania, peridomicilio


SAÚDE PÚBLICA: Imunopatologia da leishmaniose visceral canina

Autores: Juliana Giantomassi Machado ; Juliano Leônidas Hoffmann, Helio Langoni

Resumo: A leishmaniose visceral canina (LVC) é uma zoonose com ampla distribuição mundial, cujos sinais clínicos têm sido associados com alterações imunológicas. A resposta imune celular direcionada para células Th1 predomina nos cães assintomáticos e tem sido relacionada à possível resistência à doença. Embora o papel das citocinas de células Th2 nos casos sintomáticos seja ainda controverso, há evidências de sua correlação com a progressão da doença. As alterações patológicas na LVC são causadas tanto pela ação direta do parasito nos tecidos – levando à formação de lesões inflamatórias não supurativas -, quanto pela deposição de imunocomplexos em vários órgãos e tecidos, principalmente no baço, no fígado e nos rins. O estudo da resposta imune hospedeiro-parasita como fator de desencadeamento e severidade das lesões clínicas é essencial para melhor compreensão e caracterização da doença.
Unitermos: “Cão Leishmania chagasi imunologia”


SAÚDE PÚBLICA: Aspectos clínicos de cães naturalmente infectados por Leishmania (Leishmania) chegasi na região metropolitana do Recife

Autores: Alessandra Ribeiro de Albuquerque ; Fabiane Rodrigues de Aragão, Maria Aparecida da Glória Faustino, Yara de Miranda Gomes, Rodrigo Alves de Lira, Mineo Nakasawa, Leucio Camara Alves

Resumo: A Leishmaniose visceral ou calazar é uma doença parasitária de caráter zoonótico de distribuição cosmopolita, situada entre as seis endemias consideradas prioritárias no mundo. No presente estudo foram descritos os achados clínicos observados em 25 cães naturalmente infectados por Leishmania sp na região metropolitana do Recife. Os animais foram submetidos a exames parasitológico e sorológico pelo ensaio de imunoadsorção enzimática (ELISA). Os sinais clínicos mais freqüentes foram as úlceras cutâneas, seguidas de linfadenomegalia, perda de peso, onicogrifose e oftalmopatias. Sugere-se que, em áreas endêmicas para leishmaniose visceral canina, os animais que apresentam esses sinais clínicos devam ser investigados quanto à infecção por Leishmania (Leishmania) chagasi.
Unitermos: Canino, zoonose, leishmaniose visceral


SAÚDE PÚBLICA: Leishmaniose visceral canina: aspectos de saúde pública e controle

Autores: Janaína Biotto Camargo ; Marcella Zampoli Troncarelli, Márcio Garcia Ribeiro, Helio Langoni

Resumo: A leishmaniose visceral canina é uma zoonose considerada reemergente a partir das duas últimas décadas, e tem se tornado um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. No Brasil, é causada por protozoários do gênero Leishmania, da espécie L. chagasi, e acomete principalmente crianças menores de nove anos de idade e indivíduos imunocomprometidos. Atualmente, os pesquisadores têm dado atenção especial à co-infecção Leishmania-HIV, que se tornou bastante comum em regiões endêmicas para a doença. Aproximadamente 70% das pessoas acometidas pela leishmaniose visceral estão infectadas também pelo vírus da imunodeficiência humana, e 9% dos pacientes HIV positivos estão infectados concomitantemente pelo parasito. O que chama a atenção dos profissionais da saúde é que aproximadamente um terço da população com aids vive em áreas endêmicas para a leishmaniose visceral. Dessa maneira, ações de controle epidemiológico no que diz respeito aos reservatórios e vetores são extremamente importantes, já que a enfermidade vem se alastrando geograficamente, e o número de casos é crescente em quase todo o país.
Unitermos: cães, epidemiologia, HIV, Leishmania


SAÚDE PÚBLICA: Leishmaniose tegumentar americana: uma visão da epidemiologia da doença na Região Sul

Autores: Jairo Ramos de Jesus ; Flavio Antonio Pacheco de Araujo

Resumo: A leishmaniose é uma das principais doenças transmitidas por vetores no mundo. No Brasil, é considerada reemergente e em expansão. Em decorrência do crescimento dos centros urbanos e das dificuldades sócio-econômicas a doença não está mais confinada às florestas, avançando nos últimos anos para a periferia dos grandes centros. O número esperado de casos novos anuais de leishmaniose tegumentar americana (LTA) no Brasil é de 30.000 casos/ano. Na Região Sul, até o ano 2000, somente o Rio Grande do Sul (RS) não era considerado área de risco de transmissão. Porém, em 2002 foi confirmado o primeiro caso autóctone humano do Estado, no município de Porto Alegre. Atualmente, já foram confirmados 17 casos autóctones no RS, transformando-o em área de risco de transmissão de LTA.
Unitermos: “Doença parasitária leishmaniose cutânea Leishmania”


SAÚDE PÚBLICA: Leishmaniose visceral canina: aspectos de tratamento e controle

Autor: Vitor Márcio Ribeiro

Resumo: Neste artigo, são revisados aspectos do tratamento e do controle da leishmaniose visceral canina. Apresentam-se os critérios que se estabelecem para a instituição e o controle do tratamento, o prognóstico e a importância da adesão dos proprietários na adoção de medidas recomendadas para controle do vetor. São discutidas questões ligadas ao sacrifício de cães como estratégia de controle da doença, alternativas a esta medida e a obrigatoriedade de tal medida. São apresentados os fármacos preconizados para o tratamento, bem como medicamentos em fase experimental e para terapia de suporte.
Unitermos: Calazar canino, doenças infecciosas, animais domésticos, controle de doenças, zoonoses




Informação adicional

Peso 309 g
Dimensões 28 x 21 x 0.5 cm

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