Clínica Veterinária n. 127

R$ 40,00

ANIMAIS SELVAGENS: Dermatófitos isolados do pelame de animais selvagens
ANIMAIS SELVAGENS: Isolamento de Chrysosporium spp em dermatite em Iguana iguana – primeiro relato na Argentina
CARDIOLOGIA: Hipotensão arterial em cães e gatos – revisão
CARDIOLOGIA: Tetralogia de Fallot em cão – relato de caso
CLÍNICA: Hiperaldosteronismo primário em felinos – revisão
MEDICINA VETERINÁRIA LEGAL: Análise retrospectiva de denúncias de maus-tratos contra animais em Pinhais, Paraná, Brasil

Descrição

Artigos científicos presentes na Clínica Veterinária n. 127, março/abril/2017, ano XXII:

CARDIOLOGIA: Tetralogia de Fallot em cão – relato de caso

Autores: Raimy Costa Martins ; Marília Ávila Valandro; Karen Guzmán Beltrán; João Paulo da Exaltação Pascon

Resumo: A tetralogia de Fallot é uma rara doença congênita, definida por estenose da valva pulmonar, hipertrofia ventricular direita, defeito do septo interventricular e dextroposição da aorta. Suas consequências fisiopatológicas, assim como a  apresentação clínica, dependem principalmente do grau de obstrução da artéria  pulmonar. Clinicamente, os animais apresentam cianose, intolerância ao exercício, dispneia e síncopes. O diagnóstico definitivo e o prognóstico são obtidos por meio da ecodopplercardiografia. A cirurgia é o único método efetivo para o tratamento; no entanto, em casos brandos, a terapia medicamentosa pode ser indicada como forma paliativa. O presente trabalho relata o caso de um cão de onze meses de idade, sem raça definida, diagnosticado com tetralogia de Fallot, enfatizando a ecodopplercardiografia como método diagnóstico definitivo da doença.
Unitermos: canino, má-formação, cardiopatia, cianose


CLÍNICA: Hiperaldosteronismo primário em felinos – revisão

Autores: Bruna Rodrigues Padin ; Pedro Villela Pedroso Horta

Resumo: O hiperaldosteronismo primário é resultante de tumores ou hiperplasias que acometem a zona glomerulosa da glândula adrenal e induzem hipersecreção de aldosterona. Os efeitos são compatíveis com as ações da aldosterona no organismo: aumento da retenção de sódio, maior volume sanguíneo e aumento da excreção de potássio. Os achados clínicos são hipertensão sistêmica e polimiopatia hipocalêmica, com fraqueza muscular generalizada, ventroflexão cervical, podendo chegar a casos de paresia. Os achados em exames bioquímicos mais comuns são: hipocalemia, elevação da concentração de ureia e creatinina, hipomagnesemia, hipocloremia e hipofosfatemia. Os exames de imagem são importantes  para  estabelecer  se o acometimento das glândulas adrenais é unilateral ou bilateral e assim guiar o tratamento. O tratamento medicamentoso é de suporte, com suplementação de potássio, uso da espironolactona e de  bloqueadores do canal de cálcio.  A adrenalectomia unilateral é o tratamento de escolha, pois é curativa e relacionada a prognóstico bom.
Unitermos: glândula adrenal, aldosterona, hipertensão


CARDIOLOGIA: Hipotensão arterial em cães e gatos – revisão

Autores: Eduardo Butturini de Carvalho ; Ronald Paiva Moreno Gonçalves

Resumo: A hipotensão arterial é intercorrência frequente na rotina clínica e cirúrgica de pequenos animais, provocando graves consequências, como injúria renal aguda ou mesmo disfunção de múltiplos órgãos. Entender a fisiopatologia e conhecer as opções diagnósticas e terapêuticas dessa intercorrência são condições fundamentais para uma correta abordagem nesses casos. O objetivo deste estudo foi revisar a fisiopatologia da hipotensão arterial, mas principalmente descrever os principais métodos de diagnóstico e as recentes diretrizes de seu tratamento. A atual terapia guiada por metas direciona o profissional para o entendimento da necessidade de uma ação terapêutica precoce a partir do diagnóstico da hipotensão. Dessa forma, por meio de um rápido restabelecimento da pressão arterial, espera-se reduzir ou mesmo prevenir sequelas dessa síndrome clínica potencialmente fatal.
Unitermos: choque, hipovolemia, pressão arterial, fluidoterapia, cristaloides, coloides


ANIMAIS SELVAGENS: Dermatófitos isolados do pelame de animais selvagens

Autores: Juan Justino de Araújo Neves ; Sândara Pimentel Sguario; Claudia Filoni; Marina Galvão Bueno; Henri Donnarumma Levy Bentubo; Maria Anete Lallo; Selene Dall’Acqua Coutinho

Resumo: Dermatófitos são fungos filamentosos queratinofílicos e agentes de zoonoses; entretanto, o papel que os animais selvagens representam na transmissão das dermatofitoses ainda precisa ser determinado. O objetivo deste trabalho foi pesquisar dermatófitos no pelame de animais da fauna brasileira. Trinta e dois mamíferos selvagens sadios de vários táxons foram estudados, 17 de cativeiro e 15 de vida livre. As amostras foram obtidas por fricção de carpetes estéreis no pelame dos animais. As amostras foram semeadas em ágar Mycobiotic e incubadas a 25 °C, identificando-se as colônias por suas características macro e microscópicas. Isolaram-se dermatófitos de 9,5% dos animais pesquisados: Microsporum gypseum de um lobo-guará (Chry­so­cyon brachyurus), Microsporum cookie de um quati (Nasua nasua) e Trichophyton ajelloi de um cachorro-do-mato-vinagre (Speothos venaticus). Esses animais representam fontes de infecção para homens e outros animais, sendo importantes para a saúde pública.
Unitermos: fungos, dermatofitoses, tinha, Microsporum, Trichophyton


ANIMAIS SELVAGENS: Isolamento de Chrysosporium spp em dermatite em Iguana iguana – primeiro relato na Argentina

Autores: Armando Ruben Delgado ; Juan Alberto Lorente; Juan Carlos Troiano; Paula Karina Rejf

Resumo: O presente trabalho descreve o primeiro isolamento na Argentina de uma espécie de Chrysosporium em uma iguana-verde (Iguana iguana) jovem. O animal apresentava uma lesão no terço distal da cauda e não havia respondido a vários tratamentos, razão pela qual se decidiu amputar a zona afetada. Obtiveram-se amostras estéreis do tecido, semeadas em ágar Sabouraud glicosado com inibidores ágar sangue ovino 8% e ágar McConkey (AMc) incubadas a 37 °C; as colônias obtidas eram brancas e opacas, e no reverso, marrom-claras. Na microscopia foram identificadas hifas hialinas tabicadas típicas do gênero Chrysosporium, que se apresentavam retas, ramificadas de forma irregular e com presença de conídios globosos e de superfície lisa. Na histologia se observou perda de solução de continuidade do epitélio, com infiltrado de células granulosas e presença do microrganismo saprófito. Na derme foram observados granulomas com escassa reação fibroblástica e angioblástica.
Unitermos: micose, pele, répteis


MEDICINA VETERINÁRIA LEGAL: Análise retrospectiva de denúncias de maus-tratos contra animais em Pinhais, Paraná, Brasil

Autores: Solange Aparecida Marconcin ; Karyn Aparecida Rossa; Isabela Solá Chagas Lima Scalco; Luana Oliveira Leite; Rita de Cassia Maria Garcia

Resumo: O relacionamento entre seres humanos e seus animais de companhia tem se tornado mais próximo e intenso ao longo dos séculos. Atualmente, cães e gatos são considerados integrantes da família, e em muitos lares participam ativamente da rotina de seus tutores. Todavia, apesar do estreitamento desses laços, relatos de maus-tratos aos animais ocorrem regularmente. O objetivo deste estudo foi relatar as características de denúncias de maus-tratos contra animais domésticos em Pinhais, PR. Do total de 583 denúncias, 85,24% envolveram cães. Da totalidade de acusações recebidas, a maioria se referia a abandono (26,41%), restrição de espaço (20,92%) e alimentação inadequada (15,09%). Os resultados obtidos indicam que a população tem se tornado mais sensível à problemática dos maus-tratos aos animais, revelando assim a importância da atuação dos órgãos de proteção animal em conjunto com programas de conscientização.
Unitermos: animais de companhia, abandono, bem-estar animal


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Informação adicional

Peso 338 g
Dimensões 28 x 21 x 0.5 cm

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