Clínica Veterinária n. 116

R$ 30,00

BEM-ESTAR ANIMAL: Revisão sobre ética e bem-estar nas intervenções assistidas por cães
CIRURGIA: Walking suture na redução de um amplo espaço morto secundário a uma mastectomia canina – relato de caso
CLÍNICA: Alterações bioquímicas e hematológicas em cães naturalmente infectados por Leishmania (infantum) chegasi
CLÍNICA: Aspectos clínicos e imaginológicos de fibroma vaginal em cadela – relato de caso
CLÍNICA: Pneumomediastino em cão yorkshire – relato de caso
DERMATOLOGIA: Alopecia por Malassezia pachydermatis em um lobo-marino-subantártico (Arctocephalus tropicalis) – relato de caso
DIAGNÓSTICO POR IMAGEM: Aspectos clínicos e imaginológicos de fibroma vaginal em cadela – relato de caso
DIAGNÓSTICO POR IMAGEM: Exame radiográfico para a avaliação de ângulo de inclinação do platô tibial em cães – critérios para aquisição da projeção radiográfica

Descrição


Artigos científicos presentes na Clínica Veterinária n. 116, maio/junho/2015, ano XX:

BEM-ESTAR ANIMAL: Revisão sobre ética e bem-estar nas intervenções assistidas por cães

Autores: Pedro David Esteves Rosa; Maria do Rosário Grou Rainho; Gonçalo da Graça Pereira

Resumo: A relação entre seres humanos e animais tem-se manifestado ao longo da história sob as mais diferentes formas. As intervenções assistidas por animais ilustram uma fração importante dessa ligação. Atualmente carece ainda de um quadro teórico amplamente reconhecido que considere questões práticas, éticas e de segurança para todos os intervenientes. Apesar da abundante literatura sobre os benefícios nos pacientes e clientes, há muito a explorar sobre o impacto nos animais envolvidos. Os tutores devem ser responsáveis pelo bem-estar do animal que colocam a serviço da intervenção, estando aptos a reconhecer e responder a sinais de estresse, desconforto, medo ou outras ameaças. A investigação pode revelar-se fundamental na avaliação dos fatores que podem comprometer ou potenciar os níveis de bem-estar, apoiando a definição de um trabalho mais completo e sensível, que respeite e promova o bem-estar dos cães envolvidos.
Unitermos: comportamento, indicadores de bem-estar, intervenções assistidas por animais


CLÍNICA: Pneumomediastino em cão yorkshire – relato de caso

Autores: Thaynná Dalto Rodrigues; Gustavo Marques Abreu Serrão; Luciano Cacciari B. A. da Silva; Guillermo Carlos Veiga de Oliveira

Resumo: Enfermidade incomum na rotina médico-veterinária, o pneumomediastino é definido como a presença de ar livre em mediastino, podendo ser oriundo de um trauma ou ter caráter espontâneo. A enfermidade tende a evoluir de forma benigna, porém é de extrema importância identificar sua causa primária por meio de exame físico minucioso e exames de imagem. Neste estudo, um macho da raça yorkshire foi encaminhado para a clínica médica com a queixa de enfisema subcutâneo na região do tórax e do pescoço. Como não havia alterações clínicas evidentes de dor e dispneia, realizou-se uma radiografia torácica, na qual se identificou o pneumomediastino. Após tratamento conservador, o paciente retornou para novo controle radiográfico e alta médica. Em função do fato de o pneumomediastino ser uma afecção rara e autolimitante, ressalta-se a necessidade de uma avaliação criteriosa para impedir possíveis complicações, que podem variar de acordo com a etiologia ou o fator desencadeante.
Unitermos: tórax, pescoço, mediastino, trauma, enfizema subcutâneo


CLÍNICA: Alterações bioquímicas e hematológicas em cães naturalmente infectados por Leishmania (infantum) chegasi

Autores: Ivete Lopes de Mendonça; Michel Muálem de Moraes Alves; Joilson Ferreira Batista; Fernanda Samara Barbosa Rocha; Esther M. de Carvalho e Silva

Resumo: O objetivo deste trabalho foi detectar as alterações bioquímicas e hematológicas em cães naturalmente infectados por Leishmania (infantum) chagasi. Dividiram-se os cães em três grupos: controle (n = 32) com diagnóstico sorológico e parasitológico negativos e sem sinais clínicos; oligossintomático (n = 48) com diagnóstico sorológico e parasitológico positivos, e de um a três sinais clínicos; polissintomático (n = 50) com diagnóstico sorológico e parasitológico positivos, e com mais de três sinais clínicos. Observou-se nos grupos dos animais com LV oligossintomático e polissintomático: redução da albumina sérica e do número de eritrócitos, linfócitos, eosinófilos em relação ao grupo controle. O grupo polissintomático também apresentou aumento na dosagem sérica de globulina. Conclui-se que quanto maior a quantidade de sinais clínicos apresentados por cães com leishmaniose, maior o número de alterações nos parâmetros bioquímicos e hematológicos.
Unitermos: leishmaniose, canino, bioquímica sérica, albumina, anemia


CLÍNICA: Intoxicação por veneno de sapo em um cão – relato de caso

Autores: Leonardo Mendes Tôrres; Alinne K. F. Pereira Dantas; Kamila Nunes de Araújo; Janaina Keilla da Costa Silva; Ramon T. Galvão Alves Rodrigues; Leiliane Silva Bezerra

Resumo: Os sapos do gênero Bufo produzem uma secreção responsável por desencadear principalmente sinais neurológicos, gastrintestinais e cardiovasculares em cães. Este relato tem por objetivo descrever um caso de intoxicação por veneno de sapo em um cão da raça pastor alemão, com histórico de vômitos e convulsões hiperagudas. O animal apresentou hiperestesia dos membros torácicos, nistagmo bilateral, protrusão da língua, hipersalivação e hipertermia. O tratamento consistiu na administração de anticonvulsivantes, fluidoterapia, protetor hepático e diurético. Após três dias de internamento, o animal apresentou regressão da sintomatologia previamente relatada. No entanto, foram observados pontos hemorrágicos intraoculares por toda a extensão da íris, sem interferência na função visual.
Unitermos: clínica médica, toxicologia, canino, bufotoxina


CLÍNICA: Aspectos clínicos e imaginológicos de fibroma vaginal em cadela – relato de caso

Autores: Júlio César Simões de Souza; Nathalia Ianatoni Camargo; Ieverton Cleiton Correia da Silva; Lorena Adão Vescovi Séllos Costa; Fernando Leandro dos Santos; Marcelo Weinstein Texeira; Fabiano Séllos Costa

Resumo: Tumores vaginais e vulvares são os tumores mais comuns do trato genital de cadelas. Descreve-se o caso de uma cadela da raça chow chow, com onze anos, não castrada, com histórico de iscúria, estrangúria e tenesmo fecal. Exames ultrassonográfico e tomográfico permitiram a caracterização de massa em cavidade pélvica projetando-se para a região abdominal caudal e promovendo deslocamento cranial da bexiga, obstrução uretral e obstrução parcial de cólon descendente. Após biópsia percutânea guiada por ultrassom e análise histopatológica, foi possível estabelecer o diagnóstico de fibroma vaginal. Ressalta-se nesse caso a importância dos exames de diagnóstico por imagem para o estabelecimento do diagnóstico e a caracterização de alterações secundárias decorrentes do crescimento tumoral. Além disso, o exame tomográfico forneceu informações importantes para o planejamento cirúrgico do paciente.
Unitermos: caninos, ultrassonografia, tomografia computadorizada, neoplasma vaginal


CIRURGIA: Walking suture na redução de um amplo espaço morto secundário a uma mastectomia canina – relato de caso

Autores: Antonio Carlos Prestes Pereira; Arilso Severo Schneider; Gerson Ferreira Filho; Jorge Schastai

Resumo: A mastectomia é a terapêutica de escolha para os tumores da glândula mamária. Como os tumores infiltrativos com ulcerações expansivas são mais agressivos, podem ocorrer problemas na síntese cirúrgica por falta de pele para o fechamento da ferida. A walking suture foi utilizada para reduzir o espaço morto resultante de uma mastectomia canina e possibilitar a síntese cirúrgica e para reduzir a tensão, melhorando com isso, o processo de cicatrização. Há autores que preferem não colocar grande quantidade de material de sutura para diminuir o processo inflamatório. Entre os principais aspectos positivos da walking suture estão a eficácia na redução de tensão e a obliteração do espaço morto. Os possíveis aspectos do uso exagerado da sutura são o alto potencial de comprometimento circulatório dos vasos cutâneos diretos e do plexo subdérmico e o potencial para a formação de seromas, problemas não observados no caso a seguir, no qual a walking suture teve resultado satisfatório.
Unitermos: tumores mamários, cirurgia, síntese, tensão


DERMATOLOGIA: Alopecia por Malassezia pachydermatis em um lobo-marino-subantártico (Arctocephalus tropicalis) – relato de caso

Autores: Laura Reisfeld; Paloma Canedo Henrique; Bruna Schwarz Ribeiro; Laura Ippolito Moura; Selene Dall`Acqua Coutinho

Resumo: Mamíferos marinhos em cativeiro são particularmente suscetíveis a infecções virais, bacterianas, fúngicas ou parasitárias que causam dermatite focal ou difusa, e que podem causar alopecias em pinípedes. Diversos tipos de lesões dermatológicas ocasionadas por fungos, incluindo lesão por Malassezia, já foram descritas nesses animais. Um lobo-marinho-subantártico (Arctocephalus tropicalis) mantido em cativeiro apresentou alopecia bilateral na região da nadadeira caudal e em região abaixo da nadadeira peitoral. Para diagnosticar a possível causa da alopecia foram realizados etograma (para avaliação do comportamento do animal), culturas bacteriana e micológica. Após confirmação da presença de Malassezia pachydermatis, foi estabelecido protocolo de tratamento, o qual se mostrou bastante eficaz para a resolução do quadro. O objetivo do presente trabalho é relatar um caso de alopecia em um lobo-marinho, abordando o diagnóstico e a terapêutica utilizados.

Unitermos: pinípedes, lesão de pele, infecção fúngica


DIAGNÓSTICO POR IMAGEM: Exame radiográfico para a avaliação de ângulo de inclinação do platô tibial em cães – critérios para aquisição da projeção radiográfica

Autores: Diego Ferreira Alves Modena; Carla Aparecida Batista Lorigados; Ana Carolina B. de C. F. Pinto; Stefano Carlo Filippo Hagen; Cláudia Matsunaga Martín; Cinthia Keiko Souto; Bruno Ferrante

Resumo: A ruptura do ligamento cruzado é uma das lesões ortopédicas que mais comumente afeta a espécie canina. O aumento do ângulo de inclinação do platô tibial tem sido relacionado com a ruptura do ligamento. A técnica cirúrgica de nivelamento do platô tibial (TPLO) é uma das técnicas cirúrgicas preconizadas, que objetivam a reestabilização da articulação femorotibiopatelar. O exame radiográfico é uma ferramenta indispensável para o planejamento cirúrgico de diversas técnicas ortopédicas que visam osteotomias corretivas. Avaliar inicialmente o ângulo de inclinação do platô tibial a partir do exame radiográfico é um pré-requisito para o procedimento da TPLO. A proposta do presente estudo é descrever as técnicas para a obtenção da projeção radiográfica correta e ressaltar as referências anatômicas utilizadas para medir o ângulo de inclinação do platô tibial.
Unitermos: canino, radiografia, mensuração, tíbia


DIAGNÓSTICO POR IMAGEM: Aspectos clínicos e imaginológicos de fibroma vaginal em cadela – relato de caso

Autores: Júlio César Simões de Souza; Nathalia Ianatoni Camargo; Ieverton Cleiton Correia da Silva; Lorena Adão Vescovi Séllos Costa; Fernando Leandro dos Santos; Marcelo Weinstein Texeira; Fabiano Séllos Costa

Resumo: Tumores vaginais e vulvares são os tumores mais comuns do trato genital de cadelas. Descreve-se o caso de uma cadela da raça chow chow, com onze anos, não castrada, com histórico de iscúria, estrangúria e tenesmo fecal. Exames ultrassonográfico e tomográfico permitiram a caracterização de massa em cavidade pélvica projetando-se para a região abdominal caudal e promovendo deslocamento cranial da bexiga, obstrução uretral e obstrução parcial de cólon descendente. Após biópsia percutânea guiada por ultrassom e análise histopatológica, foi possível estabelecer o diagnóstico de fibroma vaginal. Ressalta-se nesse caso a importância dos exames de diagnóstico por imagem para o estabelecimento do diagnóstico e a caracterização de alterações secundárias decorrentes do crescimento tumoral. Além disso, o exame tomográfico forneceu informações importantes para o planejamento cirúrgico do paciente.
Unitermos: caninos, ultrassonografia, tomografia computadorizada, neoplasma vaginal


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Informação adicional

Peso 368 g
Dimensões 28 x 21 x 0.5 cm

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